Jily - How I met you escrita por ChrisGranger


Capítulo 27
A grande questão


Notas iniciais do capítulo

Olá queridos!!! Esse capítulo é dedicado a todos vocês e, especialmente, à Meyrisse que recomendou minha história!! Obrigada flor, fiquei imensamente emocionada!!! Acredite, me motivou muito hahaha!!! Boa leitura!!!



– Você não tem nenhum medo do que ela pode fazer? - perguntou Zac, parecendo meio tenso.

Lílian negou, suspirando.

– Eu tenho pena dela, Zac… acho que ela deve gostar muito de você - respondeu ela.

Eles estavam no intervalo do almoço, caminhando lado a lado em direção ao Salão Principal depois de uma longa manhã. Lílian relatara-o o que ocorrera na noite anterior e o garoto reagiu exatamente como esta imaginava: ele ficara extremamente chateado.

– É, mas isso não justifica o que ela faz. É… loucura.

Lílian deu de ombros e sorriu solidariamente para o amigo.

– Está tudo bem - disse ela.

– Tem certeza? - Zac questionou, preocupado.

– Claro, é bom conhecer novos feitiços de vez em quando… - respondeu Lílian.

– É tudo culpa minha… - murmurou ele.

– Não é culpa sua! Apesar do seu péssimo gosto… - retrucou Lílian. - e, acredite se quiser, não é culpa totalmente da Miandra. Ela é solitária. Não tem ninguém, Zac, nem mesmo os bajuladores falsos dela. Ela não queria perder você.

– Sim, eu sei. Você está certa. Tenho que ir, nos vemos mais tarde, ok? - despediu-se Zac, apertando a mão dela com um sorrisinho estampado no rosto.

Lílian deu um tchauzinho para o amigo e se virou, chocando-se contra Sirius.

– Ei Evans, você viu a Hastins? - disse ele, olhando para os lados.

– Hmm… não, eu não a vi desde a última aula.

Sirius suspirara exasperado.

– Ela tinha combinado ontem comigo que se encontraria para estudar Transfiguração! As provas estão chegando… não que eu me importe com provas - disse Sirius, esboçando uma careta. -, mas onde ela poderia estar?

– Eu não sei… - murmurou Lílian, sentindo um leve calafrio.

Sirius pareceu meio preocupado. Mas logo, sua expressão voltou ao normal, e o garoto deu um sorrisinho maroto.

– Talvez ela esteja por aí… namorando - provocou Sirius, rindo.

– Não acho que seja esse o motivo. - retrucou Lílian, dando um leve empurrão em Sirius. - Se eu a achar, te aviso.

Sirius acenou com a cabeça e seguiu pelo corredor. A garota continuara seu caminho até o Salão Principal, quando fora surpreendida por um vulto de cabelos loiros escuros que se aproximou rapidamente dela.

– Abbey! Onde você estava? - indagou Lílian, notando a vermelhidão do rosto da amiga.

– Er… eu tive que perguntar algo sobre a matéria para a professora McGonagall - respondeu Abbey, encarando o chão.

– O Sirius estava te esperando… ele disse que ia estudar com você. - disse Lílian, franzindo o cenho. - Por que você não o avisou?

– Eu não tive tempo, Lílian… - retrucou Abbey, secamente.

Lílian ergueu as sobrancelhas desconfiada.

– Tudo bem, depois você fala com ele - murmurou ela, sentando-se na mesa da Grifinória.

– É, talvez… - respondeu Abbey, impacientemente.

– O que há de errado com você? - questionou Lílian, com a boca entreaberta.

– Nada, Lílian, nada! - exclamou Abbey, nervosa.

A garota comera o almoço rapidamente e em menos de cinco minutos, deixara Lílian sozinha, alegando ter de passar na biblioteca.

– Por que a Abbey parecia desesperada para ir à algum lugar? - perguntou Belle, sentando-se ao lado de Lílian, depois de um tempo.

– Eu não sei… - disse Lílian, perdida em seus próprios e milhões de pensamentos.

***

– Está atrasado - relatou Lílian, encarando o garoto com cabelos bagunçados que acabara de chegar na sala comunal.

– Acho que está enganada, pimenta. - disse Tiago, tombando no enorme sofá de frente para a lareira.

– Eu não estou… - murmurou ela, levantando-se da poltrona que estava e agachando-se ao lado do sofá onde Tiago se encontrava para ficar da altura do garoto. - você quer tirar uma soneca agora? Ótimo, tenho coisas melhores para fazer.Como estudar. Sozinha.

– Como se você conseguisse, espertinha… - provocou Tiago, dando um sorrisinho maroto e se sentando. - primeira coisa, sua posição ao segurar a varinha. Você é destra ou canhota?

– Destra - respondeu Lílian, tediosamente.

– Segunda coisa, admita que Tiago Potter é demais - gabou-se o garoto, rindo.

Lílian revirou os olhos e apontou a varinha ameaçadoramente para o garoto.

– Se você não me ajudar, e só ficar brincando do jeito que você está fazendo - começou a garota, seriamente. - eu… er… eu vou…

– Vai… - disse Tiago, gargalhando.

– Vou fazer você… se ajoelhar e implorar por desculpas - concluiu Lílian, convencida.

– Ah… já estava começando a pensar que era para eu me ajoelhar para te pedir em casamento - murmurou Tiago, dando um sorrisinho maroto.

Lílian arregalou os olhos e chutou a canela de Tiago, brava.

– Aí! Ei, não se preocupe eu não planejo me casar! - exclamou Tiago. - Sou um homem livre, pertenço à várias garotas…

– Como se você tivesse um monte… que eu saiba só a Jane está afim de você, Potter! - retrucou Lílian.

– Você vai ver, Evans, quem sabe você será uma delas… - disse Tiago, piscando para a garota.

– Há! Nunquinha… - debochou Lílian.

Tiago deu de ombros sorrindo, como se ele soubesse muito mais da vida de Lílian que ela mesma.

– Certo… estou vendo que eu não vou conseguir estudar nada hoje. - disse Lílian, irritada. - Muito obrigada, Potter.

– Espere Evans - chamou Tiago, pedindo para que esta se aproximasse. -, vamos tentar alguns feitiços, ok?

Lílian deu de ombros cansada e sentou-se ao lado do garoto, empunhando a varinha.

– Certo… a matéria que nós estamos dando agora são aranhas - começou Tiago, dramaticamente.

– Infelizmente… - murmurou Lílian, e sob o olhar indagador de Tiago o explicou. - eu não era muito boa em ciências na escola.

– Claro, como se eu soubesse o que é isso. - disse Tiago, revirando os olhos. - Mas temos um problema… você tem pena de aranhas!

– E daí? Elas não merecem morrer por causa de um estúpido feitiço! - exclamou Lílian, contrariada.

Tiago esboçou uma careta, franzindo a testa e a encarando incrédulo.

– Escuta, eu concordo com você que não precisamos machucar as aranhazinhas lindas e maravilhosas se elas não mexerem com você - replicou Tiago. -, mas concorda que, numa situação de perigo, se alguma vier te atacar, você deve ter uma defesa?

Lílian hesitantemente concordara com a cabeça.

– Certo, então vamos supor que uma te atacasse nesse exato momento… o que você faria? Deixaria ela te matar porque você tem pena dela? - questionou Tiago.

Lílian negou com a cabeça vagarosamente.

– Ótimo, então vamos… - disse Tiago, pulando da poltrona e se dirigindo ao dormitório masculino.

– Aonde? - perguntou Lílian, confusa.

– Vou pegar a minha capa… - respondeu Tiago, dando um sorrisinho maroto. - Vamos para a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas.

O que?– exclamou Lílian, exasperada.

– Precisamos de uma aranha… - disse o garoto, subindo as escadas do dormitório masculino.

***

– Onde diabos você esteve esse dia todo? - indagou Sirius, irritado.

Abbey parou no meio do corredor e virou-se para olhar para o amigo, envergonhada.

– Hum… por aí - respondeu ela, balançando-se para frente e para trás nervosa.

– Mesmo? Porque eu achava que tínhamos combinado de estudar transfiguração - disse Sirius seriamente, seus olhos escuros e profundos fitavam a garota, procurando respostas.

– Amm… eu esqueci - murmurou Abbey, olhando nos olhos de Sirius.

Sirius ergueu as sobrancelhas sem conseguir captar o sentido de tudo aquilo.

– O que está acontecendo, Hastins? - disse ele, cruzando os braços.

Abbey abriu a boca para dizer algo, mas a fechou quase que imediatamente, parecendo pensar melhor.

– Eu só… acho que é melhor pararmos com isso - começou ela, mordendo o lábio inferior nervosa. -, pararmos com os estudos e com essa amizade.

Sirius a encarou incrédulo. O garoto parecera ter acabado de levar um tapa na cara.

– Como assim? - perguntou ele.

– Eu só acho que… nós somos amigos, de verdade - começou Abbey. -, mas… não é bom sermos assim. A Líly já tem muitos problemas com o Tiago e somos os melhores amigos deles. É melhor, deixarmos tudo isso para trás.

– Isso o que, Hastins? - exclamou Sirius, com a voz um pouco elevada. - Porque, pelo o que eu estou vendo, nem amizade nós tínhamos! Você simplesmente chega como se tivéssemos cinco anos de idade e me diz que não quer ser mais minha amiga?

– É mais complicado do que parece… - disse Abbey, dando um pequeno soluço.

– Então, me explique, Abbey… me explique - pediu Sirius, aproximando-se mais dela.

Abbey balançou a cabeça tristemente e olhou para o chão.

– Não posso… - sussurrou ela. Uma solitária lágrima descia vagarosamente pelo rosto da garota.

Sirius, incrédulo, balançou a cabeça, parecendo ao mesmo tempo chateado e bravo. O garoto se afastou de Abbey, seguindo pelo corredor sem olhar para trás, deixando Abbey sozinha sentindo a imensa dor que fora ferir os sentimentos de um de seus amigos, a imensa dor que fora não poder fazer nada para controlar o que acabara de acontecer.

***

– Chegamos - anunciou Tiago, despindo-se da capa de invisibilidade e acendendo algumas velas da sala de aula.

Lílian observara as prateleiras repletas de materiais e de alguns tipos de criaturas que ela não fazia ideia do que eram. Apesar de frequentar a mesma sala de aula toda semana, Lílian ainda se surpreendia pela quantidade de objetos mágicos que esta abrigava.

– Achei! - sussurrou Tiago animado. Lílian virou-se para olhar o garoto, que se encontrava revirando um dos armários do professor Augustus. Tiago retirou uma caixinha que continha uma pequena aranha preta com manchas vermelhas.

– Ah… - disse Lílian sem nenhuma animação, aproximando-se e apontando a varinha para o aracnídeo.

– Você consegue, Evans. Não vai matá-la, só retardá-la por tempo suficiente para que você possa fugir numa situação de perigo. - instruiu Tiago, abrindo a caixa de vidro.

Lílian assentiu e suspirou profundamente antes de sussurrar “Arania Exumai” para a pequena criatura, que recuou alguns centímetros sob efeito do feitiço.

– Foi muito bom… - disse Tiago, dando um sorrisinho maroto. - Seus reflexos são rápidos, mas você precisa ser mais confiante, acreditar que pode fazer isso, Evans.

Lílian apontou novamente para a aranha e sussurrou mais uma vez o feitiço. Uma pequena luz prateada surgiu de sua varinha e retardou o aracnídeo, fazendo com que a aranha recuasse mais alguns centímetros.

Tiago ergueu as sobrancelhas e soltou uma exclamação.

– Você conseguiu! Quero dizer… quase. - disse ele, seus olhos castanhos esverdeados refletindo a baixa luminosidade das velas. - Tudo graças ao melhor aluno de todos os tempos e mais bonito também, Tiago Potter…

Lílian o deu um pequeno empurrão.

– É claro que eu consegui, eu estudei! - retrucou Lílian.

Tiago balançou a cabeça, provocando-a e recolhendo a capa de invisibilidade do chão. Os dois estavam prestes a sair, quando ouviram o som de passos se aproximando do lado de fora do corredor. Tiago num ímpeto, puxou Lílian para debaixo da mesa do professor. Os dois se espremeram no pequeno espaço, imóveis e temerosos de quem poderia ser naquela hora da noite.

A porta da sala de aula fora aberta e os garotos puderam distinguir vestes escuras e uma luz proveniente da varinha do sujeito. Lílian arregalou os olhos quando percebeu que os dois tinham deixado as velas acesas e a caixinha que continha a aranha em cima de uma das mesas.

O sujeito parou e analisou a pequena caixa e logo após isso, olhou para os lados percebendo a luminosidade das velas. Ele se dirigiu até a porta e a fechou cuidadosamente.

Ele fora até a mesa onde Tiago e Lílian se encontravam e sentara-se nesta. Um de seus pés pisara nos dedos da mão direita de Tiago que cobrira a própria boca, xingando baixinho. Lílian o repreendeu com os olhos e Tiago abriu a boca, protestando em silêncio.

– Já conseguiu? - uma voz fria preencheu a sala mergulhada em silêncio. Lílian estremeu e Tiago se paralisou no mesmo lugar, ouvindo o que acontecia.

– Não, milorde… creio que, Dumbledore mantém a sala sob constante vigilância - eles ouviram a voz do professor Augustus, meio gaguejante e temeroso.

– Então devemos esperar o momento perfeito… - sussurrou a voz de Tom Riddle, proveniente de algum lugar da sala.

– Não demorará até que a espada esteja em suas mãos, milorde, eu garanto - disse Augustus, tremendo. -, mas eu gostaria de saber se, após o serviço estar completo eu poderei continuar lecionando em Hogwarts…senhor.

Um riso frio de desdém ecoou pela sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, fazendo com que Tiago e Lílian se arrepiassem.

– Suponho que esteja aproveitando a estadia em Hogwarts, Oswell? Está gostando dos alunos? - questionou Tom.

Augustus não respondera nada, batendo os pés em baixo da mesa nervoso e chutando o rosto de Tiago. Este esfregou o rosto, vermelho de vergonha e xingou o professor mais uma vez.

– Bom, talvez você consiga o que eu disse que te devolveria, Oswell… talvez - disse Tom, dando um fim à conversa.

– Sim… - murmurou Augustus, quando Tiago e Lílian perceberam que Tom já não estava mais presente, de onde quer que tinha surgido.

O professor se levantou e se arrastou em direção à porta, deixando a caixa que continha a aranha exatamente no mesmo lugar, porém apagando as velas que os garotos haviam acendido, deixando-os numa completa e perplexa escuridão.

Depois de alguns segundos no total silêncio, Tiago e Lílian se levantaram cautelosos, esbarrando-se entre eles no pequeno espaço.

– Ah… que calor! - reclamou Tiago, se abanando.

– O que foi tudo isso? - perguntou Lílian, espantada.

– Uma tentativa de me assassinar… - murmurou Tiago, esfregando o rosto atingido por um dos pés do professor.

– Era a mesma pessoa da sala de Dumbledore naquele dia, não é? Tom Riddle… - Lílian ignorou o comentário do garoto, esforçando-se para entender tudo o que acabara de acontecer.

Tiago assentiu, dirigindo-se para a mesa do professor e revirando os papéis e materiais em cima da mesa.

– Mas como ele pode ter surgido… - continuou Lílian, sem prestar atenção aos barulhos que Tiago emitia. - Não faz sentido.

– Porque ele não surgiu - concluiu Tiago, segurando um pequeno espelho empoeirado em suas mãos. -, eles estavam conversando por meio disso.

– Por meio do espelho? - sussurrou Lílian, aproximando-se de Tiago e contemplando o pequeno objeto.

– Eu sou um gênio! - disse Tiago.

– Por que você descobriu que eles conversam por meio de um espelho? - perguntou Lílian, erguendo as sobrancelhas.

– Não… quero dizer, também - começou Tiago, sob o olhar irritado de Lílian. - mas porque eu sabia que o Riddle estava atrás da espada de Godric Gryffindor esse tempo todo.

– Mas por que ele quer a espada? - indagou Lílian, confusa.

Tiago a encarou, franzindo o cenho. Seus cabelos rebeldes cobriam parte de seus olhos que pareciam, mais do que nunca, pensativos.

– Parece que é essa a questão, não é? - disse ele, estreitando os olhos.





Notas finais do capítulo

E então, o que acharam? Beijinhos amores!!!