Bad Girl escrita por Lybruma


Capítulo 3
Primeiro dia de aulas. Iupi...


Notas iniciais do capítulo

OLÁ, GENTE! COMO VOCÊS ESTÃO?!
Primeiro: BEM-VINDOS LEITORES NOVOS! Obrigada por cada comentário, amei demais cada um! s2
Espero que vocês gostem do capítulo =3 eu escrevi sobre o ponto de vista do Miguel, pra vocês conhecerem ele, mas o próximo já volta ao normal ^U^
Beijooooooos!



Miguel

Quando o diretor contou para mim e para a Boneco de Neve que eu teria que dar aulas para ela, eu sinceramente cogitei a ideia de me matar com um dos porta-retratos que o diretor tinha em sua prateleira — porém pensei no futuro brilhante que me aguardava e desisti da ideia.

Mas o pior mesmo era que o diretor tinha até um pouco de razão, Dominic até que poderia me ajudar com o meu pequeno sonho de me tornar professor. Afinal, se eu conseguisse ensinar aquela pessoa de QI reduzido, com certeza conseguiria ensinar uma classe cheia de alunos preguiçosos.

Por isso que eu aceitei — relutante, mas aceitei.

***

Assim que as aulas terminaram, fui para a biblioteca e peguei um livro, enquanto a srta. Líder de Torcida não chegava.

De verdade, ela era muito chata. E muito pé no saco. Nada para ela estava bom, e se achava melhor que todo mundo, e tratava o albinismo dela como uma coisa espetacularmente incrível. Caramba, é só um problema genético! Com mais contras do que prós, só para mencionar.

Ela se achava a última bolacha do pacote.

Depois de um tempo refletindo sobre essas coisas, retornei a leitura. Mas ela foi interrompida minutos depois, por um grande barulho de cadeira sendo arrastada.

Desviei meus olhos do livro, guiando-os para o local do barulho. Não me surpreendi ao ver Dominic sentada na cadeira que estava de frente para a minha, em toda a sua gloriosa aura de um Olaf versão do mal.

Eu quase podia imaginá-la pulando em minha direção enquanto falava: "oi, eu sou a Dominic, e gosto de matar pessoas! Ah, e filhotes, no meu tempo livre".

Mandei o meu melhor olhar de "fica quieta aí" e fechei o livro, me arrumando melhor na cadeira.

Suspirei e comecei a falar:

— Ok, começaremos por história. Pedi para o diretor falar para os professores me entregarem pequenos relatórios sobre você nas aulas deles, e pelo visto uma das matérias que você está com mais dificuldade é a de história. Então pegue seu livro e abra na página 202.

Ela apenas me olhou confusa por algum tempo, antes de responder:

— Nós... temos um livro de história?

Pisquei algumas vezes, esperando algum tipo de risada, ou comentário tonto, mas ela realmente parecia estar falando sério.

— Você... não tem um livro de história? Como assim? A lista de materiais foi entregue na primeira reunião de pais do ano, antes das aulas começarem!

Seus olhos brilharam, como se ela estivesse se lembrando de algo.

— Ah... no começo do ano a minha mãe me entregou um papel, e disse que era para eu comprar as coisas que estavam nele, mas eu joguei fora sem ler. Será que era isso? Os materiais?

Pisquei mais algumas vezes. Aquilo era sério? Será que eu estava sonhando?

— Dominic... — comecei, olhando para ela totalmente incrédulo — você é... — pausei, suspirando. — menos que inútil, sinceramente. — pausei de novo, apertando a ponte do nariz. — Sorte sua que aqui na biblioteca deve ter algum livro de história, já que o 'achados e perdidos' fica aqui. Me espere, volto em um minuto. — falei, me levantando logo em seguida. Minha cabeça começando a doer, e eu ainda nem tinha começado o assunto complicado.

Ó, Deus, dai-me paciência.

Andei até a mesa da mulher que geralmente cuidava da biblioteca, a Maria, carinhosamente apelidada de Mary. Uma moça de uns 43 anos, com algumas rugas aqui e ali no rosto, e cabelos naturalmente castanhos, mas que foram pintados de loiro para disfarçar os fios brancos.

— Hey, Mary. Tudo bem? — cumprimentei, me apoiando na mesa.

Ela olhou para mim e sorriu.

— Miguel! Que surpresa você por aqui, hein? — brincou. Ela me via todo santo dia. — Que livro será hoje? Lamento dizer, mas não chegou nenhuma novidade...

— Vishe, Mary, estou com um rolo. O diretor inventou que eu tenho que dar aulas para a Dominic. A garota nem sabe que temos um livro de história!

Ela me olhou por alguns segundos.

— Dominic? Aquela Dominic? A líder de torcida?

— Sim, sim. Essa mesmo. Aliás, você tem algum livro de história do segundo ano aí para me emprestar?

Ela pensou um pouco.

— Devo ter. Me espere aí, já volto. — então Mary se levantou e foi para os fundos da biblioteca, voltando com um livro minutos depois — É esse daqui, né? Esqueceram ontem na biblioteca, e como não tem nome nem nada, pode ficar com você. Se o dono acabar aparecendo, te aviso, e você devolve. Pode ser? — perguntou, me entregando o livro.

Olhei para o mesmo antes de responder. Era um livro um tanto pesado, devia ter umas 350 páginas.

— Pode, pode sim. Agora eu vou lá, a garota deve estar quase dormindo.

Mary acenou para mim e eu saí, em direção à mesa em que Dominic se encontrava.

Tive uma pequena surpresa quando cheguei.

E não, não foi uma surpresa boa.

Na mesa estava Dominic e, curiosamente, meu caderno. Na sua frente. Aberto. E ela com uma caneta em mãos.

Engoli em seco e tentei controlar a raiva, que estava começando a dar indícios de sua presença. Caminhei até a mesa e puxei a cadeira com força, fazendo um barulho agoniante.

Puxei bruscamente meu caderno e joguei o livro em sua direção.

— Vamos, abra logo na página 202! — mandei, irritado.

Ela apenas me olhou confusa e depois deu de ombros, abrindo na página certa.

E então eu comecei a explicar diversas coisas. Foi até divertido. Ela fingiu que prestou atenção e eu fingi que acreditei, estávamos totalmente quites.

Só faltava eu fazer alguma coisa com o caderno dela, mas duvidava muito que ela ligasse.


Olhei no relógio, que já marcava 17:30. E começamos às 14:25, mais ou menos.

Eu suspirei.

— Ok, já acabamos por hoje. Pode ir pra casa. Aliás, o mesmo horário amanhã? Ou de terça-feira você não tem treino? — perguntei, arrumando meu material.

Ela pareceu ter saído de um transe quando eu terminei de falar.

— Oi?... Ah, não. Não tenho treino. Isso quer dizer que vamos acabar mais cedo amanhã, né? — rebateu, com uma esperança indescritível na voz.

Revirei meus olhos.

— Sim, sim. Provavelmente. Só vê se não atrasa. E também corre atrás de comprar os livros, você não pode sobreviver do achados e perdidos. — exclamei.

Ela bufou.

— Miguel, você poderia me dizer, por favor, de quem é o problema, mesmo, se eu não comprar os livros?

Quando ela me respondeu, eu fiquei meio paralisado. Eu realmente não esperava uma resposta daquelas.

— Dominic, você poderia me dizer, por favor, quem foi que pegou seu livro de história hoje? — devolvi. Um sorrisinho de vitória brincando em minha boca.

Ela me encarou. Os olhos azuis brilhando e um grande sorriso cínico nos lábios.

— Amor, você só foi buscar porque quis. Podia muito bem ter me mandado procurar com a tiazinha. — respondeu, simplesmente, com a maior calma do mundo.

Aquilo me irritou profundamente.

— Sua... filha de uma meretriz! — grunhi, sentindo o sangue ferver em meu rosto.

Ela riu.

— Até mais, Miguel. Vê se não atrasa! — então, com uma piscadela para mim, ela foi embora.



Notas finais do capítulo

Heeeeeeeeeey. E aí, o que acharam? =3 hahaha, shippando muito? XD espero a opinião de vocês nos comentários!
Aliás, achei umas imagens em homenagem à Dominic, huehue'
http://www.tudointeressante.com.br/2013/09/o-que-acontece-quando-a-tinta-da-natureza-acaba.html
Então... é isso. Até os comentários. E BEM-VINDOS LEITORES NOVOS O/