Amor impossível escrita por Gabriel Lucena


Capítulo 18
Descobertos? Oh não!


Notas iniciais do capítulo

Bom, o título já diz tudo né?


Boa leitura...



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POV Chaves

Depois daquele dia no parque com serenata e tudo mais, eu estava extremamente cansado, quando acordei no dia seguinte, minha mãe e o Seu Madruga levou eu e Chiquinha para almoçar fora, já que eles comemoravam duas semanas juntos, então, fomos almoçar num restaurante chamado "Coma Bem", localizado no centro da cidade, nunca tinha comido naquele restaurante, mas eu já conhecia ele de vista.

Chegando lá, Seu Madruga e Chiquinha ficaram admirados.

–Puxa Vida, como isso é grande!!!- falaram juntos.

–Aqui é bom, vocês vão gostar.- disse minha mãe, saindo do carro.

Chegando lá, vimos que o restaurante estava lotado, só tinha uma mesa para quatro lá, então, minha mãe combinou com o Seu Madruga.

–Senta com a Chiquinha enquanto eu e o Chaves vamos nos servir, tá?- ela disse a ele.

–Tá bem querida, pode ir lá.

Então eu e minha mãe colocamos comida nos nossos pratos, mas ela me pediu pra eu não exagerar e colocar muita coisa, porque senão ia sair caro, já que lá era um restaurante onde toda comida tinha um preço, preços caros, por sinal, então, só coloquei arroz, feijão, carne assada, batata frita, purê e strononoff, porque ela queria que eu colocasse as comidas mais baratas. Já ela colocou um monte de coisa colorida que eu não sabia o que era, só sabia que era gostoso. Sentamos, foi a vez de Seu Madruga e Chiquinha se servirem. Enquanto comíamos, vimos na televisão uma matéria do Jornal Hoje sobre pessoas que morreram em um acidente de carro, um conflito contra policiais, assaltos a bancos e lojas, entre outras coisas.

–Poxa vida, será que a televisão nunca vai ter uma reportagem melhor pra falar não?- eu reclamei.

–É mesmo, a tevê só fala de coisas ruins.-disse a Chiquinha.

–Agora você entende por quê que eu sempre vou pro meu quarto quando passa esses programas?- eu disse e ela assentiu com a cabeça.

–O mais engraçado é que assim como todo dia morre alguém, todo dia nasce alguém.- disse o Seu Madruga.

–É mesmo. Quando alguém morre, na mesma hora alguém nasce. Que estranho hein?- minha mãe disse, sorrindo e todos nós assentimos e rimos junto com ela.

Continuamos a comer, quando terminamos, comecei a sentir vontade de ir ao banheiro pelo refrigerante que bebi.

–Com licença. Preciso ir ao banheiro.-eu disse, me levantando.

Todos fizeram um "sim" com a cabeça e eu fui para o banheiro, que ficava no fim do corredor cheio de mesas, duas portas uma do lado da outra, com uma placa azul para o banheiro dos meninos e uma rosa para o banheiro das meninas. Eu achei muito desnecessário o desenho de um boneco e uma boneca na placa, se era rosa era óbvio que era das meninas, e sendo azul era óbvio que era dos meninos, não precisavam desenhar aqueles bonequinhos, mas quem sou eu pra criticar isso né? Eu tenho que aceitar o banheiro como ele é.

Quando eu abri a porta de uma cabine vazia do banheiro e virei a chave de "livre" para "ocupado", várias lembranças do acidente de Bruno vieram à minha cabeça, as imagens apareceram na minha mente como um filme:

Flashback on:

–Quero revanche.- ele disse com uma voz dura, mandona, mas eu não dei o braço a torcer e fingi que não ouvi.- Não se faça de surdo moleque! Escutem, vão vigiar a porta.- ele disse para os outros guarda-costas dele, aproveitei para esquentar a água no máximo, para tentar me defender dele jogando água na cara dele.

–Eu não quero confusão cara, por favor, me deixa.- falei calmo.

–Agora é tarde. Eu permaneci com o troféu nos últimos quatro anos, simplesmente ninguém me vencia, eu não posso permitir que um merdinha magro e sardento como você tire esse troféu de mim. Agora lute!- ele ordenou.

–Só que você não pode ter aquele troféu...- antes que eu pudesse dizer o porquê, ele me interrompeu.

–E por quê não?- ele perguntou, sarcástico.

–Porque agora eu e meus amigos somos os campeões.- eu disse batendo no peito.

–Você pode ser bom em briga de robô, vamos ver se é bom de briga corpo a corpo.- ele disse avançando em mim, agora não dava mais pra escapar, então, segurando o pescoço do chuveiro, joguei a água quente na cara dele. Ele levou as mãos ao rosto e eu tentei fugir, mas ele me agarrou pela cintura e me jogou na parede, então veio pra cima de mim de novo, então pra me defender, me apoiei com as mãos nas bordas do boxe e com os pés, chutei o peito dele, mas acho que exagerei na força porque por um segundo ele foi ao ar, quando os pés dele voltaram ao chão, ele escorregou pra dentro da cabine do lado que estava aberta e bateu a cabeça na borda do vaso. O impacto fez um PAM bem alto, que eu acho que todo mundo que estava perto do banheiro escutou.

–Bruno?- eu chamei.- Bruno.- mais alto.- BRUNO!!- gritei, mas ele não respondeu, entrei em pânico.- SOCORRO, alguém me ajuda aqui!!!!- gritei o mais alto que pude, Bruno só estava com os olhos abertos, boca entreaberta e respiração lenta, fiquei desesperado.

–O que aconteceu aqui?- perguntou um monitor.

–Me desculpa, ele tava tentando me bater por causa da derrota na luta, mas eu fui me defender e ele escorregou e caiu com a cabeça no vaso!!!- expliquei quase fôlego.

Flashback off:

Naquele momento, fique em dúvida se devia ligar ou não para meus amigos pra saber se eles tinham notícias do Bruno, pro fim, decidi que era isso mesmo que eu ia fazer, dei a descarga, lavei as mãos e, antes de sair, liguei pro Sérgio, mas antes de terminar de discar o número dele, senti algo me puxar, -"é a Chiquinha"- pensei, e era ela mesmo, me agarrou, me puxou para a entrada do corredor dos banheiros e começou a me beijar.

POV Chiquinha

Acabei de comer, meu papai e Alejandra se levantaram pra ir pagar, me levantei também, mas, como a fila estava grande, resolvi esperar lá fora, mas um cara que trazia um copo de refrigerante laranja na mão, SUKITA de laranja, esbarrou em mim e manchou meu vestido do líquido e o resto que não manchou foi ao chão junto com o copo, que se espatifou no chão. Fez um "CRASH" bem alto e todos olharam, mais que depressa, corri para o banheiro pra me secar, mas não ajudou em nada, porque a mancha continuou ali, fiquei furiosa e saí do banheiro pisando duro, claro que o cara não teve culpa de nada e eu também não, mas ele me fez passar um vexame muito grande, saí do banheiro com esperanças que ele viesse me pedir desculpas, mas vi o Chaves saindo do banheiro masculino e decidi beijá-lo antes de ir tirar satisfações com o cara, já que um beijo dele me deixaria mais descontraída.
Sem pensar duas vezes, me escondi ao lado da saída do banheiro e esperei ele sair, ele vinha com o celular na mão, mas eu nem liguei, só o beijei e ele correspondeu.

–O que faz aqui?- ele me perguntou, surpreso.

Expliquei a história pra ele e ele fez um "hum", parecia que não tinha resposta pra me dar, então, voltei a beijá-lo, mas meu coração saiu pela boca quando ouvi a voz do meu papai:

–MAS O QUE SIGNIFICA ISSO?!!!!- berrou ele, ao lado de Alejandra. Mais que depressa meu coração bateu forte que eu pensei que ia ter um infarto, o Chaves ficou branco, enquanto eles ficaram de olhos arregalados com uma expressão de fúria e decepção, fiquei sem palavras, quis falar algo, mas a voz ficou presa na garganta, meu pior pesadelo virou realidade: nossos pais descobriram tudo, e por MINHA culpa. Fiquei paralisada, sem saber o que fazer, só esperando uma reação de alguém, mas por um instante ninguém disse nada.


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Notas finais do capítulo

Que vacilada da Chiquinha hein? E agora? Seu Madruga e Alejandra descobriram tudo, como vão reagir agora? E como Chaves e Chiquinha vão reagir? Aguardem o próximo capítulo.



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