A Garota Dos Defeitos escrita por Tamires Rodrigues


Capítulo 10
Galetinho


Notas iniciais do capítulo

Oii anjos meus >< Desculpem minha pessoa por não ter postado antes okay ? Bem me redimi
com um capítulo maior . Sou boa viu ? Bem esse capítulo é uma solene homenagem a todos que já escutaram a famosa pergunta :
"E os namoradinhos hein ?" .
Eu provavelmente vá demorar um pouco para postar alguma coisa de novo, mas prometo tentar não demorar demais .É isso ;) mandem boas vibrações anjinhos .



O feriado amanheceu úmido e nublado. Eu só queria cobrir a cabeça com o cobertor e aproveitar meu sábado ficando até mais tarde na cama, mas a minha mãe tinha outra ideia. Ela estava de folga e sempre que ela está de folga resolve arrumar a casa inteira, mesmo estando impecável.

Levantei da cama e fui até o guarda-roupa após pegar uma roupa limpa me dirigi ao banheiro para um banho. Liguei o chuveiro e deixei o banheiro encher de vapor criando um clima mais agradável.

***

— Bom dia mãe - resmunguei dando um beijo na bochecha dela.

— Bom dia. E não prenda o cabelo enquanto ele estiver molhado – censurou desfazendo meu coque improvisado com o meu próprio cabelo.

— Ok - sorri. _ Meu pai já foi trabalhar?

— Não ele só vai trabalhar depois das duas e quis ficar dormindo até mais tarde.

Ela já havia acabado com a arrumação e estava bebendo uma xícara de café preto. Toda minha família é viciada em cafeína com exceção de mim

— Eu gosto do frio - comentei preparando meu chá - mas sinto como se meus ossos fossem congelar .

— Ainda bem, que você não é exagerada Suzanne.

—É o que eu sempre digo.

Me encostei na pia e observei minha mãe enquanto bebia meu chá . Temos os mesmo olhos e a mesma cor de cabelo e embora a pele dela seja um pouco mais escura e ela seja um pouco mais alta somos parecidas. Como isso é possível? Se eu sempre a achei linda?

— Você me ouviu?

— Não -confessei ._ O que disse ?

— Como vai a escola?

Pior impossível minhas notas são uma vergonha – não que eu fosse dizer isso para ela - eu sinto como se os professores falassem uma outra língua na hora de explicação . E ainda tem Elena...

— Bem - menti. - E o trabalho?

As folgas dela estão se tornado ainda mais raras do que antes, principalmente agora que o hotel está avaliando os funcionários para um possível novo cargo.

— Cansativo - respondeu suspirando. - Fernando e eu temos feito o máximo de horas extras possíveis, mas é como se as contas só aumentassem... -ela se calou com uma careta, e eu franzi a testa.

Caminhei até onde ela estava sentada e a abracei.

— Vai ficar tudo bem mãe.

Odeio momentos como esse em que tudo que você quer é algo que faça com que as pessoas se sentam bem, mas isso está fora do seu alcance.

— Eu sei que sim - disse com a voz suave tentando me animar. - As coisas vão melhorar.

Fiquei penando em um jeito de ajudar. Talvez se eu parasse de dar tanto trabalho reclamando de coisas triviais, ela não ficasse tão esgotada quando estivesse em casa. Mamãe não sabia, mas eu estava procurando um emprego de meio turno há semanas.

— Eu tenho algo que vai fazer com que nós duas deixemos esse chororô de lado - disse desviando do assunto.

Tentei um sorriso alegre no rosto.

— Soverte?

— Não.

— Hummm... Soverte com chocolate?

— Não.

— Agora acho que eu vou chorar de verdade.

— Tente adivinhar.

Resolvi tentar algo mais absurdo.

— Já sei - murmurei bebendo mais um gole de chá. _ Ed Sheeran vai fazer um show particular para mim. É isso não é ?

— Não - ela franziu a testa . _ E eu nem sei quem é esse.

— Meu futuro marido e meu cantor favorito - expliquei.

Adoro as músicas dele, mas minhas predileta é Kiss me .

— Futuro marido? Você não era casada com aquele menino do livro... Aquele de nome difícil?

— Cameron Briel  - respondi rindo . - Da saga Fallen.

Pensando melhor Cam me lembra Gabriel  . Até a cor dos olhos é igual. É melhor eu me manter longe desses livros por algum tempo. Eu não tinha tido qualquer noticias suas desde o jantar. O que me fazia pensar no porque dele ter insistido para ter meu número.

—Espera, mas não era um tal de Travis Maddox ? –ela perguntou.

Agora ela estava verdadeiramente confusa. Eu faço o tipo que se casa com os personagens dos livros. A toda semana tem um novo.

— O do belo desastre mãe?

— Acho que sim.

— Ah resolvi deixar ele com a Abby . Eles formam um belo casal.

A cara de confusão dela era impagável. Perdi as contas de quantas vezes eu tive conversas desse gênero com a Kat e desejei que ela pudesse participar dessa também. Fiz planos mentais de ligar para ela antes de dormir.

— Quando você se tornou tão complexa?

Dei de ombros. - Acho que já nasci assim.

A campainha tocou me assustando, o que a fez rir um pouco.

— Não precisa mais adivinhar. Por que não vai atender?

Abri a porta e dei um sorriso tão largo que fez minhas bochechas doerem.

— Vai ficar parada ou vai me dar um abraço? - vovó perguntou.

—  Senti saudades - falei abraçando-a .

Vovó tem estado doente, sentindo dores de cabeça, e tendo alguns outros sintomas estranhos como fala pausada, sempre que eu a questiono sobre isso, ela diz que é  velhice chegando por isso era bom vê-la.

—Eu também Sukes. – Sukes o apelido que eu ganhei aos nove anos por causa do meu desenho animado favorito.

Minha mãe se juntou a vovó na cozinha e eu fui terminar meu chá na cozinha.

Poucos minutos depois eu estava outra vez com elas, jogada em uma poltrona zapeando pela TV  procurando  um canal decente na assistir .

Meu pai surgiu do corredor de banho tomado e pronto para sair.

— Já vai trabalhar? - indaguei checando o relógio na parede. Não eram nem 11 horas da manhã.

— Não - disse cumprimentado vovó  com um abraço- vou encontrar com Phil .

Sentei-me ereta na poltrona.

— Com Gabriel também?

Assim que as palavras saíram eu quis pega - las de volta. Meu pai me examinou atentamente antes de responder.

— Provavelmente é na casa dele que eu vou.

 _ Diga que eu mandei um oi - falei em meio ao o silêncio desconfortável.

— Ao Phil ou ao Gabriel?

— Hãn... - gaguejei mortificada. -Aos dois.

Quando a porta se fechou eu sabia que estava encrencada. Notei com horror que as duas mulheres diante de mim trocaram um olhar de cumplicidade. O mesmo olhar que usaram tantas vezes para antagonizar Katherina em relação a um namorado novo.

— Então - mamãe começou antes que eu pudesse fugir  - nos conte o que achou do galetinho. Você mal mencionou uma palavra sobre ele para mim.

— Galetinho? Ai meu Deus mãe.

—Eu também quero saber - vovó entreviu.

— Não tem nada para mencionar, e muito menos contar.

Além do sorriso matreiro, os olhos incríveis e os músculos definidos, mas sem exageros-ele simplesmente não parece o tipo que tem uma obsessão com o corpo. O perfume amadeirado e...

— Mesmo? - minha avó interrompeu meu devaneio. -Não o achou nem um pouquinho bonito?

— Não.

Bonito nem resume o que eu achei dele. Sacudi a cabeça mantendo meus pensamentos em ordem .

Gabriel = ruim - minha mente me alertou - e eu nem preciso ser um gênio matemático para entender que o resultado dessa equação.

— Não tenha vergonha Sukes. Não há mal nenhum em ter um namorado novo certo Maria ? – vovó disse. - Diga ela que tinha muitos, antes de conhecer Fernando.

— Por favor, parem – implorei cobrindo o rosto com as mãos. - Ele não é meu namorado.

Nós mal nos conhecíamos.

Minha mente me dizia para ter foco. Ele é igual aos outros. Ele vai te machucar. A minha parte racional gritava. Infelizmente ela não estava de total acordo com todo o resto de mim.

— Já que não quer nos contar do galetinho fale sobre outro namorado seu Suzanne .

— Será que dá parar de se referir a ele como galetinho vó? – objetei rindo. - E eu não tenho qualquer outro namorado.

Bem só nos livros. Será que conta?

— Eu poderia mostrar suas fotos peladas quando bebê com certeza aumentaria suas chances com ele - mamãe murmurou com ares sonhadores.

Oh Deus.

— Vocês duas realmente enlouqueceram? Entendi de onde eu herdei tanta loucura.

Começamos a rir e eu aproveitei para acrescentar:

— Ele não faz meu tipo.

— Mentirosa – as duas disseram em uníssono.

— Não é mentira – me defendi indignada.

— É sim – vovó disse. - Você mexe nos cabelos quando está mentindo.

Deixei minhas mãos caírem no meu colo.

— Mentira – argumentei.

 



Notas finais do capítulo

>< Comentem ? Isso faria de mim uma escritora feliz ;) Okay apelei agora . Mas fazer o que ? Também sou dramática .
P.S: No próximo capítulo o Gabs aparece >< Promessa .



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