Família Moderna escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 3
Incidente


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/L2W43C_CuQo

https://youtu.be/kRnwhELxmRU



P.O.V. Miranda.

Eu descobri o que eu sou, porque eu consigo fazer essas coisas e uma coisa especial.

—Bill, eu finalmente descobri o que eu sou e fiz uma coisa pra você.

—O que?

—Toma. Enquanto usar o anel vai poder andar no sol sem se ferir.

—Sério?

—Sério. Olha, eu entendi o que o Eric e a Pam falaram e eu nem sei como! O feitiço funciona.

—Tudo bem.

—O anel está na sua família desde antes de você ser vampiro. Eu demorei pra achar.

—Obrigado Miranda. Eu me lembro dele, estava no dedo do meu pai ele disse que um dia ele seria meu.

—Agora é.

—Você disse feitiço?

—Eu sou metade bruxa, metade fada. Eu sei, é muita loucura.

—Sabia que você era especial Miranda, mas não sabia que era tão especial.

—Obrigado.

—Obrigado você.

—De nada. E não espalhe. Sobre o anel e nem sobre mim. Você me deve isso.

—Não se preocupe. Eu não vou espalhar.

Ela se levantou e foi servir as outras mesas. Ela serviu as bebidas de um casal e fazia o caminho de volta até o balcão quando de repente um humano completamente bêbado bate na bunda dela.

—Você é uma delícia mocinha.

Ela colocou a bandeja no balcão e o chefe dela já começou:

—Não Miranda.

Ela o ignorou e eu vi ela estourar de raiva e o bar reagiu.

—Nunca mais ponha a mão em mim seu desgraçado!

O homem gritou e se jogou no chão, ficou de joelhos e começou a rezar.

—Moço, levanta.

—Levanta!

Ela o ergueu.

—Bruxa.

—Não, é genético veio da vovó e pulou os meus pais e o Jason. Tem outros por ai que fazem o que eu faço. Mas, agora eu quero um pedido de desculpas.

—Me desculpe. Eu nunca mais vou nem olhar pra você.

—Não precisa não olhar. Só não tocar.

Miranda o colocou no chão e ele saiu correndo.

—Miranda!

—Ele mereceu! Ele me desrespeitou Sam! Bateu na minha bunda!

Eu realmente não esperava essa. Não conhecia a verdadeira extensão dos poderes de Miranda, nem de longe.

—Vai pra casa Miranda.

—Com prazer.

Ela tirou o avental e o jogou encima do balcão com raiva. Dai saiu.

—Imbecil.

—Você está bem?

—Não. E se algum dia eu acabar matando alguém Bill?

—Você não vai matar ninguém. Eu não vou deixar. Além do mais, você é boa Miranda e tem todo o direito de ter ficado com raiva do que aquele homem fez a você.

Ela me abraçou e disse chorando:

—Eles acham que eu sou uma aberração. Eu sei, nem o Sam ficou do meu lado.

—Lamento informar, mas o Eric quer te ver.

—Tipo agora? Eu só quero ir pra casa, não quero voltar pra aquele lugar nunca mais. Eu odeio aquele lugar.

—O Eric é o xerife da nossa área então temos obrigatoriamente que ir.

—Tá. Mas, eu já to irritada e aquele imbecil vai ouvir muito desaforo.

—Eu compreendo. Lamento, não queria te envolver nisso.

—Parece que no momento eu não tenho muita escolha.

Chegamos ao bar e entramos. Ela se sentou numa cadeira.

—O que você quer?

—Pam, Long Shadow e eu somos sócios nesse bar e recentemente notamos que sessenta mil dólares simplesmente sumiram dos nossos livros de contabilidade. Esse é Bruce, nosso contador. Talvez pudesse começar ouvindo ele.

—Ele não tá dizendo nada.

—Não seja modesta. Já é vergonhoso ter que pedir ajuda a uma humana. Sabemos o que você pode fazer.

—E eu sei o que você pode fazer. Porque não compele ele e acaba logo com isso.

—Você não acha que eu tentei tudo antes de te convocar? Então, seria um grande favor pra mim e para o senhor Compton se nos ajudasse.

—Se eu descobrir quem foi e então?

—Vamos entregar a pessoa á polícia e deixar as autoridades cuidarem dele.

Eu tive que rir.

—Mil anos de idade e você ainda é um péssimo mentiroso. Qual é?! Mas, eu faço um acordo se você prometer entregar o culpado á policia eu te ajudo sempre que precisar de mim. Feito?

—Tudo bem. Porque não?

P.O.V. Miranda.

Eu peguei na mão dele e comecei a ouvir.

Puta merda, o que essa vadia doida tá fazendo? Eu nunca devia ter concordado em trabalhar com vampiros. Droga, eu não tinha ideia que esse idiota iria roubar.

—Bruce. Tudo bem, respire fundo. Você roubou o dinheiro?

—Não. Não! Eu não roubei vocês tem que acreditar em mim. Eu juro que eu não roubei.

—Você sabe quem foi?

—Não.

Eu não vou entregar aquele merdinha tão rápido se não ele vai me matar. E se ela souber quem foi?

—Ele está dizendo a verdade.

—Você confia nessa humana magricela pra limpar o gordo?

—Tragam o próximo.

Eu fiquei mais de uma hora lá.

—Essa é a última.

—Ginger, essa garota vai te fazer algumas perguntas. Seja boazinha e responda.

Eu tentei segurar a mão dela.

—Não toque em mim.

—Segura ela.

—Não precisa. Olha, me deixa te ajudar. Eu preciso de contato físico se não é mais difícil. Por favor.

—Tá.

—Ginger, alguém está roubando dinheiro do bar.

—Sério? Ha.

Não olhe pra mim sua vadia, eu não tinha ideia de que ele tinha tirado mais que eu.

—Ela não fez. Mas, ela sabe quem foi.

—O que?! Vai se foder.

Merda, como ela sabe? Eu não contei pra ninguém. Eu juro. Ele vai me matar.

—Quem? Quem vai matar você? Ginger, querida qual é o nome dele?

Eu comecei a forçar e só ouvia um zumbido irritante.

—Está em branco. Como se a memória dela tivesse sido apagada.

—Eu não sei de nada. Eu juro.

—Ela foi compelida.

—Então, foi um vampiro.

O vampiro que trabalha no bar me atacou.

—Larga de mim!

Bill o matou e ele explodiu. E a Ginger vomitou.

—Humanos.

Eu me levantei e fui ao banheiro tirar aquele monte de sangue de mim.

P.O.V. Eric.

Ela não gritou, só levantou e saiu.

—Venha Bill. Vou te dar um pouco de sangue.

Eu esquentei aquele sangue falso em garrafa e dei na mão dele.

—Como consegue beber isso?

—É só não pensar muito. Nos sustenta isso é tudo.

Eu sorri.

—Se você fosse garoto propaganda deles, os conservadores teriam sérios problemas. True Blood. Te mantém vivo, mas te entedia até a morte.

—É só não pensar a respeito.

—Você matou um vampiro Bill. Por uma humana. O que eu vou fazer sobre isso?

—O que tem em mente?

—Vou ficar com a garota.

—Não. 

Ele havia me respondido?

—Pode ter quem quiser, porque a quer?

—Porque você a quer? Você não está apaixonado por ela está?

—Miranda tem que ser protegida.

—Não. Não é só isso. Admita, você a ama.

—Se eu não tivesse feito o que fiz, você deixaria a deslealdade dele  impune?

—O que quer que eu fizesse com o Long Shadow eu não teria feito na frente de testemunhas. Especialmente não de testemunhas vampiros. Nada inteligente Bill. Nem um pouco.

—Você nem tem ideia do que ela é capaz. Não faz a menor ideia.

A Pam entrou desesperada.

—O que foi?

—Você tem que ver isso.

Nós voltamos para o bar e todas as mesas e cadeiras estavam flutuando. E ela estava gritando:

—Eu não sei! Eu já disse que não sei!

—O que há de errado com ela? Ela está fazendo isso com as mesas?

—Eu não sei. E sim, está.

—Eu não sei.

—Miranda o que você não sabe?

—Essa ai é doida como aqueles caras da ilha deserta que falam com bolas de vôlei.

—Eu disse que eu não sei!

—Você está me dizendo que essa garota é o amor da sua vida?!

—É.

—Me deixem em paz.

—Miranda, o que está acontecendo?

—Eu já disse que não sei! Não posso fazer nada!

Ela começou a se bater nas coisas. Então ela se mordeu até arrancar sangue.

—Miranda calma!

—Não! Me deixe morrer! Eu quero morrer. Eu quero que eles parem!

Bill sentou ela numa cadeira e ela ficou olhando pra todos os lados.

—Como está a nossa telepata doida?

—Ela disse que não queria vir aqui. Que não gostava daqui.

Um dos meus humanos trouxe um sanduíche pra ela.

—Calma, só estou trazendo o jantar.

—Eu conheço você.

—Eu acho que não.

—Você é o caçador.

Ele olhou pra ela com uma cara...

—Eu nunca esqueço um rosto. Mas, o vampiro te matou. Está morto.

—Eu estava, mas eu voltei.

—Como? Eu perguntei como! Foi você não foi? Você é uma bruxa também, você o trouxe de volta.

—Você pode me ver?

—Claro que posso eu não sou cega eu tenho olhos. Ou está... morta? Eu fico tão confusa. Não percebo a diferença entre vivos ou mortos.

—Você também consegue ver as pessoas do outro lado?!

—Eu consigo mais que isso. Eu consigo ver tudo! E tocar.

Ela então gritou:

—Não me toque! Não me toque, por favor. Por favor não me toque.

—Eu posso tocá-la.

—Ok. Isso é estranho.

—Explique o que tá acontecendo agora.

—Tá. Tem esse lugar, é tipo um purgatório sobrenatural criado por uma bruxa á dois mil anos atrás. Todos os seres sobrenaturais mortos vão parar lá. E agora vem a parte estranha.

—Que seria?

—A Miranda conseguia ver a Bonnie, minha namorada bruxa morta e elas fizeram contato físico real. É como se a Miranda tivesse um pé de cada lado ou algo assim.

—Miranda existe em dois lugares ao mesmo tempo? Aqui e do outro lado?

—Aparentemente.

—Então, ela não é doida. Ela só está falando com os seres sobrenaturais mortos que andam pelo bar.

—Porque ela iria querer morrer?

—Eles afetam ela. De algum jeito.

—Me deixe levá-la pra casa. O Vamtasia afeta ela. Faz mal pra ela. E a menos que queira perder o seu bar me deixe tirá-la daqui.

—Ousa me ameaçar?

—Eu não vou fazer nada. Você não viu o que ela fez lá no Merlotti's. 

—Tudo bem. Leva ela. Essa garota é um milagre.

—Eu sei. Vamos Miranda.

—Quero ir pra casa.

P.O.V. Bill.

Ela ficou muito estressada hoje. Passou por muita coisa.

 





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