Segunda Chance escrita por KayallaCullen, Miss Clarke


Capítulo 23
22- Obsessão


Notas iniciais do capítulo

Se preparem porque o capitulo de hoje tem fortes emoções.



Dias atuais...

—Tive uma ideia maravilhosa.- sussurrei no peito de Felipe.

Já havíamos acordado a um bom tempo, mas preferimos curtir um pouco a companhia do outro enquanto Rafael não acordava. Afinal, hoje era sábado.

—É, que ideia?- ele questionou e apoiei meu queixo em seu peito para ver seus olhos.

—Que tal se fossemos tomar café da manhã na cafeteria da minha família? Adoraria ensinar nosso filho a fazer um belo expresso.- sugeri e Felipe riu suave.

—É uma ótima ideia. Poderíamos almoçar com meus pais, o que acha?- ele sugeriu e concordei antes de lhe dá um beijo de bom dia.

—Enquanto você avisa seus pais, vou acordar o Rafa.- disse me levantando da cama e Felipe concordou.

Me sentei na cama de Rafael e me inclinei para acordá-lo com beijos, algo já rotineiro para nós.

—Bom dia mamãe.- ele sussurrou sonolento e sorri antes de beijá-lo.

—Bom dia meu bem. Sabe o que vamos fazer hoje?

—Não.

—Vamos tomar café da manhã com sua avó Agnes, seu avô Carlos e seu tio Daniel. E depois vamos almoçar com sua avó Charlotte, seu avô Hugo, seus tios Arthur e Crystal, e sua prima Alice.- expliquei e ele sorriu feliz.

—Que legal.

—Seu pai e eu sabíamos que você iria gostar.- disse antes de lhe dá outro beijo. – Agora, que tal se você fosse escovar os dentes e tomar banho enquanto separo sua roupa.

—Tá bom mamãe.- ele disse e me deu um beijo antes de correr para o banheiro.

Assim que estávamos devidamente prontos, entramos no carro de Felipe e fomos em direção a cafeteria dos meus pais, que ficaram extremante felizes pela surpresa.

Tomamos café os três juntos na ultima mesa da cafeteria.

No passado já havia tomado inúmeros cafés da manhã ali com Felipe, aquele lugar era a nossa mesa especial. Nos divertimos muito, vendo nosso pequeno se sujar todo com a cobertura de glacê de açúcar do bolo de laranja que minha mãe havia trago para nós.

Aquele estava sendo um momento de felicidade plena.

—Papai, um pedaço pla você.- Rafael disse oferecendo um pedaço do seu bolo para Felipe.

—Não querido, seu pai e alérgico a glúten.- expliquei e Rafael me olhou confuso.

—O que isso que dize?

—Quer dizer amor, que a maioria das coisas gostosas que existem no mundo eu não posso comer.Tirando uma.- Felipe sussurrou a ultima parte enquanto olhava para mim e chutei sua perna por debaixo da mesa.

—Isso doeu.- ele sussurrou enquanto me olhava e me fiz de desentendida.

—Tudo bem, papai?

—Tudo, só esbarrei na mesa.

—Que tal, se eu te ensinasse a fazer um expresso, filho?- questionei dando minha atenção a Rafael que sorriu.

—Eu quelo.- ele disse empolgado.

—E o seu pai, vai provar o seu expresso.

Assim que terminamos nosso café da manha e o movimento da cafeteria estava mais calmo, levei Rafael para trás do balcão e Felipe se sentou em uma das cadeiras que ficavam na frente do balcão.

Deixei Rafael responsável em arrumar a xícara em cima do pires, que já estava em cima do balcão, afinal jamais deixaria meu filho perto das maquinas de café.

—E então, papai?- Rafael questionou assim que Felipe tomou o primeiro gole do expresso que tinha feito.

—Está uma delicia filho.

—Viu filho, se quiser já pode entrar para o ramo da cafeteria.

—Eu adolalia mamãe, mas plefilo se esclito, igualzinho ao papai.- Rafael disse sorrindo e  Felipe  se inclinava sob o balcão para lhe dá um beijo na testa, todo orgulhoso da escolha do filho para a futura profissão.

—Filha, você pode tomar conta de tudo enquanto saímos para pagar algumas contas?- meu pai questionou assim que se aproximou de mim.

—Claro pai, pode ir tranqüilo. E o Daniel?

—Está dormindo, o pobrezinho ficou até tarde escrevendo a monografia dele.- minha mãe explicou suave.

Meus pais se despediram de nós antes de saírem, em seguida Felipe pegou Rafael no colo e o levou para uma das mesas que ficava perto do caixa, na qual sentamos enquanto eu esperava que algum cliente entrasse.

Tirei algumas revistas de colorir e lápis de cor da mochila do meu filho, e entreguei a ele para passar o tempo.

Logo entrou uma mulher loira usando óculos escuros, em seguida fui direto para o caixa esperando que ela fizesse seu pedido.

—Bom dia, o que deseja?- questionei pronta para atendê-la.

—Eu disse para você que a historia ainda não havia acabado Valentina. - a loira disse tirando os óculos escuros e a peruca antes de apontar uma arma para mim.

E assim que a vi, sem aqueles óculos ou a peruca, soube quem era.

—Iara, abaixa essa arma. - pedi suave enquanto olhava para o meu filho e meu marido que estavam distraídos com o livro de colorir.

—E porque eu deveria fazer isso? Você roubou o homem que eu amo.- ela gritou furiosa chamando a atenção de Felipe e Rafael.

—Mamãe.- Rafael sussurrou confuso enquanto possuía lagrimas nos olhos.

—Iara, o que você está fazendo?- Felipe questionou assustado e ela virou para vê-lo.

—Você não percebe amor?! Estou te libertando.- ela disse obvia.

Aproveitei que ela estava distraída com Felipe e apertei o alarme silencioso da seguradora, logo a policia estaria aqui. Mas enquanto eles não chegavam precisávamos manter Iara calma.

—No momento em que ela não existir mais, você e eu poderemos ficar juntos. Posso até criar o Rafael como meu filho.- ela disse com os olhos brilhando imersa na sua própria loucura.

—Não. Eu já tenho mãe.- Rafael sussurrou antes de começar a chorar.

—Iara, pelo amor de Deus. Deixa o meu filho sair daqui. Ele é só uma criança.- implorei enquanto saia de trás do caixa com as mão para cima.

—Não. Eu quero todos aqui.- ela gritou e fez um gesto com a arma para que ficássemos perto do balcão.

—Iara, eu faço o que você quiser. Só deixe a minha esposa e o meu filho saírem daqui.- Felipe pediu enquanto Rafael chorava agarrado as nossas pernas, já que Iara nos proibiu de pegá-lo no colo.

—Eu fiz tudo por você. Eu perdi o meu emprego por você. E tudo com o que você se importa é com essa mulher que te ignorou e humilhou por três anos, e com esse menino que nem é seu filho de verdade?!- Iara gritou louca de raiva e dor.

—Eu sinto muito Iara, mas eu jamais correspondi aos seus sentimentos. - Felipe disse e logo podemos ouvir o som de uma sirene se aproximando o que me fez respirar.

Mas para minha surpresa, vi Paul saindo do carro que sempre nos seguia, só que hoje Felipe havia dado folga aos seus seguranças, pois era o aniversario da filha de Paul.

Sem dizer nada Paul, chutou a porta de vidro que quebrou. Logo ele estava dentro da cafeteria de arma em punho, sendo seguido por mais três homens.

—Solta a arma agora.- Paul disse serio enquanto se aproximava devagar de Iara.

—Se você não pode me amar Felipe, vou tirar o seu amor de você.- Iara disse enlouquecida antes de atirar em mim.

—Não.- Felipe gritou assim que fui atingida e cai no chão.

—Mamãe.- Rafael gritou com dor no mesmo instante que o pai.

—Amor... - ouvi Felipe soluçar tremulo enquanto me puxava para o seu colo e me abraçava. –Não me deixa amor.

—Não vai embola mamãe.- ouvi Rafael soluçar enquanto sentia ele colocar a cabeça em minha barriga.

Desorientada por causa do impacto, abri os olhos e vi meu marido e meu filho chorando sem parar, enquanto os seguranças de Felipe explicavam tudo a policia.

—Não é possível. Eu matei você.- Iara gritou enlouquecida e tentou se soltar, mas foi contida pelos policias.

—Eu estou bem. Não vou a lugar algum.- sussurrei dolorida e os dois se separaram de mim.

—Como você...- Felipe sussurrou assustado e olhou para o meu pescoço antes de desabotoar os dois primeiros botões da minha blusa. – É um milagre.

Confusa, olhei para baixo e vi que a bala que deveria ter acertado meu coração, acertou em cheio na medalha que pertencia a Miguel.

—A medalha do Miguel salvou a sua vida amor. Sempre soube que ele iria lhe proteger, e protegeu.- Felipe sussurrou chorando antes de nós abraçar com força.

—Pode reportar para o embaixador, que todos estão bem. A Sra. Montenegro foi salva pela medalha do arcanjo Miguel.- Paul disse para um dos homens que o acompanhava.

—Como você chegou aqui Paul?- Felipe questionou com a voz rouca assim que nos soltou.

—Você esqueceu o frasco novo do seu antialérgico no carro ontem, e como sei que não pode ficar sem isso fui deixar na sua casa, mas Madalena disse que estariam aqui e viemos.- Paul disse suave e Felipe sorriu agradecido.

Mais uma vez Paul havia salvado as nossas vidas.

.............................................................................................................................................

—Meu Deus, nem posso imaginar pelo susto que vocês passaram.- minha sogra disse suave assim que se sentou na minha cama.

Apesar de estar fisicamente bem, Felipe insistiu que eu fosse para o hospital, afinal havia batido a cabeça no balcão quando fui atingida, e ainda possuía um arroxeado no peito por causa do impacto da bala.

Fui submetida a uma bateria de exames antes de ser liberada para casa.

—Nem me fale Charlotte, só de pensar que algo de ruim pudesse ter acontecido com eles... Não quero nem pensar.- minha mãe sussurrou tremula.- Vou a igreja agradecer a Deus e ao arcanjo Miguel por ter salvo a vida da minha filha, do meu genro e do meu neto.

—Eu também vou com você, Agnes.- Charlotte disse suave.- O que aconteceu foi um verdadeiro milagre.

Enquanto elas falavam, eu acariciava o cabelo de Rafael que dormia agarrado a mim.

Felipe tentou levá-lo para a cama, mas só de saber que seria separado de mim ele começou a chorar.

—Nós também vamos. Nem que eu viva mil anos, vou esquecer desse dia.- Felipe sussurrou ao meu lado e estremeceu de leve.

—Eu estou bem. E se você não tivesse me dado aquela medalha de presente, eu não estaria aqui hoje. Obrigada.- sussurrei olhando em seus olhos e Felipe me puxou para um abraço apertado.

—Não quero nem pensar nisso. - ele sussurrou e beijou o topo da minha cabeça.

—Querida, o medico me perguntou se você iria querer sua medalha de volta.- minha mãe disse tirando a medalha de dentro da sua bolsa antes de me entregar.

Assim que olhei para a medalha percebi que a bala havia se amassado, e havia até entortado um pouco a medalha, mas não a havia perfurado. E diante daquela prova, meus olhos se encheram de lagrimas. Afinal, eu poderia ter morrido.

 E ali, nos braços do homem que eu amava e cercada pela minha família, agradeci a Deus por ter salvado a minha vida. Por ter me dado uma segunda chance.

A qual eu aproveitaria de forma plena.



Notas finais do capítulo

Imagens do capitulo:

http://www.polyvore.com/segunda_chance_capitulo_22/set?id=217234819

http://www.polyvore.com/segunda_chance_capitulo_22/set?id=217235640