Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 9
Capítulo 40


Notas iniciais do capítulo

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07 de dezembro de 2007

Já faz quase uma semana que Rosalie me atacou. Ela não voltou para casa durante os próximos dois dias depois do ocorrido e quando retornou não veio falar comigo ou sequer ver como eu estava. É como se eu não existisse para ela. Ela me trata ainda pior que antes, não pensei que fosse possível, mas é.

Eu não queria que ela viesse pedir desculpas mesmo se fosse apenas por pedir, não um arrependimento sincero não quero e nem preciso de hipocrisia. E do jeito que ela está agindo demonstra que ela não se arrependeu mesmo do que fez.

Eu sei que ela poderia ter me matado se quisesse, -foi mesmo por pouco que ela não atingiu meu coração,- e não apenas machucado meu braço. Parece que ela quis me dizer alguma coisa com isso, mas o quê?

Algumas coisas a gente aprende melhor passando pela situação. Mas eu nem sei qual a lição que ela quis me dar. O que ela quis dizer? Que vampiros são perigosos? Eu já sabia. Se eu quero mesmo ser assim? Sim, eu já decidi e não vai ser ela que vai me fazer mudar de ideia. Nem um ferimento. Isso só serviu para exatamente o contrário, me deixar mais ansiosa para a mudança e não ser mais uma frágil humana e poder me defender se ela me atacar novamente. O tiro saiu pela culatra, haha.

 Ela não poderia apenas ter me falado? Tinha que ter me machucado? Ou eu é que estou tentando ver um recado onde não há nada? É pura e simplesmente raiva. Estou tentado justificar a atitude dela para mim mesma, mas eu não tenho que justificar nada. Ela agiu assim porque quis. Ela quis apenas expressar a sua raiva naquele momento e eu era um alvo fácil, uma frágil humana. Ela foi covarde e desumana como meus pais disseram. Não tenho que tentar ver mais nada, é apenas isso e ponto. Ela fez o que quis e eu não tenho que procurar respostas em lugar nenhum.

Ouvi falar que os lobos é que tem um controle precário e que poderiam ferir alguém sem querer, mas parece que alguns vampiros também tem o ‘pavio curto’. O temperamento de Rosalie é difícil.

Eu sei que a cicatriz irá provavelmente desaparecer quando eu for transformada, mas a marca na pele nem é o que incomoda tanto, o que me magoa mais é o desprezo, a indiferença de Rosalie. Eu não tinha irmãs, somente irmãos, por isso gostaria que ela fosse uma irmã para mim no sentido da palavra. Ela é mais velha do que eu dois anos fisicamente, mas mais de 90 anos, na verdade.

Eu queria que ela fosse minha irmã mais velha. Alice e Bella então é que farão o papel que ela não quer. Por que ela não quer? Eu sou muito insignificante? O que há de errado comigo? Não acho que seja isso porque todos os outros gostam de mim do jeito que eu sou. A errada é ela. Quem tem problema é ela e não eu.

Esme entra no meu quarto enquanto eu escrevia no meu diário:

— Posso entrar?

— Claro, mamãe!

— O que você estava fazendo filha? – ela me vê fechar o caderno.

— Nada – seguro o caderno contra o peito.

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— Não se preocupe, querida. Eu também já tive um diário e sei que ninguém pode mexer.

— Vou deixar você ler um dia mãe. Eu não tenho segredos com você.

— Não precisa me provar nada, sweetie. Eu já conheço você o suficiente e também sei que por mais abertas que somos com nossas mães sempre temos coisas só nossas.

— Em casa não poderia haver segredos por causa de Edward, Alice e até mesmo Jasper, fazendo você dizer tudo que queria esconder.

— Nem todo mundo em casa lê mentes. Eu não. Às vezes posso adivinhar alguns pensamentos seus, querida, porque sou sua mãe – Esme afaga minha mão que eu deixei sobre a cama. – Bella pode ter segredos por causa do dom dela, apenas Jasper poderia fazer ela falar se fosse preciso. E isso foi muito útil ano passado.

— Por que, mãe?

— Seu irmão Edward nunca pode ler a mente de Bella, nem quando ela ainda era humana. E isso demonstrava quão forte era o dom latente dela. Mas poder esconder informações até mesmo de seu marido ajudou Bella a planejar a fuga de Renesmee caso a batalha realmente tivesse ocorrido. Não sei se ela teria conseguido escapar, mas o importante é que escondendo essa ideia de Edward, Bella não a deixou exposta para que Aro soubesse ao ler a mente de meu filho.

— Aro, lembro desse nome... é um dos líderes, não é?

— Sim, é.

— Ele também pode ler a mente das pessoas como meu irmão? – fico preocupada que ele possa ler a minha.

— Sim, mas não é igual Edward. Aro pode apenas ler seus pensamentos se lhe tocar com a mão. Parecido com o dom de Renesmee, mas ele pode ler sua mente segurando apenas na sua mão. Talvez o dom de minha neta evolua dessa forma... Aro pode ler não apenas os pensamentos que você tem agora, mas todos os que já teve na vida. Edward só pode ouvir as ideias que você tem agora. Mesmo que seja a distância ele só pode ver o que pensamos no momento presente. Por isso Aro cobiça Edward. Ele queria que ele fosse da sua guarda.

Tentei imaginar Edward com os olhos vermelhos e com um manto negro. Não dá para imaginar, ele já saiu de casa uma vez e sabe como é essa vida de caçar pessoas e jamais faria isso de novo. Se não, ele não teria voltado. Ou ele poderia ser chantageado caso ameaçassem a família dele... Todos nós não apenas Bella e Renesmee.

— Mas Aro sabe que nem Edward e nem Alice, que ele também gostaria que se juntasse a eles, iriam deixar nossa família para trás. Nenhum deles nos abandonaria, aqui eles não são tratados apenas como poderes, são acima de tudo pessoas.

— Alice abandonou vocês ano passado, não foi?

— Nós é que pensamos que ela tinha nos abandonado. Era isso mesmo que deveríamos pensar na época, mas Alice jamais nos deixaria. Ela nos escolheu, ela seria sim livre para partir se quisesse, mas não foi isso que aconteceu. Pareceu que ela tinha nos abandonado quando a situação era perigosa, parecia que ela tinha fugido da morte que nos esperava, mas na verdade ela foi procurar ajuda para nos salvar.

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— Vocês iriam morrer? – minha voz era mais nervosa e mais alta do que geralmente era.

 Eles iriam morrer e Alice os abandonou? Como ela teve coragem? Isso foi uma covardia.

— Sim, os Volturi tinham esse propósito. Tentaram diversas alegações para conseguir, mas não puderam fazer o que pretendiam, pois nós estávamos limpos, sem mácula alguma. Alice trouxe um hibrido que mora na América do Sul para provar que Renesmee não se tornaria um monstro.

‘ Foi muito difícil para ela, eu imagino, porque Alice não podia enxergar na época os transmorfos e os híbridos. Agora ela consegue, mas pouco por causa da convivência com Renesmee e Jacob. Mas ela encontrou Nahuel e sua tia Huilen e os convenceu a virem para cá. Nahuel mostrou que Renesmee não era uma ameaça e viveria ainda muitos anos conosco.

— Como vocês sabem, mamãe?

— Ele tinha 150 anos aproximadamente. Ele também disse que havia atingido seu pleno desenvolvimento depois de sete anos e que não mudara desde então.

— O que Renesmee come?

— Ela pode sobreviver com os dois, comida humana e sangue animal. Ela jamais atacaria um ser humano, ela sabe disso. Ela tem uma mente muito desenvolvida para a idade dela... Você poderia conversar mais com ela, porque não?

— Ela está sempre com Jacob e eu não gosto muito dele. Renesmee é uma garotinha encantadora, eu percebi no pouco tempo em que ficamos próximas.

— Vocês duas iriam se dar muito bem. Se quiser posso ir com você agora ao chalé de Bella ver se minha neta está. Minha filha conversando com minha neta. Eu ficaria muito contente em vê-las juntas e aposto que Bella também. Por que não?

— Ok – digo me levantando e deixando o caderno sobre a escrivaninha de meu quarto – podemos ir. Não custa nada tentar.

— Tenho certeza que vocês duas vão ser grandes amigas.

— Também acho mãe, afinal ficaremos toda a eternidade juntas, não é mesmo? Precisamos ter uma boa relação.

— Assim que se fala sweetie.

Saímos de casa então mamãe me segura no colo para me levar ao chalé. Precisamos saltar o rio e eu fico com medo que não consigamos, mas Esme consegue e aterrissamos na outra margem facilmente.

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Vamos andando até o chalé; Esme bate na porta – não sei porque foi preciso bater, ela poderia ter percebido nossa chegada pelo cheiro- e Bella responde:

— Pode entrar Esme, Carol... que bom que você veio irmã, pensei que não fosse conhecer minha casa nunca! – ela sabia que éramos nós, apenas não evitou que anunciássemos nossa presença.

— Teria tempo depois da mudança – minha menção casual à transformação pegou Esme de surpresa.

— É mesmo. Mas a que devo a honra?

— Viemos ver se Renesmee está – diz Esme.

— Eu estou sim – responde ela falando de seu quarto.

— Eu trouxe Carol para conversar com ela. Carol não procura Renesmee por que ela está sempre com o Jacob. E ela não gosta muito dele.

— Mamãe! – fico totalmente ruborizada, ela não precisava falar isso. – O que elas vão pensar de mim, agora?

— Não tema tia –diz Renesmee vindo de dentro da casa. – Está tudo bem, ainda bem que você não gosta do Jakei e eu não vou precisar me preocupar com você.

— Renesmee! – diz Bella exasperada com a filha.

Renesmee me leva para o quarto dela enquanto Esme e Bella ficam conversando na sala.

...XXX...

 

O tempo passou e eu nem percebi conversando com Renesmee e a tarde se tornou noite. Esme estava certa e ela era mesmo muito madura para a sua idade. Ela tinha pouco mais de um ano de idade, a aparência de uma menina de oito anos e a mentalidade de uma adolescente. Eu não sei como era, mas eu sentia como se estivesse com uma amiga. Nunca tive amigas, mas eu sentia que era assim que era.

Mamãe e Bella vieram até o quarto nos chamar:

— Hora de ir, sweetie— Esme me diz e eu levanto imediatamente.

— Vocês duas tem de dormir – diz Bella.

— Ah, mamãe! – protesta Renesmee.

— Até amanhã, Renesmee – me despeço da minha sobrinha.

— Até amanhã, Carol – ela levanta e vem me dar um abraço.

— Venham sempre que quiserem, serão muito bem-vindas – diz Bella hospitaleira.

— Viremos sim, – eu digo e complemento pedindo para Esme – não viremos mãe?

— Você é que não queria vir antes, eu não disse que você iria gostar?

— Me desculpem - Abaixo a cabeça envergonhada.

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— Tudo bem, querida – diz Bella para mim. – Você não estava muito bem, afinal de contas nem demorou tanto. Você chegou há menos de uma semana, não se preocupe. Teremos a eternidade pela frente.

— Eu decidi, depende agora se mamãe vai fazer a parte dela.

— Eu vou cumprir a minha promessa, sweetie, confie em mim. Agora vamos para casa antes que seu pai venha nos buscar – não que Carlisle viesse, mas ela disse só por dizer.

Nos despedimos e fomos embora. O clima estava ficando frio e eu tremia mesmo sem querer. Esme era gelada, mais gelada do que eu me lembrava. Isso não me incomodava antes, mas agora era um problema, pois estávamos no inverno no hemisfério norte e pelo jeito iria nevar.

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Ela tirou seu casaco e colocou em mim, mas não era o suficiente. Mais rápido do que o tempo que demoramos para ir, já estávamos em casa. Eu nem me lembro de atravessarmos o rio. Se ela estava correndo antes agora foi ainda mais veloz, em velocidade máxima eu diria.

Meu queixo ainda tremia e os dentes batiam um nos outros quando ela me deitou na minha cama. Dentro do chalé era quente como aqui em casa, mas fora era frio como nunca senti. Muito mais frio do que no dia mais frio do inverno onde eu morava. Devia estar uns dez graus abaixo de zero.

Sweetie, me desculpe.

— Mãe, a culpa não é sua... – ela não deveria se sentir assim.

— Eu sou uma péssima mãe, eu deveria saber que você não suportaria tanto frio.

— Eu vou ficar bem – digo com convulsões provocadas pelo frio.

— Carlisle – Esme chama o marido.

— Estou aqui – ele estava no escritório e não havia nos visto chegar. Embora com certeza tenha sentido nosso perfume. – Meu Deus, Carol! Esme, o que houve?

— Nós duas estávamos no chalé de nossos filhos...

— Sim, Edward me disse que você estava conversando com Bella.

— Eu não percebi que o tempo tinha mudado de repente, fomos pegas de surpresa. Dentro da casa o clima era confortável, ela ficou assim porque quando saímos estava frio.

— Talvez ela teve um choque térmico. Vamos cuidar dela essa noite e vigiaremos como ela vai ficar.

— Ela não vai morrer não é Carlisle?

— Não Esme, fique tranquila.

— Se eu fosse quente poderia ter aquecido ela...

— Ainda bem que você é uma vampira Esme e a trouxe para casa rapidamente. A rapidez nesses casos é imprescindível.

— Ela vai ficar bem mesmo, querido?

— Claro que sim Esme. Pode ficar com ela essa noite, me chame se precisar, eu estarei na biblioteca. Virei o mais depressa que puder.

— Eu sei querido, eu sei.

Os dois se beijam e Carlisle sai encostando a porta.

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...XXX...





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