Caixa de Pandora escrita por MarcosFLuder


Capítulo 2
Capítulo 2


Notas iniciais do capítulo

Neste capítulos teremos algumas referências a um episódio da quinta temporada da série, nada que fará quem nunca viu Arquivo-X, ficar boiando totalmente na história. São só algumas referências.



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LOCAL DESCOHECIDO

6:12 Pm

O furgão chega a um lugar que parece uma fazenda abandonada e para em frente a uma casa. A Dra. Grace salta bastante assustada do veículo e enquanto suas algemas são retiradas ela pode notar os traços da pessoa que a sequestrou. Era um homem bonito, feições morenas, olhos verdes, e um jeito frio que ao mesmo tempo assustava e atraia a sua atenção.

— O que vai fazer comigo? – ela pergunta.

— Se eu quisesse matá-la já teria feito isso, não acha?

— E o que você quer afinal?

— Mostrar algo a você, algo que vem tentando descobrir a vários dias – ele faz um gesto convidando-a a entrar na casa. Ela olha em volta e percebe que seria uma perda de tempo tentar fugir, acabando por entrar na casa junto com seu raptor.

O estado de abandono no interior daquele lugar combinava com o que ela tinha visto na parte de fora até descerem ao porão, onde ela viu um moderno elevador que contrastava totalmente com tudo que havia em volta. Eles entraram e o elevador começou a descer. A Dra. Grace começou a sentir-se num daqueles filmes B que ela tanto detestava, permitindo-se por um momento um ligeiro sorriso pelo inusitado da situação. O homem ao seu lado percebeu, mas não disse nada. O elevador parou e eles viram-se diante de um enorme corredor, por onde seguiram até chegar a uma sala imensa, onde ela viu vários corpos dentro de redomas.

O choque resultante daquela visão até fez com que esquecesse dos temores que sentiu nas últimas horas, até mesmo do homem que a acompanhava. Ela via os vários corpos notando que quase todos estavam num estado deplorável, e com uma coloração tão arroxeada que mal daria para diferenciar um homem negro de um branco se fosse o caso. Não foi difícil para ela perceber que doença aquelas pessoas tinham. Seu espanto ficou maior ainda quando viu um homem numa redoma, cujo estado de saúde ainda era razoável. Ao vê-la, fez um gesto de quem pede desesperadamente por ajuda. Ela tenta ir até ele, mas é detida por seu raptor.

— O que vocês fizeram para essas pessoas?

— Elas estão prestando um grande serviço para humanidade Dra. Grace – disse o homem.

— Vocês inocularam essas pessoas com a gripe espanhola – o horror estava estampado no rosto dela – estão usando esses coitados como cobaias. Que tipo de gente são vocês?

— O tipo de gente que não permite que convenções morais nos impeçam de fazer o que é preciso para salvar a espécie humana da extinção.

— Do que está falando? Aquele homem...

— Não há mais nada que possa fazer por ele agora. Ele foi o último a ser inoculado.

— Como puderam fazer uma coisa dessas?

— Nós estamos fazendo o que é necessário Dra. Grace.

— Necessário para que?

— Você não tem a mínima ideia do que foi a gripe espanhola Doutora. Em verdade, quase ninguém sabe o que foi aquilo tudo. Eu mesmo só vim descobrir a pouco tempo o que ela significou.

— Do que você está falando?

— Estou falando de uma guerra minha cara. Uma guerra em que a humanidade pode ser a grande vítima.

— Do que você está falando? – ela quase grita.

— Você foi uma variável não prevista em tudo isso Doutora, mas os seus gestos intempestivos nos ajudaram a perceber a traição que estava ocorrendo dentro de nosso meio.

— Vocês tentaram me matar!

— Na verdade não fomos nós – disse o homem – o atentado contra sua vida foi obra de alguém que você viu no laboratório. Alguém que deveria estar morto.

— O homem do cigarro! – o homem sorri ao ouvir a Dra. Grace falar aquilo.

— Ele mesmo, você o viu, e isso é motivo suficiente pra ele querer a sua morte.

— Porque isso?

— Ele não pode arriscar que as pessoas para quem trabalho descubram que está vivo e conspirando contra nós.

— Porque me trouxe aqui? O quer comigo?

— Infelizmente algumas das pessoas para quem trabalho ainda não querem acreditar que aquele homem está vivo e nos passou a perna, ficando com o material que precisamos para as pesquisas. É você que vai me ajudar a provar que estou certo.

— E o que eu ganho com isso?

— Proteção Doutora – o homem sorri para ela, ele tinha um jeito cínico , que o tornava ainda mais atraente, uma constatação que deixa Grace perturbada – pessoas morreram por descobrir muito menos do que você sabe agora.

— Foi por isso que você me trouxe aqui? Para ter-me em suas mãos? – o homem limita-se a sorrir com o habitual cinismo e para Grace isso soa como uma confirmação de seus temores – o que eu tenho de fazer?

— Apenas confirmar o que sabe para as pessoas certas minha cara.

— Não tem ninguém nesse lugar além de nós?

— Esse lugar já deveria estar cheio de cientistas, mas o roubo das amostras no seu laboratório fez com que o projeto fosse paralisado. No entanto, a sua presença aqui pode ser muito útil.

— Como assim?

— Não gostaria de examinar os corpos? De ter uma ideia do trabalho que estamos fazendo aqui? – a Dra. Grace olhou para aqueles corpos estendidos e embora uma parte dela ficasse horrorizada com o que via, a sua curiosidade de cientista falou mais alto e ela aceitou a proposta do homem à sua frente.

DESERTO DE YUMA

ESTADO DO ARIZONA

7:35 Pm

O carro de Mulder e Scully para no meio daquela estrada deserta. Eles saltam do veículo e Mulder usa um aparelho de localização por satélite para saber onde estão, Scully apenas olha sem nada dizer.

— A última localização do veículo foi aqui Scully.

— Ele pode ter seguido por qualquer lugar Mulder, nós... – ela mal teve tempo de completar a frase, pois toda a sua atenção voltou-se para o céu estrelado daquele deserto, mais precisamente para o objeto voador acima deles – meu Deus, Mulder – ela chega a gritar e seu parceiro olha também.

— Até que enfim Scully – Mulder disse, sorrindo – estava cansado de ser o único que via essas coisas.

— Eu já vi essa nave antes Mulder – o pensamento dela volta até uma certa represa em que esteve pouco tempo atrás, o mesmo lugar onde quase morreu. Os dois ficaram ali, meio que paralisados, olhando aquela nave de formato triangular. As luzes ofuscavam-lhe os olhos, até esta seguir sua trajetória, ignorando-os por completo. Mulder recuperou-se logo do choque, mas não Scully. A nave era idêntica a que ela lembrava de ter visto na represa.

— Anda logo Scully, temos que seguir essa nave – Mulder entra no carro chamando a atenção de sua parceira, ela faz o mesmo.

— Acorda Mulder, nós nunca vamos conseguir segui-la de carro.

— Algo me diz que eles estão procurando a mesma coisa que nós parceira – ele acelera o carro e entra pelo deserto a dentro em alta velocidade.

LOCAL DESCONHECIDO

8:57 Pm

A Dra. Grace olha os registros no computador. O espanto que está gravado em seus olhos não é menor do que teve ao examinar alguns dos corpos daquele lugar. Esses registros apenas corroboravam o que viu nos exames, algo que em outras circunstâncias, ela jamais acreditaria ser verdade.

— Tudo isso é uma loucura – ela disse.

— Não Doutora, tudo isso é verdade, por mais absurdo que possa parecer.

— Como podem esconder algo tão grave das pessoas lá fora? Se isso aqui for verdade a humanidade está sob grave risco de extinção e nem sabe disso.

— O que as pessoas comuns poderiam fazer com essa informação Dra.? A divulgação desses fatos provocaria uma onda de histeria que acabaria por acelerar os planos de colonização, planos esses que temos conseguido adiar até agora.

— Mesmo que toda essa loucura seja verdade meu caro, acha mesmo que esses... alienígenas confiam na lealdade de vocês? Quem pode garantir que eles não têm seus próprios planos?

— Ninguém pode Doutora! Só que no momento nós temos que fazer o jogo deles – um grande barulho chama a atenção dos dois e eles percebem que vem do local onde estão os corpos.

— Você não disse que estavamos sozinhos aqui?

— Estou tão surpreso quanto você – ele saca sua arma e vai ver o que é. Grace o vê sair e decide aproveitar para gravar em disquete tudo o que leu nos computadores.

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Alex Krycek sempre foi um homem firme e decidido. A dura e infeliz infância na Rússia, seguida de uma adolescência não muito melhor, fez dele uma rocha. No entanto, ao chegar no local onde estavam os corpos, um pouco dessa rocha trincou ao ver aquilo à sua frente. Todos os corpos nas redomas estavam sendo carbonizados por homens que não tinham rostos. Apenas o homem que pedira ajuda a Grace foi poupado, pois sua redoma foi retirada do local. Ele teve um segundo de pânico ao sentir uma delicada mão apertando seu ombro, ficando aliviado ao constatar quem era. Tratou de sair dali com a Dra. Grace, pois os homens sem rosto já os notara.

— Quem são eles? – pergunta Grace.

— São o nossa morte se não sairmos daqui – Krycek puxou-a pelo braço e enquanto dirigia-se a outra saída do lugar, surpreendeu-se rezando para que esta não estivesse cercada por outros homens sem rosto, pois isso significaria o fim para os dois.

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Mulder e Scully estavam seguindo aquele caminho a quase 30 minutos, não havia estrada, o que fazia o carro sacolejar bastante. Scully já havia desistido de pensar sobre o motivo que a fazia seguir seu parceiro por caminhos como esse; talvez fosse melhor mesmo não saber a resposta. O carro chegou a outra estrada, na verdade era mais uma trilha. Foi seguindo por ela que viram o brilho da nave. Chegando ao local, encontraram o furgão que procuravam, e que estava em chamas. Os dois agentes saíram do carro e viram alguns homens carregando o que parecia ser uma redoma. Mulder e Scully aproximaram-se do grupo e sacaram suas armas.

— Parem aí vocês – Grita Mulder, os homens viram-se para os dois e Scully não consegue conter um grito.

— Meu Deus, são os homens sem rosto Mulder – as imagens daquela experiência na represa vem a cabeça de Scully de imediato. As pessoas sendo queimadas, sua própria vida correndo risco, mas naquele momento os homens sem rosto não parecem ameaçadores. Eles ficam parados enquanto a nave paira acima deles e lança uma luz que deixa Mulder e Scully momentaneamente cegos. Quando a luz cessa os homens sem rosto sumiram, mas a nave continua pairando no céu.

— Para onde eles foram Mulder?

— Eu não sei se você vai acreditar Scully, mas algo me diz que ainda não acabou – disse Mulder, olhando para o alto.

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Krycek e Grace conseguem sair daquele lugar, mas ao chegar do lado de fora encontram o furgão destruído ao mesmo tempo que veem os homens sem rosto chegando perto. Ambos correm até um outro carro parado adiante e dão de cara com Mulder e Scully.

— Krycek, seu desgraçado – Mulder mal conteve a fúria ao vê-lo – devia imaginar que você estava metido nisso.

— Vai ter que deixar a nossa rixa para outra hora Mulder – Mulder já ia falar algo quando Scully interveio.

— Mulder olha – disse ela – os homens sem rosto.

— Eles vão matar a nós todos Mulder – Krycek grita enquanto tenta pegar sua arma, Mulder é mais rápido e o desarma com um chute, para em seguir algemá-lo, ao mesmo tempo em que grita para as mulheres.

— Scully, Dra. Grace , entrem no carro rápido. Você dirige Scully – elas obedecem enquanto Mulder entra na parte de trás com Krycek – anda logo Scully – o grito de Mulder deixa sua parceira ainda mais nervosa pois está tendo muitas dificuldades para dar partida no carro – “se você vier com aquela piada dos pésinhos que não alcançam os pedais vai ter Mulder” – ela pensa até que consegue ligar o veículo, enquanto a parte externa dele é atingida pelas chamas dos homens sem rosto.

DESERTO DE YUMA

11:10 Pm

O carro seguia em alta velocidade pela estrada assustadoramente deserta. Seus 4 ocupantes olhavam mais para o alto do que para frente até que Mulder tocou no ombro de Scully.

— Pare o carro Scully – disse ele.

— O que? – a resposta dele foi uma nova ordem, só que num tom mais ríspido que chegou até a assustá-la, a ponto de parar o carro de maneira brusca.

— O que deu em você? Tá querendo nos matar? – Scully não diz nada e sai do carro. Mulder logo arrepende-se do modo como havia falado com ela.

— Você é um desastrado quando se trata de lidar com as mulheres Mulder – disse Krycek, com o habitual sorriso cínico nos lábios. A resposta de Mulder foi uma violenta coronhada com o revólver que atingiu o Russo direto no nariz.

— Cala essa boca – ele sai do carro sem se importar com nada, Krycek , Grace, a sua busca. Naquele momento só o que importava era a mulher que acabará de destratar – desculpe Scully eu... não devia ter gritado com você daquele jeito, ainda mais na frente de outras pessoas – ela vira-se para ele e suspira profundamente antes de falar.

— Tudo bem Mulder, estamos todos muito nervosos

— Mesmo assim eu não...

— Esquece Mulder, vamos voltar pro carro – ela faz menção de voltar, mas ele ainda tenta conversar. Krycek e Grace os veem do carro e ele percebe que a chave está na ignição.

— Nos tire daqui antes que eles voltem Doutora.

— Eles não são seus amigos?

— Você é burra ou o que mulher? Olha só como eu estou.

— Quem são eles então? – Krycek não quer perder a chance de sair dali e decide inventar uma história – eles trabalham para o homem que quer te matar, agora nos tira daqui – ele nota a hesitação de Grace e estranha muito o fato.

— Querendo ir embora tão cedo Krycek? Não gosta da nossa companhia? – Mulder abre a porta do carro – sai logo desgraçado – Krycek obedece.

— Vai me matar Mulder?

— É o que você merece, devia te matar e largar o seu corpo no deserto para os urubus comerem.

— Você não entende não é? Mesmo depois do que eu disse no nosso último encontro você ainda insiste em ficar com a cabeça enterrada na areia enquanto tudo vai pelos ares – Mulder encosta a arma no rosto sujo de sangue de Krycek.

— Você só me diz aquilo que te interessa Krycek, mas agora chega.

— Calma Mulder – Scully tenta intervir.

— Fique com a Doutora Grace, Scully.

— É agente Scully, isso é um assunto de homens, coisa pessoal sabe – Krycek dizia isso enquanto era praticamente arrastado por Mulder para longe do carro. Scully via aquilo irritada com o evidente machismo da situação, mas resolveu voltar para junto da Dra. Grace, que estava estranhamente tensa.

— Não precisa se preocupar Dra. Grace , estamos aqui para ajudá-la.

— Foi ele quem mandou vocês aqui para me salvar?

— Exatamente! Ele nos procurou em Washington e contou toda a sua história.

— Você nem acredita no que descobri agente Scully, coisas que nunca imaginaria.

— Do que está falando?

— Eu achava que tinha alguma coisa errada na pesquisa que estava fazendo, mas não imaginava que fosse qualquer coisa parecida com o que eu descobri.

— O que foi que você descobriu?

— Acho melhor deixarmos para falar disso quando encontrarmos a pessoa que mandou vocês aqui – Scully estranhou muito o modo como Grace falava de Ethan, mas deixou isso de lado ver Mulder voltar com Krycek.

— Nós temos que correr Scully.

— O que foi Mulder?

— Havia uma instalação subterrânea naquele lugar Doutora Grace? – ela responde afirmativamente e conta também sobre as pessoas inoculadas – então esse desgraçado pode estar falando a verdade Scully.

— Sobre o que Mulder?

— Os homens sem rosto levaram uma das pessoas inoculadas com o vírus da gripe espanhola.

— Porque fariam uma coisa dessas?

— Eles querem expor a conspiração agente Scully.. Lembra das pessoas queimadas vivas? – Krycek sorri – é claro que lembra, afinal você quase foi uma delas.

— Você está querendo dizer que vão soltar uma pessoa inoculada com a gripe espanhola num centro urbano?

— Vão querer espalhar a doença Scully, e por mais que eu queira ver a conspiração exposta nós não podemos permitir que isso aconteça.

— Eu sei disso Mulder, mas como vamos fazer isso?

— Ela tem razão agente Mulder – Grace interveio – como vamos saber para onde levaram o paciente infectado?

— Do mesmo jeito que achamos você Doutora Grace – Mulder olha para Scully naquela comunicação muda que eles praticam tão bem e uma decisão é tomada. Mulder afasta-se deles e enquanto Scully fica vigiando Krycek. Ele liga para os pistoleiros solitários, uma nova invasão ao sistema de rastreamento por satélites teria de ser feita por eles.

— Isso que você está pedindo é muito arriscado Mulder – agora quem falava do outro lado da linha era Byers – a invasão que fizemos foi detectada e quase nos pegaram.

— Eu não faria esse pedido se não fosse importante parceiro, nós precisamos dessa informação – Mulder podia sentir a tensão do outro lado da linha, se os pistoleiros estavam hesitantes era sinal que o risco devia ser enorme em serem descobertos.

— Tudo bem Mulder, nós vamos tentar – ele desliga o celular, ao mesmo tempo aliviado e preocupado, e vai para junto dos outros.

— E então Mulder?

— Eles vão tentar Scul... – um tiro é disparado chamando a atenção de todos. Mulder , Scully e Grace entram no carro e Krycek aproveita a chance para fugir. Mulder ainda pensa em ir atrás dele, mas Scully mostra-lhe o carro de onde partiu o tiro e eles saem em disparada.

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Krycek não tinha muita certeza se fora uma boa idéia fugir de Mulder daquela maneira e ir de encontro ao carro que vinha atrás e que parou ao vê-lo. Suas dúvidas terminaram, entretanto, quando viu sair o homem de porte elegante , extremamente bem trajado, mas cujo traço mais marcante era o estado impecável das unhas.

— Você está horrível Krycek – disse ele.

— As últimas duas horas não foram as melhores da minha vida, admito.

— Onde está a Doutora Grace? E o que aconteceu na instalação?

— Mulder e Scully levaram a Doutora. Quanto a instalação... ela foi destruída pelos rebeldes.

— Isso é mal, muito mal Krycek.

— Na verdade é muito pior, mas o que eu não entendo mesmo é como foi que aqueles dois descobriram onde eu levei a Doutora Grace.

— Isso eu posso responder, o sistema de rastreamento por satélites foi invadido por Hackers a poucas horas atrás e foram violados os dados a respeito do trajeto do furgão que você usou.

— Então eu acho que vai haver uma nova invasão.

— Porque haveria?

— Os rebeldes não se contentaram em destruir a instalação, eles levaram um dos infectados e provavelmente vão largá-lo em um grande centro urbano.

— Vão espalhar a doença, vão nos expor – o homem das unhas bem feitas saca a arma e Krycek fica preocupado, mas ele apenas atira nas suas algemas libertando-o para em seguir entrarem no carro.

— Os amigos de Mulder vão entrar no sistema para descobrir onde a nave dos rebeldes vai deixar a nossa cobaia.

— Isso é algo que ele não pode saber – HUBF liga para alguém e descobre que a nave rebelde estava sobre Phoenix, mas não consegue conter a irritação quando é informado da nova invasão do sistema e que os mesmos dados sobre a nave foram violados – malditos Hackers, eu sabia que essa história de popularizar os computadores ia dar problema – Krycek ouviu os resmungos daquele homem sem falar nada. Ele lembrou-se de tudo o que a Dra. Grace vira naquela instalação, do que lera nos registros e que poderia estar contando tudo aquilo para Mulder e Scully. Isso não estava dentro do planejado por ele.


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Notas finais do capítulo

O próximo capítulo será postada na quarta-feira que vem.



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