D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 11
Um "Transporte" Excelente


Notas iniciais do capítulo

Cá estou novamente postando mais um capítulo da minha fic. Como hoje é quarta-feira eu não tenho muito o que dizer. Daqui a pouco vou dormir, mas antes vou dar uma jogada hehe curtam o capítulo manolos.



Passos são claramente ouvidos pelas pessoas que estavam na sala dos professores. Eram sons de sapatos femininos que insistiam a fazer barulho. Naomi apareceu pelo portal da entrada bem mais comportada como na semana passada. Usava uma saia preta e uma camisa branca com seu nome no peito esquerdo. Seus cabelos amarrados num coque lhe proporcionava uma seriedade ainda não vista. É claro que aquilo tudo era por causa das regras da vestimenta dos professores. Não podia vir de qualquer jeito senão era advertida. Enfim ela entrou e sentou ao lado de... Takeru Takaishi que chegou antes do que a sua noiva.

Takeru havia chegado minutos antes na escola como sempre fazia. Sua noiva não o acompanhou nessa segunda-feira, porque precisava fazer alguns exames. O rapaz apenas a deixou na porta da clínica e foi ao colégio. Sentou-se numa cadeira na sala dos professores e foi jogar um jogo qualquer no seu celular que baixou no Play Store por meio do sistema Android no seu aparelho. Escutou passos a se aproximar. Uma mulher se sentou ao seu lado, colocou a bolsa sobre a mesa e ficou olhando para ele. O homem ficou encabulado por outra mulher o olhando.

A professora Tominaga conversava com uma professora qualquer quando percebe a aproximação da novata. Ela apenas ficou de olho no que poderia acontecer. A sala era grande com armários e quatro mesas em que os professores ficavam. A mesa em que T.K estava era um pouco distante em que a amiga de Kari estava.

Tominaga era uma velha amiga da senhorita Kamiya. As duas estudavam juntas desde o primário. Ela conhece Daisuke Motomiya e até se apaixonou pelo garoto quando ainda estudavam numa escola de Odaíba. Apesar do jeito louca e pouco discreta de ser era uma boa pessoa e que sempre era amistosa com seus amigos. Ela tinha cerca de vinte e três anos, estudou inglês na mesma faculdade que Kari e tirou licenciatura. Agora o seu único lema era: “conquiste o seu amor verdadeiro”. Retirando a parte que ela era tarada pelo sexo oposto, ou seja, homens... Ela era tão tarada que no ensino médio ela perseguia Daisuke por aonde ele ia. É claro que na época o ruivo só tinha olhos para outra garota — não direi quem é, pois todos já sabem de quem se trata. Uma vez na colônia de férias que passaram num acampamento perto de um lago ela tomou banho e fingiu ter se afogado só pra ter respiração boca a boca dele. Ela o agarrou e o beijou. Ele teve que ter ajuda de outros pra ser salvo dela. Outra vez ela entrou no vestiário masculino depois de um jogo e viu o ruivo nu tomando banho. Ela fotografou tudo e o chantageou por uma noite de sexo com ele. Ela logo desistiu quando Kari a convenceu a parar de fazer isso. Ela já flertou com vários rapazes inclusive dos digiescolhidos: Daisuke e Koushiro. Nunca se insinuou pra T.K por causa da amizade que tem com a noiva dele. Hoje ela encontra um novo homem, ainda não o achou. Enfim o que importa no momento para ela é vigiar o noivo da sua colega.

Naomi olhou para o belo rapaz ao seu lado. Realmente era belo. Cabelos loiros, olhos azuis, tinha um vigor que só mesmo um varão poderia demonstrar. Ele parou de jogar e olhou ao seu lado. O silencio foi quebrado quando a mulher resolveu falar.

— Muito ocupado com os seus joguinhos, professor — ela falou esperando uma resposta dele. É claro que qualquer coisa que viesse da boca dele seria bem vinda. Até um...

— Eu gosto de jogar enquanto a minha hora não começa. São ótimos jogos. Você gosta de jogar também?

— No meu celular tem um jogo chamado Virtual Pet. Eu crio um bichinho lá. Desde três meses eu o tenho, até evoluiu de tanto eu cuidá-lo. Ficou maior. Legal, pelo menos bichinhos digitais não sujam a casa — ela começou a rir sendo acompanhada por ele. — E você senhor Takaishi nunca pensou num mundo mágico onde vivessem seres diferentes dos animais que costumamos ver?

Um comentário desse só fez o homem se engasgar. Não, ela não podia saber do digimundo. Apesar de ter sido difundido a origem dos digimons o caso foi logo abafado pelo governo que desistiu de seguir adiante com as pesquisas.

— Isso parece meio As Crônicas de Nárnia ou Alice no País das Maravilhas. Simplesmente eu adoraria que tivesse algo assim — respondeu sem olhar pra ela.

— Acho que nem precisamos recorrer à literatura para termos os nossos sonhos alcançados. Falo isso porque meu sonho era ter um Digimon como parceiro — T.K olha pra ela na hora — Quando eu era criança eu via os digimons. Na época da invasão há 17 anos eu estava na escola. Minha mãe foi me buscar e fomos para casa. Naquele dia ela estava nervosa, muito nervosa. Parecia até que havia visto assombração. Paramos num sinal e um grupo de fantasmas ou parecidos, pelo menos acho que eram digimons, capturou a minha mãe e a mim. Colocaram-me acho que foi na estação de metrô junta das outras crianças. Um homem loiro parecido com o Conde Drácula apontou um pequeno objeto pra mim, porém nada aconteceu e me colocaram com as outras. Foi horrível. Sim eu acredito em digimons.

— Sua mãe aonde foi? — Takeru se interessou pela conversa dela.

— Ela morreu.

— Lamento. O que houve?

— Isso é passado. Prefiro não falar disso. E então você sabe me dizer se conhece os seres digitais? Se disser que não eu não acreditarei. Toda a criança que já morou em Odaíba deveria saber.

— Ouvi falar deles. Nunca tive contato direto, porém ouvir falar sim.

— Tem certeza? Sabe o que eu acho que você tem cara que tem um parceiro Digimon e que é um digiescolhido e está disfarçando o máximo possível para eu não descobrir — ela começou a rir e ele ficou nervoso. Olhou para o relógio no seu pulso.

— Minha aula começa em cinco minutos. Preciso ir. Até outra vez Naomi-san — ele saiu quase em disparada. T.K não queria dar a impressão de que mentia. Como aquela mulher conseguia adivinhar aquilo?

Tominaga observava as ações da outra professora após a saída do loiro. A novata pegou um celular da bolsa e ligou sabe-se lá pra quem. Parecia empolgada ou ansiosa. Não importa quem esteja do outro lado da linha, deve ser algum cumplice dela que está mancomunado.

...

— Chama Esmeralda! — um jato de fogo é lançado contra a frente de um hospital fazendo-o explodir. Vários ataques continuaram. Dentre as chamas surge um cão negro. Era Cerberusmon que iniciou uma série de ataques contra os digimons.

O sistema de segurança da cidade Nova Digicity foi ativado e vários policiais mecânicos saíram de bases subterrâneas para enfrentar o inimigo. Tais policiais foram feitos pela própria Linx para garantir a segurança da metrópole. Eles se locomoviam iguais aos tanques de guerra, mas a parte superior era humanoide. Lembravam Tankmons, contudo bem menores e armados com metralhadoras giratórias nos dois braços.

Cerberusmon saiu do centro da cidade seguindo em direção ao lado leste da cidade. Ali continha um grande número de habitantes transitando. Também era o lado mais caro e chique da cidade. Para efeitos de comparação é igual a Times Square de Manhattan.

— Malditos digiescolhidos que tentam controlar tudo. Ainda existem esses idiotas que gostam de idolatrá-los. Maldito Gennai que nos tirou tudo. Agora o que falta fazer é enfrenta-los — o cachorro corria sobre alguns carros que insistiam em passar. Aproveitou o momento e ficou atacando os automóveis. Muitos veículos foram destruídos com as rajadas de fogo dele.

Os habitantes da região correram com medo. Ninguém era forte o suficiente para enfrenta-lo. Cerberusmon era um dos tipos de digimons que não gostava de perder numa batalha. Era o guardião da Área Negra e vigiava os digimaus. Por algum motivo saiu da sua vigília e foi se juntar com o grupo de digimons malignos chefiados por Barbamon. Apesar de ser o único do grupo que não se envolvia com lutas ele decidiu lutar dessa vez por uma causa errada.

As máquinas policiais chegaram para impedir, porém mesmo com todo o seu arsenal bélico elas não conseguiram. O cachorro das trevas era mais ágil que uma bala, facilmente destruiu os oponentes. Aquilo não era nada para ele. Não servia nem para treinar. Óbvio que ele queria lutar contra um dos digiescolhidos.

— Bando de latas velhas. Como pode colocar isso aqui para garantir a segurança de uma cidade gigantesca como esta? — falou colocando a pata sobre a cabeça de um robô que havia arrancado — Agora tudo que eu tenho que fazer é mais vítimas. Até sei onde encontrarei hehe — ele saiu correndo.

Um Trailmon moderníssimo para na estação da cidade no lado norte. Muitos, digo, muitos digimons entraram na locomotiva. O Trailmon Bala era o transporte público mais rápido de todo o mundo. Todo o dia ele pega milhares de pessoas e faz a rota Nova Digicity - Las Merinas. Cerberusmon desceu as escadas rolantes da estação. Matou alguns vigias como alguns Nanimons que vestiam umas fardas idênticas as da polícia americana, claro que só uma parte — com um corpo que eles têm.

Enfim o monstro esperou o trem partir. Assim que deu a partida os olhos dele ficam vermelhos num brilho instantâneo. Os olhos do Trailmon que eram azuis ficaram vermelhos num instante. Era notável a expressão maligna dele.

— Quero ver como esse garoto irá salvar os pobres passageiros — falou em deboche. Saiu dali ao perceber a chegada de mais policiais.

Ruan jantava com seus pais a mesa. Ele acabava o seu jantar quando Hagurumon surge diante de todos nervoso. A pequena engrenagem suava e olhava espantada. O menino perguntou e ele respondeu que a cidade foi atacada diretamente por um membro da Liga Negra.

— Ruan meu filho você acabou de comer já vai sair? Vai dar indigestão em ti meu filho — disse a senhora Castillo retirando os pratos.

— Deixe o menino querida — respondeu Juanes — ele vai ser um grande herói. Nosso filho possui responsabilidades importantes. Tenho muito orgulho de você filho. Pode ir.

— Valeu pai. Não fica preocupada mamãe. Sabe que eu me cuidarei como sempre me cuidei — o menino foi até o seu quarto com o seu parceiro.

Ruan atravessou com seu parceiro pelo portal que dava acesso à cidade. Ele saiu de sua base subterrânea na parte oeste. Ele pegou uma motocicleta voadora e foi até o lugar onde ocorreram os ataques. Antes disso ele recebe um chamado da polícia digital que um trem desgovernado ia à direção de Las Merinas a todo vapor. O trem ainda não havia saído dos limites da cidade, portanto ainda passaria na parte oeste. O garoto foi rapidamente até a estação dessa zona para tentar parar o trem.

— Bom, por aqui nenhum sinal desse Trailmon desgovernado — falou o garoto com seu binóculo olhando para a direção de onde viria o trem. Hagurumon e ele estavam na malha ferroviária esperando a presença desse Trailmon.

— Acho que é o trem bala. Pela potencia que sinto deve ser ele — Hagurumon conseguia medir a energia de máquinas. Foi uma habilidade que somente ele da espécie dele consegue fazer.

— Não posso acreditar. Como uma máquina sofisticada daquela conseguiu dar defeito?

— Não. Ela não deu defeito. Fui eu que a contaminei com minha energia das trevas — falou Cerberusmon aparecendo diante deles.

— Você! — exclamou o jovem.

— Sabe o que eu queria muito fazer? Acabar com vocês agora. Mas como darei uma chance, pois sou bonzinho, deixarei que vivam pra tentar salvar a vida de centenas de digimons naquele Trailmon — o veículo aparecia no horizonte — Não estou muito convencido de que salvarão os pobres coitados. Também para me assegurar que meu plano vai dar certo eu mudei o trajeto do trem mais a frente daqui e vai dar direto numa obra. Fim da linha.

— O que? — indagou o garoto.

A locomotiva vinha com tudo. Deu pra perceber que realmente havia sido descontrolada. Muitos digimons gritavam por socorro.

— Deixarei que decida o que fará daqui pra frente. Agora preciso acabar com a zona florestal. Fica aí com o teu problema hehe — O Trailmon passou bem no meio. Assim que ele passou o vilão desapareceu. Ruan precisava fazer algo urgente.

Minutos depois ele seguia o trem com sua motocicleta. O seu veículo andava rápido, porém não o suficiente para alcançar o outro.

— Assim não vai dar pra salvar aqueles digimons. Logo o fim da linha vai chegar.

— Droga. Se pelo menos eu conseguisse digievoluir para uma forma que fosse mais rápida do que aquele trem — resmungou Hagurumon.

— É isso mesmo — ele parou — a atualização que a Linx fez nos nossos digivices. Ela disse que dependendo da ocasião os nossos parceiros poderiam evoluir para uma forma alternativa. Hagurumon esse é o momento certo para você evoluir.

— Eu estou com muita vontade de evoluir. Estou com muita vontade — respondeu.

— Portanto chegou a hora de digi evoluir para a sua forma alternativa...

A.L.T.E.R.N.A.T.I.V.E                            E.V.O.L.U.T.I.O.N

— Hagurumon digi-evolui para... Mekanorimon!

— Uau você ficou nessa forma. Essa espécie é tipo transporte. Já lutei muito com essa espécie. Não acredito que terei um como parceiro.

— É melhor entrar Ruan — ele abre a parte de cima e o garoto entra — Segure-se.

Mekanorimon ativou um mecanismo de turbo em suas costas e levantou voo. Saiu em direção ao veiculo sem freio. Ruan observava dentro do seu parceiro os digimons nas janelas pedindo ajuda. Uma grande variedade deles. Desde bebês até alguns adultos que não sabiam voar. Enfim Ruan olhou mais afrente e viu o final da linha a se aproximar.

— O que faremos pra parar isso?

— Deixa comigo — Mekanorimon passou o Trailmon e ficou na frente dele. Tentou empurrar para que a velocidade diminuísse, no entanto não teve êxito. Logo olhou para os trilhos. Mandou Ruan o guiar até mais afrente. O Digimon soltou um raio laser nos trilhos fazendo-os dilatar com o calor.

— Com o trilho dilatado por conta do calor as rodas do trem podem ser amortecidas e diminuir a velocidade. Grande ideia — falou Ruan feliz.

Trailmon Bala passou pelos trilhos dilatados e começou a reduzir a velocidade. Por pouco não bate no muro do fim da linha. Os passageiros comemoravam o que Mekanorimon fez. Este voltou a ser Hagurumon, caiu nos braços do seu parceiro. Conseguiram salvar mais uma vez os inocentes das garras do inimigo. Quanto ao Trailmon voltou ao normal.

Enquanto isso no mundo real, na casa de Márcia, Beelzebumon, na forma humana, saiu do banheiro e foi se vestir. O homem era do tamanho do Ray, portanto ele vestia as roupas dele o que deixava o padrasto de Paulo fulo. Ele vestiu uma bermuda branca com uma camiseta preta. Foi até a cozinha pegar alguns alimentos na geladeira e no armário.

— O que tem pra mim aqui — ele abriu a geladeira e pegou a torta de maçã, uma caixa de suco de uva, algumas frutas. Abriu o armário e retirou alguns salgadinhos além das torradas. Colocou tudo sobre o sofá da sala e sentou ao lado.

Na sua forma humana não tinha como dizer que ele era um Digimon. Praticamente impossível. Era totalmente um homem. Cabelos loiros repicados e curtos, olhos verdes da cor de esmeraldas, era forte com músculos bem definidos, não tinha praticamente pelo no corpo — óbvio ele não é homo sapiens para ter muito pelo como os homens normais. As únicas coisas que não mudaram foram a voz e a roupa. Porém ele tanto na sua verdadeira forma como na humana poderia retirar sua roupa estilo motoqueiro. Como deixou de lado a vida de Impmon agora vive curtindo a folga todos os dias que tem sem praticamente nenhuma preocupação.

O telefone da casa toca. O homem atende ainda com um grande pedaço de torta na boca e a caixa do suco na mão.

— Alo quem... que... ta falando? — falou ainda com a boca cheia.

— Oi Imp. Olha só é a minha impressão ou você está falando com a boca cheia de novo? — ele engoliu e quase fica entalado com a quantidade do que engoliu — Escuta meu filho passa aí pro Ray. Tenho uma coisa pra contar pra ele.

— Ele não ta.

— Como assim não está? Ele disse que ia passar o dia praticamente todo em casa.

— Eu já disse que ele não está. Olha eu fui deixar o Paulo na escola como eu sempre faço. Daí quando eu voltei não o encontrei mais aqui. Acho que ele saiu pra algum lugar. Não o vi desde manhã antes das sete.

— Toda a segunda-feira ele não me diz pra onde vai. Isso está virando rotina demais. Eu vou ter que ter uma conversa séria com meu marido. Só porque ia dizer que em alguns meses os meus pais virão me visitar. Tudo bem se o ver diga que quero falar com ele.

— Pode deixar...

— E vê se não come aquela torta de maçã. Se eu encontrar um pedaço faltando vai morrer gente. Tchau bom dia.

Ela desliga. Ele leva um susto quando percebe que comeu toda a torta de maçã. Pega uma lista telefônica e faz uma ligação.

— Doces e Emoções atendimento ao consumidor o que deseja?

— Aí vende torta de maçã?

O velho Barbamon anda alguns passos até chegar num lugar ermo no meio do deserto entre as montanhas da região desértica. O sol escaldante deixava a sensação térmica muito quente. O chão possuía rachaduras característica e cactos por todos os lados. No centro da sua visão ele enxergava um grande dirigível parado. O velho vestia sua típica combinação com roupas brancas.

Encostado na aeronave estava Astamon sentado num banquinho comendo algo parecido com sopa de macarrão. Ele comia com palitinhos japoneses. Pela cara a sopa ficou deliciosa.

— Uhum — o velho se aproximou. O outro parou de comer e olhou.

— Veio verificar se o que eu disse se confirmou? Disseram que num piscar de olhos ficaram tão pobres que a sarjeta ficou cheia.

— Como soube que Gennai retiraria todos os nossos investimentos dos bancos? Até agora não sei o que fazer. Não faz sentido. Os membros da minha equipe declararam separação total. A Liga Negra não existe mais!

— Sabe o que eu acho? Que tudo isso fazia parte de um teatro. Um bando de molengas tentando bancar uma de vilões. O que é isso. O nível de maldade caiu bruscamente — ele se levanta e vai para perto do outro — Um demônio não teria medo de nada. Mas você...

— Os digiescolhidos fizeram algo que não permite que eu use todas as minhas habilidades. Sou mais fraco do que um nível perfeito. É constrangedor não ter força o suficiente pra enfrentar aquele Beelzebumon.

— É lamentável mesmo. Porém o que exatamente quer fazendo aqui?

— Eu odeio aquele Beelzebumon. Ele se acha o mais forte de todos e ninguém até agora conseguiu ter coragem o suficiente para enfrenta-lo. Por isso eu lhe peço que acabe com ele para depois acabar com os outros.

— Não recebo ordens de ti. Todavia o que falou agora tem muito sentido. Em troca quero que dê uma olhada no esconderijo de Myotismon. Vá para lá algum dia desse e vai descobrir o que mais quero nesse mundo.

— Astamon não entendo quase nada do que fala — ele começou a passar a mão na longa barba branca — se matar Beelzebumon eu te ajudo em qualquer coisa que tu pedires.

— Não se preocupe. Você um dia realizará o que eu mais quero na vida. Uma questão de tempo — Astamon saiu de perto dele e volta ao dirigível — é melhor sair daqui velhote senão vai torrar nesse sol.

— Hum amor volta pra cá — disse Witchmon agarrando o outro para dentro.

Barbamon faz surgir uma fumaça da cor roxa. A fumaça o cobre todo até ele desaparecer.

Distante dali alguém o observa. Segura uma câmera digital e filmou tudo o que o velho fez. A pessoa desliga o aparelho e vai embora.

— Agora a farsa vai acabar — falou uma voz grossa e meio rouca. O sujeito saiu voando.

Uma explosão pode ser ouvida na zona florestal. Árvores caiam e digimons corriam com medo. Uma arvore centenária foi derrubada. O causador daquilo era Cerberusmon que decidiu causar a desordem nos domínios das crianças. Primeiro ele atacou a cidade de Digicity, agora a região florestal. O cachorro dilacerava qualquer inimigo que surgia pela frente desde Woodmons até Flymons. Ninguém poderia vencê-lo.

— Dessa vez eu não sairei para outro lugar. Aqui será o meu campo ou de vitória ou de derrota — disse o cachorro rindo da situação.



Notas finais do capítulo

Não pensei em outro título para o capítulo. Como já perceberam as novas evoluções iniciaram. Só faltam mais alguns. Eu olho e às vezes sinto falta da Lúcia e do Aiko. Porém os dois não estão muito influentes nessa saga. Aiko terá uma grande participação na outra saga. Só pra adiantar. Tá até setembro com a outra atualização. ^^