O que Um Homem é Capaz de Fazer escrita por Dehcbf


Capítulo 10
Passados I




O que um homem é capaz de fazer...

OXOXOXOXOXOXOXOXOXO

N.A.: Não me matem!! Para tudo tem uma explicação, não é mesmo? Pois bem, eu estou com uma gripe do além, pois é pior do que uma gripe comum, mas ninguém sabe o que realmente isso é, e que anda acabando comigo. Um exemplo é minhas faltas na escola logo no começo do ano (¬¬). Sim, é isso mesmo, logo no começo do ano estou quase estourando em faltas... Ta... Eu exagerei um pouco (¬¬)... Foram, ao todo, quase duas semanas...

Agora, deixando esse assunto de lado, tenho outra notícia ruim para dar: Meu lindo, maravilhoso, majestoso e bondoso irmão tirou algumas peças do PC, nisso ele tirou também alguns arquivos meus... Agora adivinhem?! Perdi todos, eu disse TODOS os capítulos da fic que já estavam feitos, inclusive esse capítulo. Como eu não tinha nem feito o capítulo 9, isso quer dizer que não tinha capítulos a mais do que tem no Fanfiction e no Nyah. Porém, de qualquer jeito eu perdi os capítulos... E o que era pior: estava começando a montar uma fic de Matantei Loki Ragnarok (ou Mythical Sleuth Loki) e o projeto também foi para o beleléu.

Bem, pelo menos trago uma notícia boa: esse capítulo eu tinha feito o começo dele no papel, sendo assim não o perdi totalmente...

Chaga de tanta falação!! Vocês vão ter um treco se eu continuar falando!! (XD)

Legenda:

O...O...O - mudança de “cenário”.

(...) - passagem de tempo.

Partes do texto em Itálico são lembranças.

OXOXOXOXOXOXOXOXOXO

Título do capítulo: Passados.

OXOXOXOXOXOXOXOXOXO

Retrospectiva do último capítulo

Tomoyo procurou os amigos com os olhos e desanimou-se com o que viu. Todos com seus respectivos pares, beijando-se apaixonadamente. Sempre se achara tola por sonhar que isso um dia venha a acontecer com ela. E agora se achava ainda mais tola por imaginar que o rapaz seria Eriol. Como se enganara por tanto tempo? Como fora tão ingênua? Será que fora destinada a viver sozinha? Será que ninguém merecia o seu amor?Afinal era tão desprezível assim? Lembrara-se perfeitamente do que Hikaru lhe dissera, mas era difícil fazer. Agora não tinha escolha. Sua vida era essa. Solitária hoje e sempre! E vendo todos os seus amigos, outras amigas apareceram...

Suas lágrimas...

OXOXOXOXOXOXOXOXOXO

°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Nyla!-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°

I’m so tired of being here

Estou tão cansada de estar aqui
Suppressed by all of my childish fears

Reprimida por todos os meus medos infantis
And if you have to leave

E se você tiver que ir
I wish that you would just leave

Eu desejo que você vá logo
Because your presence still lingers here

Porque sua presença ainda permanece aqui
And it won’t leave me alone

E isso não vai me deixar em paz


Por que se enganara tanto? Essa era a única pergunta que passava pela cabeça de Tomoyo. Estava no jardim, deixando as lágrimas banhar seu rosto. Nunca imaginara que doeria tanto ver Eriol. Amava-o e se arrependia amargamente, assim como amava seus pais e percebia que eles pouco se importam com ela. Assim como Eriol. Mais lágrimas caíram depois dessa resolução. Não se enganaria mais. Não correria mais o risco de se machucar! De novo... Soluços escaparam da garganta de Tomoyo. Quanto mais ela se lamentava, mais e mais lágrimas acompanhavam a sua solidão. Afinal, o que fizera para sofrer tanto? A garota sentou-se em um banco e ficou olhando as estrelas... Tão lindas...

- Assim como minha vida não é. – sussurrou ao vento, as lágrimas secando grudadas em seu rosto.



- Estou destinada a viver sozinha...

These wounds won’t seem to heal

Essas feridas parecem não querer cicatrizar

This pain is just too real

Essa dor é muito real

There’s just too much that time cannot erase

Isso é simplesmente muito mais do que o tempo não pode apagar

- Aconteceu de novo, Eriol! – disse Tomoyo aos prantos, na sala de estar da casa do primo.


- Sente-se. – pediu, abraçando a prima pelos ombros sentando-se num sofá próximo, sem soltá-la em momento algum. – Pode chorar... – apertou mais o abraço, apoiando a cabeça de Tomoyo em seu peito. A moça ainda relutava em deixar as lágrimas sair de seus olhos. – Ande Tomoyo! Pode chorar. Você sabe que vou estar do seu lado para o que der e vier. – logo sentiu a camisa molhar e os soluços de Tomoyo.


- Domo arigatou gozaimasu Eriol!


- Sabes que não tem o que agradecer.


- Claro que tenho!


- Não se preocupe com isso agora.


- Esta bem.

(...)


- Pára Eriol! Estou com falta de ar!


- Então como consegue falar?


Depois de passar algumas horas abraçado com Tomoyo, sentindo-a chorando tudo o que tinha que chorar, Eriol levou-a para o seu quarto para jogarem alguma coisa. Ambos tinham treze anos e eram vizinhos, assim como parentes. O jovem sabia pelo o que a prima passava e sempre que podia ajudava de alguma forma. Naquele dia não era exceção. Depois de jogarem batalha naval, damas, cartas e bingo, Eriol percebeu que tudo que fez não animara Tomoyo. Aquilo o entristeceu. Entretanto, não por muito tempo, pois uma idéia passou pela cabeça do jovem, logo jogou a prima em sua cama e começou a fazer-lhe cócegas no lugar mais sensível: os pés. Sabia todos os pontos fracos da garota.

- Ora! Que pergunta! – exclamou Tomoyo em resposta a indagação do primo. – E para logo com isso!


- Não vou parar! E você não respondeu a minha pergunta. – disse entre risos por ouvir as gargalhadas da garota.


- Kuso! Eu confesso! Ainda agüento mais alguns minutos. – declarou as gargalhadas, porém Eriol parou. – O que foi?


- Não tem graça! Era para você estar sem ar! – falou fazendo bico
(# o.õ #). A jovem deu risada.


- Sabia que você fica uma graça fazendo bico?!


- Pára com isso Tomoyo! – ralhou virando o rosto corado. – Sabes que não gosto quando faz isso.

- Mas é verdade! Agora mesmo, corado, você fica mais graçinha ainda!


- Tomoyo! Você esta fazendo isso de propósito!


- Como
sabes?


- Você esta rindo! E dá para ver nos teus olhos!


- Talvez sim, talvez não... – disse evasiva, começando a ficar séria.


- O que houve Tomoyo? – indagou, pois percebeu um interesse repentino de Tomoyo em seu rosto.


- Como deve ser... Um beijo?


- NANI? – O rapaz corara intensamente.


- Ora Eriol! É... É uma curiosidade... Normal!


- Em-então por que está gaguejando e está corada?


- Por que é a primeira vez que penso nesse assunto?! E você também não pode falar nada! Também está vermelho!


- És por sua causa!


- Minha causa?


- É sim! Foi você que começou com esse assunto!


- Mas não precisava ficar corado! Você é menino, devia estar acostumado!


- Sabes que só falo com você!


- E ninguém comenta sobre isso perto de você?


- E por que esse interesse agora?


- E por que não conversar sobre o assunto?


- Por que não quero!


- Medroso!


- Eu não sou medroso!


- É sim.


- Não!


- Sim.


- Já disse que não! – Eriol, que até então estava sentado no chão, levantou-se e deitou Tomoyo a força, prensando-a contra a cama e seu corpo, segurando seus pulsos.
(# Reparem que nessa época ele já era safadinho! XD#)


- Você é medroso sim! – insistiu Tomoyo, teimosa e travessa. –
Sabes que não minto!


- Mas nesse caso tu estás mentindo!


- Então por que não quer conversar sobre beijo?


- Porque... Porque... Porque não quero! Já disse.


- Me-dro-so!


- Não sou medroso e tenho como provar!


- Ah é? Então prove! – porém Tomoyo não percebeu que não estava em posição
(#Literalmente XD#) de desafiá-lo. Como conseqüência tivera seu primeiro beijo roubado pelo rapaz...


When you cried I’d wipe away all of your tears

Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas

When you’d scream I’d fight away all of your fears

Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos

And I’ve help your hand trough all of these years

Eu segurei a sua mão por todos esses anos

But you still have all of me

Mas você tem tudo de mim

Um jovem se encontrava apoiado em uma janela, olhando o horizonte com um semblante melancólico. O lugar onde se encontrava estava com os móveis um pouco desarrumados, mostrando claramente que acabara de mudar-se para o local. O rapaz soltou um suspiro e olhou para dentro do apartamento simples. Quando foi que o comprara mesmo? Há três dias? Nem se lembrava mais do fato.


- Afinal, nada mais tem graça agora. – pensou em voz alta.


Eriol virou-se novamente para a janela, olhando o pôr do sol. Havia se passado uma semana depois daquele – maldito – baile. Saíra da enfermaria, exatamente, cinco minutos depois de ter acordado, passou por um jardim e encontrou Tomoyo, chorando, sentada em banco. E logo vieram algumas palavras de seu pai em sua mente:

- ”A vida, meu filho, é uma chatice! Cabe a você transformá-la em algo interessante.”

E, naquele momento, percebeu que não mediu corretamente as palavras dele. Entendera e seguira a risca a insinuação, porém, não pensou em outro modo de fazê-lo. Hoje estava arrependido. Mas não adiantava voltar atrás, teria que levantar a cabeça e seguir em frente. Deixaria Tomoyo em paz, mesmo que isso o torturasse. Mas pelo menos a faria feliz. Era isso que importava agora. Saiu da sala onde se encontrava e foi para a cozinha. Olhou a desordem que estava o cômodo e abaixou a cabeça dando um suspiro desanimado. Resolveu recomeçar a sua vida do zero, comprou um apartamento novo, móveis novos, tudo novo! Bem... Nem tudo, afinal o apartamento em si está caindo aos pedaços, à pintura está velha e gasta, e alguns poucos móveis que já estavam vinculados, que eram de madeira, davam a impressão de serem habitados por cupins há anos. Porém Eriol estava satisfeito com a imagem do lugar. Não queria nada sofisticado, nada que o fizesse lembrar-se de seu passado. Trocara até mesmo de escola. Passaria a estudar de noite, para trabalhar no dia. Daqui para frente nada será como antes...

- Está na hora de acordar para a vida! – sussurrou.


Sentou-se a mesa e recordou-se do que estivera lembrando enquanto estava na janela. Os dois resolveram não considerar aquele beijo. Eram primos! Beijo de parente não era UM BEIJO propriamente dito. Agora, recordando-se daquele dia, percebera que aquele beijo era mais do que um simples beijo de parentes. Percebera que desde aquele tempo já tinha uma queda por Tomoyo. Pensando bem, não entendia porque mudara tento. Talvez pelo fato dos pais o terem colocado em um colégio interno quanto completou quatorze anos, para poderem ir a Europa fugir da polícia. Sabia que teria que se virar sozinho, afinal seus pais nem no continente se encontravam. Foi aí que resolveu mudar. As férias passavam na casa dos tios, pais de Tomoyo, onde conheceu Shoran, que se mudara para sua antiga casa. Os três acabaram se tornando amigos, quase que inseparáveis. Eriol se lembrava com perfeição as broncas que Shoran recebia por aparecer em casa com qualquer manchinha, por menor que fosse à roupa imaculadamente limpa do garoto. Quando chegava machucado, quase apanhava. A mãe não podia fazer, afinal fora criada dessa maneira. Quem mandava na educação era o homem. E nesta história quem sofria mais era Shoran. Pegou a xícara contendo chá que havia preparado a pouco e levantou-se, dirigindo-se a sala.

O...O...O

Shoran caminhava lentamente pelo colégio. Pensava na vida. Aquele “escândalo” de Tomoyo mexera com ele, afinal ele também sofrera e Eriol também o enganara. Fora facilmente seduzido pelas palavras de Eriol. Lembrava-se bem do dia do enterro de seu pai, onde logo após toda a cerimônia de enterro, o ex-amigo o obrigara a ir numa festa, dizendo que não adiantava se afundar na tristeza e que o melhor a se fazer nesse caso era se divertir. Desde aquele dia em diante, vivia dentro de festas, sempre com uma mulher diferente, um rosto novo, uma companhia nova. Afinal, por que ficara tão diferente? Antes andava na rua sem nem ao menos olhar para o lado, pois receava sobre o que iria acontecer caso o fizesse. Agora? Não consegue andar na rua sem ter que olhar para um rabo de saia. Todo o trabalho que seu pai teve para educá-lo foi por água abaixo. Onde fora parar aquele menino tímido, sério e introvertido? Não se pode voltar no tempo, mas pode-se retomar certos hábitos antigos... O leite que derramara, não adiantava mais chorar por ele.


- Ora, ora... Quer dizer que a sumida apareceu... – Shoran olhou para frente e deu de cara com a nojenta da professora de Geografia. Utada Kuraki, nunca esqueceria esse nome para nunca dá-lo a alguma futura filha. Logo arrumou a postura e encarnou o papel de Skulde.


- Sumida? Por quê? – fez-se de desentendido.


- Não apareceu no baile... Sabia que dariam nota de participação àquelas que comparecerem?


- Sério?! – indagou, fazendo-se de surpreso. Não estava com a mínima vontade de dialogar com esse ser, mas não fugiria da raia. – Engraçado, um monte de garotas faltaram ao baile, portanto por que não vai atrás delas?


- Já foram avisadas. – disse seca. Skulde sabia que ela teria uma boa resposta.


- Ah...! Que interessante. – disse entediado. – Bem, já deu seu recado, agora se me der licença...?


- Nossa! A famosa encrenqueira esta muito fraquinha hoje...


- Sabia que posso processá-la? Muitas pessoas dessa escola sabem que você fica no meu pé de propósito. Cuidado com o que fala, pois pode se voltar contra você. – disse frio, porém com certa irritação contida.


Utada olhou para ele horrorizada. Precisava desse emprego, se fizesse coisa errada não pensariam duas vezes em despedi-la. Skulde não era a primeira em que Utada pegava no pé, e muitos sabiam disso. Caso fosse processada teria muitas testemunhas e poderia não trabalhar em lugar nenhum. Após refletir sobre essa possibilidade, saiu o mais que depressa da frente de Skulde. Shoran, após vê-la fugir, desarmou-se e voltou aos seus pensamentos. Olhou em volta e percebeu que estava vivendo uma mentira tão grande, enganando tanta gente... As coisas não podem continuar desse jeito!

It\'s a beautiful lie¹

É uma bela mentira

It\'s a perfect denial

É uma perfeita enganação

Such a beautiful lie to believe in

Apenas uma bela mentira para se acreditar

So beautiful, beautiful lie

Tão bela, tão bela

It makes me

Quem me faz…

Por mais que se arrependa depois, seria o mais honesto possível com as pessoas, começando pela Sakura. Sabia que se contasse a verdade acabaria ficando sem ela, mas... A amava a ponto de perdê-la... Começara errado mesmo! Agora sabia como uma mentira acaba com uma vida inteira...


- Filho, aprenda desde já que uma mentira nem sempre é a melhor solução.

- Por que tou-san?

- Pegue minha vida como exemplo.


Nunca entendera aquelas palavras de seu pai. Por mais que tentasse. Queria muito descobrir, mas a única que tinha a resposta, nunca daria. A mentira sim, nem sempre era uma solução, mas... “Pegue minha vida como exemplo”... Ao que ele se referia?

- SKULDE! Até que enfim te achei! – o coração de Shoran oprimiu-se ao reconhecer aquela voz.


- Ah! Konnichi wa yo!


- Konnichi wa!


- Estava me procurando?


- Ah! Hai! Não deu para conversar com você depois do baile... – e na verdade, Shoran não queria isso. Saíra uns cinco minutos antes de a festa acabar, para conseguir chegar até o quarto e fingir que dormia, desde então vivia se escondendo.


- Estava com tanto sono... E também achei uns livros e fiquei lendo. Procurei vocês depois que acordei do meu cochilo de tarde, mas vocês já deviam estar na festa. No resto da semana fiquei ocupado com alguns trabalhos extras que fui obrigada a fazer. Então, como foi o baile?


- Ah foi lindo! Não só baile... – deu uma risadinha travessa. Shoran sabia por que, mas ao invés de se alegrar com isso, se sentiu ainda mais culpado do que já estava. – Você acredita que o Eriol reapareceu?


- Sério? – indagou como se não soubesse.


- Sim, sim! E ainda teve a cara de pau de falar com a Tomoyo!


- Típico dele...


- Seu irmão quis interferir, mas Tomoyo não deixou. Tadinha... Ela falou tantas coisas... Coisas que eu desconhecia... – disse com um semblante triste.


- Ela deve ter seus motivos.


- Pode ser... – Shoran travava uma verdadeira guerra dentro si. Queria contar, mas achava que o momento não era certo...

– Tudo bem Skulde?


- Oro?


- Perguntei se você esta bem... Estava com uma cara tão perdida...


- Ah hai... – respondeu meio sem graça. Será que contava agora?


- Tem certeza?


- Tenho... – uma pausa. – Sakura...


- Hai?

- Você pode... – Será? Perguntava-se. – Você poderia me encontrar às 15:30 no jardim secreto?


- Posso sim! Para que?


- Lá você vai saber. – respondeu sério. Sakura estranhou, mas nada disse.


- “Se é para me arrepender, que seja agora.” – pensou Shoran.

Nya! O resto só na segunda parte!