Segunda Chance escrita por KayallaCullen, Miss Clarke


Capítulo 24
23 - Recordações


Notas iniciais do capítulo

Musica do capitulo:

https://www.youtube.com/watch?v=h9ZGKALMMuc



 Meses depois...

Sai do meu carro com pressa, afinal estava atrasada para o almoço que marquei com meus amigos, pois os mesmos viviam reclamando que desde que me tornei mãe não tinha mais tempo para conversarmos.

Entrei no restaurante e me identifiquei ao maître, que logo indicou a mesa onde Laura e Fabrício estavam sentados.

—Me desculpem o atraso.- sussurrei assim que me sentei a mesa.

—Tudo bem, já sabíamos que você iria se atrasar.- Fabrício disse e Laura olhou feio para ele.

—Me desculpe se não disponho mais de todo o tempo livre de antes.- disse seria e ele suspirou.

—Me desculpe.

—Está desculpado.

—Ótimo, agora que vocês fizeram as pazes, acho que podemos pedir.- Laura disse suave enquanto pegava o cardápio com as mãos tremulas.

—Você está bem?- questionei preocupada.

—Sim. E como vocês estão?- Laura questionou nervosa.

—Estamos bem. Acho que estamos totalmente recuperados do susto, ainda mais quando sabemos que Iara está em uma prisão psiquiátrica e não sairá tão cedo.- expliquei enquanto notava o quanto minha amiga estava nervosa

Laura havia feito algumas sessões conosco depois do que houve, Felipe e eu pedimos a ela que se preocupasse muito mais com nosso filho, afinal ele era só uma criança que havia passado por um momento horrível. Mas graças a Deus e a Laura, meu filho tinha compreendido tudo e não apresentava nenhum sinal de trauma.

—Tem certeza que você está bem?- questionei preocupada.

—Tenho.- ela assegurou tremula.

—Ela está nervosa desde que a pedi em casamento. Acredita, que ela demorou quase três semanas para decidir te contar?- Fabrício questionou e Laura o olhou chocada.

—Não era para você ter falado desse jeito.

—Meu Deus. Vocês vão casar?- questionei feliz com a noticia.

—Sim. Você ficou feliz com a noticia?- Laura questionou preocupada.

—Claro que fiquei. A minha melhor amiga de infância, vai se casar com o meu melhor amigo que é um ex-cafajeste.- disse sorrindo e Fabrício fez cara feio.

—Hei, não precisa ofender.- ele disse e o ignoramos.

—Pensei que você iria ficar triste, afinal não queria que pensasse que estamos tentando roubar o seu momento.

—Laura, nesse momento não preciso ser amparada por vocês. Estou feliz. Como nunca havia sido antes, e tudo que quero agora e poder retribuir tudo o que fizeram por mim durante anos. Chegou o momento de eu apoiar vocês.- disse segurando sua mão e ela sorriu em meio as lagrimas.

—Obrigada amiga, de verdade.- ela sussurrou emocionada.

—Eu disse que ela iria ficar feliz por nós dois.- Fabrício disse e sorrimos.

—Você disse mesmo querido. Mas gostaríamos de convidar você e o Felipe para serem nossos padrinhos. E o Rafael para ser o pajem. Você aceita?

—Jamais poderia recusar um pedido desses. Meus amigos vão casar.- disse feliz pelos dois.

—Você quer ver meu anel?- ela questionou animada e concordei enquanto Laura tirava uma caixa de joias da bolsa e me entregava.

—Puxa Fabrício.- disse ao ver o tamanho do diamante.- Você realmente não economizou.

—Só amamos de verdade uma vez na vida, e isso não é nada comparado ao que sinto por Laura.- Fabrício disse apaixonado e Laura sorriu antes de beijar o noivo.

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—Felipe?- chamei assim que entrei em nosso quarto, após dá um grande beijo em meu filho que estava a caminho do seu quarto para se arrumar.

—No banheiro.- ele disse e fui para lá.

Felipe estava fazendo a barba, utilizando o estojo que havia ganhado do seu avô quando fez treze anos, e uma espécie de tradição para os Montenegro, presentear os meninos da família com um estojo desses.

—O que houve?- ele questionou me olhando pelo espelho enquanto passava a navalha de forma delicada e segura na bochecha esquerda.

—Acho melhor você parar de fazer isso antes.- sugeri nervosa e ele sorriu.

—Já estamos casados há quase seis anos e você nunca conseguiu se acostumar com a forma com que me barbeio, querida.- Felipe disse sorrindo enquanto mergulhava a lamina na pia cheia de água morna.

—Não, sempre acho que você vai errar e acabar se matando.- disse preocupada e ele revirou os olhos.

—Isso não vai acontecer, meu pai me ensinou bem. E além do mais tomo muito cuidado.- ele explicou antes de voltar a se barbear.- E então, o que você queria me contar?

—Tem certeza que não quer parar de se barbear para ouvir?

—Se eu fizer isso fazemos chegar atrasados ao baile.

—Tudo bem. Laura e Fabrício vão se casar, e nos convidaram para sermos os padrinhos.- disse animada e ele me olhou confuso pelo espelho antes de fazer um pequeno corte em seu queixo, que logo começou a sangrar.

—Eles o que?- Felipe questionou atordoado enquanto eu pegava uma tolha limpa dentro do armário do banheiro para estancar seu sangramento.

—Eu sabia que algum dia você iria acabar se machucando.- disse enquanto segurava a toalha em seu queixo.- Agora, segure a toalha pressionado sempre, enquanto vou pegar algo para impedir o sangramento.

—É serio? Eles vão se casar?- Felipe disse segurando a toalha no queixo enquanto eu ia ao armário de remédios.

—É serio. Você não gostou da noticia?- questionei voltando rapidamente para o seu lado.

—Claro que gostei da noticia. Minha prima sempre foi louca pelo Fabrício, mesmo tendo negado isso a metade da vida. Só fiquei surpreso dela não ter me ligado e contado.- ele disse chateado e revirei os olhos.

—Deixa de ser ciumento. E isso vai arder um pouco.- disse umedecendo o algodão na solução antes de aplicá-lo no queixo de Felipe que reclamou de dor. – Deixa de ser mimado. Se você se comportar, no final vai ganhar um beijo como prêmio.

Depois que o sangramento havia parado, Felipe lavou o rosto, já que o mesmo havia terminando de se barbear quando lhe contei a novidade. Assim que seu rosto já estava devidamente limpo de toda a espuma e sangue, fiz questão de passar a loção pós barba antes de lhe dá um longo beijo.

—Esqueci de lhe devolver algo.- Felipe sussurrou sem fôlego assim que nos separamos para respirar e ele foi até o nosso closet saindo em seguida com uma caixa de joias nas mãos.

—O que é isso?- questionei confusa assim que ele me entregou a caixa.

—Depois do que houve na cafeteria, achei que você quisesse sua medalha de volta, então levei a joalheria para arrumá-la.- ele explicou e agradeci antes de abri a caixa vendo a medalha nova em folha.

—Se você não quiser, posso guardá-la e esquecemos dela.- Felipe sugeriu assim que demorei para lhe responder.

—Não. Essa medalha era do nosso filho e ela salvou a minha vida, e eu vou ser eternamente grata a você por ter me dado ela, se não fosse isso...- sussurrei e Felipe me puxou para um abraço apertado.

—Não vamos mais lembrar disso. O que importa é que você está aqui. E Iara não pode mais lhe fazer mal algum.- ele jurou antes de beijar o alto a minha cabeça.

—Eu sei, e agradeço a Deus por isso.- sussurrei antes de lhe dá um  beijo.

 O qual, foi interrompido por ele dizendo que iríamos nos atrasar.

Suspirei resignada e fui tomar meu banho, enquanto meu marido ia se arrumar para depois ir ajudar nosso filho.

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Chegamos uma hora antes do baile na embaixada começar, pois Felipe tinha que ajudar os pais a recepcionar os vários convidados que viriam prestigiar o ultimo baile oferecido por Hugo como embaixador.

—Confio em você para tomar conta da mamãe, meu bem.- Felipe disse ajoelhando na frente de Rafael que sorriu. – Posso contar com você?

—Clalo papai.- Rafael respondeu antes de abraçar o pai com força.

—Não preciso de guarda costas, Felipe.- sussurrou para ele assim que o mesmo se levantou. – Sei me cuidar.

—Jamais duvidei disso. Mas você está deslumbrante e desde que entrou aqui, tem feito os guarda costas ficarem com torcicolo. Imagine quando esse salão estiver cheio. E isso me deixa preocupado, afinal não vou estar ao seu lado se alguém for deselegante com você.

—Não se preocupe, prometo que se alguém for deselegante vou contar para você.

—Promete?

—Prometo.- sussurrei e ele sorriu enquanto acariciava meu rosto de leve.

—Vou guardar uma dança para a minha linda dama de vermelho.- ele sussurrou e gemi frustrada.

—Você sabe que não sei dançar esse tipo de musica.

—Faça isso por mim.- Felipe implorou enquanto me olhava com seus olhos azuis suplicantes.

—Tudo bem.- sussurrei derrotada e ele sorriu antes de me beijar.

Tentei segura-lo o máximo que pude em meus braços, mas assim que seu irmão o chamou tive que soltá-lo.

—E agola mamãe?- Rafael questionou confuso.

—Agora meu amor, vamos nos sentar com a tia Laura. Gostaria de me acompanhar?- perguntei e ele sorriu enquanto me oferecia sua mãozinha para me conduzir até onde minha amiga estava.

Passei a maior parte da festa conversando com tia Sophia e tio Frederico, os pais de Laura, e com meus amigos. Afinal, a irmã do meu sogro e sua família, não iriam perder a ultima festa de gala oferecida por ele. E deve admitir que ela estava magnífica.

Assim que o salão estava cheio, a musica parou dando lugar ao ultimo discurso de Hugo Montenegro com embaixador, acompanhado de sua esposa e seus filhos.

—Boa noite e sejam todos bem vindos ao ultimo baile sob o meu comando.- Hugo disse sorrindo e todos o aplaudiram. – Sei que muitos devem estar se perguntando por que irei largar a carreira que tanto lutei para conseguir, agora que estou no auge? Vou fazer isso pelo simples fato de que agora quero ser pai dos meus garotos amados, e avô de duas lindas crianças encantadoras.  Quero poder aproveitar a minha família de forma plena, pois sei que fiz um bom trabalho como embaixador. Ajudei, protegi e defendi os interesses do meu país sem privilegiar ninguém. Fui justo e rígido no momento em que foi adequado, e hoje agradeço por ter aprendido e contribuindo para a embaixada. Obrigado por tudo e aproveitem a noite.

—Mamãe?- Rafael chamou no meu colo assim que seu avô terminou o discurso e foi dançar com a sua esposa, dando assim inicio ao baile.

Tive que carregá-lo, pois ele queria ver o discurso do avô.

—Sim filho.

—O vovô não vai mais molar aqui?

—Não meu bem.

—Que pena, eu gostava daqui.

—Eu também filho. Esse foi o lugar onde seu pai se declarou para mim.- sussurrei lembrando do passado e ele me olhou confuso.

—O que isso que dize?

—Quer dizer que a nossa família começou aqui. Seu pai me tirou para dançar nessa pista de dança, não sei como não pisei no pé dele, afinal nunca havia dançado dessa forma. E ali nos braços dele percebi que nós estávamos perdidamente apaixonados. E acabei saindo correndo do salão.- expliquei e ele me olhou confuso.

—A senhola fugiu do papai?

—Sim. Mas seu pai foi atrás de mim.

—E o que ele fez?- ele questionou curioso e sorri antes de responder.

—Eu comecei a falar sem parar, o que acontece quando fico nervosa e seu pai me beijou.- disse e Rafael piscou surpreso.

—E o que aconteceu depois mamãe?

—Nós começamos a namorar, depois noivamos e casamos. E hoje temos um filhinho maravilhoso chamado Rafael.- disse feliz e ele sorriu enquanto eu o abraçava e beijava suas bochechas.

Sabia que deveria contar toda a historia, que não devia ter deixado de contar sobre o nosso primogênito Miguel ou do quase divorcio, mas decide que Rafael ainda era pequeno demais. Assim que ele fosse maior lhe contaria tudo.

—É uma histolia bonita, mamãe.- Rafael disse sonolento e sorri enquanto o acomodava melhor em meu colo.

—Eu sei querido. E agora, você faz parte dessa historia.- sussurrei docemente enquanto acariciava seu cabelo de leve.

—Nosso garotinho dormiu?- Felipe questionou assim que se aproximou de mim após terminar a dança dos seus pais.

—Acho que sim.- sussurrei e ele  pegou Rafael no colo com cuidado para não acordá-lo.

—Tudo bem meu príncipe, é o papai.- Felipe sussurrou e acariciou as costas de Rafael com carinho assim que o mesmo se mexeu quando mudou de colo. – Vamos colocá-lo no meu antigo quarto, para que ele durma melhor.

—Claro.- sussurrei antes de seguir meu marido até seu antigo quarto.

—Vou pedir para a babá de Alice nos avisar quando Rafael acordar.- Felipe disse assim que acomodou nosso filho na cama e logo comecei a tirar seus sapatos, o paletó e a gravata. Para que ele dormisse de forma mais confortável.

—Seria ótimo, ele iria estranhar se não nos encontrar. - disse e ele concordou enquanto se inclinava para beijar a testa de Rafael com carinho.

—Durma com os anjos, filho.-sussurrei após beijar a testa de Rafael.

Em seguida aceitei a mão de Felipe que me conduziu para fora do seu antigo quarto, encontramos Margarida, a babá de Alice do lado de fora e pedimos a mesma, que nos avisasse quando nosso filho acordasse.

—E então, meu amor, me daria à honra de dançar comigo?- Felipe questionou assim que voltamos para o salão.

—Seja o que Deus quiser.- sussurrei e Felipe sorriu enquanto me conduzia para o meio do salão.

Logo começou a tocar a musica que dançamos juntos pela primeira vez, me fazendo recordar daquele dia. Me fazendo relembrar de todas as sensação que senti ao descobrir que Felipe me amava e que eu o correspondia.

—Eu te amo.- sussurrei de repente assim que nossos olhos se encontraram durante a dança e Felipe sorriu emocionado .

—Eu também te amo querida. Mas do que tudo no mundo. Só não beijo você agora porque seria quebra de protocolo.- meu marido sussurrou triste e sorri cheia de segundas intenções, enquanto interrompia nossa dança e o levava para um dos vários escritório que estariam vazios.

—Acho que aqui não será quebra de protocolo.- sussurrei assim que passei a chave na porta após entrarmos.

—Não.- Felipe sussurrou e me puxou para um beijo arrebatador cheio de promessas para mais tarde.



Notas finais do capítulo

Imagens do capitulo:

Valentina:
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Felipe e Rafael:

http://www.polyvore.com/segunda_chance_capitulo_23/set?id=216274984

Crystal, Alice e Arthur:

http://www.polyvore.com/segunda_chance_capitulo_23/set?id=216276943

Charlotte e Hugo:

http://www.polyvore.com/segunda_chance_capitulo_23/set?id=216277762

Laura e Fabricio:

http://www.polyvore.com/segunda_chance_capitulo_23/set?id=216278413

Sophia e Frederico:

http://www.polyvore.com/segunda_chance_capitulo_23/set?id=216279740










Gente esse é o penúltimo capitulo da fic, segunda teremos o ultimo e o epílogo.
Desde já agradeço a todos que acompanharem a fic desde o começo.
Bom final de semana a todos.
Beijos e até segunda.