Soluço: O Príncipe dos Dragões escrita por GMCASTRO


Capítulo 15
Nunca se sabe o que o destino nos aguarda.


Notas iniciais do capítulo

Oi, gente!
Eu sei que demorei, mas foi por boa causa!
Esta aí, mais um capítulo e espero que gostem!
Boa Leitura!!!



Cabeça Quente olhou para o pedaço de papel em suas mãos, com uma concentração raramente visto por ela. Ao contrário de seu irmão, a menina Thorston realmente sabia ler, mas preferiu não mostra-lo as vezes. Astrid estava sentada na frente de sua amiga na floresta, fazendo o seu melhor para pegar a reação da mesma enquanto literalmente lia o seu destino.

— Você vai oferecer-lhe o seu coração, contra o preto – carvão? – ela murmurou, sem acreditar no que estava lendo – Tem certeza que essas coisas funcionam?

— Bocão parecia pensar assim, mas minha mãe tinha feito isso e disse que funcionou – Astrid deu de ombros. Cabeça Quente devolveu o papel para ela e deitou-se na grama que repousava.

— Ele soa como algum herói de guerra, como se ele pode vence-la em uma luta e isso é algo que muitas pessoas não podem fazer.

— Sim, eu acho – ela encolheu os ombros, a dúvida de Cabeça Quente passou pra ela – Eu ainda estou tentando descobrir quem poderia ser, pois sem ofensas mas nenhum de vocês pode me vencer no ringue.

— É, mas pode ser alguém de outra tribo – Cabeça Quente sugeriu, sabendo que havia muitos lutadores incríveis fora de Berk como Ilha dos Cabeças – Ocas, Ilha do Norte e entre outros.

— Eu nunca quero deixar Berk – Astrid rebateu – Se eu me apaixonar por um estranho, eu teria que me afastar – sua amiga, por outro lado, não estava mais escutando. Ela estava muito focada em uma linha particular.

— Mas acabara a ele escolhe se ama ou não você de volta – ela repetiu, enviando um calafrio através da espinha de Astrid – Essa é a parte que não consigo entender.

— Eu também – Astrid assentiu solenemente – Bocão me disse que esses destinos não são escritos em pedras, o que significa que eu poderia muda-los com as minhas ações.

— Tudo que você precisa fazer é encontrar o primeiro cara com essas descrições e ver no que dá. Quão difícil pode ser para a famosa Astrid Hofferson – Cabeça Quente revirou os olhos, jogando a cabeça para trás na grama e tenta dormir. A jovem loira apenas revirou os olhos e levantou-se em busca de alimento.

Sem perceberem, Melequento tinha ouvido toda a conversa, seu rosto distorção em um sorriso diabólico.

— x – x – x – x – x – x – x –

Katla correu para frente e com um único golpe com seu machado, mergulhou a lamina nas costelas do Exilado. Lodin saltou sobre as costas do homem para joga-lo no chão. Soluço assistia toda cena perto da entrada de um túnel, com choque e até mesmo uma pintada de orgulho de afluência através de seu corpo.

— Disse para você, querido, minha boca sempre foi minha arma – Nina riu secamente, cuspindo pouco de sangue para fora enquanto limpava a boca.

— Eu nunca vou beijar essa boca novamente, ugh! – Lodin estremeceu.

— Ai, meu coração – Nina revirou os olhos.

— Salvar a conversa para mais tarde – Katla assobiou, limpando o sangue de seu machado no corpo do exilado. Durante vários segundos, o grupo permaneceu em silencio e respirou coletivamente um suspiro de alivio, pois não havia sons de outros vikings na área.

— Obrigada Thor, eu acho que ninguém nos ouviu – disse Nina aliviada. Katla virou-se para o Soluço.

— Então, vamos? – pergunta ela e todos entram no túnel.

Eles caminhavam silenciosamente, atentos em cada passo até que chegaram no local destinado. O grupo estavam na masmorra da Ilha, que continha alguns dragões selvagens e furiosos.

— É aqui – disse Soluço sorrindo e depois olhou para o trio, que estavam um pouco assustados – Não fiquem com medo, pois eles farejam o medo.

— Muito obrigada, por nos avisar – ironizou Nina.

Soluço voltou a olhar para os dragões, onde tinha um Transformasa, um Nadder Mortal, um Suspiro da Morte e um Escalderivel. Ele aproximou da jaula do Transformasa e se apoiou em uma das grades do lado de fora, enquanto seus amigos esperavam sentados junto com Banguela e Rhuan, que estava sendo alimentado por Katla, mas todos estavam alertas.

“Sou Soluço”— ele começou.

Ele ouviu a demolição de garras se aproximando da grade.

“Você está falando comigo? ”— disse o Transformasa aparecendo na frente de Soluço rosnando.

“Sim”— ele respondeu abrindo a jaula – “Estou pensando tirar vocês daqui, mas vou precisa da ajuda de todos ”— falou enquanto abria outras jaulas.

“Mas, por que está nos ajudando? Eu posso sentir seu cheiro de humano... mas também de dragões em você”— disse o dragão.

“Eu vivo com o Rei Branco”— Soluço respondeu.

“A Besta Implacável, o Alpha? ”— perguntou o Nadder.

“Sim, ele me salvou quando tinha apenas sete anos com seu próprio sangue e tenho vivido em sua ilha desde então”.

“Então, as histórias são verdadeiras”— disse o Nadder – “Posso dizer que é uma honra conhecer o príncipe, ouvir falar pelos outros dragões”.

“Você já ouviu falar de mim? ”— perguntou Soluço surpreso.

“Sim, o filhote humano e o Rei Branco que salva e cuida no meio de seus companheiros, como se fossem verdadeiramente parentes”— respondeu Escalderivel com uma risada suave.

“Eu não tinha acreditado que você era real, mas estamos aqui”— disse o Suspiro da Morte.

“Vamos confiar em você para nos liberta daqui”— disse o Transformasa – “Ajudaremos no que for possível, pois tudo que eu mais quero é voltar para minha família”.

“Nós também”— disse Soluço e depois olha para os amigos – Vamos pôr o plano em ação.

— x – x – x – x – x – x – x – x –

Alvin estava na sua sala, folheando e lendo o livro de Soluço. Ele estava impressionado com cada detalhe que continha. Selvagem estava ao seu lado em pé.

— O moleque era talentoso – disse o Alvin sem tirar os olhos do livro – Pena que foi cedo demais, mas também de qualquer forma ele iria – ele e Selvagem riram até que eles ouviram uma explosão – O que está acontecendo? – perguntou ele.

Eles saíram da sala e foram para fora, vendo um caos que ocorria pela ilha.

— DRAGÕES!!! ESTAMOS SENDO ATACADOS!!! – gritava um dos exilados enquanto outros se preparavam para o ataque dos répteis alados.

Alvin olhava para ao seu redor vendo os dragões atacando tudo pela frente. Quando ele viu, achando que nunca mais o veria, ficou bem irritado e pegou uma espada de um dos exilados. Caminhando em sua direção, pois queria acabar com aquilo logo.

— Achei que já estivesse morto – diz o Alvin furioso.

— Precisa de muita mais para mim matar! – disse o Soluço com um sorriso torto e assim começou a batalhar deles.

Enquanto isso, Katla e Lodin estavam indo em direção para sala, onde o Chefe dos exilados tinha saído, agora pouco nenhum dos exilados tinha os notados. Assim que chegaram perto da sala, tinha dois exilados vigiando o local.

— Você pega o da direita e eu pego o da esquerda – disse ela sem olhar para o amigo.

— Beleza! – diz ele e começou a tirar flecha acertando no pescoço de um e enquanto a Katla pula em cima do outro tirando a cabeça dele – Fácil... até demais.

— Vamos, não temos muito tempo – diz ela entrando na sala junto com Lodin.

Enquanto entraram e começaram a procura do livro, ouvisse sons metálicos se chocando um ao outro. Chamas, ruídos, fogo tudo se espalhava ao redor de Soluço e Alvin. Os dois estavam jogando força um no outro e vice-versa. Soluço tentava manter o equilíbrio, mas estava difícil.

— Desista, demônio! – disse o Alvin dando um golpe forte em Soluço.

— Nunca! – diz o menino voltando ataca-lo – Não vou desistir!

As suas espadas se chocavam, mais uma vez, criando faíscas entre eles. Alvin dava vários golpes com a espada muito forte, mas Soluço desviava. Ficaram assim até que o Chefe dos exilados, consegue acerta no braço direito de Soluço e derruba-lo no chão. O menino dragão tenta se levantar, mas o Alvin chute-o na barriga e fazendo ele fica de barriga pra cima, encarrando o Chefe dos exilados que apontava a sua espada na garganta dele.

— Você deveria ter aceitado a minha proposta – diz ele aproximando mais a lamina no pescoço do garoto, sem percebe que o mesmo pegava algo.

— Mas, eu não aceitei e nunca vou aceitar! – com movimento rápido, ele joga uma pedra fazendo com que Alvin se afasta e dando tempo para o Soluço se levantar, e pegando a espada rapidamente – ISSO É PELO MEU AMIGO! – grita Soluço dando um golpe forte em Alvin, fazendo recuar, mas depois o Alvin fica mais furioso e tenta ataca-lo com golpes fortes.

Enquanto eles ainda lutavam, os dois jovens continuavam a procura do livro até que um deles achar.

— Achei! – grita Lodin com o livro na mão.

— Tem certeza? – pergunta a Katla se aproximando.

— Claro, tem mais algum livro com um desenho na capa? – pergunta ele e a mesma revira os olhos.

— Vamos temos que sair daqui... – ela é interrompida.

— Ninguém sairá daqui! – eles viram na direção da voz. Era o Selvagem – há não ser vivos.

— É o que nós veremos – diz Katla segurando firmemente o seu machado e Lodin com seu arco e flecha.

Eles estavam preste a lutar, quando um tiro atingi o exilado mandando direto para parede. Era o Banguela junto com a Nina e Rhuan.

— Por que vocês demoram tanto? – perguntou Lodin.

— Tivermos umas pequenas interferências, mas já resolvemos isso – diz a Nina dando de ombros.

— Ok, vamos sair logo daqui antes que ele acorde – disse Katla e todos saíram para cas, mas eles param vendo o Soluço caído no chão e o Alvin estava preste a mata-lo.

Soluço dava golpes no Alvin e desviava de uns até que atingindo na perna e cai. Ele estava sangrando e tenta se levantar, mas o Chefe dos exilados não deixava.

— Você não sabe com quem está se metendo – diz ele colocando o pé em cima da mão de Soluço, pois ele estava tentando pega a espada. Entre grunhindo de dor e agonia, o garoto fala.

— E você sabe? – ele olha para o Alvin, que fica irritado e levanta a espada para mata-lo, mas é atingido pelo Pula – Nuvem.

“Fique longe do príncipe! ” — rugi o dragão e depois ajuda o Soluço a se levantar – “Você está bem? ”— pergunta ele.

“Além de ser capturado, torturado, dolorido, cansado, quase morri e com mão totalmente quebrada? É estou bem, obrigado! ”— diz ele sorrindo.

— Soluço, você está bem? – pergunta Katla que vinha correndo junto com o pessoal em sua direção.

— Estou – disse ele – Acharam o livro? – pergunta e o Lodin mostra – Ótimo, agora vamos para o cas – Soluço assobiou para os dragões, que era o sinal, e logo saíram correndo dali.

— x – x – x – x – x – x – x – x –

Depois que conseguiram sair, o grupo parou em uma ilha distante para descansar e tratar os ferimentos. Soluço e Banguela estavam com Pula – Nuvem, contando o que tinha acontecido e que eles se sentiam culpados. O Pula – Nuvem falou que não importa de quem foi a culpa, o que importa é que eles estavam bem e que logo voltaríamos para casa. Alguns dragões agradeceram e outros pediram se poderiam ir com eles para o Santuário.

Estava de noite, todos dormiam tranquilamente, quero dizer, quase todos. Soluço olhava para o mar sobre a luz do luar com pensamentos longe. Ele estava distraído, mas sabia que alguém se aproximava.

— Oi – era a Katla que senta do lado dele – Como você está? – ela estava se referindo sobre os ferimentos.

— Estarei melhor e você? – pergunta ele olhando para céu estrelado.

— Bem – diz ela também olhando para céu – Será que nós veremos você de novo? – pergunta ela olhando pra ele.

— Talvez, nunca se sabe o que o destino nos aguarda – ela sorrir e ele retribui.

— Tem razão – diz ela e voltaram a olhar para o mar, apreciando a companhia um do outro.



Notas finais do capítulo

Agora está tudo bem...
Comentem e até a próxima!



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