Um Erro Inocente escrita por Lady Light Of Darkness


Capítulo 2
Capítulo I


Notas iniciais do capítulo

Olá meninas? Gostaria de agradecer aos comentários que recebi. Fiquei muito feliz pela aceitação de vocês com mais está nova história.
Bem espero que se deliciem com mais este capítulo, onde estou dando inicio a ficção.



1663, Estados Unidos.

O reverendo Sid vestia um justo e aflito casaco, com seus cabelos grisalhos e os fios arrepiados nas pontas, ele caminhava na ponta dos pés pelo silencioso colégio interno situado no interior de Blue Island, Illinois.

O reverendo Sid não tinha exatamente medo de sua grande e autoritária governanta, como sempre repetia para si mesmo. Stacy havia sido sua dedicada criada por quase trinta anos. O que ele não queria era ter que enfrentá-la tão cedo, e ainda mais àquela hora da manhã.

Ele já vinha suportando vinte dias de queixas dela por conta de sua determinação de viajar para New York. Ela simplesmente não entendia a sua necessidade aflita de certificar-se de que Stella estava bem e segura em sua nova vida com o Lorde Taylor.

Sid fez uma careta e começou a descer a enorme escada. Pra falar a verdade nem ele mesmo estava entendendo aquele seu estranho comportamento. Tudo isso havia começado há semanas atrás, quando recebera cartas de Jess, Lindsay e Stell, e todas na mesma manhã. Ele interpretou a coincidência quase como um sinal divino.

Quantas noites ele havia dedicado a preocupação com a condição das três jovens que haviam ficado órfãs? Apesar de ele ter aceitando de bom grado a missão de oficializar os três casamentos ao longo do ano anterior, naqueles últimos meses estivera atormentando por duvidas. Nenhuma das três pobres moças haviam se casado por amor, ou mesmo por amizade, mais sim por conveniência ou obrigação.

A sua consciência estava o incomodando profundamente, e ficou pior quando ele recebera a carta das três jovens, naquele momento ele resolveu agir. Como poderia querer se aposentar e ir viver feliz e tranquilo em sua casa de campo, se estava sendo consumido pela angústia quanto à felicidade das três jovens?

De início ele viajou para São Francisco para ajudar Lindsay em seu casamento com Danny, depois foi a New Jersey para dar um empurrãozinho em Jessica e Donald. Ele não tinha duvidas de que cada uma delas estivera em terríveis apuros por ocasião de sua chegada, e também não duvidava de que havia conseguido acalmar a turbulência e ajuda-las a olhar para o próprio coração, onde cada uma havia descoberto o amor que ali esperava para ser descoberto.

Nem ele mesmo, imaginava de como fazia bem o seu papel de cupido, ah sim fora muito eficiente em seu papel, ele se convenceu sem falsas modéstia que fazia perfeitamente o papel de conselheiro amoroso.

Foi onde o sorriso perdeu parte do brilho.

A situação de Stella seria ainda a mais difícil do que a de Lindsay ou de Jessica. Diferentemente das outras mulheres ela nunca havia considerado a ideia de casar-se com aquele marido. De fato ela até cogitou a possibilidade de fugir para ir viver com Sr. Frankie Carter quando fora envolvida naquela situação comprometedora com lorde Taylor.

O casamento havia sido apressado e tão indesejado quanto inesperado para ambos. E Sid tropeçara e gaguejara ao profetizar os votos matrimoniais, ele estava horrorizado com a possibilidade de a noiva agredir o noivo presunçoso antes mesmo de ele chegar ao “Sim”.

A sua tarefa não seria nada fácil, ele pensou com um suspiro fraco misturando com a frustração.

_Não, não seria nada fácil... O fundo de sua mente dizia para si.

_Onde pensa que vai?... Indagou à senhora encorpada com seus cabelos brancos preso em um coque e seu vestido escuro até abaixo dos joelhos.

Prestes a entrar no hall, Sid parou relutante e virou para encarar a criada que estava com as mãos na cintura seria o encarando.

_Oh, senhora Smith... Murmurou ele sentindo-se tão culpado quando um garoto que acabar de ser surpreendido com as mãos no bolo recém a assado.

Foi onde seu estômago roncou, lembrando-se que ele havia deixado de fazer o desjejum na esperança de evitar aquele encontro. O que não adiantou muito.

_Suponho que está de partida para New York... Ela o acusou com uma enorme desaprovação.

_Sim decidi que devo ir... Falou decidido.

__Isso não e natural, mais não e natural mesmo... Falou ela lançando-se no conhecido e repetido discurso. –Um cavalheiro com a sua idade, que está avançada devia ter mais juízo. Primeiro foi a são Francisco, depois a New Jersey de onde eu não hesito em dizer, voltou para casa aparentando está estranho, como se ouve-se perdido o eixo, perdido o centro para ser mais exata. E agora está loucura para ir a New York.

_Asseguro-lhe que está será a minha última viagem... Respondeu ele tentando acalmar a mulher agitada. –quando eu voltar para cá, finalmente poderei me aposentar e ir viver em minha encantadora casa de campo, cuja tranquilidade jamais deixarei... Sorriu.

A governanta emitiu um grunhido insultante.

_O senhor vive prometendo a mesma coisa há anos... Balançou a cabeça negativamente.

_Prometo e estou disposto a cumprir... Ele falou se sentindo reconfortado por poder falar com honestidade.

Insatisfeita a mulher enveredou por outro caminho.

_O que pode haver de tão importante em New York, me de um bom motivo que eu calarei?... O olhou cruzando os braços.

_Quero assegurar-me de que Stella, ou Lady Taylor como ela deve se chamar agora, está bem e feliz em seu casamento.

Como era de se esperar a atitude da idosa tornou-se mais dura. Apesar de ter um coração generoso a Sr. Smith não era imune aos comentários que chegavam de Illinois. Ela sentiu uma profunda decepção quando ela descobrira que Stella havia se envolvido num sórdido escândalo.

_Um assunto decadente... Retrucou-a pensativa.

_Sim, infelizmente foi... Murmurou ele.

_Eu sempre soube que Lorde Taylor acabaria caindo de forma ruidosa. Ele pode ser tão atraente encantador, galanteador quanto dizem, mas pra mim não passa de um patife desavergonhado.

_Senhora Smith... Falou ele ruborizado a olhando.

_Não estou dizendo nada além da verdade... Ela insistiu, colocando toda e qualquer culpa nós ombros do libertino lorde Taylor. –não tente fingir que nunca ouviu os rumores de sua conduta em New York? Dizem que o safado tem uma amante para cada noite... Retrucou-a irritada.

Sid tentou se mostrar chocado, mesmo quando um brilho debochado cintilou em seus olhos azuis. Sim, sem duvida ouvira as intermináveis e maldosas fofocas que cercava a vida pecaminosa de lorde Taylor. Ele teria que está enclausurado no colégio interno para não ouvi-las. Mas, possuidor de uma generosa dose de inteligência, ele desprezou boa parte das ultrajantes e loucas historias com falatórios invejosos. Nenhum cavalheiro podia ser tão viril, nem possuir a vasta porção de tempo requerida para seduzir as hordas de mulheres a ele atribuídas.

_Francamente senhora Smith, a senhora devia saber que não a fundamento nestas bobagens todas... Riu tentando desviar o foco.

_Não e bobagem... Ela argumentou determinada. –aquele homem não mediu esforços para merecer a reputação que tem... Falou ela com extrema desaprovação.

_Bem talvez ele tenha sido um favorito entre as damas... Sid concordou relutante.

_Ele e um velhaco repreensível isso sim... Sr. Smith retrucou

_Era senhora Smith. Não e mais. Agora ele e um cavalheiro casado... Acrescentou ele.

A senhora Smith balançou a cabeça negativamente, nem um pouco reconfortada pelo fato de lorde Taylor ter pelo menos desposado Stella, em vez de feito dela uma mulher arruinada.

_Sinceramente eu sinto meu coração partido quando penso na pobre Stella casada com aquele homem tão experiente... A governanta lamentou, ignorando parte dos emaranhando eventos que haviam levado Stella e lorde Taylor a serem encontrados juntos naquela hospedaria. –eu sempre considerei Stella uma jovem sensata. Considerando a forma ao qual ela cuidava da sua irmã mais nova Jess, depois da morte dos pais, ela sempre manteve a casa em ordem... Eu nunca me senti tão chocada do que quando eu soube sobre o horrível e indecente escândalo envolvendo o seu nome.

O pobre coração de Sid foi invadido por uma dor imensa e aguda. Pobre Stella, depois de tudo que teve que sacrificar, ela merecia a felicidade. Uma felicidade que talvez não pudesse encontrara ao lado de lorde Taylor. Mais mesmo assim ele estava determinado a ajuda-la a encontrar uma medida de contentamento.

Depois de muito sermão da governanta, e certo de que aquele embate com ela seria inútil, Sid se virou para pegar o chapéu e as luvas sobre a mesa do hall de entrada.

_Bem de qualquer maneira eu espero está de volta no final do mês... Anunciou ele de saída.

A senhora Smith cruzou os braços sobre o peito que era consideravelmente amplo.

_E aqueles livros que o senhor prometeu encaixotar antes da chegada do novo reverendo?... O indagou franzindo o cenho.

Ele sorriu a olhando um sorriso especialmente doce.

_Tenho certeza de que ainda estarão esperando por mim quando eu voltar... Retrucou com um largo sorriso de deboche.

_Bobagem... Ela resmungou.

Stella estava na estufa, desenhando o esboço de um botão de rosa branca, quando a jovem criada entrou apressada para informar que um certo senhor Hammerback pedia para vê-la.

Deixando o bloco de folhas e o carvão sobre o banco, ela levantou-se sobressaltada e incapaz de acreditar no que ouvia. Há mais de cinco meses ela não punha os olhos no distraído e doce reverendo, desde o dia em que ele a unira irrevogavelmente ao cavalheiro que arruinara sua vida. Uma onda de pânico a invadiu enquanto ainda incrédula ela encarou a criada.

_Você tem certeza que ele disse Hammerback?... Perguntou ela sabendo que àquela pergunta seria absurda.

_Sim minha senhora. Devo ir dizer ao cavalheiro que não está recebendo visitas?... A olhou.

_Não... Falou ela respirando fundo para se acalmar. – por favor, o conduza até o salão da frente informe que irei ter com ele um momento... Explicou ela tentando aparentar calma.

_Sim, imediatamente minha senhora... Falou com uma rápida inclinação de respeito e cortesia, a criada saiu apressada, e Stella deixou a confortante privacidade da estufa.

Um arrepio sacudiu seu corpo quando ela teve a consciência subitamente invadida pela lembrança daquele terrível momento em que abrira os olhos e descobrira lorde Taylor em sua cama.

Que horrendo destino havia ocorrido para uni-los daquela maneira? A confusão de Frankie os levara à hospedaria errada. Depois, ela havia escondido a própria identidade usando o nome de uma prima distante, lady Whitney. Ao chegar naquela mesma hospedaria, lorde Taylor presumira que lady Whitney o receberia de bom grado e até ansiosa por uma noite de sedução.

Se ao menos... Se... Se... Se.

Erguendo os ombros, Stella mudou de direção e encaminhou-se para o fundo da casa, onde o marido certamente ocupava-se da interminável papelada envolvida na administração de suas propriedades.

Ela não podia mudar o passado, mas, com sorte e algum empenho, podia evitar a indesejada piedade que o Sr. Sid pretendia oferecer. Suportar o sórdido escândalo de ter sido encontrada da cama com o mais notório patife dos Estados Unidos já era muito ruim. Não precisava alimentar as fofocas permitindo que outros soubessem que era de fato tão infeliz quando todos haviam previsto se tornar Lady Taylor.

Stella parou diante da porta fechada do estúdio, experimentando um breve sentimento de desconforto. Não que tivesse medo do marido, ela reconheceu com sinceridade. Taylor nunca fora violento, nem possuía uma língua ferina. Mais havia aprendido evitar o doloroso escárnio que punha seus nervos em frangalhos e a inquieta ponderação em seus olhos azuis.

Com impaciência, Stella balançou a cabeça e tratou de banir para o fundo de sua mente suas absurdas fantasias. Havia tomado uma decisão irrevogável durante a sua jornada rumo a New York: ela não se deixaria intimidar por seu sofisticado e experiente marido. Ao longo dos anos ela aprendeu a ser uma mulher forte, independente. E usaria todos estes conhecimentos e sua habilidade para forjar seu lugar como lady Taylor.

Sem se dar ao trabalho de bater na porta, ela empurrou e encontrou-se no austero e distintamente masculino aposento, dominado por uma pesada escrivaninha de carvalho abarrotada de papeis. A atmosfera ali cheirava a couro, e o ambiente era adornado por objetos absolutamente masculinos, o que tornava o lugar proibitivo para uma mulher.

Engolindo a seco ela deu um passo a frente no mesmo instante que Taylor levantou-se. Stella deteve-se com evidente nervosismo. Mesmo depois de cinco longos meses de casamento ela ainda era pega de surpresa por sua imponente beleza física. Ela podia entender sem nenhuma dificuldade ou espanto por que ele era tão procurado pelas mulheres, toda ansiosas para incluírem seus nomes na vasta lista de amantes dele.

Seus ombros eram largos, a cintura estreita, e as pernas longas pareciam entalhadas por um mestre-criador para vestirem calças justas e reveladoras. Os cabelos negros, sempre que escovados caiam naturalmente num estilo perfeito, como se ouve-se sido entalhado fio a fio e os profundos olhos azuis acinzentados era moldados por cílios claros e sobrancelhas bem definidas e grossas. Como se os anjos não estivessem por satisfeitos com sua impressionante perfeição, eles haviam acrescentado aquele rosto serio a testa franzida imponente, que deixava qualquer mulher louca pela sua carranca máscula e um olhar sedutor.

Sim, todas as mulheres o queriam. Todas, excerto ela, Stella era totalmente impermeável ao irresistível lorde Taylor.

Como se pudesse ler seus pensamentos, Taylor deixou o olhar vagar por toda a sua figura, estudando o simples vestido amarelo que realçava delicadamente os cachos mesclados e os seus olhos verdes esmeralda.

_Meu deus... Ele comentou naquele tonzinho odioso. –o sol desceu ao chão? Ou os colonos se revoltaram?

Ela odiava aquele humor negro dele, este tom irritante a fez unir as sobrancelhas numa expressão aborrecida.

_Não entendi? O que quer dizer com isso?... Indagou cruzando os braços.

Ele se apoiou negligente contra o canto da mesa.

_Bem, depois de cinco meses de casamento, está e a primeira vez que você vem me procurar por livre e espontânea vontade, presumo que apenas um desastre de proporções escandalosas possa tê-la induzido a tomar está atitude tão inusitada... Sorriu debochado a encarando.

Erguendo o queixo, Stella decidiu que não iria cair nas provocações dele.

_Não e precisamente um desastre... Respondeu controladamente. – e que o reverendo Sid acabara de chegar.

_Sid?... Ele a olhou e refletiu por um momento antes de sorri apreensivo. – Oh. O alegre tolo que nós casou.

_Ele não e tolo... Stella respondeu ainda mais irritada.

Lorde Taylor inclinou a cabeça com um jeito debochado e com um sorrisinho irônico.

_Não, minha querida, você tem razão, como sempre. Pressenti que há mais sob aquela aparecia distraída e descuidada do que o homem deseja revelar... Ironizou a olhando.

Para ela era difícil resistir ao impulso de deixar sua marca naquele nariz perfeito. O homem era insuportável! E como a deixava irritada! E não duvidava nem por um momento de que sua atitude fosse deliberada, proposital.

_Ele pode ser bem perceptivo quando quer... Stella persistiu, obrigando-se a manter a voz baixa e uma expressão contida, para ser mais exata serena. – e não e totalmente incapaz de interferir em assuntos que não seja inteiramente de sua conta.

_E um enxerido?... Ele arqueou a sobrancelha sendo sarcástico.

_Apenas de maneira mais sutil. Na verdade, você raramente percebe que ele interferiu, até ter sido encaminhado na direção por ele desejada.

Os olhos azuis ficaram mais estreitos e atentos, e surgiram aquelas ruguinhas em sua testa.

_Entendo. E o que ele faz em New York?... Ele perguntou respirando fundo.

_Não sei... Respondeu desviando o olhar dele.

_E não seria uma simples questão você ir lá interpreta-lo, então?... Acrescentou.

Ela encolheu os ombros.

_Sim, eu irei.

_Mas algo a incomoda, certo?

Agora que havia chegado o momento de falar, Stella se encontrava hesitante. O impulso de preservar seu orgulho havia sido muito simples e plausível antes de estar diante do imprevisível e belo marido.

_Bem, e... Eu prefiro que ele não perceba... Quero dizer, creio que seria mais adequado se ele não soubesse... Hesitou.

_Sim?... Lorde Taylor e encorajou.

Ela ergueu os ombros e respirou fundo tentando aliviar a tensão.

_Acho que seria melhor que ele não percebesse que o nosso casamento não passa de uma fraude.

_Fraude?... Ele repetiu com as sobrancelhas claras se erguendo e ele estudou a silhueta tensa dela. –por deus. Sabe minha querida, que possuo uma distinta lembrança de ter estado diante do reverendo proferindo os meus votos, ah, e lembro-me perfeitamente que você estava lá. Que coisa mais estranha! É claro, o fato de nosso casamento ser uma fraude explica a estranha ausência de uma esposa em minha cama.

_Talvez a falta de uma esposa em sua cama, mas não a falta de uma mulher... Ela disparou antes de poder conter as palavras.

Mac calou. A acusação pairou pesada no ar entre eles.

_Está insinuando que busco meus confortos de marido em outro lugar?... A encarou sério.



Notas finais do capítulo

Meninas e isto. Espero que tenham gostado, fiz com muito carinho, e ficaria feliz em saber o que acharam.
Semana que vem tem mais.