Sobrevivendo ao inferno escrita por Kat Mikaelson


Capítulo 6
Consequências


Notas iniciais do capítulo

Acho que esse capítulo não é dos melhores, mas espero que gostem, boa leitura!




Merle já havia ido embora a dois dias, Daryl e eu não conversamos sobre isso, mas não quero obrigá-lo a falar sobre isso. Já iriam fazer quatro dias que estávamos com o grupo do Rick, sinceramente estamos fazendo o possível para sermos aceitos, completamente ao contrário do que faríamos se Merle ainda estivesse aqui.

Não quero mesmo julgá-lo, nenhum de nós três nunca conviveu bem em grupo, de qualquer forma espero que ele esteja bem. Pareciam ser pelo menos umas 5h da manhã, resolvi sair para caçar, Daryl não ia se preocupar comigo quer dizer ele faz o mesmo todos os dias.

Saí do quarto em silêncio, peguei algumas armas de baixo calibre, só para o caso de serem realmente necessárias, peguei o arco e as flechas. Assim que peguei as chaves ouvi um barulho vindo do quarto ao lado.

Fui até lá com a mão no gatilho, abaixei a arma quando Daryl me viu.

–O que diabos você está fazendo? –Ele me perguntou enquanto guardava a arma de volta em uma gaveta. –

–Eu ia... Achei que estivesse dormindo. –Respondi, assim que percebi o quão estúpido tinha sido aquilo. Daryl nunca dormia, e por algum motivo eu havia me esquecido desse detalhe. –

–Você ia caçar?

–Era o meu plano, achei que você não fosse hoje.

–Faz bastante tempo que não caçamos juntos, desde que essa merda começou tudo que fizemos foi correr e matar.

–Bom, algumas flechas a mais não vão fazer mal. Obrigada. –Sorri. –

–Merle sempre odiou caçar, acho que merecemos isso. –Ele respondeu. –

–É, pode ser. –Eu ri, ele tinha razão, Merle sempre foi um idiota, nunca gostou da caça. E agora que havia pensado bem, nunca tivemos nem um segundo sequer para parar de fugir quando Merle estava por perto. –

Quando já estávamos fora do prédio, alguém desceu as escadas correndo ao nosso encontro. Era Glenn, o marido da Maggie.

–Glenn, o que houve? –Perguntei enquanto ele tentava recuperar o fôlego, ele estava suando e estava muito pálido. –

–Cara,você está bem? –Daryl se dirigiu a ele, quando vimos que ele parecia querer vomitar.-

–Nós vimos, seu irmão. –Ele ofegou para Daryl, e nos entreolhamos confusos. –

–Vocês o que? –Me espantei, por um momento meu coração ameaçou parar. –

–E, ele pegou o Carl. –Glenn completou. –

–Espere, ele não é o filho do Rick? –Perguntei. –

–Sim, ele mesmo.

–Como Merle entrou aqui? Achei que vocês mantivessem as portas trancadas.

–Mas não as janelas. –Observei. –

–Tem algum motivo para seu irmão ter sequestrado uma criança, que não tem nada a ver com a briga de vocês? –Glenn questionou encarando Daryl. –

–Se estamos lidando com Merle é difícil responder, ele quase nunca tem motivo para fazer as coisas estúpidas que faz. –Eu disse, e Daryl me repreendeu em silêncio. –

–Não me olhe assim, conhece seu prórprio irmão tão bem quanto eu, e sabe que estou certa. –Retruquei. –

–Glenn me desculpe, mas como nos viu sair? Devem ser quase umas 6h da manhã, não estava dormindo?

–Bom eu estava, mas ouvi uma janela se abrir, quando cheguei lá para ver, tentei impedir, mas seu irmão tentou me matar primeiro.

–Ele atirou em você ?

–Ele tentou, mas percebeu que todos iriam acordar se o fizesse.

–Daryl...

–Nós vamos atrás dele. –Daryl disse antes que eu completasse a frase. –

–Diga ao Rick, que vamos fazer o possível para trazer o Carl de volta, ok? –Eu disse ao Glenn. –

–A propósito, Rick já sabe do que aconteceu? –Perguntei. –

–Sim, ele me pediu para falar com vocês, já que supostamente Merle é sua responsabilidade.

–Ele quer nos expulsar?

–No começo ele queria, mas Maggie e Beth o convenceram do contrário.

–O que os outros disseram? –Daryl perguntou e fitou-me diretamente, eu sabia que ele estava pensando no que Shane provavelmente havia dito.

–Acho que esse não é o melhor momento para responder a isso.

–De qualquer forma, diga à ele que vamos encontrar o Carl, e quanto ao Merle, não se preocupe nós vamos dar um jeito.

***

Pegamos apenas a moto do Daryl, se formos mesmo expulsos iriamos precisar de gasolina.

–O que você acha? –Me dirigi à Daryl. –

–Acho que ele quer chamar atenção. Desde que chegamos percebi que ele não havia, digamos visto Rick como seu futuro melhor amigo.

–Pode até ser, mas se ele está bravo com a gente por que sequestrou o Carl? Não pode ser só por atenção, pode?

–É o que vamos descobrir. –Respondeu. –

Nós esperávamos encontrar o carro do Merle, não podia ser tão difícil encontrar uma picape velha estacionada em qualquer porta de bar.

Circulamos todos os arredores da cidade, matamos errantes suficientes para formar uma horda, mas ainda sim não encontramos o Merle.

Estacionamos a moto em uma rua completamente vazia, e fomos andando por um tempo, não tínhamos flechas o suficiente para derrubar uma horda e muito menos munição, por isso fomos obrigados a fazer o maior silêncio possível, até mais do que eu mesma sabia que era capaz.

–Socorro! Alguém! –Daryl e eu nos entreolhamos por um momento, ambos sabíamos que a voz era familiar, Carl ainda estava vivo. –

Corremos até onde a voz parecia vir, o carro não estava lá, mas sabíamos quem era, arrombamos uma porta, era um corredor muito estreito com uma escada mais estreita ainda. Nós subimos, Daryl estava na minha frente, com a besta erguida, ambos os nossos passos eram extremamente silenciosos, os gritos haviam parado, e isso me preocupou.

Não havia mais escadas, chegamos a uma sala ampla onde vimos Carl amarrado quase acorrentado à uma cadeira, assim que nos viu ele tentou dizer algo mas não pôde por causa da mordaça.

–Finalmente! Achei que não viriam mais! –Ouvimos a voz de Merle ecoar pela sala. –

–Deixe-o ir Merle!

–Ah não irmãozinho, achei que estivesse aqui por mim. –Ele ironizou. –

–Merle isso é sério, ele é só uma criança! –Eu protestei, quando vi Carl tentando se libertar das algemas improvisadas. –

–Vocês dois são patéticos! Se não estão aqui por mim, por que se deram ao trabalho de vir?

–Você é um idiota! Ele não tem nada a ver com isso! –Eu disse me dirigindo ao Merle e apontando para Carl. –

–Isso é triste, eu realmemte estava esperando um pedido de desculpas. Principalmente o seu pedido de desculpas, Alice queridinha. –Merle se aproximou de mim brincando com algumas mechas do meu cabelo. –

–Você está bêbado? –Perguntei o encarando. –

–Alice, por que você ainda pergunta como se fosse alguma novidade? –Ele riu exageradamente. –

Enquanto Merle estava de alguma forma ligeiramente entretido comigo, Daryl tentava ajudar Carl, assim que percebi que ele já havia cortado as cordas e Carl já estava de pé, supreendi Merle acertando meu cotovelo no seu queixo. Ele cambaleou para trás e sua atenção se voltou realmente para mim.

–Quer saber de uma coisa? –Ele perguntou retóricamente com o mesmo tom sarcástico de sempre quando estava bêbado. –Até que você luta bem para uma vadia.

Antes que ele pudesse se mexer novamente, dei-lhe um chute no estômago e ele caiu. Merle tentava se levantar, e cuspia sangue frenéticamente. Daryl nos encarou e Carl também.

–A gente tem que sair daqui! –Carl disse parecendo desesperado. –

–O que? –Daryl perguntou encarando o garoto. –

–Não foi ele, seu irmão não fez nada! Tem uma bomba.

–Carl se acalma! Glenn nos disse que viu Merle te levar. –Eu disse. –

–É , mas ele não planejou isso, foi o Shane, ele quer matar vocês .

–Shane está aqui? –Daryl questionou. –

–Sim, quer dizer ele estava.

Naquele momento, tanto Daryl quanto eu sabíamos que tínhamos que ir, não sabíamos onde Shane estava e não podíamos nos dar ao luxo de esperar para descobrir. Mas algo nos empediu de sair, não algo, alguém.



Notas finais do capítulo

Então, o que acharam? Se gostaram não se esqueçam de comentar! Beijos, até o próximo capítulo!



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