Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 1
Prólogo


Notas iniciais do capítulo

Hello, faz muito tempo que eu não posto nada no Nyah!, mas a vontade bateu mais uma vez e eu tive muitas idéias, porém só consegui desenvolver essa.
Espero que vocês gostem!



[Casa dos Carpenter, Escritório, 9:23 AM]

Era o ultimo dia de férias, mas ainda assim o diretor Carpenter não parava de trabalhar.

Logo os corredores de seu colégio estariam cheios de alunos fazendo barulho, estudando e arranjando brigas. Que tipo de adolescentes eles seriam se não fizessem esse estardalhaço todas as manhãs? O diretor respirou fundo afrouxando a gravata, era de manhã, mas a pilha de novos – e velhos – alunos estava em sua mesa.

Todos os anos ele observava todos os alunos, seus progressos, quedas e organizava os novos alunos para os seus quartos e orientadores. A escola possuía uma ótima estrutura física e também de profissionais, os professores e orientadores eram grandes lendas que haviam salvado o planeta Terra de explodir diversas vezes.

Por mais que tentassem, sempre havia outra leva de seres humanos que estavam dispostos a destruir fauna e flora para fins próprios e mesmo que em alguns casos fosse necessário para viver – eles não repudiavam a alimentação da carne, pois sabiam que alguns animais eram criados para isso – os seres humanos faziam pouco caso de repor ou cuidar. Por isso a gerações atrás os protetores foram enviados.

Pessoas com poderes ganhos através da categoria de animal que protegia, por muitas vezes famílias inteiras eram protetores, enquanto em outras, somente uma ou duas pessoas ganhavam o dom em séculos.

O diretor passou mais uma pilha já analisada para o lado direito da mesa, havia aproveitado o recesso das férias de verão para viajar com seu filho, mas havia se enganado ao pensar que não haveria tantos problemas quando voltasse de sua viagem as ilhas Maldivas. Ele suspirou, concentrado.

— Pai? – O diretor ouviu a voz do filho e uma batida singela na porta de madeira.

— Hm. – ele manifestou estar ali mesmo sem olha-lo.

— Precisa de ajuda? – James Oliver perguntou.

— Você sabe que eu não posso deixa-lo ver as informações dos alunos. – O pai respondeu ainda lendo os papeis a sua frente, riscando e escrevendo eventualmente.

— Então posso ficar aqui com o senhor? – James pediu.

— Claro. – Ele estendeu a mão para a cadeira a sua frente como um convite.

James fechou a porta na qual esteve com o corpo pela metade depois de entrar. Ele andou até a cadeira de couro sintético que o pai havia sinalizado e observou a expressão de compenetração do “seu velho”.

James era um rapaz tranquilo e quase nunca incomodava as pessoas, a menos que quisesse. Ele tinha os olhos expressivos do pai, não possuíam a mesma cor mais ainda assim você podia sentir que ele a leria por completo, profundos como o céu.

— James? – o pai chamou enquanto escrevia. – Pare de me encarar, isso é assustador.

James soltou um riso baixo. Seu pai sempre fazia isso, quando você menos percebia, ele havia captado todo o aspecto do cômodo mais uma vez. James desconfiava que o pai podia ver até mesmo o ar se movendo se possível.

— Já parei. – Ele levantou as mãos em rendição com os cotovelos apoiados na cadeira.

James percebeu que não tinha mais nada a fazer para conseguir tirar a atenção do pai do trabalho, ele era sempre assim concentrado em algo até morrer. Por isso se rendeu a curiosidade e resolveu bisbilhotar.

Se levantou de onde estava e começou a rondar pela sala, foi até as janelas observando as casas lá fora. Seu bairro era um bairro tranquilo e completamente verde, o salário de diretor rendia muito bem durante o ano. Ele andou até a estante da TV atrás do pai e mesmo que ela estivesse no mudo, passava as notícias.

“A caça ilegal aumentou 20% no ultimo semestre” Era a única coisa que James conseguia prestar atenção aos diversos escritos que passavam no rodapé da TV. Tão pequeno como se fosse insignificante. Ele suspirou, estava cada vez pior. Mas ele confiava que a humanidade poderia reconhecer seu erro se soubesse o que viria a acontecer se os protetores simplesmente parassem de fazer seu trabalho.

Ele girou nos calcanhares sentindo o solo duro de seus Nike’s cinza. Observou o topete do pai de cima da cabeça e sua posição debruçada sobre os papeis impedindo que ele conseguisse ver algo, ele se esforçou indo de um lado para o outro, mas o pai parecia saber o que ele pretendia fazer.

— Eu o conheço a 17 anos, Jamie. – O pai parecia adivinhar seus pensamentos. – Eu sei até mesmo quantas vezes você vai ao banheiro.

— Ah pai, só uma olhadinha. – Ele pediu.

Qual era a graça de ter um pai diretor e não saber das novidades no colégio? Por um instante ele captou dois nomes escritos, Heather E. Lancaster e Jocelyn... ele não precisou saber o sobrenome para descobrir de quem se tratava.

— James, pare. – O pai virou os papeis para baixo enquanto o menino se debruçava na mesa.

— Pai. – Ele o olhou com seriedade. – Não coloque a Heather e a Jocelyn juntas.

— James. – O pai o olhou e o castanho sabia que o pai reprovava suas tentativas de se intrometer no trabalho, porém ele lhe lançou um olhar de cachorrinho sem dono que ele sempre fazia quando criança. O pai cedeu. – Porque não?

— Porque elas brigaram feio ano passado nas férias do primeiro ano...

— Por causa daquela festa no Tyler’s? – o pai tentava se lembrar do que havia ouvido do filho sobre a melhor amiga.

— Sim, você se lembra certo?

— Agora eu me lembro. – O diretor coçou a barba pensando. – Ok, me ajude só dessa vez, minha memória não é tão boa quanto de uma criança de 15 anos.

James puxou a cadeira para perto do pai enquanto reclamava por ele errar sua idade de propósito só para deixa-lo irritado. O pai sorriu amistoso e se separou dos papeis por um instante dando atenção ao filho, afagou os cabelos do menino como em um gesto de carinho, os olhos sendo marcados com o tempo em que tinha vivido.

James sorriu, amava muito o pai, mas não via a hora de voltar para a escola.

O ano estava prestes a recomeçar.



Notas finais do capítulo

A ficha está nas notas da história, qualquer dúvida contem comigo!
Espero que vocês tenham entendido o que eu quis passar com essa ideia em geral, estou ansiosa para ver vocês participarem.
Se alguém ainda estiver em dúvida, o James é o Patrick Adams, que tem os olhos azuis e o Sr. Carpenter é o Gabriel Macht. Os dois são atores de "Suits", uma série sobre advocacia muito boa ♥
Bye, Bye.



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