Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 36
Capítulo 67


Notas iniciais do capítulo

fotos do capítulo 67:
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Capítulo 67

Bella prossegue:

— Voltando de onde eu havia parado... Ainda estávamos na ilha Esme.

— A ilha que papai deu de presente para mamãe, sei.

Esme abaixa a cabeça como se fosse ruborizar se pudesse.

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— Sim Esme se ofereceu para nos emprestar – diz Edward. – eu faria tudo para que essa experiência fosse mais fácil para Bella. Você sabe o que nossa pele fria pode causar a vocês humanos...

Me lembrei do dia em que estava nevando e Esme me trouxe correndo para casa em seu colo.

— Sim, a ilha que eu dei de presente para sua mãe em nosso aniversário de 70 anos de casamento – diz papai.

— Quer dizer que foi em 1991?! Uau!, foi o ano em que eu nasci.

— Agora ela vai pirar – comenta Rosalie sarcástica.

— Vou mesmo e daí? O problema é meu. Mas isso é demais mesmo! É muita coincidência.

— Carol, é só uma coincidência. Acalme seu coração sweetie.

— Ah mamãe... Bella pode continuar, please.

— Certo. Tanto eu quanto Edward estávamos nos arriscando ao tentar fazer isso. Eu sabia que poderia acabar machucada como de fato aconteceu. Meu marido pensou em tudo que pudesse me deixar mais confortável e por isso nossa lua-de-mel foi lá na Ilha de Esme, em um país tropical como o Brasil.

— Exatamente, pode-se dizer que até a região sudeste é tropical e para baixo do trópico de capricórnio fica a região sul onde eu moro e é mais frio.

Bella continua como se eu não tivesse feito nenhum comentário:

— Seria bastante calor lá para que a pele gelada dele não me incomodasse. Mesmo se tivéssemos ficado em um motel, a temperatura dele não iria me atrapalhar, pois eu já estava acostumada e sabia o que esperar. Mas claro que se ele destruísse o quarto não passaríamos  tão discretos...

'Ao menos nisso não tive surpresa. Mas fui surpreendida quando fizemos amor de verdade. Foi maravilhoso. Muito melhor do que eu esperava. Ao menos para mim, ainda humana.

— Você sabe que também foi para mim, querida. Foi a melhor noite da minha existência.

— É verdade, nenhuma outra foi melhor.

— Bem, tem aquela em que fizemos sexo quando você já era uma vampira...

— Edward! – Esme o repreende.

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— Não se preocupe mãe, tudo bem. Pode falar. Isso não é um tabu para mim.

— Ela não sabia ainda como você pensa sobre isso Carol – me diz Edward. – Você é bem resolvida nesse campo. Liberal.

Ah claro! Às vezes eu acho que já expliquei uma coisa, mas não disse nada. Penso que todo mundo pode ver o que eu penso às vezes. Mas isso só vai ser verdade quando eu for transformada em vampira. Nem todo mundo tem  o dom do meu irmão.

 - Obrigado pela parte que me toca irmãzinha... – tentei ver se ele disse isso com ironia ou sarcasmo ou se foi sincero. Parece que ele foi honesto. - Aquela noite quase supera a primeira. Digamos que há um empate, meu amor.

— Eu não imaginava que fosse tão bom, nossa segunda noite de casados foi inesquecível. A primeira nós passamos no aeroporto pegando uma conexão.

— Você era tão humana, regida por seus hormônios. Se eu soubesse que isso era a chave teríamos nos casado antes. Eu não iria fazer isso sem estar casado. Ao menos a minha virgindade eu iria preservar até o altar – diz Edward. – poderia ser tarde demais para a minha alma, como eu pensava na época, mas eu ira cumprir esse rito e salvar a sua. Eu era católico quando humano e ainda preservo alguns resquícios da minha formação religiosa.

— Interessante, eu também sou católica.

— Eu era luterana – diz Bella.

— Papai era anglicano, acho que ainda tem algumas crenças... Quantas religiões diferentes numa mesma família! E nos damos bem. Porque as pessoas no mundo não podem ser assim também?

— Os humanos são complicados – justifica Edward. – E também não temos nenhum muçulmano na família, ainda – ele complementa ao ver meus pensamentos.

— Eu é que sei como podemos ser complexos. Árabes e judeus não teriam que viver em guerra, não é necessário.

— Isso é uma longa história... – diz Bella. - Mas agora estamos falando de mim. Retornemos para a noite de núpcias.

‘No dia seguinte eu acordei tão feliz, emocionalmente eu me sentia nas nuvens, nada poderia ser mais sublime, mais satisfatório. Eu estava sublimemente feliz, nada poderia estragar aquele momento...

'Bem, só o humor de Edward. Se ele pudesse ler a minha mente naquele instante ele poderia ver o quanto eu estava feliz antes de ele me mostrar os hematomas que deixou em meu corpo. Ele ficou tão desgostoso consigo com sigo mesmo que se recriminava e não queria mais encostar em um fio de cabelo meu.

‘Eu tentei me lembrar de sentir ele me segurando mais forte do que o necessário, mas não pude recordar de nenhum momento em que eu senti qualquer dor.  Foi perfeito. Foi como se nós dois fomos feitos um para o outro, apesar de sermos de espécies diferente, nossos corpos eram como duas pecas de quebra-cabeça que se encaixavam.

— Hahaha vocês dois é claro que eram compatíveis – diz Emmett. – Você é mulher e Edward é um homem – meu irmão grandão ri como uma trovoada.

Percebo que Bella iria ficar ruborizada se ainda fosse humana. Eu quase fiquei, meu rosto parecia estar pegando fogo. Posso ser aberta para tratar desse tema, mas não dessa forma como ele expôs.

— Emmett! – diz mamãe.

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Bella continua:

— Tentei dizer a ele que eu estava bem apesar do ocorrido. Eu esperava que algo assim acontecesse, ao menos não aconteceu o pior. A experiência foi bem sucedida porque eu não morri. Eu já sabia o que esperar. Não praticamos tanto antes do casamento, então é claro que na primeira vez aconteceria alguma coisa assim, Edward deveria saber e não ficar como ficou. A próxima vez em que fizemos amor não houve nenhum hematoma na minha pele, os que eu tinha ainda eram os de uma semana antes.

— Bella, meu amor, eu tinha machucado você. Logo eu que sempre tomei cuidado para não fazer isso. Tente ver como eu vi.

— Tudo bem querido, eu entendo.

‘Eu me concentrei em sentir meu próprio corpo e percebi que realmente meus músculos estavam levemente doloridos. Nada mais do que uma maratona de exercícios pesados faria a uma pessoa sedentária. Ele me disse que eu estava menosprezando a gravidade do que ele tinha feito comigo para não magoá-lo. Não era nada disso. Eu não estava me sentindo tão machucada. Eu esperava alguns hematomas, para mim estava tudo bem.

‘Era perceptível quando ele decidia algo, eu notei que Edward estava resolvido a não mais me tocar, ao menos enquanto eu ainda fosse humana. Por isso meu marido sempre inventava uma porção de atividades para fazermos na ilha para que eu ficasse tão cansada e não pensasse em fazer outra coisa quando estivéssemos sós. À noite eu estava tão cansada depois de nadar o dia todo, ou andar, que eu logo dormia de tão exausta. Eu acho que esse era o plano dele e estava funcionando até que...

‘Porém, uma noite eu tive um sonho em que nós dois estávamos jogando xadrez – Emmett gargalha como um urso, mas todos o ignoramos. Ou tentamos. – na praia da ilha e nos beijamos, abraçamos e quando iríamos fazer algo mais eu acordei. Foi por isso que eu chorei. De certa forma o sonho condizia com a realidade, Edward nunca mais fez amor comigo depois do primeiro dia.

— Edward, que maldade você fez! – reprova Emmett balançando a cabeça.

— Maldade foi eu ter machucado ela – rebate meu irmão mais novo.

— Meninos! – chama Esme.

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Nossa! Hoje ela está chamando a atenção deles mais do que nunca! Ou será que é sempre assim só que eu nunca ouvi antes porque ela nunca fala tão alto para que eu possa ouvir? Ou talvez seja porque não moramos com eles e eu não sei como é de fato o cotidiano. Mas talvez o assunto seja o motivador...

Bella retoma a palavra:

— O sonho parecia tão real, jamais havia tido um sonho assim. Geralmente eu sabia quando estava dormindo...

— Acho que foi cortesia da Renesmee – eu interrompo.

— Talvez, mas eu só posso mostrar algo que eu vi – minha sobrinha se justifica. – possivelmente foi meu dom e a vontade de mamãe. Não fui apenas eu.

— Pode ser. Mas foi um sonho tão colorido, tão nítido, eu pensei que era por causa das cores lá na ilha serem tão vivas e intensas.

— Fui eu mamãe – diz Renesmee.

— Provavelmente sim, sua danadinha – Bella faz cócegas na filha que dá muita risada.

Alguns minutos se passam nesse momento de diversão entre mãe e filha e eu desvio os olhos. Não por não querer ver ou não gostar, mas para olhar para Esme. Eu estou deitada no colo dela e olho para cima na direção de seu rosto, e seu olhar amoroso encontra o meu.

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Bella recomeça a narrar:

— Edward ficou preocupado e sem saber o que fazer ao me ver chorando daquele jeito. Sei que talvez foi golpe baixo, mas eu tinha que usar as armas que eu tinha.

— Você não fica atrás irmãzinha – diz Emmett piscando travesso. – Você e o Edward, hein! Se merecem.

— Emmett! – mamãe o repreende novamente.

Será que ele não se cansa de ser repreendido? Ou ele quer que mamãe se canse. Rá rá isso nunca vai acontecer. Se não aconteceu até hoje é provável que nunca mais acontecerá.

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Bella prossegue apesar do que Emmett disse:

— Eu queria que Edward fizesse amor comigo de novo. Nós estávamos em lua-de-mel e onde já se viu ficarmos jogando xadrez? Não fazia sentido!

Emmett não se aguenta e sai da sala rindo. Eu sei que da varanda ou seja de onde for ao redor da casa, ele ainda estará ouvindo muito bem. É claro que ele não vai sair e perder isso. Ele deve saber essa história de cor, mas ainda acha graça sempre que a ouve. Ainda bem que Bella parece não ter vergonha e conta para mim apesar do que nosso irmão faz.

‘Edward acabou cedendo, mas não apenas por causa da minha chantagem emocional, digamos, ele também queria. Ele tinha sido um monge por quase um século e agora que podia fazer não iria mais querer? Então que me mordesse naquele momento se só faria sexo comigo quando eu estivesse transformada.

— Se papai tivesse mordido você naquela hora mamãe eu provavelmente teria morrido – diz Renesmee chorando.

— Querida, eu não quis dizer que não quis você. Você sabe o quanto eu a desejei a partir do momento que soube que a esperava, mas eu ainda não sabia que já estava grávida, filha. Eu a amo mais que minha própria vida.

Minha sobrinha segura o medalhão:

— Eu sei.

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...XXX...





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