Conversão - in review escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 13
Capítulo XIII




Hoje é Dia das mães nos EUA, assim como no Brasil também, eu me lembro. Todos nós fazemos uma comemoração para Esme, agradeço a Deus que a tenha colocado em minha vida. Ela é tão boa para mim como eu sempre quis, como eu imaginei que seria.

Meu pai foi ruim, mas comparado a Charles nem tanto. Tenho pena de Esme por isso. Se bem que os dois, Charles e J., são farinha do mesmo saco. Se mereciam. Se tivessem se conhecido seriam bons amigos. Agora que eu ouvi mamãe dizer que Charles foi meu pai em outra vida, entendi perfeitamente porque meu pai humano nesta vida foi como foi. Charles teria feito comigo o que meu pai humano nesta vida fez. E eu encontrei Esme, porque ela foi minha mãe em outra vida, agora entendi porque sempre gostei dela de um jeito especial.

Carlisle é meu pai adotivo, que eu adoro como meu pai de sangue. Na verdade considero Esme e Carlisle como meus pais espirituais.

Com isso eu lembrei de ir visitar minha mãe humana no Brasil. Claro que avisei meus pais adotivos que me deixaram ir – não sem muitas recomendações. Ser discreta, cuidar com a tentação pelo sangue humano... Mesmo eu não sendo mais uma recém-criada, sempre seria seu bebezinho, o que me contentava e fazia de bom-grado. Para sempre assim seria.

Viajei a noite correndo, quase atravessei o continente americano de norte a sul e cheguei na cidade em que nasci, na casa em que eu morava. Fui procurar minha mãe, sem que ninguém me visse, mas não a encontrei ali.

Então fui até a casa de meus avós onde a encontrei. Entrei pela janela, forcei e abri, a vi dormindo. Ela acordou e ao me ver, imediatamente queria me abraçar:

— Carol! - ela ainda lembra de mim. Mais do que isso, gosta, sempre gostou de mim. O pai é que não deixava ela demonstrar carinho por mim.

— Oi mãe!

— O que aconteceu com você?

— Não sei.

— Ah claro! Mataram você e depois roubaram as poucas economias que você tinha no cofre, no quarto.

— Só sei que ‘acordei’ morta – então foi assim que entenderam o que aconteceu?! Me sequestraram e levaram o dinheiro. Na verdade eu que peguei dias depois, mas pensaram que sumiu no mesmo dia que eu morri. Então pensaram que foi roubo. E como meu corpo não foi encontrado minha morte foi presumida...

— Como você está, Carol? Está bem?

— Sim, muito bem. Estou muito feliz, estou no paraíso.

— Você tem uma nova família?

— Tenho sim. – já que ela pediu, contei para ela.

— Seu novo pai é bom para você?

— Ele é maravilhoso. Me trata bem.

— Você sempre mereceu. Me desculpe por ter te dado um pai tão ruim – diz ela emocionada, eu choraria se ainda pudesse. Um nó se forma na minha garganta.

— Tudo bem agora, mãe.

— Agora que você voltou para me ver, vai se libertar e nunca mais a verei?

— Vou, acho.

— Certo você merece viver a vida que deveria ter tido sempre. Adeus filha – novamente eu poderia chorar se houvesse como. Agora eu solucei como aprendi.

— Tchau mãe – a abraço em despedida.

Deixo minha cidade natal com um misto de alívio e peso no coração. Por minha mãe ter pensado que eu morri – embora tecnicamente estou morta mesmo - mas ela pensou que eu era um fantasma. Amanhã ela vai pensar que sonhou comigo. Tudo foi apenas um sonho. Mas ainda bem que ela aliviou a consciência da culpa de ter me dado um pai tão ruim. Me sinto bem como se minha missão foi cumprida e eu verdadeiramente pudesse ascender agora ao céu. Em paz.



Notas finais do capítulo

Trilha sonora: Ameno e Divano, Banda Era.



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