Caixa de Pandora escrita por MarcosFLuder


Capítulo 1
Capítulo 1


Notas iniciais do capítulo

Mais uma antiga fanfic minha, baseada na primeira grande paixão no mundo das séries e produções de entretenimento em geral: Arquivo-X. Como foi escrita muitos anos atrás, mais uma vez aviso que a divisão em capítulos obedece às recomendações que foram feitas pelos administradores do site, pois a fanfic foi escrita originalmente sem essa divisão. Um agradecimento especial para o pessoal do "wfiction", que fez essa capa maravilhosa para mim. Deixo aqui o link do site deles como recomendação pelo ótimo trabalho. https://www.facebook.com/WFictionOfficial



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CENTRO DE PESQUISAS BIOLÓGICAS

SAN DIEGO , CALIFORNIA

11:40 Pm

O veículo chegou acompanhado por uma escolta militar e todos entraram rapidamente nas dependências do laboratório. O nervosismo do oficial comandante contrastava com o ar neutro dos soldados, mostrando que apenas ele sabia o conteúdo do que estava no veículo. Foi com evidente alívio que ele viu essa carga sair de sua responsabilidade para ficar aos cuidados dos cientistas daquele lugar. De dentro do veículo foram retiradas quatro redomas, contendo os restos mortais de seres humanos para serem levados até o nível 4 do laboratório. Ali o risco de contaminação é considerado mais elevado, com todos usando roupas protetoras. As redomas foram colocadas num ambiente totalmente isolado, com temperatura abaixo de zero e sob o olhar atento de três cientistas.

— Eu ainda não sei se é uma boa ideia – disse a única mulher do trio.

— Calma Dra. Grace, tudo será feito debaixo de todos os cuidados – respondeu o chefe do grupo.

— Fico perguntado se vale mesmo apenas mexer em tudo isso de novo, Dr. Craig.

— Francamente Doutora, nem parece que a senhora é uma cientista – disse o terceiro membro do grupo.

— A questão não é essa Dr. Newmam. É que eu estou me sintindo uma violadora de cadáveres.

— Lá vem a senhora com essa ridícula questão religiosa – disse o Dr. Newmam – esse nosso trabalho poderá trazer grandes benefícios para humanidade. Pense na possibilidade de conseguirmos descobrir como uma doença comum pôde transformar-se numa epidemia de escala mundial.

— Eu tenho plena consciência dos benefícios dessa descoberta Doutor, a minha dúvida refere-se aos métodos.

— Pesquisar os corpos de vítimas da gripe espanhola é o caminho mais rápido para descobrir as causas dela ter se tornado a epidemia que foi minha cara Dra.

— Nem sempre o caminho mais rápido é o melhor caminho Dr. Craig.

— É um pouco tarde para demonstrar dúvidas a respeito do trabalho que estamos fazendo Dra. Grace – a voz do Dr. Craig soou mais ríspida do que o normal e a Dra. Grace percebeu.

— Eu sei disso Doutor, não se preocupe que as minhas dúvidas não irão afetar o meu trabalho.

— Eu espero que não Dra. – o Dr. Craig nem mesmo olha para sua colega, sua atenção voltara-se por completo para um dos cadáveres que estava pronto para ser examinado – já podemos iniciar o nosso trabalho.

O trio de cientistas entra no local onde será feito o primeiro exame. A roupa protetora não impede aos três de perceber a tensão existente entre eles. A visão dos restos mortais à frente daquele trio era de certo modo aterradora, pois sentiam como se estivessem diante da visão de seus próprios futuros. Era um corpo de identidade indefinida. havia sido enterrado numa cerimônia apressada, por pessoas desesperadas para livrar-se de um estorvo, uma ameaça que não conseguiam combater. Agora aquele corpo estava ali, depois de décadas de esquecimento, servindo como objeto de estudos. A Dra. Grace olhou para os restos que um dia foram de um ser humano e alguns pensamentos foram despertados nela. Seria possível àquele homem ter tido um vislumbre do que poderia acontecer tanto tempo depois de sua morte? Seus pensamentos foram interrompidos pelo Dr. Craig.

— Está tudo bem Dra. Grace?

— Sim senhor! Desculpe a distração momentânea.

— Pois deixe a distração de lado e faça o seu trabalho – a voz do Dr. Craig saia distorcida pela roupa especial que os protegia, não só de uma contaminação como também do frio extremo do ambiente. Mesmo assim deu pra perceber o tom autoritário dela.

— É claro Dr. Craig – ela começa a fazer um corte numa parte dos restos mortais. A ideia é retirar o máximo de material a ser coletado para as pesquisas, principalmente nas partes próximas ao que restou do sistema respiratório.

— Interessante como depois de décadas enterrado esse corpo ainda conserva um certo nível de conservação, não acha Dr. Craig? – disse o Dr. Newmam.

A pergunta não tem tempo de ser respondida pois um estranho líquido negro sai do corte feito pela Dra. Grace e começa a mover-se como se tivesse vida própria. Os três olham um para o outro sem saber o que fazer até que a Dra. Grace começa a gritar.

— Santo Deus! Mas o que é isso – ela grita ao ver que o líquido negro movia-se na sua direção até parar subitamente como se algo o detivesse.

— Nunca vi nada parecido – disse o Dr. Newmam – é como se tivesse vida própria.

— Não diga bobagens Dr. Newmam – ao ver sua colega meio que paralisada o Dr. Craig tratou ele mesmo de coletar o estranho líquido negro.

— O que está fazendo Dr. Craig?

— O seu trabalho Doutora, aquele que você não parece preparada para fazer.

— Que líquido estranho é esse? Ele não devia estar aí.

— Como é que você pode afirmar o que pode ou não ser encontrado num corpo que está enterrado a décadas minha cara – ele guarda o material colhido – vamos continuar a recolher material. Ainda temos outros corpos para examinar.

Os outros corpos são examinados e em todos eles são encontrados o líquido negro que sai dos corpos parecendo ter vida própria para segundos depois ficar parado e ser facilmente colhido. Logo fica evidente que o frio extremo do ambiente neutraliza-o. Em menos de duas horas os exames são concluídos e eles vão para a sala de descontaminação. Lá dentro, o pensamento da Dra. Grace fervilha de perguntas sobre o trabalho que está fazendo. São dúvidas que vem perseguindo-a por vários dias e que agora estão cada vez maiores; tanto que uma decisão já havia sido tomada antes mesmo de sair daquela sala.

Grace Stanford anda pelos corredores do laboratório com o máximo de naturalidade possível. Ela pode ver as câmaras de vigilância no alto e não quer despertar suspeitas até chegar a sala onde está guardado o material recolhido dos corpos. Ao chegar lá, entretanto, ela viu o Dr. Craig com um homem a quem nunca tinha visto antes. Ela não conseguia entender o que falavam, mas não passou-lhe desapercebido como uma pessoa tão autoritária feito o seu chefe de pesquisa “desmanchava-se” diante do homem com quem conversava. Era um sujeito alto, e de aspecto envelhecido, só que mesmo de onde estava a Dra. Grace podia notar a autoridade que emanava dele.

A conversa terminou e cada um foi para o seu lado. Grace acompanhou o desconhecido com os olhos até ele sumir. Ela esperou alguns segundos e só então usou o seu cartão de identificação para entrar na sala onde estava o material recolhido dos corpos. Tratou de vestir a roupa protetora, pois os recipientes estavam dentro de um local com Nitrogênio. Foi grande o seu espanto ao ver que estavam todos vazios. Ela saiu da sala rapidamente para dar o alarme, e no meio de um grande alvoroço provocado pelos seguranças do laboratório, tratou de procurar o homem que conversara com o Dr. Craig. Ao seguir o mesmo caminho feito pelo desconhecido, tudo o que conseguiu encontrar foi uma ponta de cigarro cuja marca ainda estava bem visível: Morley.

SEDE DO FBI

DUAS SEMANAS DEPOIS

O Dr. Ethan Minete caminha meio perdido pelos corredores do FBI. Ele está acompanhado por uma senhora de meia idade. Em seu rosto percebe-se claramente um grande nervosismo, que reflete-se no andar vacilante, e numa certa desorientação. Tudo isso o faz perder-se por aquele prédio imenso, até que uma voz muito familiar chama a sua atenção.

— Ethan?

Ele já sabia quem era antes mesmo de virar-se para vê-la, mesmo assim a sua visão remeteu-lhe para uns sete anos atrás, quando a viu pela primeira vez nos corredores de Quantico O ar jovial, quase inocente, parecia não existir mais e mesmo assim ela continuava encantadora. Por alguns segundos aquele homem deixou de lado as terríveis preocupações de sua mente, bem como a pessoa que o acompanhava. Por alguns segundos ele apenas lembrou-se de um tempo muito bom de sua vida.

— O que faz por aqui Ethan? – a pergunta dela o tirou de seu quase transe devolvendo-o a realidade.

— Quanto tempo Dana – reencontrar alguém que já foi tão íntimo seu é sempre muito estranho pelas lembranças que isso pode trazer. Ambos ficaram ali num silêncio que parecia durar uma eternidade, até que foram interrompidos por outra voz familiar.

— Você não vem Scul... – Mulder logo reconhece o homem parado diante de sua parceira – Ethan! A quanto tempo... eu espero não ter interrompido nada.

— Está tudo bem agente Mulder... na verdade eu... nós estávamos procurando vocês dois mesmo.

— Nós dois? – Mulder nota que ele está acompanhado.

— É uma questão profissional! Eu e a senhora Stanford precisamos de ajuda e acho que vocês são os únicos que estarão dispostos a isso.

— Vamos até a nossa sala então, lá poderemos conversar melhor.

Os quatro entram juntos no elevador. O trajeto é feito em silêncio e só quando já estão no escritório é que Ethan começa a falar.

— Essa é a Dra. Grace Stanford – ele mostra uma foto e Mulder não deixa de notar uma certa semelhança dela com Scully – nós trabalhamos no centro de pesquisas biológicas de San Diego. A pouco mais de dois meses fomos comunicados que um de nós seria selecionado para uma importante pesquisa a respeito da gripe espanhola. Creio que já ouviu falar dela, agente Mulder.

— É claro! Ela varreu o mundo no final da I grande guerra. Infectou metade da população mundial e matou mais de 20 milhões de pessoas. Até hoje ninguém sabe direito porque isso aconteceu.

— Pois essa pesquisa visava justamente descobrir essa resposta e prevenir problemas parecidos no futuro. Pelo menos era isso que pensávamos.

— Como assim Ethan?

— A Grace foi escolhida para participar dessa pesquisa Dana. Não posso negar que fiquei um pouco frustrado por ter sido preterido, mas também fiquei feliz por ela.

— Por que você não vai direto ao motivo que o trouxe aqui – Scully procurou dar um tom puramente profissional à sua afirmação, mas estava ligeiramente incomodada com a situação.

— É claro Dana! De uns 20 dias para cá ela já não parecia mais tão entusiasmada com a pesquisa. Na verdade parecia que algo a incomodava profundamente. Eu tentei que ela se abrisse comigo, mas ela alegava que era algo que não podia comentar com ninguém – voltou-se para a senhora que o acompanhava – nem mesmo com a mãe ela quis se abrir, mas dava para perceber claramente que alguma coisa naquela pesquisa a estava incomodando muito.

— Onde está a Dra. Grace, Ethan?

— Ela está escondida numa casa de campo. Está muito assustada.

— Porque isso?

— Duas semanas atrás aconteceu alguma coisa muito séria no nível 4 do laboratório, mas só os que tem acesso a ele sabem o que foi.

— A Dra. Grace não disse o que houve?

— Ela recusa-se a falar conosco. Diz que é para nossa própria segurança. Tudo o que eu sei é que ela vinha dando e recebendo uns telefonemas estranhos. Parecia que ela estava tentando achar algo, mas eu não faço ideia do que seja.

— Você acha que a vida dela está em risco Ethan?

— Alguém atirou nela 4 dias atrás Dana. Felizmente não foi grave, mas deu pra perceber que foi um atentado .

— O que a polícia local disse a respeito do caso?

— Eles não encontraram qualquer pista a respeito do responsável pelos tiros, na verdade eles parecem acreditar que foi um assalto frustrado.

— E você Ethan? Por acaso acredita nessa história de que ela está protegendo você e a senhora Stanford ao não contar nada do que está acontecendo?

— Minha filha jamais inventaria isso senhori... agente Scully – a senhora Stanford mal consegue conter a emoção ao falar – ela sempre foi uma moça responsável e ama o trabalho que fazia.

— Eu acredito que tem alguma coisa muito suja nessa história Dana – disse Ethan – mas eu não consigo descobrir o que é, por isso que nós viemos procurar vocês. O descaso da polícia com o seu caso fez com que a Grace não contasse nada a eles também, mas o fato é que ela precisa se abrir com alguém.

— Porque você acha que ela se abriria conosco?

— Talvez porque vocês vivam procurando conspirações governamentais por aí – Mulder dá um ligeiro sorriso ao ouvir isso – olha agente Mulder, eu não sou tão paranóico quanto você em relação a essas coisas, mas também não sou nenhum ingênuo. Eu sei que o nosso governo tem alguns esqueletos escondidos em armários por aí. O meu medo é que a Grace tenha topado com algum deles e esteja numa grande encrenca. O fato é que há uma cortina de silêncio no laboratório sobre esse assunto.

— Diga-me uma coisa Ethan, as pessoas no lugar onde vocês trabalham tinham conhecimento do seu relacionamento com a Dra. Grace? – Mulder resolve falar sobre algo que desconfiava.

— Hã... bem eu... – ele parecia meio constrangido de falar na frente de Scully e ela percebeu isso.

— Por favor Ethan, qualquer informação é importante para que possamos ajuda-lo.

— É claro Dana! As coisas entre nós começaram a bem pouco tempo. A própria senhora Stanford só veio a me conhecer depois que esse pesadelo com a filha começou. Duvido muito que alguém no laboratório soubesse disso. Nós sempre procuramos ser muito discretos no nosso ambiente de trabalho – Scully ouviu aquilo e não conseguiu evitar de pensar como alguns hábitos nunca mudavam.

— Nos leve até onde está a Dra. Grace. Vamos ver o que podemos fazer por ela, Ethan.

— Está certo agente Mulder.

— Mas antes devemos encontrar um lugar seguro para a senhora Stanford ficar até toda essa história ser esclarecida Mulder.

— Isso já foi resolvido Dana. Ela vai ficar na casa de uma amiga.

— Eu só vim aqui para garantir que a investigação de vocês tenha caráter oficial – os olhos dela praticamente suplicavam ajuda – ajudem a minha filha por favor.

— Faremos tudo ao nosso alcance senhora – Scully teve que esforçar-se para conter a emoção pois aquela senhora em muito lembrava a sua própria mãe.

RODOVIA 34*

1:25 Pm

O carro com Mulder , Scully e Ethan atravessava aquela estrada em alta velocidade. Era um lugar bem afastado, pois em quase uma hora de trajeto não haviam visto nenhum outro veículo. O nervosismo de Ethan era cada vez maior.

— Droga! Porque ela não atende – ele guarda o celular – não dá para ir mais rápido agente Mulder.

— Isso aqui não é o Batmóvel Ethan, estou dando o máximo que posso sem ter que derrapar na estrada.

— Quanto tempo ainda para chegar Ethan? – pergunta Scully, numa tentativa de acalma-lo.

— Mais uns 10 minutos Dana.

— Vocês escolheram um local bem isolado para a Dra. Grace esconder-se – disse Mulder.

— Achamos que seria o melhor lugar agente Mulder – ele mal terminou de falar e teve a atenção chamada para um carro vindo na direção contrária. Era um furgão e não dava para ver quem estava dentro. O veículo passou pelo carro dos agentes em alta velocidade.

— De onde veio esse carro Mulder? – Scully estava cismada.

— É melhor corrermos até a cabana onde Grace está escondida – foi a resposta de Mulder.

Eles chegam até a cabana, mas a encontram toda revirada e com sinais de luta. Nervosos, eles vão para o lado de fora.

— Ela foi levada – disse Ethan – só pode ter sido aquele furgão que passou por nós.

— O que faremos Mulder? Duvido que aquele furgão tenha alguma identificação – Scully vê seu parceiro de tantos anos olhando para o céu e sabe que ele está pensando em algo – vamos lá Mulder, qual é a idéia?

— A resposta está lá em cima Scully – disse ele, apontando para o céu.

— Do que você está falando agente Mulder? – Ethan cruza os braços irritado – espero que não seja dos seus Ets.

— Calma Ethan! Vamos lá Mulder, o que você quer dizer com isso?

— Estou falando do serviço de rastreamento por satélites Scully, com ele nós poderemos localizar o furgão e saber onde levaram a Dra. Grace.

— Você não pode estar falando sério Mulder!

— Eu sei que você acha meio paranoico da minha parte parceira, mas eu posso garantir que hoje em dia cada centímetro desse país é monitorado por satélite 24 horas por dia – a reação meio incrédula de Scully e Ethan não passa desapercebida por Mulder, ele sorri para os dois – acham absurdo? Pois saibam que até ligações telefônicas podem ser monitoradas por satélite hoje em dia, bem como o uso de computadores – ele volta-se para sua parceira, praticamente ignorando Ethan – a moderna tecnologia tornou a privacidade um luxo cada vez mais distante.

— Mesmo que seja verdade Mulder – Scully, meio sem perceber, adotou o mesmo comportamento em relação a Ethan – esses são dados secretos, mesmo estando numa investigação oficial não conseguiremos acesso a eles.

— Nós conhecemos três pessoas que podem ter acesso a esses dados para nós parceira.

Mulder dá aquele sorriso que Scully conhece bem e ela suspira por antecipação, já sabendo o que vem a seguir. Seu parceiro vai fazer algo que poderá colocá-los numa grande encrenca. Ela sabe que não vai convencê-lo a recuar de seu objetivo, e no final, como sempre faz , decidirá ficar do seu lado. É tudo tão previsível que ela até se permite um sorriso de resignação, que Mulder, o insensível, nem nota, mas que não passa desapercebido para Ethan.

TRÊS HORAS DEPOIS

O carro deles continua parado em frente a estrada e com um mapa estendido sobre o capô. Os três tentam estabelecer possíveis rotas para o furgão enquanto esperam um toque do telefone que finalmente acontece. Mulder atende já sabendo quem são.

— Pensei que vocês não fossem ligar mais.

— Desculpe Mulder – a voz de Frohike faz-se ouvir do outro lado da linha – invadir os sistemas de rastreamento por satélites costuma dar um pouco de trabalho.

— Conseguiram então?

— É claro que sim! Pelo horário e coordenadas que você me deu o veículo que estão querendo localizar seguiu pela rodovia 44. Depois pegou uma série de estradas secundárias ao longo da fronteira com o México até passar pela fronteira do Arizona. As últimas coordenadas do veículo estão em algum ponto do deserto de Yuma. Foi o que deu para conseguir antes de sairmos do sistema – Mulder anotava tudo no mapa tentando estabelecer uma rota por onde ir, Scully acompanha tudo até decidir falar.

— Mulder, isso fica bem no meio do nada.

— Não tem mais nada além disso Frohike?

— Sinto muito parceiro, mas isso foi tudo o que pudemos conseguir. Se ficássemos mais um minuto no sistema seríamos localizados.

— Tudo bem baixinho, valeu pela ajuda – Mulder desliga o telefone e evita de ouvir os impropérios de seu amigo. Frohike detesta ser lembrado de sua pouca altura. Ele volta-se para Ethan – vamos deixar você na cidade mais próxima antes de seguir viagem.

— Acha que podem encontrá-la viva? – a tensão de Ethan era visível.

— Se eles quisessem mata-la nós teríamos encontrado o corpo dela aqui na cabana Ethan – disse Scully – não se preocupe, nós vamos achá-la – ela toca de leve no ombro dele, logo depois os três entram no carro.


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Notas finais do capítulo

Espero que quem ler venha a gostar. Próximo capítulo será postado quarta-feira que vem.



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