Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 37
Capítulo 68


Notas iniciais do capítulo

fotos do capítulo 68:
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Capítulo 68

Bella continua:

— Na manhã seguinte eu acordei me sentindo tão culpada que mesmo desperta não queria abrir os olhos e encarar meu marido. Eu estava com medo. Não do que ele é, mas que ele nunca mais quisesse me tocar mesmo. Nunca mais. Sabia que não poderia fingir para sempre iria ter que encarar ele algum momento e então abri os olhos para ver que Edward não estava com a expressão zangada. Claro que ele poderia estar zangado por dentro e não aparentar, mas ele me tranquilizou dizendo que não foi errada minha atitude de seduzir meu marido que queria ser seduzido.

— Huahhuahuah – ouvimos a risada de Emmett na varanda – É óbvio que ele estaria ouvindo.

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Reviro os olhos, mas essa atitude passa despercebida pelos meus familiares ou eles nem se incomodam, talvez isso seja algo que os vampiros fazem naturalmente. Como não podemos chorar então expressamos de outro jeito nossas emoções. Talvez eu nasci para ser vampira, assim como a minha irmã.

— Não foi um crime, querida – diz Edward.

— No dia seguinte eu acordei suando e não o encontrei ao meu lado na cama. Tateei até que eu encontrei um bilhete sobre a cama em seu lugar que dizia que ele tinha ido caçar no continente. Nem pensei que ele tivesse precisando, mas é claro que ele precisava, pois o casamento já tinha sido há muitos dias. Ele não queria me incomodar e por isso saiu quando eu estava dormindo, pensou que não sentiria sua falta, mas estava calor e foi por isso que eu acordei. Se eu não tivesse despertado, eu não teria percebido a sua ausência, é claro.

‘Eu estava com fome, e levantei para fazer alguma coisa para comer. Vi no relógio da cozinha que era pouco mais de seis horas da manhã, quase hora do desjejum mesmo. Eu peguei alguns pedaços de frango na geladeira e os coloquei numa panela com óleo no fogão para fritar. Porém eu desliguei a chama antes que estivesse completamente cozida, eu senti o gosto da carne crua quando eu mordi um pedaço e então vi que estava ainda vermelha de sangue. Isso me causou um enjôo, uma ânsia de vomito que me fez ir correndo ao banheiro.

‘Edward chegou bem nesse momento e me ajudou a segurar meu cabelo para trás. Eu não queria que ele visse isso e fechei o vaso sanitário e sentei em cima. Quando eu fosse uma vampira seria bom que eu não ficaria mais doente. Eu pensei que fosse uma intoxicação alimentar por causa do frango mal-cozido, não poderia ser porque eu havia acabado de comer e não havia chegado ao estomago... mas na hora eu nem me atentei a isso. Meu marido me lembrou da promessa de casamento: ‘na saúde e na doença, lembra?’. Pedi que ele me alcançasse minha bolsa e ao ver meus absorventes ali intocados, de repente eu tive um insight. Perguntei há quantos dias tinha sido a cerimônia e ele me disse que foi há dezessete dias.

‘Me levantei e fui direto para a frente do espelho. Sem duvida eu percebi que havia uma pequena protuberância na minha barriga. ‘Impossivel!’ disse a mim mesma, me virei e perguntei para Edward, mas ele ficou paralisado e não respondeu. Nesse momento eu senti um cutucão vindo de dentro do meu ventre. O telefone de meu marido começou a tocar e como ele não fez menção de atender eu mesma procurei em seu bolso até encontrar o aparelho.

‘Era Alice e pelo seu tom de voz preocupado com certeza ela tinha visto alguma coisa acontecer comigo.

— Na verdade, eu vi você desaparecer de repente. Eu me concentrei para ver o que aconteceria com você para prever como você seria vampira e eu não consegui ver. Você sumiu. Não enxergava mais nada no seu futuro. Nada. E isso foi desesperador para mim.

— Você nunca me disse isso Alice!

— Não foi necessário nem houve oportunidade. Isso não mudaria nada.

— Eu fiquei preocupada, será que você tinha visto meu bebê?

— Eu sabia que você ficou preocupada por minha causa Bella, obrigada. Você sabe que eu faria o mesmo por você.

— Sim, eu sei. Mesmo assim eu agradeço a preocupação.

— De nada, você é minha irmã e amiga. Sempre foi, antes mesmo de chegar.

Isso me lembra de perguntar para minha irmã o que ela viu exatamente antes que Esme me encontrasse na escola.

— Pedi então para que Alice passasse o telefone para Carlisle. Ele atendeu e ficou preocupado quando eu disse que Edward estava em choque, mas eu logo o tranqüilizei dizendo que ele não estava ferido, só foi pego de surpresa. Eu sabia que era loucura e Carlisle poderia dizer que eu estava mesmo maluca, mas eu tive coragem para falar para ele que eu achava que estava grávida. Eu contei sobre os sonhos, meu apetite e que naquele momento novamente eu havia sentido um esbarrão dentro de meu abdômen.

‘Edward levantou-se e de repente pegou o celular das minhas mãos, claro que sem violência e com eficiência, mas um gesto rude. Eu não podia fazer nada, quando percebi ele estava falando com Carlisle não sei o que. Ele mais ouvia que falava. Quando ele desligou eu perguntei o que Carlisle havia dito e ele me respondeu que achava que eu estava mesmo grávida. Mas eu não deveria me preocupar, logo estaríamos em casa e Carlisle poderia me examinar melhor e ter certeza.

‘Nesse momento ouvimos a aproximação de um barco, na verdade Edward ouviu e foi atender a porta. Kaure queria ver se eu estava viva ainda. Enquanto meu marido saiu eu fiquei me admirando no espelho, encantada pelo milagre que crescia dentro de mim. Eu tinha certeza que eu estava mesmo grávida e já amava o bebê mais do que minha própria vida. Eu nunca pensei em ser mãe, e portanto não seria um sacrifício para mim abrir mão da maternidade para me tornar vampira. Eu não iria sentir falta. Ao menos era o que eu pensava até estar esperando um filho.

‘A mulher me viu e disse algo que hoje eu sei ‘O que você fez com essa menina?’, ela me olhava com curiosidade, eu não entendia muito bem o português naquela época, por isso não entendia muito o que ela dizia. Edward lhe implorou que ela dissesse como poderiam me salvar, mas nem ela sabia, eu acho. Não havia como. Os Cullen teriam que tentar como pudessem. Ela se aproximou de mim com cuidado e pediu permissão para colocar a mão sobre a minha barriga apenas com um olhar, eu assenti. O que ela disse foi apenas uma palavra curta: ‘MORTE’; eu não precisava entender português para compreender o que significava, pois eu sabia espanhol suficiente.

‘Kaure saiu sem olhar para trás como se tivesse terminado e então Edward viu minha aflição e disse que Carlisle iria tirar essa coisa. Coisa. Ele tinha chamado minha pequena cutucadora de coisa?! Não, eu não poderia permitir que Carlisle tirasse minha filha, meu bebê. Não, eu precisava pensar como fazer isso. Eu tinha que protegê-lo.

— Mas é ela, não ele, Bella.

— Durante toda a gestação mamãe sempre pensou que eu fosse um menino – diz Renesmee. – Ela me chamava EJ. Edward Jacob. Nada muito criativo porque meu avô paterno humano, também se chamava Edward.

— Renesmee! – Bella tenta parecer zangada e ofendida.

— Papai como você pode...? – olho para trás.

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[Acho que Carlisle sabia que Bella poderia engravidar de Edward, afinal ele conheceu duas Crianças Imortais durante o tempo em que esteve na Itália. Como ele esqueceu disso?!]

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— Carol, a vida de Bella estava em risco, eu tinha que considerar essa possibilidade, por menos atrativa que fosse.

— Mas um aborto, pai?

— Sim, eu pensei em fazer. É claro que eu faria o que pudesse para salvar os dois, mas parecia impossível, você verá no decorrer da história.

— Talvez, não daria certo, papai. Afinal ninguém soube que era Renesmee até o momento em que ela nasceu, pois a placenta era impenetrável e mássica, nem o ultrassom e muito menos agulhas penetravam. Então acho que não funcionaria a tentativa de abortar.

— Acho que não, filha – Carlisle concorda comigo.

— Você não tentou, tentou Carlisle? – questiona Bella.

— Não. Mas se eu tivesse talvez não tivesse efeito como nas gravidezes humanas, de qualquer forma o feto híbrido, minha neta, seria mais forte do que um bebê humano comum e não permitiria tal.

— Você tentaria matar o filho de Edward? Não faz sentido você o salvou – argumenta Bella.

— Nesse caso era diferente Edward não machucaria você nunca e o bebê estava fazendo mal a você. Tente entender. Eu entendia a posição de Edward. Se fosse comigo provavelmente eu faria o mesmo.

[Até parece que papai podia prever o futuro... Mas por mais que ele cogitasse essa possibilidade ele jamais pensaria que se tornaria real. Aconteceria mesmo.]

— Carlisle! – reclama mamãe. – Não diga assim, até parece que você não tem coração! Os bebês humanos são vitimas da crueldade das mães. Essas mulheres nem deveriam ser chamadas assim. Uma mãe de verdade leva o filho até o dia do nascimento, quer seja fruto de um estupro ou não.

[As posições que mamãe e papai assumiram ano passado ficam muito claras. Carlisle era a favor enquanto Esme era contra. Eu teria ficado ao lado de mamãe, acho.]

— Depois que aconteceu, é fácil decidir onde você ficaria – diz Edward paralelamente ao diálogo de nossos pais.

— Eu não acho que seria muito diferente se eu estivesse aqui com vocês ano passado Edward.

— Esme, querida, eu sei o quanto esse assunto mexe com você. Eu sei o que você fez pelo seu bebê, mesmo que tenha sido fruto de um abuso.

— A criança não tinha culpa se foi concebida com resultado de uma violência. Ele não tinha culpa, Charles era o culpado e por isso eu fugi. Para ter MEU filho em paz longe dele. Ele não merecia ser pai e nunca soube da existência do bebê.

— Sim mãe, nós sabemos de tudo, você não precisa se justificar para nós – diz Edward.

[Até parece que meu irmão não gosta nem quer ouvir a história da mamãe, porque ela é perturbadora. Talvez seja mesmo. Mas ele não deveria restringi-la assim desse jeito. Até parece que a culpa foi dele. Bom, ele matou Charles, então ele tem alguma participação e quer interromper Esme antes que ela se refira a ele.

Me lembrei depois de ter pensado que Edward leu tudo que eu acabei de pensar. Ah! Ele que lide com isso como quiser.]

— Carol! – Edward me repreende.

— O que foi?

— Eu não sou ruim – ele se justifica.

Eu reviro os olhos.

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Eu sei que os Cullen não são vampiros maus. Eles são os bons. São anjos sem asas, anjos da Terra.

— Acho que eu não iria tão longe – meu irmão responde ao meu pensamento.

...XXX...





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