Conversão - in review escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 8
Capítulo VIII


Notas iniciais do capítulo

vou adiantando a historia pq vc me pediu Ruti, mas pode ser que eu modifique o que ja postei



Hoje é dia 22 de janeiro de 2010, como prometi para Esme eu estou lhe esperando. Há quase dois anos meu pai não me bate mais, mas me ameaça. A violência psicológica continua. Ele diz palavras que me rebaixam, deixando minha auto-estima baixa. Jamais me elogia, só me xinga e reclama que eu faço tudo errado, não sei fazer nada certo. Sou um ‘estropício’ para ele.

Sinto que eu não vou resistir muito mais. O prazo está acabando (5 anos) e nem sinal de que Esme vai cumprir o prometido. também porque eu deveria acreditar nela? Não se deve confiar em vampiros. Porque com ela seria diferente. Ela viu meu sofrimento e nem isso a fez agir porque ela espera? eu sou humana não vou viver eternamente. Não posso esperar para sempre.

“Esme, por favor, vem me salvar!” É meu pensamento quando eu olho sem esperança da janela do meu quarto para o céu. Um olhar perdido, para o nada, para a imensidão.

Vou me deitar, deixando a janela encostada, pois hoje é um dia quente de verão.

...XXX...

Quando eu estou um pouco adormecida sinto um aroma agradável, adocicado e familiar. Reconhecendo o perfume e lentamente abro meus olhos ao mesmo tempo que senti lábios frios em meu pescoço – que me arrepia de satisfação. Parece um sonho, mas sei que não é. Sobre mim está Esme, que ao seu olhar cruzar com o meu me pergunta baixinho:

— Posso?

Faço um leve gesto de aceno com a cabeça. Penso “Claro que sim, Esme! Eu esperei tanto por esse momento: siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim”

Uma dor lancinante irradia de meu colo para todo meu corpo. Todos os meus sentidos estão queimando. No entanto assim como apareceu a ardência desapareceu. Me deixando totalmente alerta como jamais estive ou tinha me sentido desperta. Como se eu visse o mundo de outra forma agora, mesmo que eu sempre imaginei ver diferente das demais pessoas. Era estranho porque eu continuava com os olhos fechados, semelhante a estar dormindo ou em coma. Mas algo me dizia que não era nenhuma dessas opções.

De repente me dei conta que eu não lembrava porque eu estava assim. Será que eu havia me afogado? Será que eu tive um infarto? Será que eu tive uma convulsão? Será que eu fui eletrocutada? Será que eu fui atingida por um raio? Será que eu tive um choque anafilático?

Assim totalmente desorientada senti que podia abrir meus olhos. Quase que simultaneamente a uma voz feminina de melodia angelical me chamar:

— Carol, filha, acorde querida.

Lentamente abro meus olhos. Agora vejo diferente também, e a mulher que está inclinada sobre mim, com olhar de expectativa, está envolta por uma neblina... me vem a palavra aura, na cabeça... a mulher que me observa enternecidamente, amorosa, está envolta por uma aura cristal-rosada. Reconheço o rosto angelical e um nome me ocorre na lembrança: Esme. E como ela me chamou de filha:

— Bom dia mamãe!

— Bom dia meu bem! Lembra quem eu sou?

Mais rapidamente do que eu esperava meu rosto se aproxima dela, eu sento na cama:

— Claro que sim. Você é Esme Cullen, minha anjo da guarda... você voltou para me buscar. Você cumpriu sua promessa. Estou tão feliz. Isso deve ser um sonho!

— Não querida, não é um sonho.

— Então eu morri e estou no céu?

—Também não, querida. Melhor do que isso.

— Então eu... tenho até medo de dizer - como se se eu tiver consciência a magia vai sumir. Eu sabia que havia morrido. Não podia negar o que agora me lembrava daquela noite. Ainda assim...

Ainda assim....eu continuava viva, de alguma forma.

— Não se preocupe querida. É real. É totalmente verdadeiro. Você agora é uma Cullen.

—Mesmo?!

— Mesmo. Você está feliz Carol?

— Estou tão feliz Esme. Nem sei como explicar. Estou tão emocionada que se pudesse eu iria chorar de alegria!

— Que bom! Fico feliz em te ver feliz, sweetie.

Me coloco de pé em um salto. Detectando um odor diferente.

— Onde está papai?

— Logo ele estará em casa. Ele está trabalhando.

Assim que ela termina de falar a porta do quarto se abre e Carlisle surge sorrindo:

— Bem vinda, criança! – a aura dele é igualmente cristal, mas azulada, irradiando sua bondade.

Corro e me jogo nos braços dele. Ele dá ‘um’ passo para frente entrando no quarto me rodopia no ar.

— Como você está querida? – me beija a fronte.

— Eu estou tão feliz, papai.

— Que orgulho, você me chamar de papai.

— Você deixa?

— Claro, criança – diz, me colocando no chão. – Você não está com sede querida?

— Não. – balanço a cabeça negativamente. A princípio minha voz me assustava, mas me acostumei com a nova melodia.

— Você não se sente tentada com o sangue da roupa de meu marido? - pergunta Esme, tao baixo mas eu ouço perfeitamente.

— Ela nem percebeu - diz Carlisle.

— O que?

—  Ela nem sabe do que estamos falando. Não faz nem a mínima ideia - Carlisle diz novamente.

— Eu sei, ela não suspeita de nada.

Essa conversa entre eles como se eu não estivesse aqui, que usualmente não me incomodaria, me deixa estranhamente nervosa. Acho que porque agora sou uma vampira. Ignorando isso, com muito auto-controle, porque a minha natureza é não-agressiva e conformista, vou ‘correndo’ para a frente do espelho verificar minha aparência.

Uma bela moça de tez pálida me encara, sou eu, isto é, a nova eu. Ela possui lindos e sedosos cabelos castanhos, assim como o cabelo de Esme, agora com cachos ainda mais definidos que quando eu era humana. Os lábios eram de um carmesim forte, mesmo sem eu ter passado batom.

Apesar dos olhos de uma tonalidade arroxeada, a qual eu sempre quis, isso não foi o que me surpreendeu. Nem a voz de sinos de vento que agora eu tenho, que ouvi antes quando eu falei. O que me chamou a atenção foi o par de asas brancas que eu via saírem das minhas costas. Eu pensei em dobrar a ponta da asa esquerda e simultaneamente ela se curvou. Nem havia me dado conta quando as duas asas se abrem.

— O que foi querida? – pergunta Esme, juntando-se a mim e abaixando para não esbarrar na minha asa direita.

— Estou admirada! – aponto para a imagem no espelho. – Esta sou eu?!

— Sim, é você.

— Dentro de você sempre houve essa beleza interior. Agora ela apenas se transpôs para fora - comenta Carlisle.

— Quer dizer que vocês sempre me viram assim?

— Sempre, nós podíamos ver suas asas porque também somos seres sobrenaturais - responde Esme.

—  Está com sede, criança? - pergunta Carlisle.

— Não.

— Excelente! Você tem um auto-controle formidável.

— É uma característica da família.

Esme afaga meu ombro.

— Você é muito linda, querida. – ela sorri para mim, seus olhos reluzem e eu posso ver o orgulho.

Se fosse ainda humana teria ruborizado.

— Obrigada, mamãe – me aproximo dela e a abraço.

— Mas devemos caçar independentemente da vontade - instrui Carlisle..

— Certo, querido - corrobora Esme.

— Sim, papai, vamos.

Pulamos a janela. Primeiro as damas, insiste papai. O cavalheirismo dele me deslumbra. Mamãe vai na frente para me mostrar, estranhamente eu não tenho medo porque com as asas eu posso me equilibrar – não que o equilíbrio de mamãe apenas como vampira já não seja impecável. Depois que eu aterrisso ao lado de Esme, Carlisle aterrissa ao meu lado também.

Sigo os dois porque não faço ideia de como caçar.

— É instintivo, querida. Não se preocupe – mamãe notou no meu semblante apenas ao me olhar de relance. – Você vai conseguir! – me incentiva.

Papai para de repente. Eu paro imediatamente. Ele vira para mim:

— Feche os olhos, filha.

Eu cerro os olhos levemente. Carlisle coloca as mãos sobre minhas vistas.

— O que foi papai? – indago assustada. – Sinto o seu cheiro e o de mamãe.

— Mais além, filha.

— Que cheiro é esse? Cheiro de terra molhada. E ouço passos esmagando a grama.

— São cervos. O que você quer fazer?

Meus dentes se arreganham e um estranho som sai do fundo da minha garganta. Ele imediatamente me solta e com a razão desligada sinto meu corpo correr ao encontro de minha presa. Uma corça pastando insuspeitadamente nas margens de um regato. Me lanço sobre ela, o bote é preciso e logo sinto o sangue quente correndo por minha garganta sedenta – eu não imaginava que fosse tanta a minha necessidade de beber.

Quando o líquido acaba eu levanto a cabeça e vejo meus pais na entrada da clareira me observando. Me atinge uma vergonha, mas uma vergonha que quase 'morri' - como se fosse possível acontecer, nem antes nem agora que sou imortal. Constrangida me debruço sobre as margens do pequenino rio e levanto minha mão para limpar minha boca. Mas não está sujo. Meus dentes são extremamente brancos como eu sempre quis - não gostava de meus dentes amarelados quando eu era humana. Analiso meu vestido e não está rasgado. Tudo isso aconteceu em dois milésimos de segundo.

Levanto o olhar e vejo de novo Esme e Carlisle, me observando ainda, mas percebo que eles me olham com orgulho.

— Tudo certo, querida? – pergunta mamãe.

— Tudo. E vocês já caçaram?

— Depois nós vamos.

— Então... vocês viram tudo que eu fiz?

— Não precisa ficar envergonhada, criança. você fez tudo certo, como nós faríamos e fazemos - diz Carlisle. Como ele adivinhou como eu estava me sentindo?

— Você foi muito bem, querida - diz Esme, me cumprimentando.

— Vocês acham mesmo? -  abaixo a cabeça. sei que meu rosto nao ficará mais ruborizado quando me sentir envergonhada.

— Claro meu bem - diz Esme.

Carlisle concorda e emenda:

— Devemos voltar para casa agora. – Não sei se a minha reação foi assim tão visível, mas ele rapidamente complementa. – Não tenha medo de seus irmãos, filha.

Voltamos para casa. Estou apreensiva e ansiosa. Será que eles vão gostar de mim?...

...XXX...



Notas finais do capítulo

Trilha sonora: Califórnia Dream, Royal Gigolos; Coming back to life, Pink Floyd (e Bring me to life, Lithium, sweet sacrifice, my immortal e Going under Evanescence).



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