Como Fazer Nossos Pais se Apaixonarem? escrita por Influenza


Capítulo 6
Lar doce lar...


Notas iniciais do capítulo

Quem aí quer me matar? Vocês podem me matar pelos comentários! Eu deixo ^^ Eu sei que eu demorei, mas antes de me matarem, tenho que me explicar: Tive que estudar para as provas, e meu computador quebrou (tenho muita sorte com essas coisas -sqn)... FIM. kkk Mas agora eu já to de ferias! Sabe o que isso significa??? Capítulos em dobro! Uhuuuu!!
E eu vi que já tem mais de 100 pessoas acompanhando! Vocês são demais! Eu to super feliz! Obrigada pessoas!!!
Quero agradecer a todos os que comentaram ^^
Espero que gostem, e boa leitura!



Boruto seguiu seu pai – correndo quase tão rápido quanto o vento – até um apartamento, que ficava na parte superior de um prédio. O loiro menor (Nem tão menor assim) nunca havia entrado neste apartamento antes, porque já não era mais propriedade de seu pai, já que este se mudara para um lugar maior quando se casou com sua mãe, pois que pretendiam formar uma família – coisa que conseguiram – e o antigo apartamento de Naruto era muito pequeno, e Hinata não achou que o distrito Hyuuga fosse uma boa ideia, com todas aquelas regras, tradições e principalmente a severidade com que os herdeiros são tratados e treinados, e a Hyuuga (Agora Uzumaki) não queria isso para seus futuros filhos, não queria que passassem pelo que ela e sua irmã mais nova tiveram que aguentar (Além de achar difícil os anciãos permitirem não Hyuugas viverem no lugar).

Naruto abriu a porta e guiou seu novo amigo – Corrigindo, sua nova família – até a sala de jantar, e pelo que Boruto pôde perceber (Ou ver), dentro do apartamento havia um quarto, que pertencia ao seu pai; uma cozinha, onde tinha diversos potes de rámen instantâneo espalhados pela pia (Talvez Naruto esqueceu-se de jogar fora, ou simplesmente estava com preguiça); e a sala de jantar, que Boruto está no momento. Todos os três cômodos citados do apartamento estavam visivelmente bagunçados, com roupas jogadas pelo chão, potes de rámen espalhados por tudo quanto é canto, entre outros, coisa que é raríssima de se ver na futura mansão Uzumaki, ate mesmo no quarto das crianças, já que Boruto e Himawari nunca foram de bagunçar e depois deixar pra lá. Talvez por influencia de Hinata.

– Chegamos! Lar doce lar! – Disse Naruto. – Você pode ficar lá no meu quarto... Eu tenho um colchão extra! Eu acho. – Naruto sussurrou essa ultima parte, mas Boruto ouviu.

– Q-Quê? Você não s-sabe se tem um colchão sobrando, seu idiota?! Como é que isso acontece, -ttebasa?! Você não recebe ninguém aqui, não? – Exclamou Boruto.

– Bom... Não, eu nunca recebi uma visita que veio passar uns dias aqui! Eu sempre ficava sozinho... E nunca achei que alguém viria dormir aqui. – Responde, com seu semblante triste.

Boruto

Então era isso... Droga! Acho que me exaltei um pouco, eu falei sem pensar! Bem que as pessoas dizem que eu pareço com o meu pai no quesito “impulso” (E principalmente na aparência). Parece que nós dois falamos coisas sem pensar, isso explica muito a nossa “briga” quando nos encontramos perto do Ichiraku, nós nem nos conhecíamos (Tá bem que eu conhecia ele, mas não com essa idade, e... Você entendeu!) e já começamos com o pé esquerdo! Pelo menos tudo se acertou no final. Quando eu falei, eu me esqueci completamente que o meu pai era odiado por uma coisa que ele nem mesmo fez, nem mesmo tinha ciência do que estava acontecendo a sua volta até se tornar um gennin; viveu anos de sua vida com muitos lhe odiando, sem nenhum amigo, sem saber o motivo de todo esse ódio para com ele.

Sem uma família para dizer que está tudo bem ou para responder quando ele diz “Estou em casa!”, sem um abraço de uma mãe, o carinho de um pai... Nem todos aguentam viver assim. Meu pai é uma pessoa extremamente forte por ter aguentado tudo isso, e ter tido forças para proteger aqueles que ama, e alcançar seus sonhos; ele não é forte apenas em poder, mas em coração também, seus atos falam por si só. Tenho orgulho de ser filho de Uzumaki Naruto, mas todo herói precisa de ajuda, certo? Até mesmo os heróis, precisam de alguém para compartilhar suas tristezas e felicidades,precisa de alguém para lhe dar apoio, alguém que o entenda, alguém que seja sua família. E como a Hima, eu não hesitarei em ser essa família.

– Desculpa, Naruto. Eu me esqueci disso. Mas agora, você não estará mais sozinho! Pode contar comigo, e com a minha irmã também! Mesmo ela não estando aqui, ela não hesitaria em te ajudar. – Eu falo, com um grande sorriso. – Nós poderemos ser sua família!

– Boruto... – Fala meu pai, sorrindo e com algumas lagrimas caindo de seus olhos – Obrigado... Eu sempre quis ter uma família.

– Você vai formar uma família. Não apenas eu ou a minha irmã. Eu sei que você vai encontrar alguém, Naruto. Você vai encontrar a mulher certa, uma mulher que te ama mais que tudo, que coloca sua felicidade acima da felicidade dela. E ela vai te dar uma família, e você nunca mais estará sozinho; pode não ter percebido ela ainda, mas logo estará feliz ao lado dela! Eu sei disso!

Deu para ver que Naruto se emocionou com minhas palavras. Talvez ele ache que eu estou zoando ele, porém, cada palavra que eu disse era verdade. Minha mãe vai fazê-lo feliz, eu sempre vejo isso nos olhos do meu pai, pelo menos quando estava no futuro. Sempre via o brilho nos olhos dele ou aquele sorriso quando via ou falava da mamãe; sempre ouvia ele dizendo que não trocaria sua família por nada nesse mundo, que o principal motivo dele ser feliz, é minha mãe, Himawari e eu.

Minhas palavras estavam recheadas de sinceridade. Acho que esse foi um dos momentos que eu fui mais sincero na minha vida inteira. Meu pai pareceu sentir a sinceridade que emanava do que eu falava, e se convenceu de que aquilo era possível, que nunca mais ficaria sozinho, que algum dia teria uma esposa que o ama, filhos... Uma família completa. Me olhou com um olhar agradecido e um sorriso e disse:

– Obrigado outra vez, Boruto... Onde será que ela pode estar?

– Mais perto do que você imagina. – Sussurrei, para mim mesmo.

– Então, vamos procurar um colchão?! – Perguntou meu pai, retomando a expressão extremamente alegre que estava quando chegou em sua casa.

– Vamos!

Himawari

Eu e minha mãe chegamos a entrada do distrito Hyuuga. Estava do jeitinho que eu me lembrava, não mudou nada. Nós adentramos, e paramos em frente a mansão Hyuuga, que era onde a ramificação principal vivia nesta época. Isso mesmo, NESTA ÉPOCA, porque minha mãe conseguiu mudar o clã Hyuuga. Ela conseguiu fazer com que parassem com esse ódio que há muito tempo existiu entre a ramificação principal e a ramificação secundária. Ela carregou o desejo do meu tio Neji, de mudar os Hyuuga. Ela fez por ele, por ela, e por todos do clã, pois sabia que a maior parte se incomodava com esse “preconceito” que existia; ela conseguiu mudar os pensamentos de boa parte dos Hyuuga, fazendo as duas ramificações ficarem finalmente em paz. Entretanto, o clã Hyuuga não perdeu suas tradições ou sua severidade.

Minha mãe parecia aflita. Deu pra perceber que não estava muito segura quanto a aprovação de meu avô.

– É aqui, Hi... Himawari-chan.

– Você ta bem, Hinata? Parece aflita. – Perguntei, preocupada.

– N-Não é n-nada, Himawari-chan! Estou bem, é só que... – Ela começou, mas de repente parou de falar.

– Que... – Repeti, em sinal para que minha mãe continuasse.

– Nada não! Só um pressentimento. – Responde, sorrindo docemente.

– Tá bem então... Podemos entrar ou o vo- o seu pai está ocupado?

– Não, à essa hora ele está treinando a... A minha irmã.

– Então você tem uma irmã? – Me fiz de desentendida. É claro que eu conhecia minha tia, sempre quando ia visitar meu avô, a tia Hanabi estava lá pra brincar comigo.

– Sim... Acho que devemos entrar e bater na porta da ala de treinamento que meu pai usa. – Ela parecia mais confiante.

Ela me guiou até a ala de treinamento, e ficamos em frente a porta. Ao longo do caminho, percebemos vários olhares curiosos dos empregados em direção a nós. Mas é justificável, afinal não é todo o dia que se encontra uma pessoa que é a cara da filha de seu patrão, ainda mais com os cabelos azulados, coisa muito rara e que apenas duas pessoas (Que conheciam) tinham: Minha avó e minha mãe.

Minha mãe bateu na porta, e meu avô abriu. Por um lado fiquei feliz de ver o meu avô, mas por outro, me lembrei da expressão da minha mãe ao falar dele...

– O que quer, Hinata?! – Perguntou ele, me ignorando completamente.

– E-Eu q-queria s-s-saber s-se...

– Vá direto ao assunto!

– É q-q-que e-e-eu... – As palavras não saiam da boca de minha mãe. Sua expressão era de puro medo... Não sabia que o vovô dava tanto medo assim na mamãe nesse tempo. Eu não deixarei que ela tenha mais medo dessas coisas.

– Nós queremos lhe perguntar se eu posso ficar aqui por um tempo, senhor. – Eu falei, livrando minha mãe do possível constrangimento. Ele finalmente se tocou de que eu estava ali, e fez uma cara muito surpresa quando me viu, principalmente por causa dos lindos e raros cabelos azulados (E pelo meu rosto, que era bem parecido com o de sua filha mais velha).

– O-O-Oque é... É i-isso?! – Agora foi a vez dele de gaguejar. Faltava apenas ele desmaiar, mas rapidamente recuperou sua postura, tentando ignorar o fato de ter uma pessoa com uma semelhança impressionante com sua filha mais velha, parada a sua frente. – Sinto muito, mas aqui são permitidos apenas Hyuugas.

– Mas eu sou uma Hyuuga, senhor. Minha mãe é uma Hyuuga.

– Mas seus olhos são azuis. Você não tem byakugan, e...

– Byakugan! – Ativei meu byakugan, e meus olhos passaram de azuis safira para branco.

– Quem é sua mãe?

– Informação confidencial.

Minha mãe apenas observava tudo, com uma expressão surpresa. Provavelmente por eu estar controlando a situação muito bem, levando em conta que eu estava discutindo com o grande líder do clã Hyuuga, Hiashi.

– Interessante. Mas eu não estou convencido. Nem mesmo se eu quisesse, eu não posso deixar...

– Por favor! – Por incrível que pareça, não fui eu que disse, foi minha mãe. Ela estava implorando com os olhos. Talvez quisesse finalmente ter alguém para conversar, e me ajudar, claro. Ela não queria se sentir sozinha outra vez. Mas eu vou garantir que ela não se sentirá sozinha.

– Faço qualquer coisa! – Eu tinha muita convicção no que estava falando, afinal, ele não poderia pedir uma missão rank-S a uma menina de 10 anos, certo?

– Qualquer coisa?... – Ele ficou pensativo por um tempo. – Sabe o punho gentil?

– Sim senhor!

– Pois bem, lhe darei uma tarefa... Não! Uma missão. Se você completá-la, poderá ficar aqui.

– Obrigada!

– Entrem.

Eu e minha mãe entramos. Vimos alguns dos anciões do clã, e a tia Hanabi mais nova, com mais ou menos 7 anos, estava treinando no meio. Quando ela viu seu pai, perguntou:

– Quem era papai?... Hinata-onee-sama!!! – Exclamou, sorrindo.

– H-Hanabi...

– Como é seu nome, garota? – Pergunta meu avô a mim, interrompendo minha mãe. Me surpreendi, porque ele nunca faria isso no futuro. Minha mãe foi completamente ignorada pelo seu próprio pai... Isso não é coisa que se faça.

– Himawari. Himawari Uzumaki.

– Uzumaki?! Não é possível, os Uzumaki... – Começou um dos anciões, mas foi cortado por meu avô.

– Eu sei! Ela pode ser uma sobrevivente. Fiquem tranquilos, ela não é um demônio.

Depois dele dizer isso, senti a raiva percorrer meu corpo, pois sabia que ele estava falando do meu pai. Não dá pra acreditar, até mesmo meu avô odeia meu pai (No passado...)! Porque as pessoas não entendem que o papai não tem culpa de nada?! A culpa nem mesmo é do Kurama! O papai nunca fez mal a ninguém, nunca deu o menor motivo pra alguém odiá-lo! Se ele faz todas as travessuras que ele faz, é porque quer ser notado, e a culpa é das pessoas que o incriminam por uma coisa que ele não fez.

– Ei, como é que essa menina se parece tanto com a nee-sama? – Pergunta minha tia.

– Somos parentes distantes. – Eu disse, sorrindo e olhando para minha tia, que assentiu ainda meio confusa. – Então, o que é que eu tenho que fazer? – Perguntei, me dirigindo a Hiashi,ainda com raiva.

– Você terá que lutar...

Por um momento, parecia que a minha mãe entendeu o que o vovô queria dizer. Ela parece não ter gostado e logo interrompeu-o.

– Papai... Não acho que seja uma boa ideia, e ela não vai conseguir ganhar, não é jus...

– Calada, Hinata! Será bom para o treinamento, e fracassos como você não podem dar opiniões nas decisões! – Berra ele. Minha mãe ficou com uma expressão de puro medo e angustia.

Lembra quando eu disse que estava com raiva antes? Nem se compara a raiva que eu estou sentindo agora. Só para ter uma ideia, estou com MUITO mais raiva do que quando o Onii-chan rasgou meu ursinho de pelúcia quando eu era menor (Não foi um bom exemplo, pois isso é uma coisa completamente sem importância comparada a de agora, olha que meu pai ficou inconsciente!). Ele não tem o direito de falar com minha mãe assim! Mesmo sendo o pai dela, nenhuma criança deve ouvir essas palavras, muito menos de sua própria família, a qual deveria sempre a apoiar.

Agora entendo o porque dela estar tão insegura quanto a isso. Entendo o que ela fez quando a gente se encontrou por acaso. Agora, eu entendo tudo o que ela passou na infância, e o porque de ela nunca ter sido tão rigorosa com a gente nos treinos: Para não sermos tratados com tanta severidade, como ela já fora tratada. Já sofreu muito, dá pra sentir isso... Mas porque minha mãe do meu tempo não contou pra mim e para o Onii-chan? Bem, não importa. Se for pra fazer a minha mãe feliz, e tirar ela dessa solidão, eu luto com qualquer um, mesmo ainda não sendo gennin!

–... Com a Hanabi! Será um bom treinamento pra ela. Se você conseguir derrotá-la, poderá ficar aqui o tempo que precisar.

– O QUE?! – Disseram todos, menos Hiashi e Hinata, a ultima estando com o semblante triste.

– Mas pai... – Começou minha tia Hanabi, mas fora cortada por seu pai.

– Sei o que é melhor pra você, Hanabi. Não discuta comigo. – Disse, com um sorriso vitorioso. Não estava nem olhando para Hanabi, estava olhando para MIM.

Aposto que o Hiashi – Porque esse ai não é o meu avô! Meu verdadeiro avô nunca trataria minha mãe ou minha tia desse jeito. – está pensando que serei derrotada facilmente, fazendo assim com que eu não fique aqui e a minha tia treine (É como dizem: Dois coelhos com uma cajadada só). Claro que a tia Hanabi é muito forte. Mas, como citei antes, pela minha mãe e pela minha família, eu derroto qualquer um, não importa quem seja! E eu também não sou o que muitos chamam de fraca (Pelo menos é o que mamãe e Aburame-sensei dizem).

Não quero lutar contra a tia Hanabi. Muito pelo contrario, ela sempre foi muito legal e atenciosa comigo e não ia querer nem mesmo tentar machucá-la, mas se for pela felicidade da minha mãe... Desculpe, tia Hanabi, mas você vai perder!



Notas finais do capítulo

Vocês gostaram desse estilo (A narração dos personagens)? Preferem que continue assim ou que volte a narração normal? Ou os dois? Comentem! Onegaiiiii!!!
Só digo uma coisa... Maldito Hiashi. Como será que vai ser Hanabi vs Himawari?
Bem, me desculpem de novo pela demora, vocês sabem que eu amo vocês e nunca deixaria vocês na mão mão