Príncipe Às Avessas escrita por G a b i


Capítulo 2
Boa chuva para você, Valdez.


Notas iniciais do capítulo

Olá!
Sexta-feira, dia de capítulo novo.
Não tenho muito o que dizer agora, então...
Boa leitura e nos vemos nas notas finais.



Motivos pelos quais Calipso está mal-humorada mais do que o normal:

1- É segunda-feira;

2- O sonho em que ela estava prestes a beijar o príncipe encantado que ela idealizou foi interrompido pelo alarme alto e irritante de seu despertador;

3- Ela acordou super cedo para ir à escola;

4- Valdez também estudava na escola mencionada no item três;

5- Calipso lembrou que Atlas era quem tinha conseguido uma bolsa de estudos para o Valdez naquela maldita escola;

6- E quando ela lembrou de seu pai, também lembrou daquela ligação que ele tinha feito dias atrás, avisando que passaria mais dois meses viajando;

7- Calipso ficou com muita raiva e jogou um travesseiro para longe. E o travesseiro atingiu em cheio sua caixinha de música favorita, que caiu no chão. E agora a caixinha fazia um barulho estranho e estava sem bailarina;

8- Estava chovendo desde que ela acordou e até agora não tinha parado. Calipso detestava chuva;

9- E agora ela estava entediada e ia colocar um DVD para começar a assistir a um filme, quando alguém a interrompeu;

10- Era Valdez que havia chegado para consertar a caixinha de música. E... Céus, como ela odiava aquela governanta!

***

— Quando eu falei para aquela idiota que eu precisava de alguém para consertar a minha caixinha de música, não disse que era para ela chamar VOCÊ! — Calipso bufou.

— Sim, estou bem, obrigado. Agora vamos para o seu quarto, babe. — Leo sorriu de lado, fazendo a garota revirar os olhos.

— Eu odeio você! — Pegou Leo pelo braço e saiu arrastando ele e sua caixa de ferramentas escadas acima.

— Nossa, você está bem apressada! Sabia que no fundo você também era Team Leo.

— Cale. Essa. Boca. Valdez. — Calipso parou no meio do corredor e segurou o garoto pelos braços. Ela estava com um olhar assassino. Um olhar que Leo adorava, mas, que ao mesmo tempo, tinha medo. — Eu vou falar uma única vez. — Leo engoliu em seco e assentiu. — Eu não estou com paciência para as suas piadinhas sem graça, nem quero aturar essa sua cara por muito mais tempo. Então, você vai entrar naquele quarto, vai consertar o que você tem que consertar e vai SUMIR DA MINHA FRENTE. Você entendeu?

— Entendi, babe. — Valdez deu um sorriso meio nervoso. E recebeu um soco no braço.

— Isso é por ter me chamado de babe, de novo. Agora entra.

***

Leo já havia feito muitos outros serviços na casa de Calipso, mas era a primeira vez que ele entrava no quarto da garota. Enquanto ele separava os pedaços da caixinha para arrumar, dava uma olhada no quarto. Era bem a cara de Calipso. As paredes eram pintadas de um verde fraco e havia uns desenhos de flores e outras plantas que Leo nunca tinha visto na vida. A cortina era floral, as fronhas, colchas, praticamente tudo. É, Calipso tinha mesmo um amor enorme por plantas.

O garoto consertou primeiro o som da caixinha de música. Agora já não fazia mais o barulho estranho de antes.

Calipso o observava encostada no batente da porta.

— Gostei do quarto. — Leo foi corajoso o bastante para tentar iniciar um diálogo com a garota. Ele colou o primeiro braço da bailarina. — Verde é mesmo a sua cor favorita. — Sorriu de lado. Ele não olhava para Calipso, seus olhos estavam fixos na bailarina.

— Como você sabe? — Calipso finalmente abriu a boca.

— Sei o quê? — Agora Leo havia parado o que estava fazendo para olhar para ela.

— Que verde é minha cor favorita, seu idiota!

— Hm, é que... E-Eu deduzi. — Se ele falasse que sabia disso porque havia lido o diário dela da última vez que esteve consertando aquela prateleira na estufa, era bem possível que ele saísse dali sem um braço, assim como a bailarina. E pior, a sua super cola não adiantaria nada.

— Ah, sei. — Calipso falou com uma voz de quem estava entediada. — Bom, tanto faz. Apenas continue o seu serviço.

— Sim, b... — Ele fez menção de pronunciar a palavra "babe", mas Calipso voltou a olhá-lo com aquele olhar assassino.

Então ele completou:

— Bailarina. Sim, bailarina, eu já estou terminando. Você vai ficar novinha em folha. Linda. Só não tão linda quanto a sua dona, porque isso é impossível. — Leo se encolheu na cadeira em que ele estava sentado. Ele nem ousou olhar para trás. Pensou que depois de ter deixado escapar que achava Calipso linda, ela jogaria um vaso ou um abajur na cabeça dele.

Não foi o que aconteceu. Calipso não o agrediu.

Valdez não viu, mas a garota deixou escapar um pequeno sorriso. Logo depois ela se chutou mentalmente por isso, mas resolveu não falar nada.

— E... pronto! Novinha em folha! — Leo disse após encaixar a bailarina de volta na caixinha.

— Terminou?

— Veja você mesma. — Valdez soltou uma piscadela e deu corda no objeto.

Uma música calma e super melódica começou a tocar enquanto a bailarina rodava sem parar.

Perfeito.

— Ótimo. Já voltou a funcionar. Agora você já pode ir embora.

— Hm, ok. — Valdez deu de ombros, pegando sua caixa de ferramentas do chão.

Mas nesse momento houve um trovão daqueles tão fortes, que dava a entender que Thor* deveria estar mesmo muito zangado.

Leo deu um pulo.

Calipso deu uma gargalhada.

— Com medo, Valdez? Não acredito!

— Medo, eu? Isso é puro reflexo, querida. Sou muito macho. Não tenho medo de um simples-barulhinho-nada-assustador como esse. — Leo forçou um sorriso.

— Você é tão ruim mentindo, quanto é ruim contando piadas. Anda logo, olhar para essa sua cara já está me entediando.

Eles desceram as escadas. E a cada novo trovão Leo se segurava ao máximo para não gritar e sair correndo para se esconder em baixo da primeira mesa que ele encontrasse.

Quando chegaram na sala, Calipso voltou a sentar-se no sofá e pegou o controle do DVD.

— Você poderia deixar eu assistir a esse filme com você. Sabe, como forma de agradecimento por eu ter consertado a sua caixinha de música. — Leo resolveu arriscar. Além do mais, tudo o que ele não queria, era ter que voltar para casa em meio a toda aquela chuva e todos aqueles ataques de raiva do Deus do Trovão.

— Ficou maluco? Você já recebeu adiantado pelo seu serviço. Agora vá embora. — Calipso levantou do sofá e começou a empurrar Leo em direção a saída.

— Um guarda-chuva, pelo menos?

— Não tenho.

— Hm, talvez um beijo de boa noite?

— Você está querendo morrer, por acaso?

— Ok, vou considerar isso como um não. — Leo olhou da varanda para a rua, da rua para o céu, do céu para Calipso. — Mas a chuva está muito forte. Será que não teria como...

— Boa chuva para você, Valdez. — E bateu com a porta na cara dele.



Notas finais do capítulo

*Thor: Deus Asgardiano do Trovão (mitologia Nórdica)


Olá, mais uma vez. Muito obrigada se chegou até aqui.
Espero que tenha gostado do que leu. Que tal deixar um comentário? Eu adoraria saber o que você achou desse capítulo.
Bem, era isso.
Xoxo,
G a b i.


(02/10/2015)



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Príncipe Às Avessas" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.