Please, love me... [HIATUS] escrita por Aoi Blue


Capítulo 11
Revelação


Notas iniciais do capítulo

Agora não demorei TANTO por que tou escrevendo ao mesmo tempo que uma outra fic (em outra conta) que tou tendo branco, kkkk

Bem, aproveitem o capítulo.



Pov. Karasaki

Resumindo o que rolou depois, estudamos mais um pouco até a hora do jantar, o pai do Masaki chegou e todos jantaram juntos. É meio estranho, ás vezes tenho saudades desses momentos com meus pais. Eles sempre estão fora e agora se instalaram numa outra casa deixando a minha só pra mim... Sei que eles fizeram isso em parte pra eu ficar mais independente, não ficar sempre na dúvida se eles estarão em casa ou não (eu achava muito chato quando tínhamos um "momento em família" que ela cancelado por causa de um "compromisso de última hora" do trabalho), mesmo assim ás vezes bate saudade.

No dia seguinte, quando chegamos na escola (só pra constar, dormi na minha casa) e terminamos as provas do dia, acabou aparecendo na nossa frete Kazumi. Foi ele que me levou pra levar uma surra do Yasuji na primeira vez, o que ele quer? Ele se aproximou da gente.

– Hum... Oi. - Ele falou coçando a nuca e não olhando pra nós diretamente.

– O que você quer, Kasumi? - Masaki falou frio. Claro, também tou bolado com ele.

– Kawasaki, posso falar a sós com você?

– É KaRAsaki!

– E se for falar com ele tem que falar na minha frente! Você foi um completo filho da puta!

– Eu sei... - ele revirou os olhos - Ok, se é pra falar na sua frete também, então beleza. Eu só quero pedir desculpas, por aquela vez. Eu sei que fui filho da puta, coisa e tal, mas fiz aquilo por que, bem... Foi idiotice minha, ok!

– Não sei se você está sendo sincero...

– Não precisa acreditar, eu só precisava pedir desculpas. Pode acreditar ou não, mas tou sendo sincero. Eu sei o quanto fui filho da puta.

– Então por que fez aquilo? - Masaki perguntou.

– Sei lá, acabei fazendo...

Ponderei um pouco sobre isso e decidi que não perderia nada se o perdoasse e desse mais um chance, só precisaria ficar mais atento.

– Ok, eu te perdoo... Mas saiba que não vou esquecer o que você fez.

– Ok.

– E se você fizer algo do tipo de novo - Masaki interviu - Você vai se ver comigo.

– Entendi. Bom, tou indo pra casa.

– Até...

Quando ele se afastou, continuamos conversando:

– Você realmente caiu na dele?

– Você sabe que não sou do tipo que guarda rancor, mesmo assim, não custa nada dar uma segunda chance, mas se ele fizer algo do tipo de novo, não vai ter mais volta.

– Ok...

– Não se preocupe. - sorri

Pov. Kasumi

Assim que me afastei deles, pude avistar Yasuki no portão, olhando em minha direção. Droga, ele deve ter me visto conversando com eles...

– O que tá fazendo? Foi pedir desculpas pro viadinho? Tá arrependido e quer agora ser amiguinho dele?

– Nada a ver... - falei irônico, sou assim mesmo - Apenas fiz isso pra ele recobrar a confiança em mim. Francamente, ele é ingênuo de mais. Mas claro que Masaki não acreditou muito, mesmo assim, foda-se.

– Hu, entendi. - parece que ele acreditou - Bom, tenho umas coisas em mente, mas não vou falar agora.

– Vai mexer com ele mesmo depois do outro ter dado na sua cara?

– Tá por fora! Peguei o viadinho duas vezes depois daquela vez. Ele não vai falar nada, tem medo do amigo ser expulso. Ha ha! Que ingênuo! Parece criança! Bem, tou indo nessa. Até.

– Até.

O encarei se afastando. Ele pode odiar gays e fazer bulling com quem é, mesmo assim... Droga, mas que merda!

– Assim você me enoja...

Me virei e, olha só quem o diabo trouxe!!

– Pera, eu tava mentindo pra ele! Eu não podia falar na cara dura que fui sincero quando pedi desculpas!

– Não sei se acredito - Fuyuki falou irritado - PRA QUÊ?! Pra quê você quer continuar a andar com aquele filho da puta?! Você sabe que ele não presta, faz descriminação e bullying só por que tal pessoa é gay, mesmo assim... Por quê?!

– VOCÊ NÃO SABE DE NADA!

Senti o meu rosto esquentar. Que merda! Por que tenho que passar por isso?! Por que não existe cura pra isso?!

– Você... Você tá fazendo isso por ele?

Não falei nada, apenas engoli em seco. Nunca falei nada sobre isso nem pros meus pais, pois sei que eles me despresariam se soubessem, poderia ser até capaz de pararem de pagar a minha casa. Eu odeio isso! ODEIO! Toda vez que isso acontece, eu quero morrer!!

– Eu gosto dele... - falei baixo - Mesmo sabendo o que ele faria comigo se soubesse eu... EU ODEIO ESSA MERDA!!

– Calma, cara!

Eu odeio me apaixonar por caras. ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS!

Pov.Fuyuki

Kasumi ficou muito alterado, de um jeito que nunca o vi antes. Além disso, eu nem desconfiava... Depois de acalmar ele, e comprar pra gente uns refrigerantes numa máquina de comida, fomos andando e conversando.

– Então entendi, você acabou fazendo aquela besteira por estar apaixonado e etc, mas... Por que aquela revolta?

– Você não faz ideia como é odiar tanto uma característica que você tem sem escolha... Eu detesto ser gay. Queria ser alguém normal, casar e ter filhos com uma garota e etc, mas... Eu não consigo gostar de uma mulher. Meus pais não suportam gays, a sociedade não gosta. Eu sempre sofro com isso.

– Mas a sociedade hoje tá se acostumando... Existe o casamento gay e etc.

– Está sendo obrigada a aceitar, é diferente. Mesmo tendo essas coisas, existem aquelas pessoas que vão te olhar torto, recusar a te dar trabalho, te tratar de maneira diferente... Eu só queria ser normal, eu detesto isso!

– Então é meio por isso que você é meio anti-social?

– Em parte...

Reparei que durante a conversa toda ele ficou mexendo nas munhequeiras em seu braço. Por causa do casaco do uniforme os professores não notam, ainda bem, por que uso de acesórios é proíbido na escola. Veio algo em minha mente...

– E no seu braço?

– O que tem?

– Deixa eu ver uma coisa.

Ele ficou meio receoso, mas, acho que devido o fato de ele já estar me contando tudo, ele me deixou olhar. Kasumi me estendeu um dos braços e tirei a munhequeira de seu pulso. Estava com um corte prufundo nela e parecia um pouco recente.

– Você sa corta...

– Quase todo dia... Eu... Eu tenho vontade de morrer...

Ele tentou se segurar, mas soltou as lágimas. Cara... Deve ser tão sofredor sentir o que ele sente... O abracei e ele se dasabou enquanto me segurava bem forte. Pelo visto ele nunca falou do assunto pra ninguém. Ele se meteu numa situação complicada... Sentir o que sente justo por um cara como o Yasuji e, além disso, sofrer por causa da própria sexualidade...

Depois de se acalmar ele se afastou. Dava pra ver os seus olhos vermelhos e também o fato de ele estar um tanto constrangido por falar com alguém sobre o que acontece com sua vida.

– Posso falar uma coisa? - ele disse

– O quê?

– Honestamente, eu queria ter gostado do beijo que você me deu outro dia. Teria me livrado de um "amor-encrenca", hu. Fico... Fico feliz em ter você como amigo.

Eu sorri.

– Olha, seja lá o que for, pode contar comigo, está bem? Não sofra sozinho e não invente de se cortar de novo, ok?

– Entendi...

– Agora... Mesmo que ele ache que é por que você se arrependeu do que fez e etc, é melhor você parar de andar com o Yasuji. Do jeito que ele é, se descobrir, ele não vai se importar com o tipo de relacionamento que vocês tiverem. Ele vai transformar sua vida um verdadeiro Inferno.

– Sei disso... Vou tentar do jeito que der.

– Ok.



Notas finais do capítulo

Foi um capítulo um pouco diferente e saindo um pouco do foco de Masaki+Karasaki por que, bom, sairia um pouco monótono :v rsrs

Então? O que acharam? Acabei colocando esse drama sobre o Kasumi por que já ouvi falar que tem pessoa que sofre por ser homossexual =/ Tipo, se fosse realmente possível escolher a sexualidade, preferiria ser hétero.

Aliás, devo confessar que sou um meio termo entre hétero e assexual (termo mais exato é "assexual heteromântico") aí, apesar de não ter lá tanto preconceito por que na verdade a maioria das pessoas nem sabe o que é isso, tem vez que umas coisas ou outras me deixa bolada =/

Enfim, o que acharam do capítulo?

Não seja um fantasminha, deixe o seu comentário ^3^

~Aoi



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