Lendo o Futuro escrita por Lu Swan Potter


Capítulo 8
Capítulo 8: O Beco Diagonal (Parte 2)


Notas iniciais do capítulo

Como Prometido a parte 2 já está sendo postado, espero que gostem e vejo vocês nas notas finais.
beijos.



Anteriormente:

— Finalmente eles vão sair de Gringotes. – falou Alice.

— Será que ele vai conhecer alguém para serem amigos? – perguntou Pedro.

— Espero que sim. – falou Remo.

eles chegaram à claridade do sol do lado de fora de Gringotes. Harry não sabia aonde correr primeiro agora que tinha uma saca cheia de dinheiro. Não precisava saber quantos galeões perfaziam uma libra para saber que estava carregando mais dinheiro do que jamais tivera na vida inteira mais dinheiro até do que Duda jamais tivera.

— Nunca mais ele vai sofrer privações na vida. – falou James.

 — Vamos comprar logo o seu uniforme — falou Hagrid, indicando com a cabeça a loja Madame Malkin — Roupas para Todas as Ocasiões. — Escute aqui, Harry, você se importa se eu der uma corrida no Caldeirão Furado para tomar um tônico? Detesto esses vagonetes de Gringotes.

— O Hagrid vai deixar meu filho sozinho. – falou Lilian brava.

 — Ele realmente parecia meio enjoado, por isso Harry entrou na loja Madame Malkin sozinho, um pouco nervoso. Madame Malkin era uma bruxa baixa, gorda e sorridente, toda vestida de lilás. — Hogwarts, querido? — perguntou quando Harry começou a falar. — Tenho tudo aqui. Para falar a verdade, tem outro rapazinho agora ajustando uma roupa.

— Talvez um amigo para o nosso filho. – falou Lilian olhando para James.

— Eu espero que esse menino seja uma boa pessoa. – falou James sorrindo.

Nos fundos da loja, um garoto de rosto pálido e pontudo estava em pé em cima de um banquinho enquanto uma segunda bruxa encurtava suas compridas vestes pretas.

 

Não gostei da descrição do garoto. – sussurrou Marlene para Sirius.

— Estou achando que e melhor o Harry não ser amigo desse menino. – falou Sirius.

Madame Malkin colocou Harry num banquinho ao lado do outro, enfiou-lhe uma veste comprida pela cabeça e começou a marcar a bainha na altura certa. — Alô — cumprimentou o garoto. — Hogwarts também? — É — confirmou Harry. — Meu pai está na loja ao lado comprando meus livros e minha mãe está mais adiante procurando varinhas — disse o garoto. Tinha uma voz de tédio arrastada.

— Já não gostei deste menino. – falou Remo.

— Ele me parece muito desagradável. – falou Sirius.

— Depois vou levar os dois para dar uma olhada nas vassouras de corridas. Não vejo por que os alunos de primeira serie não podem ter vassouras individuais. Acho que vou obrigar papai a me comprar uma e vou contrabandeá-la para a escola às escondidas. O garoto lhe lembrou muito o Duda. — Você tem vassoura? — perguntou o garoto.

— Obviamente sangue-puro. – falou James.

— E pelo jeito um daqueles bem preconceituosos. – falou Remo.

— Não. — Sabe jogar Quadribol? — Não — respondeu novamente Harry, perguntando-se que diabo seria esse tal de Quadribol. — Eu sei, meu pai falou que vai ser um crime se não me escolherem para jogar pela minha casa, e sou obrigado a dizer que concordo. Já sabe em que casa você vai ficar? — Não — respondeu Harry, sentindo-se a cada minuto mais idiota. — Bom ninguém sabe mesmo até chegar lá, não é, mas sei que vou ficar na Sonserina, toda a nossa família ficou lá, imagine ficar na Lufa-Lufa, acho que eu saia da escola, você não? — Hum-hum — concordou Harry, desejando que pudesse responder algo um pouquinho mais interessante.

— Acho que eu não quero que o meu filho perto desse garoto – falou Lilian.

— Estou achando ele parecido com o Malfoy – falou James.

— Caramba, olha aquele homem! — falou o garoto de repente indicando com a cabeça a vitrine. Rúbeo estava parado diante dela, rindo para Harry e apontando para dois grandes sorvetes para explicar que não podia entrar. — É o Rúbeo — disse Harry, contente por saber alguma coisa que o garoto não sabia. — Ele trabalha em Hogwarts. — Ah ouvi falar dele. E uma espécie de empregado, não é? — É o guarda-caça — explicou Harry. A cada segundo gostava menos do garoto. — É, isso mesmo. Ouvi falar que é uma espécie de selvagem. Mora num barraco no terreno da escola e de vez em quando toma um pileque, tenta fazer mágicas e acaba tocando fogo na cama.

— Realmente espero que o Harry não seja amigo deste garoto – falou Alice.

— Acho que ele é brilhante — retorquiu Harry com frieza. — Ah, é? — disse o garoto com um leve desdém. — Porque é que ele está acompanhando você? Onde estão os seus pais? — Estão mortos — respondeu Harry secamente. Não tinha muita vontade de alongar o assunto com esse garoto. — Ah, lamento — disse o outro, sem parecer lamentar nada.

— Que garoto desagradável. – falou Marlene.

— Acho que o Jay, está certo ele parece muito com o Malfoy – falou Dorcas.

 — Mas eram do nosso povo, não eram? — Eram bruxos, se é isso que você está perguntando. — Eu realmente acho que não deviam deixar outro tipo de gente entrar, e você? Não são iguais a nós, nunca foram educados para conhecer o nosso modo de viver. Alguns nunca sequer ouviram falar de Hogwarts até receberem a carta, imagine. Acho que deviam manter a coisa entre as famílias de bruxos. Por falar nisso, como é o seu sobrenome? Mas antes que Harry pudesse responder, Madame Malkin anunciou: — Terminei com você, querido. E, Harry, nada frustrado com a desculpa para interromper a conversa com o garoto, pulou do banquinho para o chão. — Bom, vejo você em Hogwarts, suponho — disse o garoto de voz arrastada.

— Que bom, não agüentava mais ouvir esse garoto preconceituoso falando. – falou Frank.

 Harry ficou muito quieto enquanto comia o sorvete que Hagrid trouxera (chocolate e amora com nozes picadas). — Que foi? — perguntou Hagrid. — Nada — mentiu Harry. Eles pararam para comprar pergaminho e penas. Harry se animou um pouco quando descobriu um vidro de tinta que mudava de cor enquanto a pessoa escrevia. Quando saíram da loja, perguntou: — Rúbeo, o que é Quadribol? — Caramba, Harry, vivo me esquecendo que você não sabe quase nada, raios, não saber o que é Quadribol!

— E o melhor esporte que existe no nosso mundo, tem certeza que logo você vai gostar meu filho. – falou James para o livro.

 — Não faça eu me sentir pior, — E contou a Hagrid sobre o garoto pálido na loja de Madame Malkin. —... E ele disse que nem deviam permitir a gente que pertence à família de trouxas... — Você não pertence a uma família de trouxas. Se ele soubesse quem você é... Ele cresceu sabendo o seu nome se os pais dele forem bruxos. Você viu o pessoal do Caldeirão Furado. Em todo o caso, o que é que ele sabe das coisas, alguns dos melhores bruxos que já conheci vinham de uma longa linhagem de trouxas. Veja a sua mãe! Veja só quem é irmã dela!

— O Hagrid sempre falar muito bem de nos – falou Lilian alegre.

— Ele e uma ótima pessoa – falou Dorcas.

 

— Então, o que é Quadribol. — É o nosso esporte. Esporte de bruxos. É como o futebol no mundo dos trouxas. Todos praticam Quadribol. A gente joga no ar montado em vassouras com quatro bolas. É meio difícil explicar as regras.

— Não e tão difícil assim. – falou James.

— Não começa Jay, se não terminamos hoje de ler o livro. – falou Lilian.

 — E o que são Sonserina e Lufa-Lufa? — Casas na escola. São quatro. Todo mundo diz que Lufa-Lufa só tem panacas, mas.. — Aposto que estou na Lufa-Lufa — disse Harry — deprimido. — É melhor a Lufa-Lufa do que a Sonserina — sentenciou Hagrid, misterioso. — Não tem um único bruxo nem uma única bruxa desencaminhados que não tenham passado por Sonserina.

— Muito melhor na Lufa-Lufa do que a Sonserina – falou James.

— Mais você Aceitaria que o Harry caísse na Sonserina? – perguntou Lilian.

— Sim, mais com a infância que ele teve não gostaria que ele caísse na Sonserina – falou James.

Você-Sabe-Quem foi um deles. — Vol ... Desculpe... Você-Sabe-Quem esteve em Hogwarts? — Há muitos e muitos anos. Eles compraram os livros escolares de Harry em uma loja chamada Floreios e Borrões, onde as prateleiras estavam abarrotadas até o teto com livros do tamanho de paralelepípedos encadernados em couro, livros do tamanho de selos postais com capas de seda, livros cobertos de símbolos curiosos e alguns livros sem nada.

— Adoro ir ao Floreios e Borrões, tudo que você precisa em livros tem lá – falou Remo.

— Verdade, durante as férias eu vou algumas vezes – falou Dorcas.

Até Duda, que nunca lia nada, teria ficado doído para pôr as mãos em alguns desses livros. Hagrid quase teve de arrastar Harry para longe do Pragas e Contrapragas (Encante os seus amigos e confunda os seus inimigos com as últimas vinganças: perda de cabelos, pernas bambas, língua presa e muitas, muitas mais) do Professor Vindicto Viridiano. — Eu estava tentando descobrir como rogar uma praga para o Duda.

— Espero que ele não tenha feito isso – falou Lilian.

— Tomara que não tenha perdido paciência com os tios e o primo – falou James.

— Verdade, pois se ele perde não vai prestar – falou Sirius.

— Não vou dizer que não é uma boa idéia, mas você não pode usar mágica no mundo dos trouxas a não ser em situações muito especiais — disse Hagrid — De qualquer modo, você ainda não poderia lançar nenhuma dessas pragas, vai precisar de muito estudo antes de chegar a esse nível. Hagrid não deixou Harry comprar um caldeirão de ouro maciço tampouco ("Diz estanho na sua lista”),mas compraram uma balança bonita para pesar os ingredientes das poções e um telescópio desmontável de latão. Visitaram a farmácia, que era bem fascinante para compensar seu cheiro horrível, uma mistura de ovo estragado e repolho podre. Havia no chão barricas de coisas viscosas, frascos com ervas, raízes secas e pós coloridos cobriam as paredes, feixes de penas, fieiras de dentes e garras retorcidas pendiam do teto.

 

Não gosto de ir a Farmácia o cheiro e horrível – falou Pedro.

 

Enquanto Hagrid pedia ao homem atrás do balcão um conjunto de ingredientes básicos para preparar poções para Harry, o próprio Harry examinava chifres de prata de unicórnios, a vinte e um galeões cada, e minúsculos olhos faiscantes de besouros (cinco nuques uma concha). Ao saírem da farmácia, Hagrid verificou a lista de Harry mais uma vez. — Só falta a varinha. Ah é, e ainda não comprei o seu presente de aniversário.

— Preciso agradecer ao Hagrid, depois que saímos daqui – falou James.

— Ele e muito amável com o nosso menino - falou Lilian.

Harry sentiu o rosto corar. — Você não precisa.. — Eu sei que não preciso. Vamos fazer o seguinte, vou comprar um bicho para você. Não vai ser sapo, os sapos saíram de moda há muitos anos, todo mundo ia rir de você, e não gosto de gatos, eles me fazem espirrar. Vou-lhe comprar uma coruja. Todos os garotos querem corujas, são muito úteis, levam cartas e tudo o mais. Vinte minutos depois, eles saíram do Empório de Corujas, que era escuro e cheio de ruídos e brilhos e olhos que cintilavam como jóias. Harry agora carregava uma grande gaiola com uma bela coruja branca como a neve, que dormia profundamente, a cabeça debaixo da asa. Ele não parava de agradecer, parecia até o Professor Quirrell. — Não tem do quê — respondia Hagrid rouco. — Acho que você nunca ganhou muitos presentes dos Dursley.

— Que coruja linda. – falou Alice.

— Se ele cuida dela bem, ela vai ser fiel a ele para sempre. – falou Frank.

— Eu vou matar a minha irmã depois que sair daqui, por ela ter tratado o meu filho mal. – falou Lilian.

Agora só falta Olivaras, a única loja de varinhas, Olivaras, e você precisa ter a melhor varinha do mundo. Uma varinha mágica... Era realmente o que Harry andara desejando. A última loja era estreita e feiosa. Letras de ouro descascadas sobre a porta diziam Olivaras Artesãos de Varinhas de Qualidade desde 382 A.C. Havia uma única varinha sobre uma almofada púrpura desbotada, na vitrine empoeirada.

— O Olivaras e o melhor Artesão de varinhas – falou Sirius.

— Lembro ate hoje da primeira vez que eu fui lá à loja – falou James.

— Eu também me lembro – falou Lilian.

Um sininho tocou em algum lugar no fundo da loja quando eles entraram. Era uma lojinha mínima, vazia, exceto por uma única cadeira alta e estreita em que Hagrid se sentou para esperar. Harry teve uma sensação esquisita como se tivesse entrado em uma biblioteca muito exclusiva, engoliu um monte de perguntas novas que tinham acabado de lhe ocorrer e ficou espiando os milhares de caixas estreitas arrumadas com cuidado até o teto. Por alguma razão, sentiu um arrepio na nuca. A própria poeira e o silêncio ali pareciam retinir com uma magia secreta.

— Desde pequeno já consegue sentir a magia. – falou Remo.

— Boa tarde — disse uma voz suave. Harry se assustou. Hagrid devia terse assustado também, porque se ouviu um rangido alto e ele se levantou rapidamente da cadeira alta e estreita. Havia um velho parado diante deles, os olhos grandes e muito claros brilhando como duas luas na penumbra da loja. — Alô — disse Harry sem jeito. — Ah, sim — disse o homem. — Sim, sim. Achei que ia vê-lo em breve. Harry Potter.

— Ele e meio sinistro. – falou Alice.

— Eu não sei como ele consegue guarda na cabeça todas as varinhas que vendeu na vida dele. – falou Frank.

 — Não era uma pergunta. — Você tem os olhos de sua mãe. Parece que foi ontem que ela esteve aqui, comprando a primeira varinha. Vinte e seis centímetros de comprimento, farfalhante, feita de salgueiro. Uma boa varinha para encantamentos.

Lilian pegou a varinha lançado algumas flores mostrando para os amigos.

 O Sr. Olivaras chegou mais perto de Harry. Harry desejou que ele piscasse. Aqueles olhos prateados lhe davam um pouco de medo. — Já o seu pai, deu preferência a uma varinha de mogno. Vinte e oito centímetros. Flexível. Um pouco mais de poder e excelente para transformações. Bom, digo que seu pai deu preferência, na realidade é a varinha que escolhe o bruxo, é claro. O Sr. Olivaras chegara tão perto que ele e Harry estavam quase encostando os narizes.

 James com a varinha na mão lançou fagulhas nas cores vermelha e dourado.

Harry viu-se refletido naqueles olhos. — E foi aí que.... O Sr. Olivaras tocou a cicatriz feita pelo relâmpago na testa de Harry com um dedo branco e longo. — Lamento dizer que vendi a varinha que fez isso — disse ele suavemente. — Trinta e cinco centímetros. Nossa. Uma varinha poderosa, muito poderosa nas mãos erradas...

— Isso e verdade – falou Frank.

Bom, se eu tivesse sabido o que a varinha ia sair por aí fazendo.. Ele sacudiu a cabeça e então, para alivio de Harry, viu Hagrid. — Hagrid! Hagrid, Hagrid! Que bom ver você de novo... Carvalho, quarenta centímetros, meio mole, não era? — Era, sim senhor.  — Boa varinha, aquela. Mas suponho que a tenham partido ao meio quando o expulsaram? — disse o Sr. Olivaras repentinamente sério. — Hum... Partiram, é verdade — disse Hagrid, arrastando os pés. — Mas ainda guardo os pedaços — acrescentou animado. — Mas você não os usa? — perguntou o Sr. Olivaras severo.

— Espero que o senhor Olivaras não descubra que o Hagrid usa a varinha – falou Sirius.

— E se não o Hagrid vai se meter em problemas – falou Remo.

 — Ah, não senhor — respondeu depressa Hagrid. Harry reparou que ele apertou o guarda-chuva cor-de-rosa com força ao responder — Hum — resmungou o Sr. Olivaras, lançando um olhar penetrante a Hagrid. — Bom agora, Sr. Potter vamos ver. — E tirou uma longa fita métrica com números prateados do bolso. — Qual é o braço da varinha?

— Vamos conhecer a varinha do nosso filho – falou Lilian.

— Hum... Bom, sou destro — respondeu Harry. — Estique o braço. Isso. — Ele mediu Harry do ombro ao dedo, depois do pulso ao cotovelo, do ombro ao chão, do joelho à axila e ao redor da cabeça. Enquanto media, disse, — Toda varinha Olivaras tem o miolo feito de uma poderosa substância mágica, Sr. Potter. Usamos pêlos de unicórnio, penas de cauda de fênix e cordas de coração de dragão. Não há duas varinhas Olivaras como não há unicórnios, dragões nem fênix iguais. E é claro, o senhor jamais conseguirá resultados tão bons com a varinha de outro bruxo. Harry de repente percebeu que a fita métrica, que o media entre as narinas, estava medindo sozinha. O Sr. Olivaras andava rapidamente em volta das prateleiras, descendo caixas. — Já chega — falou, e a fita métrica afrouxou e caiu formando um montinho no chão. — Certo, então, Sr. Potter. Experimente esta. Faia e corda de coração de dragão. Vinte e três centímetros. Boa e flexível. Apanhe e experimente. Harry apanhou a varinha e (sentindo-se bobo) fez alguns movimentos com ela, mas o Sr. Olivaras a tirou de sua mão quase imediatamente. — Bordo e pena de fénix. Dezoito centímetros. Bem elástica. Experimente.

— Bem difícil essa escolha de varinha. – falou Marlene.

— O |Senhor Oliveira deve está adorando. – falou Dorcas.

Harry experimentou, mas mal erguera a varinha quando, mais uma vez, o Sr. Olivaras a tirou de sua mão. — Não, não. Tome, ébano e pêlo de unicórnio, vinte e dois centímetros, flexíveis. Vamos, vamos, experimente. Harry experimentou. E experimentou. Não fazia idéia do que é que o Sr. Olivaras estava esperando. A pilha de varinhas experimentadas estava cada vez maior em cima da cadeira alta e estreita, mas, quanto mais varinhas o Sr. Olivaras tirava das prateleiras, mais feliz parecia ficar. — Freguês difícil, hein? Não se preocupe, vamos encontrar a varinha perfeita para o senhor em algum lugar, estou em duvida, agora...

— Acho que ele deve ter achado uma boa. – falou Pedro.

É, por que não? Uma combinação incomum, azevinho e pena de fênix, vinte e oito centímetros, boa e maleável. Harry apanhou a varinha. Sentiu um repentino calor nos dedos. Ergueu a varinha acima da cabeça, baixou-a cortando o ar empoeirado com um zunido, e uma torrente de faíscas douradas e vermelhas saíram da ponta como um fogo de artifício, atirando fagulhas luminosas que dançavam nas paredes.

— Ele e da Grifinória isso já e certo. – falou James com orgulho.

Hagrid gritou entusiasmado e bateu palmas e o Sr. Olivaras exclamou: — Bravo! Mesmo, ah, muito bom. Ora, ora, ora... Que curioso... Curiosíssimo... Repôs a varinha de Harry na caixa e embrulhou-a em papel pardo, ainda resmungando: — Curioso... Curioso... — O senhor me desculpe — disse Harry —, mas o que é curioso?

— Não gostei. – falou Lilian.

O Sr. Olivaras encarou Harry com aqueles olhos claros. — Lembro-me de cada varinha que vendi, Sr. Potter. De cada uma. Acontece que a fênix cuja pena está na sua varinha produziu mais uma pena, apenas mais uma. É muito curioso que o senhor tenha sido destinado para esta varinha porque a irmã dela, ora, a irmã dela produziu a sua cicatriz. Harry engoliu em seco. — E, tinha trinta e quatro centímetros. Puxa. É realmente curioso como essas coisas acontecem. A varinha escolhe o bruxo, lembre-se... Acho que podemos esperar grandes feitos do senhor, Sr. Potter. Afinal, Aquele-Que-NãoSe-Deve-Nomear realizou grandes feitos, terríveis, sim, mas grandes. Harry estremeceu.

— Acho que a vida do nosso filho não vai ser muito fácil. – falou James preocupado.

— Não vamos deixar isso acontecer não e Jay? – perguntou Lilian.

— Claro que não meu lírio. – falou James.

Não tinha muita certeza se gostava do Sr. Olivaras. Pagou sete galeões pela varinha e o Sr. Olivaras curvou-se à saída deles. O sol de fim de tarde quase chegara ao horizonte quando Harry e Hagrid refizeram o caminho para sair do Beco Diagonal, atravessar a parede e passar novamente pelo Caldeirão Furado, agora vazio. Harry não disse uma palavra enquanto caminhavam pela rua, nem ao menos reparou quantas pessoas se boquiabriam para eles no metrô, carregados que estavam com todos aqueles pacotes de formatos esquisitos, a coruja branca adormecida no colo de Harry. Subiram a escada rolante para a estação de Paddington, Harry só percebeu onde estavam quando Hagrid bateu em seu ombro. — Temos tempo para comer alguma coisa antes do trem sair — falou. Comprou um hambúrguer para Harry e se sentaram em bancos de plástico para comê-los. Harry não parava de olhar a toda volta. Por alguma razão tudo parecia tão estranho.

 

— Queria tanto estar lá com ele para abraçar – ló. – falou Lilian chorando.

 — Você está bem, Harry? Está muito calado — comentou Hagrid. Harry não tinha muita certeza de poder explicar. Tivera o melhor aniversário de sua vida, porém... E mastigava o hambúrguer, tentando encontrar as palavras. — Todo o mundo acha que sou especial — disse finalmente. — Todas aquelas pessoas no Caldeirão Furado, o Professor Quirrell, o Sr. Olivaras... Mas eu não conheço nadinha de mágica.

— Lá vem o baixo-estima do meu afilhado. – falou Sirius.

Como podem esperar grandes feitos de mim? Sou famoso e nem ao menos me lembro o porquê. Não sei o que aconteceu quando Vol... Desculpe... Quero dizer, na noite que meus pais morreram. Hagrid se debruçou sobre a mesa. Por trás da barba e das sobrancelhas desgrenhadas tinha um sorriso bondoso. — Não se preocupe, Harry. Você vai aprender bem depressa. Todos começaram pelo começo em Hogwarts, você vai se dar bem. Seja você mesmo. Sei que é difícil. Você vai ser discriminado e isso é muito duro. Mas vai se divertir a valer em Hogwarts. Eu me diverti: e ainda me divirto, para dizer a verdade.

— O Hagrid está certo, o Harry vai ser diverti muito – falou Remo.

 Hagrid ajudou Harry a embarcar no trem que o levaria de volta aos Dursley, então lhe entregou um envelope. — A sua passagem para Hogwarts. Primeiro de setembro, na estação de Kong's Cross, está tudo na passagem. Qualquer problema com os Dursley me mande uma carta pela coruja, ela saberá onde me encontrar... Vejo você em breve, Harry. O trem parou na estação. Harry queria ficar espiando Hagrid até ele desaparecer de vista, levantou-se, espremeu o nariz contra o vidro da janela, mas quando piscou os olhos Hagrid tinha desaparecido.

— Acabou o capítulo, quem vai ler agora? – perguntou Alice.

— Eu quero, por favor. – falou Lilian.

— Sim, pegar aqui o livro. – falou Alice.

— Qual o titulo do capítulo? – perguntou Marlene.

— O Embarque na Plataforma Nove e Meia. – falou Lilian.

— Ele já está indo para Hogwarts. – falou Dorcas.



Notas finais do capítulo

E Ai o que estão achando dos capítulos, espero que estejam gostando.
beijos



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