Remember-Uma Vida Pra Viver escrita por Thay Paixão


Capítulo 6
A Busca


Notas iniciais do capítulo

É com muita alegria e um apertozinho no peito que trago esse capitulo para vocês. Foi uma DELICIA escrevê-lo e espero que vocês gostem. Aqui me distanciei da One, pois preciso de uma ponte para a continuação.
Sem mais, Boa Leitura ♥



Remember

A busca

Ela havia sumido. De novo simples assim. Sumido. Dessa vez eu tive certeza, seja lá o que estivesse cuidando para que ela não morresse de fato, o tempo estava se esgotando e se eu não resolvesse logo, eu a perderia.

Corri de volta a praia em busca de Rose. Quando avistei certo aglomerado de pessoas, corri a toda.

No meio do círculo uma Rosalie desmaiada.

—Rose! - me apavorei.

—Você a conhece? - uma mulher alta magra de cabelos curtos, pelo tom moreno da pele sabia que ela era da reserva, tentou barrar minha passagem.

— É a minha irmã. - falei afastando seu braço quente de mais do meu peito. – O que houve?  - exigi.

— Eu só ouvi um grito e corri para cá. A encontrei já assim: inconsciente.

— Não é possível que ninguém tenha visto! - reclamei.

Joguei-me ao seu lado, trazendo seu corpo para meu colo.

— Não deveria mexer nela até a emergência chegar. Ela pode ter fraturado algo. - a morena reclamou.

— É minha irmã. Minha responsabilidade.

— Não parecia quando ela estava sozinha por aqui. - ela comentou ácida.

— Leah pegue leve. - um menino que devia ser talvez um ou dois anos mais velho que Rose disse.

— Estou pegando Seth. Agora vá chamar a mamãe.

—Ed?- ela voltava à consciência aos poucos.

—Oi princesa. Estou aqui. O que houve?

Ela estava muito pálida.

— Me leva pra casa. Por favor.

— Os médicos estão vindo.

—Não! Eu não preciso de médicos, preciso da vovó. Agora!

Ela começou a tentar se levantar e eu a firmei. Verdade seja dita eu não iria consegui carregá-la.

—Acho que devemos esperar os paramédicos. Ela pode ter mesmo uma concussão. – A mulher, Leah falou com a cara feia.

— Como já disse; é responsabilidade minha.

—Vocês ‘’Cullen’’ sempre achando que sabem mais que todos! – Seu tom era muito rancoroso. Achei tê-la visto tremer, e uma fumaça suave irradiar de seu corpo. Eu devia estar fraco para estar imaginando coisas.

— Vamos logo, Ed. – Rose sussurrou fraca. As pessoas a nossa volta nos deixaram passar, e o mais rápido que eu pude, firmando seu corpo, eu a levei para o carro.

 Fiz o percurso para a casa de nossos avós em tempo recorde, tentando manter o máximo de cuidado com a estrada molhada e ainda assim não perder velocidade.

— O que houve com você? – Perguntei assim que passamos pelos limites de La Push. Ela engoliu em seco.

—Eu estava tentando sentir a energia da Bella... E senti algo. Forte, muito forte, porém antigo. Não tinha como ser a Bella. Mas eu me senti hipnotizada a seguir aquela energia. Eu sentei na área e fechei os olhos como a vovó me ensinou, para me concentrar. Eles estavam logo a minha frente e brigavam.

—Quem?  - Sussurrei já com medo de sua resposta. Eu não costumava a ser supersticioso, porém estava vivendo algo sobrenatural naquela cidade, e acreditaria até mesmo se ela falasse em Óvnis.

Seu olhar continuou perdido nas arvores a nossa volta.

— A Terceira Esposa. – ela sussurrou.

—Terceira Esposa? – sussurrei testando as palavras.

—Ela é como uma protetora da tribo. Salvou eles de um ataque de vampiros. Se matou para isso.

—Vampiros?!

—Os Quileutes acreditam muito em suas lendas. Francamente, você nunca parou para ouvir uma historia da vovó?

—Sempre achei que fossem lendas locais. Nunca tive motivos para acreditar que fossem reais. – me defendi.

Ela deixou passar.

—Ví a Terceira Esposa discutindo com uma sombra. A sombra reclamava por que ela ainda não havia ido para o outro lado, e a Terceira Esposa se defendia dizendo que precisa de mais tempo. Pelo menos ajudar essa menina.

 

Você acha que essa menina é a Bella?

 Dessa vez minha irmã me olhou. Seus olhos estavam gélidos.

—Tenho certeza.

— você viu o que ou quem era a sombra?

Foi a pergunta errada. Ela se encolheu.

—Eu senti. Com uma certeza gélida. Era a própria morte. Ela não era quente como a vovó falou, Ed. E ela me olhou. Foi por isso que desmaiei, tive tanto medo. Seus olhos...

E ela começou a chorar. Rose era só uma criança com poder de mais.

—Shi... Está tudo bem.

—Não está não. Você precisa achar a Bella.

—E eu irei. Eu a vi. – e então narrei de forma rápida meu encontro com Bella.

Quando estacionei em frente à casa, Rose pulou para fora do carro, e entrou na casa já gritando pela nossa avó.

—Querida, vai acabar quebrando os vidros das portas com todos esses gritos. – Ouvi vovó Elizabeth a repreender com um tom divertido.

Eu estava um pouco sem fôlego quando as encontrei na cozinha.

—Ed querido. Você comeu algo hoje? – Vovó logo perguntou.

— Claro que ele não comeu, vovó. Temos coisas mais importantes a tratar.

— O que houve?

De uma forma rápida, Rose a contou os acontecimentos recentes. Quando falou da morte, vovó foi para o fogão e começou a ferver umas ervas.

— Você irá tomar esse chá todas as noites por pelo menos um mês querida. Ela lhe tocou?

—Não. Só me encarou. Feio.

Rose tremeu. Esfreguei minhas mãos em seus braços tentando aquecê-la, porem elas estavam muito frias.

—Isso irá ajudar. Ela a viu, isso não deveria ter acontecido.

—Ela virá atrás de mim?!

—Não! Querida, a morte não é má. O espírito que você viu foi um ceifador, que também não é mau...

—Me pareceu muito, muito mau. – Rose resmungou.

Vovó riu de leve imagino que para aliviar a tensão.

—Ele só quer fazer o trabalho dele, que é trazer alivio para as almas aflitas que estão presas a corpos apodrecidos. Ele lhe pareceu gélido por que não é sua hora. Para quem ele vem pra aliviar um sofrimento... Ele é quente. Quente como o melhor dos alívios.

— Mas nós ainda não sabemos onde está a Bella. – Falei.

—Desculpe, irmão.

—Você não tem culpa, Rose. Eu vou voltar à praia e procurar. – eu ia me levantando quando uma tontura me atingiu e voltei à cadeira.

—Você vai comer algo, e tomar seus remédios, Edward. Eu vou procurar um feitiço que possa nos ajudar a localizar o corpo dela. Rose, você precisará fazer.

—Eu? Eu não sei...

—Eu não tenho mais idade nem poder para feitiços simples. Que dirá um complexo desses. Vou reunir os ingredientes, rápido antes que o pai e avô de vocês voltem para casa. Faça seu irmão comer enquanto isso.

(...)

Eu nunca, nem mesmo em um milhão de ano me esquecia daquele dia. Vi minha avó, minha doce e amoroso avó, fazer um circulo com sal na mesa da cozinha. Colocar as mais diversas erva. Uma vasilha. Falar palavras estranhas. Derramar agua dentro. Sangue. E então pediu para Rosalie assumir e a ensinou as palavras.

Um vento forte tomou a cozinha apesar de estar tudo fechado. E então Rose abriu os olhos e eu sabia que ela não via o cenário a sua volta, mas sim algo longe.

Praia. – foi seu primeiro sussurro.

Uma pequena caverna... Uma gruta? As ondas batem forte na entrada... Tem muita agua aqui. Ficará inundado logo... Tem muita agua a minha volta.

— O que mais você, querida?  -Vovó a incentivava.

Nada... Só tem agua... Posso ver o mar, se me esticar, mas não sinto o meu corpo.

 

—Esse corpo não é seu, Rosalie. Faça-o se mexer.

—Não consigo. Ele está pesado. – ela choramingou. – Quero ir para casa.

—Você está em casa em segurança. Nada pode te atingir. Apenas levante-se e olhe. Diga onde você está.

Minha irmã resmungou mais um pouco.

— Consigo ver uma ilha daqui. Uma pequena ilha com uma grande arvore.

—Isso. Volte querida. Pode voltar. – ela a sentou na cadeira próxima. Rosalie abriu os olhos de vagar.

—Ela vai ficar bem?- perguntei não gostando nada de ver minha irmã com o olhar vago e mole como uma boneca de trapos.

—Sim. Você que deve ir. Volta a praia, para a direção a baixo do penhasco. Ali existem muitas pedras, rochas. Você terá que procurar entre elas, pela abertura que indica o local onde Bella está. Tome. – ela me estendeu um amuleto.

—Isso irá brilhar cada vez mais forte quando você se aproximar. Lembre-se o amuleto e tão forte quanto a sua vontade de encontra-la; se sua vontade for fraca, ele nem se acenderá.

—Faço qualquer coisa para salvá-la. –sussurrei forte. Vovó Elizabeht sorriu com Rose meio inconsciente em seus braços.

—Agora vá.

Parti dali com o coração um tanto apertado, por deixar minha irmã naquele estado porem estava confiante de que tudo daria certo. Ainda hoje eu encontraria Isabella Swan.

O que me fazia agir assim? Ela era uma estranha, que eu só tinha visto como um ‘’fantasma’’ mas ela salvou minha vida! E confesso, que logo que olhei em seus olhos chocolates e perdidos... Senti uma vontade imensa de protegê-la. Mantê-la por perto. Cuidar. E nunca, nunca deixá-la ir. Parecia loucura, certo? A Isabella Swan que o povo de Forks descrevia eu não conhecia. Nunca a vi pelas ruas, mas aqueles loucos e arrebatadores encontros mudaram todo o meu caminho até aqui. Eu estava ansioso pela morte até conhecê-la. Agora eu só pedia aos céus para que eu vive o bastante pra salvar essa garota.

Era fim de tarde em La Push quando estacionei o mais perto da praia. As ondas estavam altas, provavelmente choveria logo. O céu estava carregado.

Eu estava com um pouco de falta de ar; os remédios que havia tomado a pouco não tinham agido ainda. Eu só precisava encontra-la. Apenas isso, e depois o destino poderia se encarregar de mim, mesmo que isso significasse que eu não viveria para convidar Bella para o cinema.

Corri a toda pela praia até a beira do penhasco. Fui até o espaço aberto onde a encontrei pela primeira vez.  O vento ali estava forte. Como faria para encontra-la? Segurei o amuleto que estava em meu bolso esperando que ele brilhasse.

—Perdido de novo? – sua voz veio de trás e mim.

— Bella. – sussurrei tentando controlar meu choque. Ela estava com a mesma roupa, porém agora suas roupas estavam um tanto molhadas. O sorriso era aberto.

— O que faz por aqui, forasteiro? – ela perguntou divertida.

— O que você faz aqui, Bella? – falei de vagar. Isso teve o efeito que eu esperava. Ela olhou em volta parecendo perdida.

— Jake. – sussurrou. – Jacob e eu iremos pular do penhasco hoje! – ela disse feliz.

— Não é um bom dia para pular. – sussurrei olhando bem seu rosto. Ela ficou assustada.

— Tem razão... Está ventando muito... Jessica nem quis surfar. - ela sussurrou e colocou uma mão na boca. A expressão apavora.

— Bella... Onde você está? – perguntei me aproximando.

— Estou com você - ela me olhou em duvida.

— Não Bella... Você pulou. Não consigo te encontrar.

Onde você esta- repeti.

 Isso teve o efeito desejado. Ela ficou mais apavorada. Olhando em volta com desespero. Parecia que não me enxergava mais.

— O mar está muito agitado, Jake... Não quero pular. – gemeu fechando os olhos. Lágrimas corriam por seu rosto. Eu queria me aproximar. – Não... Não quero... Por favor...

— Bella, onde você está? – repeti. Vovó Elizabeth havia dito logo a baixo do penhasco, porém se Bella me guiasse até lá...

— Ele me empurrou. - ela gritou me olhando. – ele me empurrou rindo Edward! Ele não acreditou em mim!

Acho que eu só estivesse com um medo bobo...Tem muita agua agora, eu tô com frio...

Sua pele começou a ficar cinza de novo. Suas roupas pareciam mais molhadas. Em volta de seus olhos estava roxo com hematomas.

— Me diz onde você está que eu vou te ajudar. – mas ela não me ouvia mais. Estava sacudindo a cabeça e sussurrando palavras desconexas.

Tentei me aproximar, mas o corpo dela começou a emitir uma luz branca.

Ela correu descendo o penhasco.

— Bella! – a gritei. O por do sol estava cada vez mais próximo. Corri a trás dela. Ela o correu pela praia pegando o caminho das rochas. As ondas estavam batendo com força, mas a segui mesmo assim. Logo fiquei molhado. Então ela parou entre duas pedras grandes. Eu tentava me segurar nas rochas para que as ondas não me levassem. Ela me olhou.

— Me salva. – sussurrou desaparecendo.

Andei mais um pouco e minha mão entrou numa abertura entre as pedras. Espremi meu corpo para passar. Ali, havia um minúsculo espaço de área, agua até meus joelhos e era bastante escuro.

Então minha visão ganhou foco e eu a vi. Creio que o fato dela reluzir um pouco ajudou.

O corpo de Bella Swan estava jogado de qualquer jeito contra a pedra da pequena caverna. Seus cabelos molhados e longos, sua pela acinzentada. Eu comecei a chorar.

 Havia encontrado seu corpo.

Eu me aproximei um pouco mais e seu corpo começou a emitir uma luz mais forte. Na sua mão havia uma faca. Uma faca artesanal que julguei ter sido feita por algum indígena dali. Superando meu medo, coloquei uma mão em seu rosto frio. Surpreendi-me quando percebi a pela ainda macia e... Respiração! Seu peito subindo e descendo de forma franca.

— Bella! – eu a chamei emocionado. A peguei em meus braços. – você vai ficar bem, eu prometo. –sussurrei

Ela abriu os olhos.

— Edward?- sussurrou fraca.

—Shi... Eu vou te tirar aqui. – falei com segurança. Ela fechou os olhos de novo.

Então tudo se tornou um tanto confuso. Eu precisava sair para pedir ajuda, porém tinha medo de deixa-la só e ela sumir. Quando fui à frente da caverna as ondas milagrosamente haviam acalmado. Se eu suportasse o peso de Bella, poderia tirá-la dali. Quando voltei para seu lado, firmei seu corpo junto ao meu. Ela esta incrivelmente leve.

— Eu vou tirar você daqui. –falei. E estaquei. Na saída, estava parada uma mulher. Ela tinha a pele de Jacob, os cabelos longos e incrivelmente pretos. Suas vestes lembravam-me as roupas indígenas antigas. Ela sorria para mim.

—Vá. Não poderei controlar a maré por muito mais tempo.

E então desapareceu. Com dificuldade, sai com ela dali. Não me pergunte como eu consegui , quando me lembro daquele dia, um borrão confuso toma essa parte. Quando enfim cheguei a área, ofegando e completamente molhado, a noite tinha caído.

— Você vai ficar bem. –sussurrei para ela. Sua respiração era fraca.

— Socorro! – gritei. Aparentemente não havia ninguém por perto.

— Socorro! – gritei. Minhas pernas tremiam. Eu não conseguiria levantar.

— Ei cara! Ai meu Deus! É a Bella! Paul chame ajuda! – uma voz próxima.

— Ei cara! Consegue levantar?

— Sim. – sussurrei me sentando. Peguei a cabeça de Bella e coloquei em meu colo.

— Eu sou Embry, meu amigo Paul foi buscar ajuda. – explicou

— Obrigado. – falei

— Não por isso. Como a achou?

—Entre as rochas... – tentei falar. Eu estava muito fraco.

— Onde achou essa faca? – ele disse com espanto.

Notei que de alguma forma a faca que antes estava na mão de Bella, estava ao nosso lado.

— Estava com ela.

Ele a pegou com espanto.

— Se não me engano, essa faca pertenceu a terceira  esposa.

— Terceira Esposa? – perguntei um tanto aéreo.

— Sim. Nossa lenda conta que ela salvou a aldeia dos bebedores de sangue, quando se matou. Com essa faca. A Terceira Esposa era dotada de magia e sabedoria.

— Bebedores de sangue? – sussurrei

— Seu povo os chama de vampiro. Ela usou o próprio sangue para distrai-los tempo o bastante para que seu marido e chefe da aldeia pudesse matar o bebedor de sangue.

Eu ouvia a explicação dele só em parte. Estava com a maior da minha concentração na respiração de Bella, com medo de que cessava.

Não demorou muito e os paramédicos chegaram.

Logo a pegaram e começaram a trabalhar nela. E em mim. Eu não estava respirando muito bem.



Notas finais do capítulo

E aí? um bom presente de dia das crianças?! *_* me deixem saber o que acharam e suas expectativas :) bjs :*



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