Um Erro Inocente escrita por Lady Light Of Darkness


Capítulo 3
Capítulo II


Notas iniciais do capítulo

Aqui mais um capítulos para vcs se deliciarem com toda a fúria lançada pelo casal Taylor.



Mac calou. A acusação pairou pesada no ar entre eles.

_Está insinuando que busco meus confortos de marido em outro lugar?... A encarou sério.

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_De maneira nenhuma... Ela murmurou, praguejando-se internamente contra a própria língua solta. – Porque eu me importaria?

A última coisa que ela desejava era que ele soubesse como ela pensava nele e o imaginava nós braços de outra mulher, no leito de outra mulher. Preferia faze-lo acreditar que ela tinha total indiferença dele, total indiferença do que ele fazia.

O sorriso que iluminava o rosto de traços harmoniosos ainda era o mesmo, mas esses mesmo traços pareciam subitamente mais duro.

_Sim, de fato. Por que se importaria?... falou com desdenho.

_Olha só estamos nós desviando do assunto... Alertou.

_E claro... Ele debochou. – e não queremos discutir o fato de se ter em casa uma esposa relutante.

As mão delas se cerraram ao lado do corpo numa tentativa desesperada de manter a calma.

Oh, sim... Um dia teria o prazer de fazer sangra aquele nariz perfeito... Ela imaginou no fundo de sua mente.

_E só nisso que consegue pensar, Taylor?... Ela o desafiou.

_E você minha querida? Nunca pensa nisso?... Ele respondeu com o mesmo sorriso irritante.

Stella recuou para a porta enquanto balançava a cabeça assinalando impotência.

_Eu já devia saber que vir aqui falar com você seria pura perda de tempo... O olhou.

_Espere... Pediu ele, levantando-se de repente. – o que queria de mim, afinal?

_Eu esperava manter este nosso ridículo embate em privacidade. Não desejo preocupar o reverendo Sid ou causar ainda mais comentários desnecessários. Eu acho que já enfrente escândalos demais... Explicou ela o encarando com fogo nós olhos.

Ele parecia se divertir com as palavras dela.

_Você acredita que possamos convencer o bom reverendo de que somos um casal feliz?

_Esperava que pudéssemos ser ao menos civilizados.

_Minha querida eu sou um homem civilizado... Ele murmurou com a voz grosa e imponente.

Foi preciso um enorme esforço pra que ela não batesse o pé numa demonstração infantil de frustração.

_Não, você e deliberadamente provocados... Stella disparou. – eu percebi que você encontra um imenso prazer em inflamar meu temperamento, mas apreciaria muito se resistisse à tentação.

_Oh. Mais você não pode negar que exerce sua cota de provocações, Stella... Falou enquanto seu olhar insinuante descia até a linha do seu decote. – e demonstra maior crueldade do que pode me acusar... Sorriu malicioso.

Stella ergueu as mãos numa forma instintiva, cobrindo a pele que estava formigando pelo calor que aquele olhar ousado lhe causava. Não, não era apenas uma reação, ela admitiu pra si com fraqueza. Eram arrepios, temores e a odiosa onda de luxuria que percorria todo o seu corpo e sua alma. Era intoleravelmente injusto.

_Não sei por que ainda me dou ao trabalho... Stella resmungou girando sobre os calcanhares saindo da sala.

_Que cara impossível... Falou pra si, enquanto se dirigia até a sala frontal.

Ela sabia que lorde Taylor não havia ficado mais satisfeito do que ela com o casamento forçado, mais pelo menos ele foi cavalheiro em ficar com ela e enfrentar o escândalo juntos.

Forçando-se a parar diante da porta do salão, Stella respirou fundo e alisou o vestido de musselina com as mãos que naquele momento estavam gélidas e trêmulas. Sim havia sido uma bela tolice ir procurar Taylor. Caberia apenas a ela distrair Sid e assim ocultar a verdadeira realidade de seu matrimônio, ou da fraude que era seu casamento como ela teimava em pensar.

Torcendo para não perecer tão angustiada e nervosa, Stella obrigou-se a entrar no salão. Embora não fosse um aposento muito grandioso, a pintura em um suave tom de pastel era elegante, o revestimento em papel parisiense acrescentava um toque de requinte ao ambiente. A mobília de mogno e carvalho sólido, que era estofado em uma seda branca que se via na maior parte das cortinas.

Ao vê-la entrar, o homem cujo corpo era coberto por suas vestes pretas rapidamente levantou-se. Uma porção de seu nervosismo e desconforto desapareceu quando ele a recebeu com seu sorriso doce. Quase sem se dar conta dos próprios movimentos, ela atravessou para ir tomar as mãos dele.

_Sr. Sid, que encantadora surpresa me causa com sua chegada... Ela disse aliviada por não está mentindo.

O reverendo era portador de uma paz inabalável que exercia verdadeiros milagres, sobre o seu sistema nervoso, perto dele, ela sentia-se mais relaxada e calma, era como se nada a pudesse atingir.

_Ah, minha linda Stella... Ele recuou um passo para admira-la e examina-la com uma aprovação óbvia. – você está maravilhosa, pelo visto o casamento está lhe fazendo muito bem... Sorriu.

Stella engoliu um desejo histérico de gargalhar. O casamento lhe faria bem? Oh não ela achou que uma praga teria efeitos mais benéficos!

_Sim... ela resmungou com um falso sorriso, antes de mudar o rumo da conversa. –Diga-me o que traz a New York?

Os olhos claros do religioso se suavizaram.

_ Você, e claro minha querida... Respondeu prontamente.

_Eu?

_Sim, tenho estado preocupado... Relatou.

_Oh, Sr. Sid e muita bondade sua, mas não precisava se preocupar comigo. Não há razão para isso... Emendou o olhando.

Ele arqueou a sobrancelha.

_Não? Minha querida sei que não sou experiente em assuntos conjugais, mais compreendo que não tem sido fácil casar-se com um desconhecido. E ainda mais naquelas circunstâncias...

_Passamos por períodos de ajustes, e certo... Ela acrescentou certa de que o reverendo era astuto demais para ser enganado.

_Minha querida... Esboçou um sorriso. – Só queria me certificar que você está feliz.

Stella se moveu bruscamente para ir sentar-se em um sofá forrado por uma seda branca.

_Não gostaria de se acomodar Sr. Sid?... Perguntou o direcionando a uma cadeira.

_Obrigado... Agradeceu sentando em uma cadeira de treliça, os olhos fixo em sua aparência resguardada. O religioso podia ser tão obstinado quanto um coletor de impostos. –Bem, Stella agora que estamos confortáveis me diga, como tem passado?

Stella uniu as mãos sobre as pernas e fez uma prece pedindo perdão por todas as mentiras que estava preste a contar.

_Tenho passado muito bem, obrigada. Meu tempo está praticamente todo tomado pela reforma da propriedade. Como o senhor sabe o imóvel foi ocupado pela última vez há alguns anos.

O religioso olhou em volta deixando-se distrair admirado com o trabalho que ela estava empregando ao ambiente.

_Olha você merece muitos elogios viu, porque está fazendo um trabalho incrível. E muito agradável entrar em uma casa que não tem formalidades rígidas que nós da até medo de entrar, e como se cada passo nós pusesse em risco de tropeçar numa valiosa obra de arte, ou quebrar uma estatueta herdada pela família do esposo.

Stella sorriu com o comentário. Havia sido uma agradável surpresa chegar à confortável propriedade. Os pais de Taylor, o conde e a condessa de Llewellyn, ele viviam em um mausoléu formal e gelado que a fez sentir calafrios ao que a esperava em New York. Mais ao chegar a sua residência, com aquela imponente casa de tijolos, com duas amplas alas e uma adorável estufa, àquela ali sim correspondia a seu gosto.

_Obrigada. Está e uma propriedade pequena demais para tais formalidades... Explicou com um sorriso delicado.

_O tamanho da casa e perfeito minha querida.

_Sim, também acho.

Ele a fitou em silencio por um instante.

_E como vai lorde Taylor?

_Receio que ele esteja ocupado com os colonos pelo fato de a supervisão da colheita está próxima... Ela respondeu, esperando que Taylor tivesse a decência de manter-se bem afastado de seu convidado. Se não podia, ou não queria ajuda-la ao menos não se intrometesse em seus esforços para aplacar a apreensão do Sr. Sid. – Ele e muito dedicado, quando o assunto e trabalho, principalmente em introduzir as últimas técnicas de agricultura aqui na fazenda.

_Um e um sentimento admirável... Elogiou o religioso. –Acredito que a grandeza dos estados unidos depende de estarmos sempre à frente dos outros países.

_Lorde Taylor certamente está fazendo sua parte... Stella respondeu com honestidade.

_Espero que ele não se incomode com a presença de um hospede inesperado. Sei que não fui convidado a vir, mas eu queria... Foi interrompido por ela.

_Não se inquiete com isso, Sr. Sid. Lorde Taylor terá um imenso prazer em recebê-lo aqui em nossa casa... Explicou ela.

_E você?

_Estou muito satisfeita de ter vindo, embora não fosse necessário o senhor realizar uma longa viagem por minha causa. Não recebeu minha carta?

_Sim, eu recebi... Ele respondeu com uma expressão bastante misteriosa. – e foi justamente isso que me fez vir aqui.

Ela o encarou surpresa.

_Mais eu assegurava que tudo estava bem por aqui, não havia motivo para tal inquietação.

_Sim, assegurava... Com uma segurança excessiva, em minha opinião minha querida... Arqueou a sobrancelha.

Stella sentiu seu rosto quente, resultado do constrangimento que estava sentindo. Ela devia ter imaginado... Sabia como ele podia ser um senhor preceptivo devido à vasta experiência sobre aquela aprecia vaga e distraída.

_Isso e absurdo Sr. Sid... Ela tentou blefar.

_E mesmo?... A olhou.

_Certamente que sim. Como eu Disse, ajustei-me ao casamento com um grande conforto... Emitiu um sorriso para que ele pudesse acreditar em tais mentiras

_E está feliz?... Quis ele saber.

Ela mudou a posição na cadeira, tentando se familiarizar mais as almofadas do sofá.

_Como eu não poderia está? Conseguir casar-me com o cavalheiro mais assediado de todo os Estados Unidos.

_Se o cavalheiro mais assediado, não e garantia de que ele e um bom marido... A indagou ele com um tom seco. –Nem que ele poderá fazer a sua esposa feliz. Mesmo os mais disputados solteiros podem ser companhias desconfortáveis depois do casamento.

Ao ouvir isso ela sentiu seu corpo estremecer. Não havia nada de confortável em Taylor. E muito menos seu casamento havia sido feliz. Não. A vida em sua nova casa assemelhava-se está um campo de batalha.

Buscando encontrar algum meio para distrair o astuto reverendo. Stella sentiu aliviada quando a porta do salão foi aberta repentinamente. Mais seu alivio foi breve, devido ao recém-chegado ser Taylor.

Ela levantou-se, sendo acompanhada por Sr. Sid, já sentindo os nervos tensos por conta da apreensão. Porque ele estava ali, se havia dito com toda a clareza que se possa imaginar que desejava evitar os ferozes confrontos durante a estadia do reverendo. O homem era realmente um tormento em vida! E pretendia embaraça-la de todas as formas, deliberadamente só por vingança e ressentimento.

Mac movendo-se com uma graça peculiar de um feros predador, ele atravessou a sala para se curvar diante do visitante. Depois, antes que Stella pudesse adivinhar sua intenção, ele colocou-se ao lado do corpo tenso. Stella o olhou com um olhar desconfiado, enquanto sorrindo malicioso, ele passou o braço sobre seus ombros.

_Minha querida, perdoe-me por ter me atrasado. Adam insistiu muito para que eu inspecionasse os relatórios trimestrais dos lucros ganhos na fazenda ao lado.

Seu hálito doce atingiu o seu rosto como se fosse um sopro de magia. Onde lhe provocou um arrepio. Ele estava perto demais. E ela não confiava naquele perigoso fogo que ardia em seus profundos olhos azuis. Mas que diabos ele estava fazendo? O que pretendia com tudo aquilo?

_Eu... E... O Sr. Sid veio nós visitar... Conseguiu ela resmungar finalmente.

_Hum, um hospede que sempre será muito bem vindo em nossa casa, certamente... Falou ele a olhando nós olhos e deslizando seus olhos por todo o rosto dela.

_Obrigado... O reverendo respondeu, olhando atentamente o contanto intimo entre o cavalheiro e sua linda esposa, sua doce Stella, ele olhava com muita curiosidade.

_E a primeira vez que vem a New York?

_Sim, é.

_Ah, temos de assegurar que conheça alguns pontos locais muito interessantes... Taylor inclinou a cabeça para olhar sua esposa. – o que acha disso minha pombinha? Talvez possamos mostrar o centro de Nova Amsterdam ou Nova York como chamam agora. Creio que ele vai adorar conhecer os lugares agradáveis, que ah tenho certeza que ele ficara impressionado com a estrutura dos lugares.

Com grande esforço ela tentou ignorar a súbita onda de desconforto que ameaçava flexionar seus joelhos. Era óbvio que Taylor havia reconsiderado seu pedido e decidido participar da encenação.

_Eu tenho certeza que Sr. Sid vai encontrar um grande prazer em fazer este passeio. Ambos são fascinantes... Falou ela com um tom perturbador.

Os dedos de Taylor moviam-se lentamente sobre a pele nua de seus ombros. Stella mal conseguia respirar com aquela caricia tal o calor que inundava gerando por àquela caricia inocente.

_E devemos pensar em alguma forma de entretenimento... Ele respondeu com o tom de voz baixa, voltando sua atenção para o silencioso reverendo. – infelizmente Stella e eu tivemos ficado reclusos desde a nossa chegada de Blue Island. Preferimos preservar nossa privacidade, como certamente pode compreender.

_Oh, sim... Respondeu Sid, tossindo duas vezes em uma demonstração explicita de constrangimento. –sim, eu entendo.

_Agora devemos pensar em convidar alguns vizinhos a nossa casa... Falou ele audacioso, onde se inclinou e beijou a pele alva de suas têmporas. – suponho não ter o direito de manter minha bela esposa só para mim, por maior que seja meu desejo de escondê-la dos olhos do mundo.

_Oh, não se incomode por minha causa... Sid protestou, sem perceber por um segundo como os joelhos de Stella tremiam.

_Mas que bobagem. Não será incômodo algum... Stella falou tentando inutilmente colocar um espaço entre seu corpo e o do homem com quem fora se casar. –Oh como e vergonhoso que tenhamos negligenciado por todo este tempo nossos deveres sociais. O que pensarão os nossos vizinhos?

Taylor riu baixo com o comentário da esposa, mas quanto a isso suas mãos era inquietas ele delineava com a ponta dos dedos a coluna do pescoço delgado.

_Ah, mas que delicioso motivo tivemos para negligenciá-los. Todos devem entender os deslizes de um casal um casal em lua-de-mel. Não concorda comigo. Sr. Sid?... O indagou com aquele sorrisinho de canto.

_Oh. Sim, certamente. E muito compreensível.

_Especialmente quando tem a sorte de desposar uma tão linda esposa.

Stella pensou na hipótese de pisar no pé do marido. Ah como ele era irritante! Havia requisitado que ele fosse polido, mas em momento algum sugerira que ele a seduzisse diante de um hóspede!

_Taylor, não acredito que o Sr. Sid esteja interessado em ouvir sobre a nossa lua-de-mel... Stella Disse com a voz doce, porem por entre os dentes.

_Não, não. E uma alegria saber que ambos encontraram satisfação no casamento... Sid assegurou apressado embora ainda restasse uma sombra de duvida em seus olhos azuis claros.

_Estamos, mas que satisfeitos, não e mesmo minha doçura?... Taylor perguntou num murmúrio. Nadamos num mar de felicidade conjugal... Ele a olhou.

Stella gostaria de ver Taylor se afogando isso sim.

_Eu... Sim... Sim... Ela concordou.

Sid sorriu.

_Isso e adorável.

Já zangada, e muito ansiosa para pôr um ponto final no toque sedutor e inquietante de Taylor, Stella afastou-se de seu corpo forte, imponente e muito másculo.

_Bem, agora devo me certificar que a senhora Eleni tem um aposento preparado para nosso hospede.

_Não, minha querida, fique aqui com o bom reverendo... Taylor respondeu prontamente. – eu irei falar com a senhora Eleni. Depois, lamentavelmente, terei de voltar ao campo. Estarei em casa novamente para o jantar.

Neste momento Stella sentiu um alivio covarde a invadir.

_Muito bem... Stella respondeu suspirando sentido o alivio a invadir.

Lendo seus pensamentos com imensa felicidade, Taylor riu baixinho antes de adiantar-se para beijá-la. Foi um beijo rápido, porem devastador. Quando ergueu a cabeça, havia em seu rosto um sorriso triunfante, resultado do incontrolável tremor de excitação que a sacudiu.

_Não sinta muita saudade enquanto eu estiver fora minha querida... Ele murmurou.

Sem falar, Stella viu silenciosa o marido acenar para o reverendo e vira-se para deixar a sala.

Aquele havia sido o primeiro beijo que trocavam desde a noite que havia alterado para sempre suas vidas.

Stella deixou bem claro que não desejava seus beijos. O que mais poderia fazer? Sempre soubera que tais intimidades só conduziriam ao perigo. Ser inocente não implicava ser tola e muito menos desavisada. E por mais difícil e cruel que fosse admitir, ela sabia desde o matrimonio que não era mais imune aos encantos de Taylor do que qualquer outra donzela ingênua.

Por seu orgulho e seu amor próprio ela não queria e não desejava ser mais uma de suas conquistas. A ideia era insuportável.

Recuperado sua tênue e abalada compostura, Stella virou-se para o Sr. Sid e se deparou com o olhar curioso do reverendo.

_Bem, parece que realmente eu me preocupei por nada, não e?... Ele comentou.

Ela forçou um sorriso que lhe causou uma imensa dor nós lábios rígidos e ressequidos. Isso era praticamente o que havia desejado. Um arrepio sacudiu seu tremulo corpo. Porque se sentia como se houvesse acabado de soltar da jaula um tigre feroz?

_Sim... Ela respondeu espantando estes pensamentos do fundo de sua mente.

...



Notas finais do capítulo

Bem eu postei um dia antes do estipulado em? Então acho que mereço comentários, ou então vou fazer greve, e so atualizarei esta aqui a cada, primeiro dia do mês em? E vcs sabem perfeitamente que eu sei ser malvada não e?

Brincadeiras a parte, espero que tenham gostado meninas. Beijos para quem leu viu. E muito obrigada pelos comentários positivos que recebi.