Sobrevivendo ao inferno escrita por Kat Mikaelson


Capítulo 5
Confronto e despedida


Notas iniciais do capítulo

Bom, capítulo novo! Não sei se vão ficar muitos felizes com esse capítulo mas aqui está! Espero que não me odeiem, boa leitura.




Na manhã seguinte, acordei com o sol em meu rosto, me levantei e me sentei no sofá, Daryl não estava mais lá. Sabia que ele tinha ido caçar, e Merle provavelmente ainda estaria dormindo. (o que não é nenhuma novidade).

Fiquei um tempo ali parada, para ser sincera eu não sou muito boa em acordar cedo, bom pelo menos para mim, ainda parecia ser cedo. Quando ouvi uma batida na porta peguei minha arma e coloquei-a no cinto, pegando o arco e as flechas logo em seguida. Me levantei e fui atender a porta, olhei pelo olho mágico, era a irmã da Maggie. Abri a porta.

–Oi Beth, o que houve? –Perguntei ainda um pouco sonolenta.-

–Minha irmã quer falar com você, ela disse que é urgente.

–Tudo bem, eu já vou.

–Ok, vou dizer a ela que você está pronta.

–Beth, espera. Pronta para quê? –Perguntei apreensiva.-

–Minha irmã e os outros fazem parte do conselho do grupo. –Beth respondeu.-

–Vocês tem um conselho?

–Sim, e Rick achou que você, seria a mais sensata do seu grupo.

–Ah, obrigada. Eu acho. –Agradeci, ignorei o fato de que pelo visto Daryl e Merle não são considerados as melhores pessoas para ter uma conversa civilizada.-

Beth me levou até o andar de cima, onde Rick, Maggie e todos os outros incluindo Shane me encararam friamente assim que entrei na sala.

–Precisamos conversar com você. –Rick se dirigiu a mim sem expressão.-

–Tudo bem, mas se eu puder fazer uma pergunta eu agradeceria. –Eu disse à Rick.-

–Fique à vontade. –Respondeu.-

–Por que vocês tem que falar especificamente comigo, Daryl e Merle também vieram comigo, quer dizer, se não fosse por eles eu não estaria nem perto de estar viva, por que chamaram só a mim?

–Bom, acho que seus amigos não reagiriam muito bem ao acordo que eu pretendo sugerir. E você parece mais disposta a negociar com uma conversa normal.

–É claro. –Eu disse. –Antes de me dizer qualquer coisa, acho melhor você saber que por mais que Daryl e Merle pareçam agressivos e qualquer tipo de impressão preciptada que vocês possam ter sobre eles, é melhor que vocês entedam que eles estam tão dispostos quanto eu a viver em grupo.

–A única coisa que nós queremos que vocês entendam é que não costumamos aceitar novos sobreviventes, e digamos que vocês estão sendo privilegiados por serem aceitos, mas como eu disse ontem, nós temos uma condição.

–Pode dizer. –Eu não estava insigura quanto ao acordo muito menos quanto a condição.

–Vamos deixá-los no apartamento, mas para permanecer aqui vocês devem contribuir com o estoque de água e comida. Se não fizerem isso, acho que vocês não vão ter nenhum problema em voltar para a estrada.

–Não vejo problema nisso, nós podemos ajudar. –Respondi.-

–Vamos lhes dar uma semana para ver se vocês podem mesmo contribuir conosco, se não puderem acho que sua palavra não vale muito não é?

–Não se preocupe, duvido que vamos decepcionar.

–Então é isso,estamos de acordo?

–Claro, obrigada pela confiança. –Me dirigi à Rick forçando um sorriso.-

Depois disso, voltei para o apartamento, quando cheguei Daryl estava sentado no sofá afiando a lâmina da faca.

–Oi. –Eu disse, quando ele largou a faca na mesinha de centro.

–Hey, onde estava?

–Rick queria falar comigo sobre nossa “estadia”.

–O que ele disse?

–Nós temos um tipo de acordo. –Respondi, imediatamente Daryl me encarou parecendo estar confuso.-

–Quer dizer que temos que pagar um preço pra ficar?

–É quase isso, não é bem um preço.

–O que eles querem que façamos? –Daryl perguntou com uma expressão quase preocupada.-

–Nada de mais, eles só querem que a gente ajude com o estoque de alimentos. Rick nos deu uma semana para “provar” que podemos fazer isso, se formos realmente capazes de ajudar podemos ficar.

–Ótimo, teremos que caçar em dobro. –Ele debochou.-

–Qual é, não é tão ruim, pelo menos não temos mais que dormir na beira da estrada. Pelo menos encontramos um lugar, se for mesmo seguro não teremos do que reclamar.

–Talvez, mas não confio neles.

–É claro que não confia! Daryl Dixon por acaso você é capaz de confiar em alguém que não tenha seu sangue correndo nas veias?

–Bom, eu confio em você. –Ele disse com um sorriso carinhoso. –

–É diferente, você sabe disso. –Respondi retribuindo o sorriso. –

–Eu sei, mas se quer saber, Merle não está no topo da minha lista de pessoas confiáveis.

–Acho que ninguém é burro o suficiente para dizer que seu irmão é a pessoa mais confiável do mundo.

–Falando de mim? –Merle perguntou entrando na sala sorrateiramente como sempre fazia quando sabia que estávamos falando dele. –

–Você realmente devia parar de fazer isso. –Falei. –

–Me desculpem se atrapalhei o momento romântico. –Merle ironizou, rindo com deboche. –

Daryl fitou o irmão como se fosse matá-lo, fui obrigada a rir silenciosamente quando percebi.

–Merle, se ainda quiser ter uma cama para dormir, vamos precisar da sua ajuda.

–O que os idiotas pediram em troca? –Ele perguntou, antes que eu pudesse explicar. –

–Vamos ter que ajudar com o estoque de comida e água. –Respondi. –

Para minha surpresa ele ficou calado, sério? Não haveria nenhum comentário sobre como isso seria ruim ou ridículo? Daryl e eu nos entreolhamos, sabia que ele também havia entendido, algo estava errado.

–Merle? –Daryl chamou o irmão. –

–Pelo que sei, vocês dois são melhores com as flechas. –Merle finalmente respondeu apontando para nós dois. –Me deixem fora disso.

–O quê? Escuta seu filho da mãe, bêbado nojento, se quer ficar aqui vai ter que ajudar! Nós temos que fazer isso se quisermos ficar aqui, e tenho certeza que o “nós” não somos só eu e Daryl!

–Alice, querida. Tenho certeza de que você prefere passar um tempo sozinha com meu irmão, a dividir suas preciosas flechas com um “bêbado nojento” não é? Então de novo, me deixe fora disso. –Ele me respondeu. –

–Vá embora! –Daryl se dirigiu a Merle. –

–O que disse irmãozinho? –Merle perguntou rindo. –Está me expulsando?

–Você não vai ficar, se você não tivesse tanto medo de viver, não recusaria sua sobrevivência!

–Acha mesmo que tenho medo de algo ?

–Você é uma porra de um covarde! Vá embora, se voltar eu te mato!

–Vai mesmo me expulsar só pra deixar a vadiazinha feliz? Vejo você no inferno irmão, espero que se divirta, mas quando ela morrer, você vai sentir minha falta.

–Pegue a porcaria das suas armas e sai logo daqui! –Daryl gritou para ele, que saiu deixando a porta bater atrás de si.

Já era parecia ser mesmo tarde, se Merle não voltou ainda, ele realmente não vai voltar. Daryl estava praticamente jogado no sofá, não havia dito nem uma única palavra desde que Merle saiu. Eu também não via motivo para conversar.

Alguns segundos depois alguém bateu na porta de novo, quando me levantei para atender, Daryl chegou até lá primeiro. Ele abriu a porta sem dizer nada, era Rick.

–O que você quer? –Daryl lhe perguntou sem nenhum humor. –

–Posso entrar? –Rick perguntou olhando para nós dois. –

–Sim. –Respondi, e Daryl simplesmente bateu a porta com um estrondo. –

–É que, Maggie viu seu irmão ir embora, e queria saber o que houve.

–Não importa o que houve, ele não vai voltar. –Daryl respondeu com raiva. –

–Daryl tem razão, ele não vai voltar. –Eu disse a Rick. –Tão cedo. –Completei.

–Sinto muito por ele ter ido, seja lá qual foi o motivo.

–Nós não sentimos, mas Alice não mentiu, eu vou ajudar. –Daryl retrucou. –

–É bom saber disso. –Rick disse encarando Daryl e eu ao mesmo tempo. –



Notas finais do capítulo

Então? Espero que tenham gostado, e por favor não queiram me matar, se gostaram, comentem! Beijos.



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