Don't be fear of the darkness escrita por ABNiterói


Capítulo 18
Bônus 3


Notas iniciais do capítulo

O capítulo que vocês tanto esperavam... ou não Kkkk



Bônus 3

Eu sabia que a roupa que eu estava usando era um tanto provocativa (http://www.polyvore.com/dream/set?id=130202684), mas essa era exatamente a minha intenção. Antes de sair do meu quarto, joguei uma longa capa por cima de meu corpo e, usando as passagens secretas de sempre, cheguei às masmorras. Entrei nos aposentos do professor Snape sem bater na porta, pegando-o de surpresa ao entrar.

– Hermione. Não esperava vê-la essa noite. Aconteceu alguma coisa?

– Na verdade, sim. Eu não estava conseguindo dormir, então pensei que o senhor pudesse aproveitar de alguma companhia.

– Como você pode ver, estou ocupado – Ele apontou para a pilha de pergaminhos que estava corrigindo – mas fique à vontade para pegar qualquer livro.

– O problema Severus, é que eu vim aqui com a intenção de fazer uma coisa em específico, e isso não envolve livros.

Severus abaixou o pergaminho que estava segurando, e antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ou que minha coragem passasse, deixei minha capa cair ao chão e avancei dando a volta pela mesa e parando atrás dele. Segurei seus ombros, aplicando uma leve pressão, e me inclinei até que minha boca estava na altura de seu ouvido.

– Antes era apenas uma vontade arrebatadora de te impressionar. Não me pergunte como, mas uma hora essa vontade virou desejo. Eu sei que estou comprometida, mas não vou sair daqui sem conseguir o que eu quero. – deixei alguns beijos em sua nuca antes de voltar a sussurrar. – Uma vez, e nunca mais te pedirei nada. – deslizei minhas mãos por seu dorso, arranhando levemente seu peito por cima da camisa preta que ele usava. – Prometo que você vai gostar.

– Me solte senhorita Riddle. Agora. – Ele disse entre dentes e eu obedeci instantaneamente. Severus se levantou e eu dei um passo para trás. – Você tem noção do que está me pedindo? – Ele rosnou.

– Pode ter certeza que sim. Te desejo há muito tempo.

Ele avançou prendendo-me contra a parede.

– Tente não se arrepender.

Assim que seus lábios se encontraram com os meus, uma corrente elétrica atravessou meu corpo. Severus levantou minhas mãos e prendeu-as na parede acima de minha cabeça. Eu o senti morder meu lábio inferior, e um gemido escapou por minha boca. Tentei soltar minhas mãos, mas ele aumentou a força, segurando ainda mais meus pulsos enquanto invadia minha boca com sua língua em um beijo forte e sôfrego, que me deixou completamente sem fôlego. Tão de repente como havia começado, Severus me soltou e se afastou completamente, deixando-me perdida.

– Já que a senhorita se ofereceu de tão boa vontade, vamos ver se consegue seguir meu ritmo e fazer tudo o que eu mandar. – Apenas por perceber que Severus também não estava 100% depois do beijo, concordei. – Ótimo. Vou começar com uma ordem simples: tire sua roupa. Toda ela.

Sorri de lado vendo a malícia brilhar em seus olhos. Dei um passo para frente, e o mais sensualmente que pude, comecei a tirar cada peça. Primeiro soltei meu cabelo, deixando que os cachos caíssem por meus ombros e minhas costas. Depois levei minhas mãos às costas, levando um momento para soltar o corselete, mas assim que consegui abri-lo, deixei-o cair aos meus pés e fiz o mesmo com a cinta-liga. Pisei para longe do tecido e tirei os sapatos. Parei por um segundo para observar o homem a minha frente. Suas pupilas estavam dilatadas. Ele havia aberto os botões de sua camisa, permitindo-me ver um pouco mais de pele que o normal e, abaixo de sua cintura, no centro de suas pernas, um volume considerável já se formava. Mordi o lábio com a visão que tive. Sem desviar meus olhos dos seus, posicionei cada uma de minhas mãos ao lado de meu corpo, na altura das costelas, e as deslizei lentamente até a cintura, onde enganchei os dedos nas laterais da minha calcinha e a empurrei para baixo, deixando-a cair no chão. Voltei a ficar ereta, sem ainda quebrar nosso olhar.

– Muito bonita Hermione. – uma pausa enquanto Severus analisava cada centímetro de meu corpo – Agora eu estou me sentindo com roupa de mais.

Entendendo o que ele queria, me aproximei e deslizei sua camisa para fora de seu corpo. Em uma trilha de beijos e mordidas, passei por todo seu peito enquanto eu me ajoelhava na sua frente. Soltei seu cinto, e de uma única vez puxei sua calça e cueca até o chão, ficando de cara com seu membro completamente ereto. Não tentei resistir à vontade de segurar seu pênis e começar a brincar com ele. Permaneci fazendo leves e lentos movimentos de vai e vem até que ouvi um gemido rouco sair por sua garganta. Aumentei a intensidade do aperto e comecei a fazer movimentos mais rápidos. Eu estava prestes a colocar seu membro em minha boca, mas, de alguma forma, eu me senti deitada em uma cama macia.

Usei meus braços como apoio e me levantei um pouco olhando ao meu redor. A única fonte de luz vinha de um candelabro próximo a parede do outro lado do quarto. No segundo seguinte o corpo de Severus – totalmente nu – pairava sobre o meu.

Sua boca desceu sedenta até um de meus peitos, mordendo fortemente meu mamilo e fazendo-me gritar: um pouco de dor, mas eu tinha certeza que se ele continuasse a fazer isso eu seria capaz de gozar. Como se estivesse lendo meus pensamentos, Severus começou a massagear o peito livre com uma mão, e segurou meu pescoço com a outra. Por um momento pensei que fosse sufocar, e isso me deixou mais excitada.

– Sev! – gritei quando ele prendeu a ponta de me mamilo entre os dentes, chupando e puxando, e fazendo-me derreter em seus braços pela primeira vez.

Ainda ofegante, senti sua respiração em meu pescoço, e suas mãos deslizando sem pressa por meu corpo. Se a intenção dele era me acalmar, não estava funcionando.

Segurei sua cabeça, segurando seu couro cabeludo e puxando sua boca para a minha. Eu precisava de seu beijo, e quando ele me entregou isso de tão boa vontade, um sorriso bobo formou-se em meu rosto e nada podia tirá-lo de lá.

Um dedo afagou minha cocha em um aviso mudo do que ele faria. Não me surpreendi ao sentir seu dedo mergulhar em minha intimidade, sondando cada canto. Mesmo não estando surpresa, gemi em sua boca perante a invasão.

– Tão molhada! – Severus sussurrou olhando diretamente em meus olhos – Isso é tudo por mim?

– Sim! – respondi de uma vez e impulsionei meu quadril para cima.

– Devo me sentir honrado, e de fato, estou. Quando eu poderia imaginar que você, Hermione, a sabe-tudo e Princesa das Trevas, teria o fetiche de ser comida por seu professor de poções. Eu consigo sentir sua buceta piscando, implorando por mim – como se para confirmar o que Severus dizia, meu corpo se contraiu. Eu nunca pensei que essa “dirty talk” pudesse me deixar tão acesa, mas eu estava ofegante apenas de ouvir suas palavras. Severus riu, tirou o dedo de mim, e, antes que eu pudesse reclamar, estocou três dedos dentro de mim com força. Meus olhos reviraram, minha cabeça tombou para trás e gemi. Minha respiração estava falha e meu coração batia acelerado.

– Por favor, Severus, por favor! – implorei precisando de mais.

– Totalmente à minha mercê. – Ele se gabou e tirou os dedos de mim. Protestei, mas ele se colocou mais longe de mim. – Por favor, o que? Diga Hermione. Eu quero ouvir com todas as letras o que você quer de mim.

– Quero que você me faça sua – respondi sem pudor – Quero sentir seu pau dentro de mim, e quero que você me foda de todos os modos possíveis. Quero que você me faça gozar, e quero sentir você derramando sua semente dentro de mim. Quero sua boca e sua língua em todo meu corpo. Quero provar seu sabor e te dar mais prazer que você nunca recebeu. Quero te fazer feliz. Quero ser sua.

– Te darei tudo o que você quer. Com uma condição. Sou possessivo Hermione. Ninguém toca no que é meu. Se eu te foder agora, você será minha, e se algum dia você deixar alguém te tocar, eu farei com que você se arrependa.

– Não vou! – disse mais excitada que amedrontada com a ameaça – Eu prometo. Você será o único. Com você eu não preciso de mais ninguém.

– Olhe para mim então, e não desvie o olhar.

Foquei-me em suas íris, que estavam totalmente dilatadas. Com um único golpe Severus me invadiu. Gritei não precisando de muito mais para atingir o ápice. Ele começou a se mexer e não muito depois eu já estava gozando e chamando seu nome.

– Hermione! - Severus chamou totalmente rouco ao terminar.

Seu corpo caiu em cima do meu. Abracei suas costas e enterrei meu rosto em seu pescoço, tentando ao máximo me recuperar.

Assim que nossas respirações estabilizaram um pouco, Severus se jogou ao meu lado na cama e me abraçou.

– Você é minha Carinho - ouvi sua voz cansada dizer antes de meus olhos fecharem.




Acordei arfando e suada. Olhei a minha volta apenas para me encontrar no meu quarto na Grifinória. Estava escuro ainda. Não devia passar das quatro da manhã. Não! Gritei em minha mente. Não pode ser um sonho!

Eu havia tomado a poção de sono sem sonhos na noite anterior. Eu não devia ter sonhado!

Sentei sentindo claramente minha calcinha molhada. Parecia tão real! Se eu fechasse os olhos ainda podia ver Severus em minha frente, podia sentir seu cheiro almiscarado e sentir ele em todo o meu corpo.

Gostaria de ter coragem e, assim como meu altar ego fez em meu sonho, ir atrás de Severus. Mostrar-lhe o que eu desejava. Infelizmente eu não era Grifinória o suficiente para isso.

Suspirando, voltei a deitar – mesmo sabendo que não conseguiria dormir – e fiz o possível para acalmar meu corpo. É, essa seria uma longa noite.



POV Autora

Sabendo que sonhar não é uma regalia daqueles que usam a poção do sono sem sonhos constantemente, Severus Snape mantinha o costume de algumas vezes por ano enviar apenas uma poção calmante para a sua companheira tomar antes de dormir.

Nessas noites o Bakant usava de sua ligação com Hermione para vigiar o sono da sua pequena, e impedir que ela fosse tomada por pesadelos. Hermione nunca desconfiou de um telespectador em sua mente, e na maioria das noites ela não sonhava nada, ou tinha sonhos pequenos e insignificantes de mais para lembrar-se quando acordasse.

Severus não poderia ser mais surpreendido que com o que viu naquela noite.

Ele não conseguia acreditar no que a mente de sua companheira estava produzindo.

Ele observou toda a interação pronto para o momento em que Hermione começaria a gritar e implorar para que aquilo parasse, mas isso nunca passou pela mente da pequena.
Severus assistiu cada segundo, quase sentindo de verdade os toques que Hermione lhe dava no sonho. Depois de se ver atingindo o ápice do prazer dentro de sua companheira e abraçá-la enquanto ela dormia em seus braços, ele se recusou a sair da mente de sua menina.

Quando Hermione acordou, Severus ainda estava em sua mente, agora temendo a reação de sua pequena ao assimilar o que havia sonhado. Ele nunca imaginaria que a menina-mulher gemeria de prazer querendo que aquilo fosse real. Ele assistiu-a deslizar sua mão por sua cocha e ofegar ao sentir-se tão molhada pelas imagens que seu cérebro havia formado.

Bakant e homem sabiam que Hermione sentia atração por eles, mas nunca pensaram que se ela pudesse sonhar todas as noites, esse seria o sonho que ela teria. Ao verem que Hermione iria ficar deitada até o dia clarear, e que ela não teria problemas com o escuro, Severus se retirou da mente dela.

Ao voltar ao seu corpo, Severus não se surpreendeu ao sentir-se duro. A tentação de fechar os olhos e lembrar-se do sonho de sua companheira enquanto ela dormia, e tocar-se enquanto fazia isso, era imensa. Infelizmente para ele o Bakant não conseguia aceitar qualquer prazer que não viesse pelo contato com a sua menina. No fim, sobrou ao homem um banho gelado e a esperança de que logo o sonho se tornasse realidade.



Notas finais do capítulo

Nem sei o que dizer... Kkkkk
Vamos lá!
Em primeiro lugar, para esse bônus desconsiderem qualquer linha temporal. Foi um sonho e não terá qualquer influência nos próximos capítulos, nem será mencionado novamente.

Agora, mudando totalmente de assunto, eu estou com um "probleminha". Quase todos passaram ou vão passar por algo super divertido chamado vestibular. No meu caso isso vai acontecer dentro de alguns meses. Para ajudar não existe aqui no Brasil muitas faculdades com o curso que quero fazer e onde tem a mensalidade não é barata, por isso eu preciso conseguir uma bolsa, e para isso acontecer eu preciso, de alguma forma, aprender matemática. Eu estou seguindo uma rotina de estudo bem puxada, e não me sobra muito tempo para escrever. Pensei em colocar 'Don't be fear of the darkness' em hiatus até o fim do ano, mas não tive coragem, e sei que não consigo ficar tanto tempo sem escrever nada. Assim, vou continuar a postar, mas não posso prometer com que frequência os capítulos vão ficar prontos.
Sintam-se à vontade para me cobrarem quando quiserem.
Espero voltar em breve!
Kisses