Um Erro Inocente escrita por Lady Light Of Darkness


Capítulo 4
Capítulo III


Notas iniciais do capítulo

Aqui mais um capítulo para vcs. Beijos nos vemos lá em baixo.



Como havia dito Taylor passou o restante do dia no campo, com seus colonos, cuidado de sua propriedade. Essa era uma tarefa que o agradava muito. Diferente de muitos nobres, não considerava a terra e seus trabalhadores, um fardo necessários a serem suportados para manter-se cercado de luxos. Gostava realmente da vida no campo.

Gostava do aroma rico da terra no início da manhã, gostava de ver as sementes transformando em grãos saudáveis e gostava ainda mais de uma farta colheita. Ele como um bom produtor gostava de experimentar novas técnicas e ideias radicais que eram recusadas pelos mais tradicionais proprietários de terras. Gostava até mesmo de se sujar e calejar as mãos trabalhando ao lado dos colonos.

Mas hoje não podia negar uma certa ousadia em seu sorriso e uma maior leveza em seus passos. A lembrança do revelador temor de Stella o seguia como um doce tormento, fazendo-o reviver o sabor daquele doce beijo.

Sempre soubera que, sob o forte e aparente desdém, havia uma paixão que podia se igualar a dele. Apenas seu ridículo orgulho o impedia de viver plenamente todo o prazer que podiam ter juntos. Com a inesperada, porém conveniente, chegada de Hammerback, no entanto, talvez tivesse ao menos a oportunidade de fazê-la compreender o que ele já sabia há um tempo.

Na pior das hipóteses, pelo menos a forçaria a passar mais tempos juntos em sua companhia, ele decidiu enquanto caminhava de volta para casa. Desde a chegada de Blue Island, ela o tratava como se lidasse com uma praga, ou até mesmo uma doença contagiosa. Ele não tinha duvida de que sua esposa o responsabilizava pelo desastre que os levara ao casamento apressado.

Ela jamais aceitaria que tinha uma boa parcela de culpa, ela mesma havia se metido naquela fatídica encrenca por ter passado a noite sozinha naquela hospedaria, e por ser tão altiva e elegante como sua prima, lady Whitney, que o perseguia sem descanso havia seis meses. Certamente, Stella nunca havia sequer considerado a ideia de que ele era tão vitima quanto ela de todo aquele horrível mal entendido. Nunca desejara se casar. Não até ter encontrado a donzela perfeita, pelo menos.

Como o mais jovem e único filho numa família de seis irmãs, fora mimado e estragado desde o berço. Também desenvolvera uma justa apreciação pelo sexo frágil.

O que poderia ser melhor do que seu perfume provocante, seu riso sonoro e seu toque suave? Apreciava em grande escala ter a vida cheia de mulheres, todos os tipos de mulheres, das belas as exóticas e misteriosas.

Mas tendo sido criado por um perfeito notório devasso, percebera que seu amor pelas mulheres tinha um alto preço. Embora o conde de Llewellyn fosse profundamente devotado à família Taylor sempre tivera dolorosa consciência do sofrimento de sua mãe quando o marido ia buscar a companhia de mais uma de suas amantes. Lady Llewellyn amava o marido com toda a força de seu coração, e por isso se sentia traída por seus romances casuais e pelas inconfundíveis provas de sua infidelidade sendo exibida por toda a área rural de suas fazendas.

Assim, embora estivesse inteiramente disposto a viver sua natureza sensual, Taylor fizera uma inabalável promessa de permanecesse fiel quando se cassasse. Sua esposa jamais teria de suportar a dor da traição, nem seus filhos viveriam desapontados com a sua total falta de respeito pela mãe deles. A única solução era encontra uma donzela imaculada que pudesse enfeitiçar seu coração, desafiar sua mente e assegurar que sua devoção nunca perdesse a força.

Uma tarefa difícil, ele reconheceu prontamente, mas não havia sido nenhum castigo procurar por esse exemplo de virtude e, nessa busca, percorrer todo, os Estados Unidos. Não quando a procura era fortemente temperada pela diversão encontrada nós braços das mulheres ardentes que não tinham entre seus planos um casamento.

Agora seus planos bem traçados tinha ido por água a baixo. Haviam sido arruinados.

No lugar de sua donzela de sonhos, estava casado com uma megera de língua ferina, temperamento insuportável e o coração ressentido, alguém que não pouparia esforços para fazer sua vida miserável. Pior ainda, embora ele mantivesse o voto de fidelidade, Stella recusava-se a dar o marido o prazer de um leito nupcial ardente e apaixonado. Em alguns momentos durante os últimos dias ele chegara a se perguntar por que ainda se esforçava. Stella não o amava. Não gostava dele. Não sofreria, caso ele decidisse tomar uma amante.

E Deus sabia que somente por um milagre bíblico, não havia a menor chance de filhos serem desapontado por seu comportamento. Mas, como a mesma velocidade com que os pensamentos traiçoeiros penetravam em sua mente, eles o punha de lado. A verdade brutal e que ele não desejava nenhuma outra mulher.

Embora mal tivesse tido a chance de prova à tentadora doçura da paixão de sua esposa, o que conhecera dela havia sido suficiente para despertar uma pungente necessidade. A suavidade acetinada de sua pele cor de oliva, o aroma quente de lírios e o calor dos lábios carnudos permaneciam em sua mente com tenacidade enlouquecedora. Não conseguia fechar os olhos sem sonhar que a tinha nós braços. Vê-la entra no aposento era o suficiente para despertar nele um desejo feroz.

A constatação era inquietante quanto inesperada.

Nunca antes fora atormentado por desejos tão frustrantes. Ele não seduzia inocentes e nunca se envolvia com mulheres que apreciava aqueles tolos jogos de falsa sedução. Estava habituado a mulheres que o assediavam sem constrangimento algum, descaradamente, mulheres que se mostravam ansiosas para viverem a paixão em toda a sua plenitude. Nenhuma delas jamais o abrigaria a andar pelo quarto durante uma longa noite de insônia ou lutar contra a constante necessidade de buscar sua companhia, e tudo pelo simples prazer de ouvir sua voz.

Não era de estranhar que encontrasse tanta satisfação em provoca-la. Ele não queria o único a se sentir atormentando ali.

Balançando a cabeça de forma a censurar os pensamentos infantis, Taylor entrou em casa e dirigiu-se aos seus aposentos. E como sempre o seu valete já o esperava, e com eficiência silenciosa e discreta, Taylor foi banhado e apropriadamente vestido para àquela noite vestido em um casaco azul escuro sobre o cinto branco.

Ele dispensou o criado e ele mesmo amarrou a gravata com um nó perfeito e ainda tentava decidir entre o prendedor de rubi e o de diamante, quando alguém bateu na porta. Intrigado ele se virou para a entrada do quarto e autorizou.

Houve uma breve pausa antes de a porta finalmente ser aberta. Foi impossível esconder a surpresa quando Stella entrou no quarto.

Contra sua vontade, o coração tremeu em seu peito diante daquela doce presença.

Não era apenas sua beleza física, embora não pudesse negar seus encantos. Era mais on poder de seu espírito e a forma elegante de sua figura alta e esguia.

Àquela era uma mulher capaz de enfrentar o mundo de queixo erguido, qualquer que fosse a adversidade a ser encarada. E que Deus tivesse piedade de qualquer um que fosse tolo o bastante para colocar-se em seu caminho.

Ela corou levemente quando os olhos do marido apreciava suas curvas femininas sob seu vestido de seda lilás. Erguendo o queixo repentinamente, ela o encarou como se estivesse diante de uma criatura que acabar de sair rastejando de sobre uma pedra.

_Preciso lhe falar... Disse com um tom ríspido.

Fervendo por dentro, ressentido contra o odioso habito que a esposa tinha de tratá-lo como se fosse uma criatura particularmente vil, Taylor apoiou-se contra o toucador e sorriu.

_Ora, ora, ora, minha querida esposa, e a segunda vez que me procura no mesmo dia. Começo a me sentir irresistivelmente atraente... Sorriu de canto.

A fúria que a consumia era tão intensa que pareciam dilatar suas narinas.

_ Você sabe muito bem porque estou aqui... O olhou com desdenho.

_Para dizer a verdade eu não tenho a menor ideia... Ele respondeu com um sorriso ainda mais amplo e radiante. –devo ousar esperar que tenha vindo com a intenção de me seduzir?

_De certo que não meu caro.

_Lamento. Passei o dia inteiro pensando em como sua pele e macia, e como foi agradável tocá-la. Tão agradável e provocante quanto ainda me lembro daquela noite em que estivemos juntos...

Ela o encarou seria, mas não conseguiu disfarçar a veia que reveladora, pulsava intensamente na base de seu pescoço.

Taylor mal tinha forças para resistir ao impulso de beijar aquele sinal tão provocante.

_Quer, por favor, para de me provocar?

_Não e nenhuma provocação. Estou apenas revelando que pensamentos ocuparam minha mente durante está longa tarde. Sente-se perturbada por saber que desejo a minha esposa?

O rubro que atingiu seu rosto aprofundou-se mais ainda com o comentário nada sensato do marido.

_Perturba-me saber que deseja todas as mulheres que cruzam seu caminho.

_oh nem todas as mulheres... Ele protestou, nem um pouco incomodado com o tom ríspido em sua voz. Stella sentia ciúmes dessas místicas outras mulheres? – nenhuma delas com a intensidade do desejo que sinto por você.

_Jamais quis provocar este desejo por mim.

Taylor apertou os lábios, experimentando também certo ciúme. Jamais conseguiria esquecer inteiramente que sua esposa se preparava para fugir com um idiota sem fibra quando a conhecera.

_Não, e claro que não. Prefere cavalheiros que não sejam passionais, homens que precisam mais da mãe do que uma esposa.

Stella estreitou os olhos.

_Essa e uma coisa horrível de se dizer.

_E a pura verdade, minha cara... ele insistiu sem se desculpar. Tratou o Sr. Carter como uma criança doente, não como um amante em potencial.

_ O que sabe sobre como eu tratava Frankie?

Taylor parou de repente. O que sabia? Certamente, a limitada sociedade de New York assegurava que, eventualmente diversos habitantes se encontrassem na mesma função, e ela era atraente o bastante para ter merecido um ou dois olhares. Mesmo assim, até esse momento ele não havia percebido com que frequência seus olhos a haviam buscado.

_Ele a seguia como um cãozinho adestrado.

_Ora, seu... ela cerrou os punhos como se lutasse contra o impulso de agredi-lo. – Quem lhe deu o direito de julgar Frankie? Você, dentre todas as pessoas! Ele ao menos e capaz de assumir e manter um compromisso com outro ser humano, algo que você jamais conseguirá fazer.

Ele arqueou a sobrancelhas claras.

_Por acaso perdeu o juízo? Assumi o mais irrevogável de todos os compromissos. Ou será que esqueceu que fui eu quem estive do seu lado diante de um altar, e não o seu preciso Frankie?

De repente ela empalideceu.

_Oh meu bom deus, como pude esquecer?

Uma profunda raiva o invadiu. Quantas donzelas teriam dado qualquer coisa para desposá-lo? Quantas estariam dançando e agradecendo a sorte por este destino? Em vez disso, Stella ainda lamentava a perda do patético que não conseguiu nem mesmo viajar na direção certa e chegar a hospedaria apropriada.

_E a hora de esquecê-lo, Stella. Não sei que trama do destino nós reuniu naquela fatídica hospedaria, mas agora estamos unidos para sempre.

_Perdoe-me mais diferentemente de você, não esqueço com facilidade aqueles que realmente gosto.

Ele ergueu o corpo bem devagar. Era capaz de suportar muitas coisas, mais ninguém poderia esperar que ignorasse a ofensa de ser considerado inferior a tipos como Frankie Carter. Essa mulher era sua esposa. Tinha o dever de lhe prestar lealdade entre outras coisas.

_Tome cuidado, Stella. Já tolerei muito de seus insultos.

Ela hesitou por um instante, atingida em cheio pelo seu tom autoritário da sua voz máscula. Depois, como era de se prever ergueu os ombros num gesto de desafio.

_Nega que foi um devasso incurável?

...



Notas finais do capítulo

E ai? O que vcs acharam deste capítulo? Espero que tenha gostado, fiz com muito carinho. Comentem para que eu possa saber o que acharam. Beijos.