Ninguém está pronto para a vida escrita por Kori Hime


Capítulo 2
Ninguém está pronto para: A primeira vez


Notas iniciais do capítulo

Ninguém está pronto para a primeira briga, primeira conversa com os pais, primeira noite, primeiro amasso no escurinho do cinema.

(Imagem na sequencia: Nico, Percy)



A primeira vez que Percy Jackson e Nico di Ângelo foram ao cinema em Nova Iorque, foi uma verdadeira aventura. Não tão perigosa como lutar contra monstros e salvar o mundo, mas ainda assim emocionante.

Eles se encontraram na Biblioteca Nacional do Brooklyn, onde Percy aproveitou para ver como estava Ella, a harpia que agora ali vivia. Depois, quando Nico chegou, os dois fizeram uma caminhada pelo Prospect Park onde conversaram sobre assuntos diversos, como por exemplo: O que Hades costumava assistir na televisão. E a resposta é: The Next Top Model. Até Percy achou curioso, mas quem era ele para julgar um deus?

E em seguida, foram andando pela Empire Boulevard até chegarem ao Cine Baras.

Percy pagou as entradas e Nico ficou encarregado de comprar pipoca, refrigerante e chocolate (Aproveitando, Nico fez uma nota mental: Percy adorava besteiras). Enquanto aguardava na fila, Nico observou Percy sair do banheiro masculino e em seguida ser interceptado por duas garotas de cabelos loiros. Elas davam risadinhas e cochichavam, enquanto Percy sorria sem graça, coçando a nuca.

Di Ângelo sentiu um breve ataque no coração. Ele apertou as mãos com força dentro dos bolsos da jaqueta que vestia. Seu estômago revirou e o sangue esquentou em suas veias. Foram longos dois minutos até ver Percy aproximar-se dele, após dispensá-las.

Nico acalmou-se, achando que não sentiria mais aquela tenebrosa sensação. Isso geralmente acontecia quando o via ao lado de Annabeth, Rachel, Piper, Jason, Léo...

Resumindo, ele sentia isso quando qualquer pessoa estava perto dele.

Ok, Nico! Está tudo bem agora. Percy é todo seu.

— Olha que coincidência, elas estudaram comigo uns três anos atrás. – Percy comentou, enquanto pegava os dois copos de refrigerante do balcão.

— Oh! – Nico não sabia o que falar depois. Eles foram para a sala, a sessão em breve iniciaria.

Percy foi quem orientou onde deveriam sentar. Ficaram no fundo da sala, ele comentou que era bom aquele horário da tarde, assim a sala não ficaria tão cheia e poderiam assistir melhor o filme. Nico fez um comentário bobo sobre quando era mais novo e foi no cinema com Bianca, isso há muitos anos atrás, Percy sequer havia nascido ainda. Nem a mãe dele, Sally, era nascida.

A conversa pareceu um pouco mórbida, por isso decidiu mudar de assunto.

Antes de iniciar o filme é costume aparecer na tela um Quiz para os espectadores se entreterem. Percy leu a breve história do filme ao qual seria feito algumas perguntas.

— Imortais, o filme dirigido por Tarsem Singh, foi duramente massacrado pela crítica...

— Também, olha o que eles fizeram com os deuses. – Nico debochou das imagens que apareciam na tela. De homens musculosos e seminu. Não que não achasse os atores bonitos, até achava. E... por Hades, ele definitivamente não queria pensar naquilo, não com Percy do seu lado.

— Você assistiu esse filme? – Percy perguntou surpreso e Nico não entendeu qual a surpresa nisso. Ele vivia no mundo inferior, mas isso não significava que estava morto.

— Sim, com a Perséfone. Ela gostou principalmente dos atores, mas disse que o verdadeiro Theseus era muito melhor pessoalmente do que o ator escalado para o filme. Meu pai não gostou muito de saber isso. Foi bem constrangedor.

Percy gargalhou, quase engasgando com a pipoca. Ele bebeu um pouco de refrigerante e então se acalmou.

Nico acertou todas as perguntas do Quiz e Percy nenhuma.

A tela do cinema escureceu e então o filme de terror começou. Não havia nem chegado na metade da história, quando o balde de pipoca ficou vazio. Nico aprendeu que, quando o assunto era pipoca, Percy não estava para brincadeira.

De vez em quando, Nico olhava para Percy, por sua vez, este estava completamente absorvido pela história do lobisomem que destroçava o pescoço de uma mocinha inocente na floresta escura. Mas em um dado momento, Percy notou que era observado, é óbvio que percebeu. Nosso Percy pode ser um pouco devagar. Mas não é burro.

Ele estendeu o braço sobre os ombros de Nico e o abraçou, nisso Di Ângelo sentiu o corpo enrijecer, sem saber o que fazer.

Percy deu uma piscadinha para ele, em seguida, um sorriso, por fim beijou-o na boca. Não havia ninguém nas fileiras de trás, alguns casais e jovens lá na frente faziam guerra de pipoca, o cinema estaria completamente escuro se não fosse pela luz da lua sobre o lobisomem matando uma aldeia inteira.

Enquanto isso, Nico afogava-se, com prazer, em um longo e caloroso beijo.

Para um primeiro encontro estava bom, certo? E eles não pararam por aí.

Lembram-se de Eduardo e Mônica? Que fizeram natação, fotografia, Teatro, artesanato, e foram viajar?

Pois é, Percy e Nico visitaram o Olimpo, voaram com BlackJack pela cidade e viajaram pelas sombras ocultas.

Percy levou Nico para ilhas paradisíacas no meio do oceano Atlântico, viajaram no barco de Poseidon e assistiram as nereidas cantarem nas noites de lua minguante. E Nico levou-o para cavernas subterrâneas incríveis e o jardim secreto de Perséfone no mundo inferior.

Seis meses se passou desde aquele primeiro beijo no acampamento meio-sangue e Nico estava preparando uma pequena surpresa em comemoração aquela data. A noite chegou e ele foi ao apartamento de Percy. Subiu pelas escadas de incêndio e entregou ao filho de Poseidon uma caixa. Curioso, Percy a abriu. Era um aquário de vidro, cheio de pedras do mundo inferior. Os peixinhos brilhava, por isso pareciam verdadeiras almas penadas boiando na água.

Era macabro.

Percy adorou!

Ele agradeceu o presente e depois que caiu a ficha, percebeu que não havia comprado nada para dar de presente à Nico. Sequer sabia que precisava comprar alguma coisa para comemorar seis meses de... seja lá o que fosse aquilo.

— Não precisa se incomodar com isso. – É claro que Nico estava chateado, mais que isso, ele se sentia bobo e envergonhado por levar tão a sério uma data sem importância como aquela.

— Sabe, eu não sou muito bom com números, quem dirá decorar datas. Mas eu me lembro muito bem daquela noite.

Percy aproximou-se de Nico e o abraçou, sentindo o cheiro da noite impregnado nos cabelos do rapaz. E como era esse cheiro? Percy não sabia quais eram os toques daquela fragrância, mas era inebriante, do tipo que obrigava ele a continuar abraçando Nico.

— Não se incomode com isso, já disse. – Nico tentou dizer que estava tudo bem, mas era óbvio que não estava nada bem. – Nós nunca falamos sobre isso, então, achei que depois de um tempo poderia considerar que estávamos... você sabe.

— Namorando? – Percy ainda estava embalado pelo cheiro dos cabelos negros de Nico.

— É, namorando. Já faz um tempo que a gente tá saindo, até meu pai percebeu que tem algo diferente nessa amizade. – ele riu sem graça. Completamente desconcertado pela cena embaraçosa. Não foi diferente quando Hades, o deus do mundo inferior, o questionou sobre sua homossexualidade. Mas para alegria de Nico, esse não era um tabu no ponto de vista do deus grego.

O único problema era que Hades acreditava que seu filho merecia algo melhor que o filho de Poseidon. Talvez o filho do rei do Olimpo. Mas como explicar ao pai que Jason não curtia garotos? Bem, Nico não disse nada, porque seu pai estava muito ocupado discutindo com a sogra sobre o assunto. Ele preferiu ir para seu quarto.

Voltando ao quarto do filho de Poseidon.

Percy também riu, mas achando divertido, porque a mãe dele também já havia comentado o mesmo. E ela não estava ainda acostumada com a ideia, mas não era contra.

— Esse foi um ano cheio de novidades para mim. Posso arriscar que foi o melhor desde... muito tempo. Quase não tivemos problemas e eu pude me dedicar mais a minha vida pessoal, sem ter que salvar todo o mundo. É muita responsabilidade.

— Não seja convencido, você nunca esteve sozinho.

— Ah! É... – Nico sabia que ele estava brincando.

— Foi mesmo tão bom assim? – Nico apertou suas mãos em volta do pescoço de Percy, jamais se cansaria de olhar no fundo daqueles olhos verdes, era como um mar noturno, calmo e misterioso.

Você nunca estava preparado para o que Perseu Jackson fosse falar ou fazer.

— Sim, foi. – Percy o beijou, arrancando da memória de Nico que ele havia esquecido a data, e quem liga? – E já que estamos aqui... sozinhos. – sussurrou. – Posso te pedir em namoro oficialmente. – Percy abraçou Nico pela cintura, acariciando sua pele fria por baixo da camisa que vestia, levando-o na direção da cama próxima a janela do quarto. – Você aceita?

— Eu... – Nico apertou os lábios, sentindo as mãos de Percy erguer sua camisa. – Claro que aceito.

— Ótimo. – O moreno sorriu, admirando a figura a sua frente. Recordando-se da primeira vez que o viu, era só um garoto assustado, agora estava mais parecendo um rebelde gótico com o poder de viajar nas sombras e falar com os mortos. Não era um poder para qualquer um. – E já que você aceitou, podemos aproveitar o momento para consumar esse namoro de uma vez por todas.

Nos últimos seis meses eles estavam se conhecendo, como dizem as celebridades da TV Hefesto. E se conhecer na língua de Nico e Percy não quer dizer ver a marca de nascença que possuem na nádega esquerda logo no segundo encontro. Eles realmente queriam viver por completo aquele momento. E era o que estavam fazendo.

Mas as consequências disso dariam, sem dúvida, bons frutos para serem colhidos. E na hora certa. E vejam só, a hora certa batendo na porta.

— Seus pais podem chegar. – Nico comentou, quase arrependido por ter tomado a iniciativa e retirado a jaqueta e camisa que Percy vestia.

— Não vão chegar tão cedo, eles estão limpando aquele salão que alugaram para o Café que vão inaugurar. Por isso, podem demorar horas. Temos muito tempo.

Percy tratou de calar a boca de Nico com um beijo, porque o rapaz não iria parar de falar se tivesse a oportunidade. E conversar não estava em seus planos, não agora.

Mas também não estava em seus planos a porta abrir e sua mãe flagrar aquele momento. Foi constrangedor? Sim.

Percy estava com muita vergonha? Quase nenhuma, mas Nico queria se jogar da janela. Sally ordenou que os dois se vestissem e fossem até a cozinha para conversarem.

Chegando lá, Paul e Sally estavam sentados à mesa, bebendo café. Ela pediu para que os dois se sentassem e iniciou uma conversa complicada.

— Há quanto tempo vocês estão... – Sally olhou para Paul, que moveu a cabeça, num incentivo para que ela continuasse. Mas Percy foi mais rápido que os pais e tratou de falar.

— Transando?

— Percy! – Nico o repreendeu e virou o rosto. Aquela situação parecia mais difícil do que encarar Hades.

— O que foi? – Percy balançou os ombros. – Era exatamente isso que a gente estava tentando fazer pela primeira vez, mas não rolou. Desculpe, mãe, eu sei que deveria ter sido mais responsável e prudente, afinal a casa não é minha e eu preciso respeitar suas regras. Só que você nunca disse nada sobre namorar um cara.

— É porque eu achei que não fosse... – Sally engoliu as palavras. – Tudo bem, já conversamos sobre isso antes. Eu não estou contra vocês, ao contrário, só não quero que sofram. E quero que se protejam.

— Eu tenho uma caneta mágica e Nico fala com os mortos, nós estamos protegidos. – Percy riu irônico, estava numa fase contestadora e rebelde pela idade, de fato. Não fiquem bravos por ele ser um babaca com a mãe.

Paul interveio na conversa.

— Percy, acho que sua mãe está falando sobre outro tipo de proteção.

— Oh! Tem razão. Eu não comprei nenhuma camisinha.

— Pelos deuses. – Nico queria se jogar no Tártaro de tanta vergonha.

— Não é como se você fosse engravidar. – Percy debochou. – Mas eu prometo que vou comprar. – Ele olhou para a mãe. – Ok! Prometo que vamos usar.

Nico se levantou, dando boa noite a Sally e Paul, pedindo licença e saindo da cozinha. Percy foi atrás dele, mas o rapaz já havia sumido nas sombras.

— Você foi um pouco rude. – Sally aproximou-se do filho. – Você não pode simplesmente achar que é uma situação fácil para ele.

— Porque não?

— Nico nasceu em outra época, Percy. Ainda que viva nessa, ele tem um longo período de intervalo na vida, precisa ir com calma. – Sally massageou os ombros do filho. – Aliás, você anda muito estressado. E aproveitando que está livre o resto da noite, que tal nos ajudar com a limpeza do salão?

Pode parecer um pedido de mãe, mas Percy sabia que era um ordem, e também queria se redimir pelo seu comportamento. Passou o resto da noite esfregando o chão do salão, enquanto ouvia os planos da mãe sobre como ficaria o café. Mas ele não ouviu metade do que ela disse, estava pensando em Nico e uma forma de se desculpar.

A chance aconteceu no dia da inauguração do café. Sally estava atarefada e colocou Percy para trabalhar no atendimento. Paul não ficou de fora, também estava servindo as mesas. Rachel veio para a inauguração, mas acabou com um avental amarrado em volta da cintura, preparando expressos, mochas, macchiato, café com panna, com chantilly e cappuccinos.

— Quero uma Diet Coke. – Do outro lado do balcão, estava D. sentado no banco e Quíron em sua cadeira de rodas. Rachel esfregou as mãos, dizendo que ele iria experimentar um drink especial de café e Coke. – Por acaso você tem alguma garrafa de vodca escondida atrás do balcão, Renata?

— Rachel! E não, não tenho, mas garanto que vai ficar bom. – Ela virou-se trabalhando para que os expressos não demorassem muito. Percy chegou com mais alguns pedidos. – Hey! E onde está o Nico? Precisamos de mais mãos aqui. Serve até gente morta.

— Ele não vem, eu acho. – Percy fez um muxoxo e D. que estava ao seu lado, mandou Renata, digo, Rachel, se apressar.

— Aqui está seu coquetel especial, Senhor D. – Ela entregou uma taça com a bebida, e para Quíron serviu apenas um café simples, como ordenado por ele. Depois disso, ela voltou a dar atenção para Percy. – Você é um babaca Perseu Jackson.

— O que?

— Sally me contou tudo. – Rachel preparou um Mocha para Paul, em seguida voltou novamente para falar com Percy.

— Eu já tentei pedir desculpas, mas ele não retorna minhas mensagens de Iris.

— Precisa de mais do que isso para conquistá-lo novamente. – Rachel limpou o balcão.

— Rebeca tem razão. – Senhor D intrometeu-se na conversa. – Agora seja uma boa menina e me traga mais um desse.

— Senhor D. quando vai aprender meu nome? – Ela preparou um novo coquetel. – Nico deve estar se sentindo envergonhado, é normal, quando finalmente esta com alguém que ama, quer fazer tudo para agradar.

— Mas eu não o forcei a nada, ele poderia ter dito que não era a hora certa. Simples.

— Entenda Percy, é como passar a vida comendo sorvete de baunilha. Quando te oferecem uma taça do melhor sabor com uma cereja no topo, você não nega. É fato comprovado.

— Espera, eu sou a cereja?

— Não. – Sugeriu D. – Acho que você é a taça.

Rachel girou os olhos.

— Enfim. Se está levando isso a sério, o que eu espero que sim, mostre para ele o que sente. E você era o sorvete completo.

A conversa se deu por encerrada quando Sally mandou Percy dar um jeito em algumas criaturas que não estavam se dando muito bem com o café, a maioria dos sátiros ficavam muito hiperativos com cafeína.

No final daquela noite produtiva, Sally caiu sentada no banco, enquanto Percy e Rachel contabilizavam os ganhos. Ela não sabia quando foi que seu café se tornou uma extensão do acampamento meio-sangue e do Olimpo.

— Aqui tem mais dracmas de ouro do que dólar. – Sally desanimou-se. – Os bancos não aceitam dracmas como pagamento do empréstimo.

— Você pode conseguir um bom negócio com o Banco Grego. – O Senhor D. ainda estava lá. Ele realmente gostou do coquetel de Rachel. Quíron também estava no café, mas envolvido em uma conversa com Paul, sobre antigos heróis que ele havia treinado.

— Banco Grego? Eu posso fazer um empréstimo lá?

— Você não, minha querida. – D. sentou-se ao lado de Sally. – Mas Peter pode. – Apontou para Percy. – Ele pode entrar de sócio, assim conseguirá um bom empréstimo. Mas em troca disso, o lugar será um belo ponto de encontro para semideuses e companhia.

— Como foi esta noite? Acho que posso me acostumar. – Sally virou-se para o filho, é claro que ela não iria impor essa proposta, caso ele não aceitasse. – O que você acha? Está pronto para ser sócio? Seria seu primeiro emprego oficial.

— Acho que sim. – Percy realmente queria ajudar a mãe. Além do mais, que tipo de trabalho um meio-sangue poderia conseguir? Já que matar monstros e salvar a Terra não pagava as contas no final do mês.

Naquela noite Percy não conseguiu dormir. Ele pensou em tudo o que Rachel lhe disse e também nos péssimos conselhos de D. Mas o que os dois tinham em comum era afirmar que ele precisava conversar com Nico. E era isso que iria fazer agora, porque não tinha nada a perder. E muito provavelmente Nico estaria acordado as duas da manhã, sabendo que o rapaz possuía sérios problemas de insônia.

Ele enviou uma mensagem de Iris e marcou um encontro no porto próximo a ponte do Brooklyn. Percy chegou primeiro, sentou-se em uma canoa quebrada, abandonada ali. Passou trinta minutos e já estava quase desistindo e indo embora, quando Nico apareceu.

Percy ficou aliviado em vê-lo. Estava frio, Nico vestia um casaco preto com capuz, suas mãos enfiadas no bolso do casaco. Parou não muito perto de Percy.

— Pensei que fosse ignorar minha mensagem novamente. – Nico não comentou o assunto, por isso Percy achou melhor continuar. – Eu queria pedir desculpas por aquela noite. Não queria que fosse embora, também não queria minha mãe entrando no quarto.

Nico não se moveu quando Percy levantou-se e ficou mais perto dele.

— Olha... – Percy segurou o rosto de Nico com as mãos, beijando-o rapidamente. – Eu tenho uma surpresa para você. Para fazer as pazes, já que essa foi nossa primeira briga.

— Isso não foi uma briga de verdade.

— Não? Que pena, porque eu estava disposto a me esforçar na reconciliação.

— E como pretendia? – O rapaz olhou suspeito ao redor, não havia nada ali, mas a névoa se dissipava aos poucos e o barco de Poseidon estava no mar.

— Vem comigo, prometo que dessa vez será somente você e eu. – Percy estendeu a mão para Nico, que aceitou após alguns segundo.

Calyce, o nome do barco de Poseidon, era um iate para falar a verdade. Grande e luxuoso, embora fosse utilizado apenas para pescaria.

Não sejam curiosos, o que aconteceu dali para frente é algo que interessa somente aos dois, e eu prometi ao Percy que não iria fofocar. Mas posso garantir que foi tudo o que Nico di Ângelo havia desejado, com direito a cereja no topo e tudo o mais.

Seja lá o que isso significa.



Notas finais do capítulo

+ Sempre respondo os comentários depois de postar um novo capítulo. Só demoro a postar quando o trabalho na moderação do site exige mais tempo e atenção.
+ Eu agradeço a sua atenção e o seu comentário.