Hybrid: Um demônio em Beacon Hills escrita por LadyWolf


Capítulo 32
Acabou, Hale





 Alguns dias se passaram e comecei a perceber que Derek estava agindo de forma um pouco estranha. Passou a cozinhar mais e bem, o que não era comum, pois Derek era horrível na cozinha. O Hale também começou a beber, até demais, coisa que o mesmo raramente fazia. Peter também reclamou de uma vez em que ele o chamou de “tio”, sendo que ele não o chamava dessa forma desde que tinha onze anos de idade.

 Eu não fazia ideia do que acontecia com Derek e quando perguntava ele respondia que estava bem ou então simplesmente mudava de assunto. Nem mesmo Cora, sua “querida irmãzinha” conseguia arrancar uma resposta do mesmo. Talvez fosse algum efeito da lua cheia que cada vez se aproximava mais.

 Certa noite, Derek saiu para dar uma volta porque “precisava ficar sozinho” e eu fiquei com os Hale jogando UNO. Confesso que não me concentrei muito no jogo, pois meus pensamentos estavam todos em Derek. Qual era o problema daquele homem? Desde que ele voltou da luta contra os weredemons estava estranho, às vezes nem parecia a mesma pessoa.

 – Ele está estranho. – falei. – o Derek.

 – Não, querida, Derek é estranho. – disse Peter. – Brincadeiras à parte, às vezes ele tem os problemas de TPL dele, mas isso passa.

 – TPL? – perguntei.

 – Temperamento pré-lua cheia. – respondeu Cora. – Alguns lobisomens ficam com os sentimentos mexidos alguns dias perto da lua cheia e até um pouco estranhos.

 – Relaxa, Emily, isso passa. – disse Malia jogando três vermelho e ficando com outra carta na mão. – Uno.

 – Espero que sim. – disse baixinho.

 Algumas horas mais tarde Derek chegou em casa dizendo que tinha uma pista dos weredemons. Contou que havia várias fábricas abandonadas que ficavam próximas as docas e que algumas pessoas relatavam ter uma movimentação estranha por ali. Então resolvemos ir investigar. Avisamos a alcateia e partimos para o lugar.

 – Que lugar estranho. – comentei. – Me dá arrepios.

 – Não seja medrosa. – disse Liam. – O máximo que podemos encontrar por aqui é um weredemon com o bocão cheio de dentes. – brincou.

 – Que animador. – falou Cora.

 – É aqui. – disse Derek parando de andar.

 – Esse lugar cheira a weredemon que não toma banho a meses. – disse Malia tapando o nariz.

 – E o que faremos agora, senhor alpha? – perguntou Peter olhando Derek.

 – Nós vamos entrar. – respondeu Derek.

 – O que!? Tá falando sério? – perguntou Leon.

 – É, pode ter weredemons aqui. – disse Talita.

 – Ótimo. – disse Derek. – Então, vocês dois vão ficar aqui fora de guarda e qualquer movimento estranho vocês nos avisam. Quanto aos outros, vamos entrar.

 Todos nós concordamos e entramos em um dos pavilhões da antiga fábrica deixando Talita e Leon para trás. Andamos durante algum tempo, mas não havia sinal algum dos weredemons ou de qualquer outra pista que pudesse levar-nos a eles.

 – Ei, vocês estão ouvindo isso? – perguntou Malia.

 – O que? – perguntei.

 – Esse som... É muito irritante. – disse Liam levando as mãos à cabeça.

 – Faz isso parar! – disse Cora.

 Quando percebi todos os lobisomens pareciam estar sendo atordoados por algum som que eu não podia ouvir, provavelmente por estar em uma frequência mais baixa. De repente Malia deu um berro e saiu correndo em uma direção.

 – MALIA ESPERA! – gritei.

 Todos fomos atrás dela e de repente fomos esperar em um tipo de sala que ficava nos fundos da fábrica. Lá havia um tipo de dispositivo em forma de cajado, o qual Malia tratou de lançar na parede e quebrá-lo em mil pedacinhos.

 – Obrigado, querida. – disse Peter. – Pensei que meu cérebro fosse explodir.

 – Será que foram os weredemons que deixaram isso aqui? – perguntei.

 – Com certeza não. – disse Liam. – Quem tem um monte dessas “coisas” é o Argent.

 – Argent? Mas por que...?

 Antes que terminasse a frase fui interrompida pelo som da porta de ferro que acabamos de atravessar se fechar atrás de nós. Naquele mesmo instante começou a sair um pó roxo dos buracos da ventilação e pela reação dos lobisomens, só podia ser uma coisa.

 – Acônito! Se protejam! – gritou Peter.

 Os lobisomens começaram a tossir intensamente e a cair enfraquecidos. Procurei por Derek e ele não estava em lugar nenhum. Teria sido ele quem armou tudo aquilo? Não podia ser... Derek iria mesmo matar a sua família? E por quê? Alguma coisa estava muito errada naquela história.

 – Eu vou tirar vocês daqui. – falei.

 Derek Falsiane POV ON

 – Ótimo, agora só falta dois. – falei do lado de fora da porta.

 Fui andando até a porta onde os dois betas estavam amedrontados com a ideia de que os weredemons poderiam aparecer a qualquer momento. Pobres crianças, mal sabem que o maior perigo é a pessoa em que eles mais confiam, o seu próprio alpha.

 – Hey, Derek. – disse Leon quando me viu. – Onde estão os outros?

 – Estão vasculhando os fundos da fábrica. – respondi. – Vim ver como vocês estavam.

 – Estamos bem. – respondeu Talita.

 – É, nenhum sinal dos weredemons.

 – Que ótimo, não? – falei olhando os dois. – Seria muito perigoso para vocês se aparecesse algum inimigo... Ou melhor, se ele estivesse bem debaixo do nariz de vocês o tempo todo.

 – Do que está falando, Derek? – perguntou Talita.

 Dei um sorriso de canto e acertei a garota com um golpe de esquerda, fazendo-a cair no chão, desacordada. Uh... aquilo havia doído. Leon ia se afastar, mas segurei em seu pescoço e o ergui antes que fizesse. Coitadinho, ele sentia que iria ser o próximo.

 – Quem é você? – perguntou com a voz trêmula. – Ou melhor, o que é você?

 – Demoraram para perceber. – falei rindo. – Meu nome é John Stuart, arma secreta mal sucedida do governo americano na Guerra Fria. A máquina de matar mais poderosa que já fizeram.

 – C-como... Mas e Derek? – perguntou o garoto.

 – Logo logo vai estar com ele. – enfiei a mão em seu peito com toda a brutalidade e arranquei sei coração.

 – LEON! – gritou a garota no chão.

 – Morreu. – falei jogando aquele corpo no chão e exibindo o coração pulsante em minha mão.

 – Leon... não... – disse a mesma chorando.

 – Não se preocupe, a próxima será você. – falei jogando o coração longe.

 Ia me aproximando da garota quando ouvi um barulho de carro em alta velocidade e junto dele vieram muitos tiros. Me virei e vi um carro preto de aparência antiga, onde um homem loiro pilotava e um outro de cabelos grandes atirava tentando me acertar. Com o meu trabalho praticamente pronto ali resolvi não enfrentá-los, então resolvi fugir.

 Derek Falsiane POV OFF

 Golpeei a porta da sala com toda a força que eu tinha e ela voou longe. Ajudei os lobisomens a saírem dali e quando vi que eles estavam bem saí correndo atrás de Derek para tentar descobrir o que tinha acontecido. Porém, quando cheguei do lado de fora, vi Talita no chão e Leon com um buraco no peito e seu coração a metros de distância.

 O Impala 67, que eu conhecia muito bem, passou por mim a toda velocidade e Derek saiu correndo pelas ruas da fábrica, sumindo entre os depósitos. Corri atrás do Impala com a minha velocidade de demônio. De repente ele parou, tio Dean e meu pai saíram correndo com suas armas em mãos. Eles tinham me visto? Não. Mais distante pude ver a figura de Derek Hale aparentando estar perdido. Os dois homens o cercaram e tio Dean pôs a arma em sua cabeça.

 – Acabou, Hale.





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