Beautiful Decadence escrita por brgscarolina


Capítulo 5
Capítulo 5


Notas iniciais do capítulo

Hi guys'
Yeah... tá acabando. Mais ou menos. Não demora tanto assim mais pra terminar.
Awn' Obg pelos comentários :3



–Obrigada por me esperar, Armin. Sério. E me desculpe por aquela confusão antes, eu só es... O que está fazendo com isso?

Ela provavelmente veio andando apressada do seu quarto até aqui, falando enquanto arrumava o fecho da pulseira dourada de sempre. Agora, ela estava parada com a expressão de choque no rosto. Callíope estava absurdamente linda num vestido floral simples, com os cabelos soltos e os olhos um pouco delineados, e nos pés uma simples sapatilha preta. Eu poderia ficar observando-a por muito tempo. Poderia dizer como ela era linda. Mas nesse momento, esse não era o assunto mais importante. Agora eu entendia porque ela escolheu fazer faculdade de direito. Agora eu entendia porque ela nunca saía, só estudava.

–O seu pai matou um cara.

–Não matou. Ele estava no lugar errado, na hora errada. Eu estava lá com ele. Eu vi tudo. Eles prenderam o meu pai por causa de um golpe! Você não estava lá na audição, não viu o sorriso nojento daquele cara quando ele fez meu pai ser acusado por algo que não fez! Ele destruiu a minha família quando fez isso com meu pai, quatro anos atrás! – Os olhos dela se encheram de lágrimas e ela fechou as mãos em punhos. Os nós dos dedos esbranquiçados.

–Callíope...

–Meu pai não matou ninguém. Eu vi tudo. Eu estava lá! Eu tenho que provar que ele é inocente.

–É por isso que você fica aí estudando sem parar, todos os dias, quase desmaiando e tendo que tomar essas vitaminas? Callíope, isso é absurdo.

–Não é absurdo! É o meu pai e ele foi julgado insjustamente. – Pelo jeito que a voz dela saía, parecia que ela podia explodir a qualquer momento.

–Mas essa é a sua vida, que você está desperdiçando...

–Então é um desperdício de vida querer fazer justiça com aqueles que você ama? – Ela me cortou. – Você não faria o mesmo pelo seu pai?

Nessa hora uma lágrima escorreu pela sua bochecha.

Ela me pegou agora. Será que eu não faria o mesmo pelo meu pai? Será que eu não estaria fazendo o mesmo que ela, se fosse o meu pai em vez do dela? Eu não iria querer fazer de tudo pra tirá-lo da cadeia?

Mais uma grande merda que eu fiz.

–Callíope...

–Vai embora, Armin. – Ela disse. Ela não estava olhando pra mim, olhava para os papéis em cima da mesa.

Eu queria ajudá-la! Eu estava preocupado com ela, caramba, e ela me manda embora desse jeito, só por isso?

–Eu tô preocupado com você! – Falei, um pouco mais alto do que pretendia, e seus olhos se voltaram pra mim, brilhando, úmidos. – Isso vai acabar com você, não entende?

–Eu não me importo! – Ela gritou, e foi aí que começou a chorar. As lágrimas descendo numa torrente. Ah, deus...

–Ótimo! – Acabei gritando de volta. – Se mate então!

Virei as costas e saí da casa dela. Ela não foi atrás de mim. E eu não olhei pra trás nenhuma vez, enquanto ligava o carro e dava a partida.

Maldita hora em que meu PSP quebrou e eu olhei em volta, naquela aula de economia. Ou que o Nathaniel nos apresentou, ou que começamos a conversar, e todas essas merdas. Eu preferia mil vezes ter evitado tudo isso. Nunca sequer queria ter me envolvido tanto. Eu nem sei o que tinha visto na Callíope, eu só devia estar muito na seca.

Quando cheguei em casa, entrei sem nem olhar pra cara do Alexy, que me seguia com o olhar.

–Chegou cedo. – O ignorei, mas ainda sentia que ele estava me observando. – O que aconteceu?

–Nada. – Resmunguei, indo até o quarto, batendo a porta depois de entrar e puxando a camiseta, a jogando em algum canto e chutando os sapatos dos pés.

Alexy entrou no quarto, me olhando com aquele bico. Lembro que quando éramos crianças ele sempre conseguia tudo o que queria fazendo essa cara. Agora isso só me estressava.

–Por que está nervoso? – Ele perguntou.

–Por nada, Alexy. Mas que coisa.

–Armin... – Ele começou, e eu suspirei.

–Só sai daqui, cara.

Ele me olhou por mais alguns segundos enquanto eu desabotoava os jeans, também os jogando em algum canto, e depois saiu dali. Pouco depois, eu fui ao banheiro, mas não fiquei enrolando lá, e voltei pro quarto, trancando a porta, me jogando na cama, no quarto completamente escuro.

Eu só queria dormir. E não estava com vontade de acordar na segunda e ir pra faculdade, porque sei que mesmo com o PSP recém concertado, eu não ia aguentar e com certeza olharia pra ela, algumas carteiras à frente. Ela poderia estar olhando pra mim também, e ela desviaria o olhar, ou viraria pra frente, e Nathaniel iria tocar seu braço, perguntando se ela estava bem, e ela iria sorrir e dizer que sim, e ele se viraria, olhando pra mim, que iria estar o encarando, mas então eu rapidamente voltaria a atenção ao PSP até o fim da aula de economia.

Merda. Eu nunca liguei pra aula de economia, mas agora, eu não queria que ela chegasse. Pelo menos eu tinha o fim de semana inteiro pra vegetar em casa, jogando, sem ter que me preocupar com nada. Alexy provavelmente tentaria me levar para algum lugar com as amigas dele. Ele tinha umas amigas bem bonitas, e eu sabia que algumas delas estavam afim de mim, mas eu não estava afim delas. Eu não sou como Castiel, que pega qualquer vadia gostosa que aparecesse na frente. Mas eu estava realmente muito puto, afinal, foram semanas até eu convencer a Callíope e sair comigo, e agora brigamos, e eu nem sei se ou quando vamos voltar a nos falar. A garota era simplesmente complicada, mas eu acho que gostava dela. Que gosto dela. Até mesmo dessa parte dela que só estuda e que me deixa nervoso. Cara, ela podia ficar doente desse jeito. Sair nos fins de semana não atrapalharia tanto assim.

Mas... Era o pai dela. Não que eu quisesse vê-la assim, se privando de tudo e mais um pouco pelo pai, mas deve ter sido difícil pra ela, ter visto o próprio pai sendo acusado e preso injustamente.

E foi pensando nisso, que eu acabei dormindo.

No dia seguinte, quando acordei, eu estava com fome. Também, dormi sem comer nada. Fui ao banheiro e quando voltei pro quarto fui chegar o celular. Era como se uma partizinha mínima de mim acreditasse que Callíope teria mandado alguma mensagem, apesar de isso soar absurdo, dadas as circunstâncias.

É. Nada de mensagem. Nem chamada perdida.

Coloquei uma roupa qualquer, bermuda e camiseta, e continuei com as meias, andando sem calçar os sapatos até a cozinha, onde Alexy estava fazendo uns desenhos pro curso de moda que ele fazia. Enquanto eu fuçava no armário, depois de ter murmurado um “bom dia” pra ele, o ouvi suspirar.

–Você realmente precisava aprender a se vestir melhor.

–É sabado, acabei de acordar e ninguém vai me ver assim. – Respondi, ainda fuçando no armário. Eu achei que tinha comprado vários pacotes de Cheetos dessa vez, onde eles foram parar?

–Podia pelo menos parar de andar só de meias pela casa? É por causa disso que eu sou obrigado a comprar tantas meias pra você.

–Tá, tá...

Peguei um pacote de Cheetos, o último, só pra constar, e a caixa do leite achocolatado na geladeira, voltando pro quarto. Liguei meu vídeo game, e procurei na pilha algum jogo. Eu só precisava matar algumas coisas. Eu até cogitei em jogar The Sims, e fazer uma personagem tipo a Callíope e deixá-la morrer, ou então fazer algum tipo eu e me matar. Mas isso seria depressivo demais. Eu não estava depressivo, só com raiva e frustrado. Então, acho que nesse momento, o melhor a fazer é matar alguns zumbis, no Resident Evil Seis. Depois de colocar o jogo no console, puxei vários travesseiros e os coloquei no chão, na frente da TV, com a caixa de achocolatado e o pacote de Cheetos que eu tinha aberto e fui comendo enquanto jogava.
Meu fim de semana se resumiu a isso. Eu jogando vídeo game e comendo porcarias dentro do quarto. Alexy foi à uma festa, e voltou bêbado com marcas roxas no pescoço, falando de algum cara. Bom pra ele.



Notas finais do capítulo

Well.. guys... :3 É isso aí :3



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