D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 51
Reencontro


Notas iniciais do capítulo

Weiz começará a mostrar as suas garras. Depois de matar Adolphus e conquistar o digimundo, ele agora vai estar mais perto de Wesley do que nunca.

Matsunaga finalizará a construção da máquina de combinação de DNAs, porém o serviço todo ainda não está concluído. O que pretende?

Naomi vai aprontar muito.

E o reencontro emocionante de Paulo e Impmon, além das piadas de Tominaga que são hilárias kkk



― Quero que veja este vídeo, por favor.
Lúcia mostrou a filmadora para o irmão. Este viu ele mesmo pegando dinheiro da sua mãe dias antes.

― Como conseguiu me espionar?

― Sabemos que a sua conduta ficou mais previsível na medida que se metia com aquele Leo. Tem algo para falar?

― Fiz coisas vergonhosas. Eu estou pronto para aceitar a minha punição.

― É isso aí. Quero que conte tudo para a mamãe. Não esconda.

― Vou falar. Só me dá um tempo. Lucas.

― Sim?

― Perdão?

― Sabe que eu sou grato por tua mãe me adotar. Eu sei que foi uma fase. Relaxa.

Os dois saíram deixando o rapaz sozinho com os seus pensamentos.

Márcia preparava a mesa para o jantar quando o seu marido chegou. Ele trouxe de volta o filho que estava na creche. Depois de algum tempo, os dois conversaram sobre a possibilidade de Paulo ter roubado o dinheiro do closet. Márcia ficou pasma pelo que Ray disse, porque até alguns dias atrás ele desconfiava piamente na empregada. Dessa vez fazia sentido pois o rapaz estava na delegacia.

Paulo não saiu do quarto para o jantar. A vergonha não o deixava ver o rosto das pessoas. Márcia entrou e se sentou na cama.

― Você está bem?

― Estou.

― Não tomou banho, sequer foi jantar. Não quero que o meu filho vire um mártir.

― Mãe, eu tenho uma coisa para lhe dizer ― Paulo ficou sentado. ― Eu fiz coisas horríveis. Quero falar tudo.

O jovem disse tudo sobre o que estava acontecendo quando se envolveu com Leo. A parte mais difícil foi ter que revelar para mãe que ele a roubava. Por um momento, Márcia ficou chocada. A sua reação foi dar um tapa no rosto do filho, mas logo o abraçou. Foi um morde e assopra.

― Estou tão orgulhosa de você. Prova que você não é um deles ― disse aos prantos.

― Desculpa?

― Sim, querido. Eu sou a sua mãe. Nunca vou te deixar. Nem quando for se casar e ficar velho. Mesmo assim eu preciso que faça algumas coisas para se redimir.

― Faço qualquer coisa.

― Primeiro, quero que corte toda a ligação com aquele delinquente. Da próxima vez que o ver, dê um fora. E segundo, vá neste endereço pedir desculpas à ex-empregada. Ela merece uma explicação. Aqui está o endereço.

― Mãe.

― Quê?

― Eu não vou sofrer nenhuma punição?

― Claro que sim. O dinheiro que me pegou vai te custar dois meses sem mesada. Tá bom pra você?

― Tá.

― Posso aumentar pra três?

― Mãe!

― Brincadeira. Durma bem, filho.

No dia seguinte, Paulo foi para a escola. E como combinado daria um jeito de se afastar definitivamente da vida de Leo. Aproximar-se com um delinquente só lhe trouxe problemas. Terminou com Mia, foi rude com os outros digiescolhidos e demonstrou tamanha arrogância. Agora tinha o dever de arrumar as coisas.

― Vocês viram o Leo? ― perguntou Paulo para alguns colegas. Eles negaram.

― O que está fazendo aqui, Paulo. A sua turma não veio hoje. Será porque fizeram algum crime?

― Escuta, Gyo. Desculpa, cara. Eu fui uma péssima pessoa ontem.

― E é assim. Pedir desculpa e só.

― Eu mereço. Mas o Leo foi um tremendo sacana comigo e só agora estou notando. Se não quiser me perdoar vai estar na razão. Eu só estou atrás daquele miserável para dizer umas poucas e boas pra ele.

― Espera. Parece que há um boato na sala dos professores.

Paulo cumprimentou Gyo e foi até a sala dos professores. Não era comum a professora se atrasar. Todos os professores da classe de Paulo estavam reunidos com Naomi.

― Diretora, há alguma notícia do Leo.

― Professor Akiba, fale para o colega do morto onde está o morto ― disse Naomi arrogantemente.

― Desculpa, Paulo. O seu colega foi morto ontem. A polícia achou o corpo dele no apartamento onde vivia. Parece que a mãe dele também foi morta. Eu sinto muito.

Paulo ficou desesperado. Talvez algum agiota veio atrás dele. Deu graças a Deus que saiu a tempo ao invés de continuar perto de uma pessoa que se metia com gente perigosa.

...

NERIMA, NA NOITE ANTERIOR

A mulher chegou na porta do seu apartamento. Ela gerenciava uma casa noturna em Tóquio. Retirou as chaves da bolsa e abriu. O ambiente estava completamente breu. Bastou ela ligar a luz para ver Leo amarrado numa cadeira. Imediatamente a mulher foi correr desamarrar o filho.

― Incrível como o instinto materno é inextirpável ― disse Weiz sentado numa poltrona mais afastada.

― Daregon?

― Há quanto tempo, Ivone? Desde a última vez quue nos vimos, eu a protegia no digimundo. E pra quê? Pra ser decepcionado dessa forma?

― Por que amarrou o meu filho?

― O serviço simples que eu mandei o seu filho fazer, ele não o fez. Mandei-o separar o Paulo do Wesley definitivamente. Bastou apenas um escorregãozinho para o plano todo entrar em colapso. O digiescolhido numa hora dessas já se arrependeu de suas transgressões. Mas era para ele virar um vagabundo que nem o seu filho ― Weiz fumava um cigarro.

― O que quer?

Weiz se levantou e foi até a mulher. Alisou os seus cabelos e rosto.

― Ivone, ou melhor, Maria Aparecida. Eu quero sangue, ver o circo pegando fogo nos dois mundos. Mas eu estou de saco cheio dessas falhas frequentes.

― Daregon... Ah!

Weiz deu um tapa na cara dela fazendo-a cair no chão. Segurou-a pelo braço e a levou até a sacada do apartamento. Leo, amordaçado, gritava pedindo para o homem deixar a sua mãe.

― Olha, olha só tudo isso. Na época quando nos conhecemos, você era uma vadiazinha qualquer que vendia um saquinho de pó por dez reais. Eu a transformei numa mulher muito rica só para me dar prazer. Quando eu peço algo em troca você decide me deixar na mão?

― Eu nunca te deixei na mão, Daregon. Se for por causa do Leo, acho que está exagerando.

― Não é por causa disso, puta ruim. Cyberdramon veio a este mundo investigar os digiescolhidos, pedi para que ele te seguisse também. Descobriu que você me traía com michês. Michês!

― Você está alterado à toa. O que vai fazer?

― Sabe o real motivo do digimundo ser melhor do que aqui?

Weiz beijou rudemente a mulher.

― Não.

― É porque lá, um morto, não faz tanta sujeira como aqui. Deixa eu te mostrar.

Weiz a segurou nos braços e a jogou do sétimo andar. Ivone despencou, caindo sobre o pára-brisa de um táxi. Ela morreu na hora, manchando de sangue o carro. As pessoas gritavam desesperadas.

Leo se desesperou ao ver o que o homem fez com a sua mãe.

― Dê um beijo por mim na sua mãe quando chegarem ao inferno ― ele deu dois tiros à queima roupa no tórax do rapaz que morreu instantaneamente.

Weiz subiu no terraço e ficou vendo a vista da cidade. Cyberdramon chegou perto dele.

― Não entendo a sua persistência em separar aquele digiescolhido do seu parceiro. Mesmo sendo um parceiro fajuto.

― Tenho as minhas razões. Da mesma forma como você tem com o Paulo, eu tenho com o Wesley. Portanto, não se meta nas minhas. Faça o seu trabalho. Vou sair deste prédio antes que a polícia chegue e preciso me comunicar com Matsunaga logo.

Weiz saiu deixando pra trás Cyberdramon.

...

Naomi preparava-se para ir embora quando Müller entrou sem avisar em seu escritório. A mulher ficou sem reação até ele pegá-la de jeito e dar-lhe um beijo no ato. Ela não resistiu e permitiu que o alemão continuasse. Separaram-se.

― O que quer?

― Quero colocar em prática o acordo que você disse que teríamos. Estou morando neste hotel. Se estiver interessada, é só ir.

― Se for para separar aqueles dois, eu irei com prazer.

No estacionamento da escola, T.K sofria com a indiferença de sua noiva. Ultimamente estava piorando. Depois das fotos que recebeu, Kari não era mais a mesma. Queria acreditar em T.K, mas ele já foi na diretoria muitas vezes.

― Deixa que eu tiro o carro da vaga ― disse Kari pegando a chave e indo.

― Nossa, se colocar água nela, congela. Como vai Takeru.

― Naomi.

― Se estiver sozinho à tarde, posso te convidar para um drinque. Só nós dois.

― Não posso. A minha relação com Hikari já está desgastada. Ela vai estranhar a minha ausência.

― Não precisa ser hoje. Eu tenho paciência. Ah, já ia me esquecendo. Amanhã é Sábado, e terá a festa da União Mundial no centro de eventos. Será promovida pela empresa da minha família. Você está convidado.

― Não sei se posso ir...

― Pode convidar a sua noivinha e mais um amigo. Não fique acanhado. Aqui, tome o seu convite. Terá show com Psy e outras bandas. Não aceito não como resposta.

― Tudo bem.

― Tchauzinho.

Naomi foi embora bem antes de Kari aparecer.

― Por que está olhando para o outro lado? Quem passou aí?

― Ninguém.

...

À tarde, Paulo saiu de casa para visitar a empregada que foi demitida sem justa causa, ou seja, por culpa dele. Passou vários minutos pensando como ainda teria a coragem de olhar na cara dela. O que ele fez não tem nome, principalmente sabendo que uma inocente estava sendo acusada injustamente. Conforme o papel que a sua mãe deu, ele foi para o endereço correto. O ambiente era meio barra pesada, ficava na parte feia de Tóquio. Havia lojas pequenas, feiras, pessoas que vendiam peixes e muito mais.

― Com licença, onde eu posso encontrar uma pessoa chamada Kazumi Kiba? ― claro que ele teve que falar japonês para um comerciante de uma loja de ração para cachorro. O homem apontou para uma porta atrás do balcão.

Paulo abriu a porta, viu uma passagem estreita, havia alguns quartos que possivelmente o dono da loja alugava. Um deles ficava em cima. Paulo subiu as escadas, chegou ao local, bateu palmas, chamou a mulher e ela atendeu.

O lugar não era muito espaçoso como a sua casa, mas havia quatro cômodos. O rapaz sentou-se num sofá na sala, aceitou um saquê.

― Aqui está a sua rescisão ― disse ele retirando o envelope com o dinheiro do bolso da jaqueta preta que usava.

― Não precisava.

― Dona Kiba, olhe bem pra mim. Me perdoa por terem pensado que foi a senhora quem roubou o dinheiro da minha mãe?

― Pra que vou te perdoar? Você tem algo a ver?

― Fui eu quem estava fazendo isso. Só agora me dei conta...

― Paulo, não fale mais nada. Não fique se culpando. Todos os humanos são propensos ao erro. É só uma questão de tempo. Outro dia eu vi a reportagem de um promotor pego no bafômetro. Se você acha que fez algo errado é porque simplesmente não é um super-homem.

― É que... quando eu penso que fiz coisas terríveis, penso que nunca poderei ser perdoado.

― Deixa eu te dar um exemplo. Conheço uma mulher, que já foi enfermeira na juventude, e que teve a vida mudada depois de um serviço nada ético. Na época, duas mulheres estavam grávidas, duas amigas, ao mesmo tempo. Uma criança herdeira e outra não. Uma nasceu morta enquanto a outra nasceu viva. Ela foi muito bem paga pelo sogro de uma das gestantes a trocar as crianças. A enfermeira fez o serviço sujo, pegou a criança morta, deu para a outra mãe, pegou a viva e deu à família milionária. Até hoje a mãe que pensou que seu filho morrera no parto não soube desse detalhe.

― Conhece ela?

Kiba olhou de relance para Paulo enquanto tragava um cigarro.

― Foi a senhora?

― Sim. Eu sou a enfermeira. Nunca me orgulhei disso. Gastei um dinheirão em festas e diversão. Como pode ver, voltei à estaca zero. Diga à sua consciência que pessoas, como eu, fizeram coisas piores. Você não tem nada que se martirizar por isso.

― Mamãe quer que a senhora volte.

― Impossível. Eu tenho respeito por mim própria. Diga a ela que agradeço muitíssimo. Já aceitei um outro serviço.

Paulo saiu do bairro pensando em tudo o que a misteriosa Kiba havia falado. Nunca imaginou que algo assim pudesse ter acontecido. Pela primeira vez, Paulo pensou em Impmon desde quando a sua ficha caiu.

Do outro lado da cidade, Impmon também estava pensativo. Pensava em Paulo todos os dias em que estava hospedado. Tinha vezes que sequer ia almoçar com os demais. Desde quando se mudou para lá, nunca mais saiu para a rua.

― Pensando nele? ― perguntou Tailmon.

― Sim.

― Que história maluca. Como você se transformou em digimon? Nunca imaginei um ser humano virar digimon.

― Não faço a mínima ideia. Tudo aconteceu depois do meu acidente de carro. Quando acordei, pensei que tivesse morto. O local era claro como o céu, mas não havia nada.

― Uma vez eu fui desintegrada por Apocalymon. A sensação foi ruim.

Tominaga chegou com o casal. Passaria o dia ajudando-os. A mulher viu o Impmon e o achou uma gracinha.

― Nossa como ele é bonitinho, gente. Qual o seu nome, coisinha linducha?

― Impmon.

― Vocês estão abrigando outros digimons? Daqui a pouco aqui vai virar um hotelmon. Mas ele é lindinho mesmo ― Tominaga puxava as orelhas de Impmon, depois apertava as bochechas deles e mexia no rabo.

― Deixa ele, Tomi. Vamos corrigir as atividades ― disse Kari.

― Deixa eu tirar uma foto para o papel de parede ― a mulher bateu uma selfie com Impmon com cara de poucos amigos ― Sabe qual é a espécie de macaco que mora no digimundo? ― Impmon negou. ― DIGIMONKEY, AH! E o país dos digimons? DIGIMONGÓLIA, AH! E a cantora dos digimons? DIGIMONDONNA, AH! E o baseado dos digimons? DIGIMONCONHA...

Takeru foi à cozinha beber um copo com água. O dia foi difícil, mas deu graças que era sexta-feira e não trabalharia no dia seguinte. Mexeu no bolso da calça e retirou o convite. Tomou coragem até ir para o quarto falar com a noiva.

Kari terminou de tomar banho, saiu do banheiro ainda com a toalha e viu um ingresso sobre a sua cama. Ela segurou.

― Um convite para um festa ― disse Takeru.

― De onde tirou isso aqui?

― E importa?

― Dependendo de onde veio, sim.

― A Naomi me deu.

― Então vá só ou leve o Patamon.

T.K saiu chateado.

― O que você fez? ― perguntou Tominaga.

― Disse para ele ir sozinho ou que levasse o digimon dele.

― Ai amiga, você é uma boba. Não vê que é um risco deixar o seu noivo com aquela megera comedora de homens comprometidos?

― Confio nele.

― O problema não está nele, e sim nela. É melhor você aceitar o meu conselho. Vai com ele. Gruda nele. Aquela cretina só está cercando vocês para dar um bote. Eu sinto isso pelo cheiro. Faça o seguinte: vocês vão, leva os digimons e eu fico de acompanhante. O que acha?

― Só você mesmo para me fazer aceitar. Tudo bem, eu irei.

...

LABORATÓRIOS GENETECH

Weiz entrou no escritório de Matsunaga. Era a primeira vez que os dois se olhavam cara a cara.

― Preparei o terreno para o senhor. Os digmons já foram bem treinados. Só falta chegarem ao nível Mega, porém isso só ocorrerá quando ir ao digimundo.

― Isso vai acontecer muito em breve. Porém, eu preciso colocar alguns planos em prática. Ir para o digimundo não será tão simples assim. Preciso do DNA para fazer o meu híbrido, por isso peço mais paciência.

― Enquanto isso, ficarei aqui no mundo real resolvendo alguns problemas pessoais.

― Weiz, você está fazendo um excelente trabalho. Eu prometo que quando chegar o momento certo vai ser recompensado por tudo o que está fazendo pra mim.

Depois da reunião com Weiz, Matsunaga visitou o subsolo para ver o trabalho que o doutor Strong fazia. O homem foi libertado para fazer a máquina onde misturaria os dois DNAs, humano e digimon. Era igual aquelas máquinas em que a pessoa entra para fazer tomografia Os técnicos, cientistas e Strong finalizaram o trabalho conforme estava no pen drive do homem.

― O que temos? ― perguntou Matsu.

― A máquina já está pronta. Os últimos reparos já foram feitos. 100% concluída. Vai me soltar agora?

― Para com isso, doutor. Preciso que fique aqui caso o senhor tenha errado os seus cálculos. Para o seu bem, que ela funcione.

O velho deu mais algumas olhadas e mandou os seguranças levarem o doutor de volta para a cela. Saiu imediatamente para uma consulta com o seu médico.

Foi ao consultório do seu médico particular. O velho ficou cara a cara com ele.

― Está tudo pronto?

― Sim ― disse o médico mostrando alguns papéis.

― Tudo vai acontecer amanhã. Espero que esteja preparado.

― Eu sempre estou, Matsunaga.

― Ótimo. Verá que vai ser muito bem recompensado.

...

Paulo chegou em casa, entrou e foi direto para o seu quarto. Abriu a última gaveta da cômoda e retirou o seu digivice. Se pudesse voltar no tempo, nunca teria permitido que Impmon, seu pai, fosse embora.

Lúcia lia um livro quando o irmão entrou no seu quarto. A moça se sentou na cama quando percebeu que o rapaz queria algo.

― O que foi?

― Preciso de um favor seu.

― Manda.

― Tem alguma ideia de onde o Impmon foi?

― Não, mas eu posso perguntar a alguém que pode ajudar.

― Quem?

― A professora Kamiya. Eu tenho o número dela aqui na agenda do meu celular. Deixa eu ver... Ah achei.

Lúcia ligou para Kari e teve uma surpresa.

― Eu já sei onde está o Impmon. Mas é melhor que você espere no parque e eu vou lá buscá-lo.

...

A campainha soou e Müller atendeu. Naomi entrou com um ar de superioridade. Ela queria saber quais eram os planos do homem.

― Estou sem tempo. Fale-me logo.

― Calma, beleza. Você deve estar pouca preocupada... Por exemplo, eu decidir que vou me aproximar da professora Kari e você ficar com o Takaishi. Mas isso só vai dar certo quando eu descobrir o que fará para separar aquelas dois.

Naomi aceitou um drinque de uísque.

― Eu vou dopá-lo. Kari vai nos pegar na cama. O que acha?

― Você não presta, safada.

Müller agarrou-a e deu-lhe outro beijo. Os dois foram para a cama.

...

― Deixa que eu atendo. Pequena Lúcia, o que faz aqui?

― Professor Takeru, eu posso entrar?

Lúcia viu pela primeira vez Impmon depois de muito tempo. A reação dela foi abraçá-lo. Lágrimas escorriam dos seus olhos.

― Preciso que venha comigo, por favor.

― Por quê?

― Alguém quer muito falar contigo. Venha.

Lúcia e Impmon agradeceram a estadia dele no apartamento. Ele teve que cumprimentar todos, inclusive Patamon que não o suportava. Pegaram um táxi até um parque em Nerima.

Paulo aguardava ansioso, sentado num banco de concreto. Olhou para os lados, não via ninguém.

― Paulo! ― disse Lúcia em voz alta.

Paulo se levantou quando viu Impmon ao lado dela. Impmon encheu os seu olhos de lágrimas. Pela primeira vez conversaria com o seu filho como pai e não como parceiro.



Notas finais do capítulo

Próximo capítulo será grande. Vai ser o mais importante da saga, porque, além da reconciliação de pai e filho, haverá a primeira batalha entre digimons *___*. Então não perca. T+



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