D.N.A Advance: Nova Ordem do Século escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 12
Ninjamon e a derrota de Cerberusmon


Notas iniciais do capítulo

Pensei que ia postar isso aqui só em setembro, porém deu tempo pra fazer isso no dia 31. Para alegria dos meus leitores. Sem notas finais pessoal.



— Encontrou o escolhido que o SkullMeramon disse?

— Sim chefe. O garoto chama-se Freddy e é um digiescolhido. Ele nem sequer se juntou aos outros, por isso vive sozinho com o seu parceiro — respondeu Musyamon.

— Interessante. Nem mesmo Gennai sabe da existência desse rapaz. Ele vai servir de arma contra os demais. Quem disse que eu quero atacá-los fisicamente? Ledo engano — falou Astamon numa sala com uma única mesa e cadeira. O ambiente da sala era úmido como se estivesse numa caverna.

— O garoto e o parceiro dele estão na cidade de Las Merinas. Fica próxima daqui. Se quiser eu posso ir atrás deles...

— Não. Isso é trabalho meu. Sou perito em persuadir meu caro. Sei que o meu melhor ataque é a minha persuasão. Por exemplo, Witchmon você vai até aquela floresta — ele foi até a bruxa e entregou um aparelho parecido com um leitor de código de barras, mas a função deste era escanear — Tome isto, aponte para o Beelzebumon.

— Só isso meu lindo? — perguntou ela.

—Só isso meu bem. Eu irei logo atrás de você e deixa que eu faça o resto do serviço. Hoje o dia estará cheio para mim. Neo você localizou o SkullMeramon?

— Eu o falei que você quer falar com ele. Disse que te esperaria na frente da mina e que precisa de uma ajuda mesmo. A Liga Negra foi desfeita e todos ficaram pobres — respondeu NeoDevimon.

— Acho que está na hora de colocar ordem nesse barraco. O digimundo já teve tempo demais de paz. Esses fedelhos já eram. Os idiotas da ex-Liga Negra não passam de fracassados. Este mundo precisa de criminosos mais profissionais e inteligentes e eu vou mostrar que ainda está em tempo.

Astamon saiu da sala sendo seguido pelos três. Eles passaram por um corredor escuro e úmido com algumas tochas acesas nas paredes. Depois ele passou por outra porta e começou a descer uma escadaria em forma de espiral. Depois de muito descerem eles entraram num grande salão onde dava para notar o carro do vilão e alguns monitores.

— Eu sei que devo alguma coisa para aqueles idiotas por ter me tirado daquela casa e me ajudaram neste esconderijo, porém não é o suficiente. Devo dizer que demonstrarei a minha gratidão diretamente para aquele velho decrépito que se chama Barbamon. O que é dele está guardado. Vamos Witchmon passar pelo portal.

Ele começou a digitar algo no teclado que lá tinha. Um portal começou a se formar no meio do salão por causa de uma máquina que permite formar portais para outro lugar. A máquina era parecida com uma porta grande. Um brilho forte começou a formar e Witchmon ultrapassou.

— Bom chegou a minha vez. Espero que fiquem bem sem mim rapazes — disse Astamon preparando o portal para outro lugar.

...

Jin ainda morava em Odaíba com a sua mãe e com o seu parceiro Mushroomon. O garoto era um verdadeiro modelo de nerd, não largava seu aparelho de jeito algum. Era praticamente o dia todo com o tablet. Ele, no momento, fazia a lição de química da escola pesquisando no computador no escritório da casa. De repente um sinal começa a tocar dentro da mochila dele. Ele tira o digivice de dentro e verifica. Assusta-se quando vê na tela do aparelho o sinal de perigo.

Mushroomon assistia televisão na sala da casa. O cogumelo fazia o que sempre faz a tarde todos os dias: assistir. Sentado no sofá ele não perturba ninguém. Porém Jin o chama para falar sobre a chamada do digivice.

— O meu aparelho apitou incessantemente. Espero que não tenha ninguém querendo atacar a floresta. Espero que não.

— Espero que sim. Eu quero que tenha para meter a porrada neles — disse o Digimon com a cara de quem queria lutar muito.

— Vai com calma amigo. Não é assim que se resolvem as coisas no digimundo. Prefiro não ter inimigos na altura desse campeonato.

Vários digimons que viviam na floresta ficaram mantidos reféns pelo Cerberusmon. O cachorro do mal pediu para um subordinado seu se encarregar de vigiá-los. O tal subordinado era um ser chamado Kougamon. Este era baixo, ninja e portava algumas armas características. O lenço que vestia para cobrir o rosto era roxo.

O cachorro foi para outra parte da floresta afastada do local povoado. A maior concentração de habitantes ficava no distrito da Grandes Árvores. Eles viviam em casas nas árvores ou no solo com residências parecidas com cogumelos. Kougamon incendiou suas casas, saqueou os pertences, destruiu os objetos nas casas das vítimas e matou quem se atrevesse a fugir.

— Escutem bem o que eu digo. Quem pelo menos tentar fugir deste local eu corto em pedaços — ele pegou todos os reféns e os juntou dentro de um círculo. Tal círculo era feito pelas folhas. Se colocassem um centímetro do corpo pra fora morriam esfaqueados.

Jin apareceu na floresta pelo portal na sua casa. O rapaz foi até a varanda e viu o movimento lá embaixo. Nenhum habitante sequer. Era estranho, pois todos os dias passavam vários digimons por ali. Mushroomon ficou estranho, calado. O rapaz preocupou-se com o amigo.

— Mush o que houve contigo?

— Não sei bem o que dizer. É uma sensação estranha. A floresta está tomada por uma força maligna. Isso me dá calafrios.

— Precisamos descer. Vamos sair dessa maldita casa da árvore.

Eles ficaram por trás das árvores observando o que estava acontecendo. Viram algumas casas destruídas ou queimadas. Uma devastação aconteceu. Mushroomon escutou vozes vindas de uma parte da floresta. Os dois foram para o local em que os reféns estavam.

— Não é possível. Quem está fazendo algo assim? — indagou escondido atrás da arvore.

— Eu te disse que iria ter inimigos — sussurrou o Digimon.

— Droga. Preciso da ajuda do Paulo. Se alguém da Liga Negra estiver aqui envolvido estarei ferrado — ele digita algo no aparelho em seu pulso. Um bip é acionado — Já enviei a mensagem para ele. Realmente eu preciso de ajuda.

Uma estrela ninja é jogada contra a árvore e atinge centímetros de distância do jovem. Kougamon aparece diante deles agarrado as árvores. O digimau havia percebido a presença dos dois desde quando eles desceram da casa da árvore.

— O mestre Cerberusmon ficará feliz com a presença de vocês — falou ele rindo — Porém, talvez, eu me encarregue de acabar com a raça de vocês.

Ele começa a jogar estrelas na direção do garoto. Ele se abaixa junto com o seu parceiro. Depois eles correm. O digimau pega uma zarabatana e usa para acertar um dardo contra a perna do garoto que cai ao chão. Ele ficou com a perna direita paralisada.

— Não consigo me mexer. Não sinto a minha perna.

— É claro que não vai sentir. Esse veneno paralisa por horas o local atingido. Você agora é uma presa fácil seu pivete — ele puxou uma espada em suas costas.

— Nem tente fazer algo contra o meu parceiro ou...

— Ou o que? Vai fazer o que? Um cogumelo que fala vai me atacar com esporos? Não me faça rir — desdenhou.

Mushroomon ficou com muita raiva. O parceiro de Jin ficou tão sério que nem quis saber dos apelos do menino. Ele queria é lutar. Portanto o seu desejo virou realidade a partir do momento em que a evolução alternativa foi acionada no digivice.

ALTERNATIVE EVOLUTION

— Mushroomon digi evolui para... Ninjamon!

— Uau ele evolui para uma forma alternativa. Nunca pensei que ele ficaria assim, ficou ótimo — falou Jin ao mesmo tempo em que pegava o digivice e apontava ao parceiro.

DIGIMON: NINJAMON

Atributo: Vacina;

Nível: Adulto;

Tipo: Mutante;

Família: Vírus Busters/ Nature Spirits;

Nível de Poder de Dados: 6000 PD

Ninjamon esquivou dos intensos ataques do seu inimigo. Kougamon jogava várias shurikens contra ele, porém acertava apenas as árvores. O outro não ficou para trás e também usou as estelas para contra-atacar. Ambos puxaram a espada e começaram a travar uma luta com as lâminas.

Kougamon subia nas árvores e usava as folhas para se camuflar. Ninjamon atacava com a espada e cortava vários galhos em seu caminho. O vilão usa uma técnica para se multiplicar e gerar um sósia.

— Quero ver se vai escapar de mim agora — um clone ataca o parceiro de Jin por trás, porém ele se desvia a tempo de ser cortado pela espada. Duas shurikens avançam contra o ninja vermelho. Ele se abaixa e por pouco não é acertado. O clone é alvejado e vira fumaça.

O menino vai se arrastando até chegar aos reféns. O Bearmon corredor também estava entre eles. O garoto ser ajudado por ele. Como o digimau estava ocupado lutando então ninguém vigiava no momento.

Uma árvore de porte médio foi cortada desde o caule por causa da shuriken grande do Kougamon. Ninjamon não ficou para trás e também usou a sua arma principal. Ele correu sobre as copas das árvores para distrair seu rival. O ninja maligno perdeu o outro de vista.

— Aonde ele foi?

Kougamon pulou de galho em galho. Ele parou quando viu algo se mexer nos galhos de uma árvore maior. Ele pegou as suas estrelas e as lançou. Uma delas acertou o possível Digimon. Porém essa era a ideia do herói. Ninjamon acertou com a sua espada as costas do inimigo.

— Você não é páreo para vencer um digiecolhido, idiota — falou Ninjamon.

— Você me venceu. Eu aceito a minha derrota. No entanto o meu mestre vai assumir o controle dessa área custe o que custar — depois de falar ele cai do galho até o chão.

— Afastei-me demais. Cerberusmon vai atacar — ele sai pulando de árvore em árvore.

Enquanto isso...

— Todos podem sair daqui. Não voltem pra cá. Essa região está muito perigosa — falava Jin aos habitantes da floresta — Obrigado Bearmon.

— Não há de que. Para isso servem os amigos — o urso olha pra trás e assusta-se com o que vê — Ohou. Problemas.

— Cerberusmon! Não pode ser.

O cachorro começou a rir da cara de assustado do garoto. Para ele isso era maravilhoso ter que ver no semblante de um rival a sensação de medo.

Enquanto isso SkullMeramon esperava a chegada do Astamon em frente a mina. Um carro Monster parou e dele desceu o homem. Este andou alguns metros até ficar cara a cara com o outro.

— Você me quer, estou aqui — falou o mais forte fisicamente.

— Sabia que viria. Então eu não vou dar mais nenhum rodeio. Irei logo ao ponto — disse o mascarado.

— Então já deve saber que o nosso tesouro foi extinto por aquele idiota do Gennai. Ele nos tirou exatamente tudo que tínhamos. Eu quero vingança, mas não sou que nem o tolo do Cerberusmon que decidiu enlouquecer e atacar tudo. Asuramon sumiu do mapa, mas disse que vai retaliar os escolhidos e Antylamon... Esse nem sei se existe mais. E também tem a história do traidor.

— Eu pensava que você era o traidor. O que fazia em todas as vezes que sumia das reuniões do grupo?

— Preciso garantir o meu futuro principalmente agora com essa crise. Fiquei aproveitando enquanto os meus colegas se reuniam eu desviava um bocado da mercadoria dessa mina para uma área escondida. Há uma caverna no lado mais ao sul que deixei armazenado tudo o que tenho. Mas nem se compara com todo o tesouro desse local.

— É por isso que te chamei aqui. Para fazermos um pacto. Que tal trairmos os demais e ficarmos com tudo. Você e eu rachamos pela metade tudo o que há nesta região.

— Quanto ao Vademon? Ele sabe que eu faço isso.

— Querido Skull, o que mata a pessoa é a preocupação exacerbada com algo banal. O cabeção sabe do que fazia, entretanto não sabe do nosso acordo. O que se deve fazer num caso como esse é cortar o problema pela raiz. Sabe o que fazer. E então? Fechado? — Astamon ergueu a mão.

— Tudo bem, fechado — ele controlou o calor do corpo e cumprimentou.

— É isso aí. Encontre-me aqui dentro de alguns dias quando eu tiver acabado definitivamente com os digiescolhidos. Seremos grandes parceiros — Astamon sorriu de canto enquanto cumprimentava seu “colega”.

Jin deu vários passos para trás com muito medo do monstro a sua frente. O cachorro mostrou os dentes caninos pontiagudos para ele o ameaçando.

— O que pretende atacando os inocentes dessa região?

— Ainda pergunta? Acha mesmo que eu vou permitir que isso continue assim? Os digiescolhidos são as pragas deste mundo. Por culpa de todos vocês muitas pessoas boas ficaram corruptas. Eu tenho a obrigação de extingui-los definitivamente.

— Não entendo. Como pode pensar numa coisa assim? Nós trouxemos a paz para este planeta desde que as trevas foram banidas. Demos o nosso sangue para acabar com o mal que a droga do Daemon promoveu. Demos uma nova geração de esperança para todos.

— Cale-se! — rugiu deixando Jin espantado. Bearmon tentou ir pra cima, porém foi impedido pelo garoto — Diga isso para Astamon hein! E o parceiro que ele teve quando era um pobre Digimon indefeso.

— Não compreendo. Astamon é cruel, como pode ter sido um digiescolhido?

— Ele me disse com tristeza. O parceiro dele era um garoto como você, porém quando se juntou ao grupo dos escolhidos ficou cruel. Portanto ele ficou amargurado, frio e cruel. Ele é o produto da crueldade que vocês promoveram. Agora chegou o momento de fazer justiça por esta causa matando-o.

Uma shuriken é lançada contra o cão que conseguiu desviar facilmente. Ninjamon apareceu para proteger o parceiro das garras do inimigo. Ele retirou a espada das costas e ficou preparado para lutar.

— Cheguei a tempo. Acabei com aquele Kougamon. Agora acabarei contigo. Não o perdoarei por ter ameaçado o Jin — ele ficou em posição de batalha.

— Obrigado parceiro. Chegou a tempo. Agora cuidado com ele. Sua força e rapidez são inigualáveis dentre os membros da Liga Negra.

O parceiro de Jin correu na direção do cão. Por um instante ele desapareceu na frente dele. Cerberusmon ficou parado atento aos movimentos do oponente. Percebeu quando o ninja vinha por trás então desviou com muita rapidez.

— Lançamento de Shuriken ao Estilo Iga — a estrela maior veio em direção ao cachorro.

— Chama Esmeralda — ele solta uma forte rajada quente da sua boca e transforma a estrela em dados.

Antes mesmo que Ninjamon pudesse se defender o vilão desaparece e aparece na frente dele. Dá-lhe uma cabeçada com tanta força que o faz cai de dor. Em seguida usa as garras da sua pata para atacar. A espada é jogada para longe e enfia numa árvore qualquer. Em seguida começa a dar várias patadas no outro o machucando com os ataques. Por fim das contas Ninjamon cai ao chão com alguns hematomas provocado pelo espancamento. Cerberusmon pisa sobre ele e o humilha.

— Ninjamon! — fala o garoto ao ver o estado do parceiro.

— Você vai ver isso — o cão sai de cima dele e vai à direção do humano. O seu parceiro praticamente grita para que fuja, porém Jin não obedece.

Bearmon ficou na frente do garoto. Correu pra cima do inimigo, porém com apenas uma patada foi lançado pra longe. Agora Cerberusmon tinha tudo para realizar o seu plano com sucesso. Jin estava sentado ao chão e a cada passo que o monstro dava ele se afastava para trás até que encostou no muro de uma casa.

— Não há final feliz para esta história. O túmulo de um digiescolhido será aqui. Quais são as suas últimas palavras? — perguntou rindo e mostrando os dentes.

— Socorro! — ele fechou os olhos e esperou ser atacado.

Uma bala é disparada e atinge próximo ao lugar que o vilão estava. O cão olha para trás e vê outro menino vindo em direção a eles. A pessoa era Paulo que veio salvar o amigo. Logo depois surge Beelzebumon com a sua arma na mão. Ele apareceu com a sua forma típica de sempre.

— Você está bem? — perguntou Paulo ajudando o amigo.

— Estou amigo. Ajudem o meu parceiro. Mushroomon evoluiu e apanhou feio. Acho que ele está ferido — respondeu levantando.

— Como ousam me atrapalhar assim? — O cachorro ficou furioso com a intervenção.

— Aproveitando-se para atacar alguém mais fraco? Que tal lutar com alguém mais apto? — Beelzebumon colocou a arma na perna esquerda e se preparou para lutar.

Witchmon observava por trás de uma árvore. A bruxa pegou o aparelho e apontou para o lorde, porém não conseguiu por causa da luta que havia começado. Ela se segurou no tronco, pois uma ventania surgiu nesse exato momento. Assim que viu os dois saírem dali os seguiu com certa dificuldade. Eles eram muito rápidos.

— Eu mereço — resmungou pegando a sua vassoura e voando.

Beelzebumon sacou as pistolas, atirou contra o digimau. Este correu para dentro da floresta. O homem o seguiu indo por cima das árvores. Minutos depois uma grande explosão acontece e várias árvores são derrubadas e destruídas. O digimau soltava as suas rajadas de fogo mais fortes e potentes como antes. Beelzebumon era bem mais poderoso que ele.

— Não é possível — Cerberusmon diz isso quando solta o seu melhor ataque e o lorde demônio simplesmente ultrapassa as chamas infernais dele — Eu nunca vi isso em toda a minha vida.

Nesse momento Witchmon consegue mirar o aparelho e escaneou o pai do Paulo. Depois de fazer isso ela saiu vagarosamente sem ser notada.

O Cerberus tentou usar a mesma técnica com suas garras, como fez com Ninjamon, porém isso não deu certo contra um ser na forma extrema. Se Beelzebumon quisesse acabar com ele poderia fazer a qualquer momento.

— Isso é por ter feito com os inocentes naquele trem — ele usa as suas garras para acertar em cheio o inimigo — Isto é para o caos que formou na floresta. E por fim ao que fez com um digiescolhido.

Depois de atacar com suas garras ele saca as duas armas e atira contra o digimau. Ele cai ao chão ferido e cansado. O cano da arma fica sobre a sua cabeça.

— Vamos pode me matar. Como matou Arkadimon.

— Não. Eu não sou cruel e nem assassino a ponto de matar alguém que não apresenta mais perigo. O que vai acontecer agora é a sua prisão. A polícia vai vir em alguns minutos — Beelzebumon retira a arma e vai embora deixando o cão para trás.

O tempo passou e Cerberusmon continuou desmaiado. Passos são claramente percebidos por causa das folhas no chão. Alguém estava se aproximando do Digimon ferido. O sujeito vestia uma roupa preta muito parecida com a que o Beel usava.

— Gostou da estória que eu te contei?

O cão abre os olhos e olha para o sujeito. Era muito parecido com o pai do Paulo. Tudo era igual, máscara, roupa, rosto, a cauda, cabelos, menos os olhos que eram de uma cor completamente diferente. O estranho se aproxima e sussurra algo no ouvido dele, depois disso ele pega uma arma e atira.

— Um belo filme de terror — disse Witchmon com uma câmera filmadora.

...

Gennai tomava um chá sentado ao chão da sala da sua casa. O homem sente a presença de uma pessoa na residência. Ele abre os olhos e vê a pessoa parada na sua frente. Ele se levanta e põe a xícara sobre a mesinha de madeira no centro. Vira-se e pede para que Linx o siga para outro canto. Chegaram na sala ou quarto de visitas. O cômodo era amplo com duas almofadas para sentar. Ele se sentou e em seguida ela.

— Gennai você não muda mesmo não é? — ela indagou — Sempre surpreendendo quando pode. O que o motivou a me chamar depois de tanto tempo sem se comunicar diretamente conosco? Por que não nos avisou de antemão que lidávamos com o psicopata do Astamon?

— Descobrimos que a Liga deu ordens para que houvesse uma missão de resgate para libertá-lo da prisão. Alguns dias atrás ele foi solto daquela cadeia e fugiu. Tentei mandar um aviso aos escolhidos, mas tentei poupá-los achando que nada de grave iria acontecer.

— Nos poupar? Aquele assassino quase matou o Paulo naquele ginásio. O garoto ficou com uma arma na cabeça e o bandido decidiu se o matava ou não — falou Linx de forma irritada com o parceiro.

— Eu sinto muito por isso. Sinto mesmo. Agora não há como mudar a situação. Eu te chamei aqui para informar que eu tenho um contato direto dentro da própria Liga Negra.

— Gennai isso quer dizer que existe um espião como membro da Liga?

— Isso mesmo. Ele é um agente secreto. Entrará em contato contigo e dará informações valiosas. Sei de coisas que nem sonha em saber. E é por isso que ele vai aproveitar essa crise e contar a verdade.

— Conte-me agora — ela insistiu — Existe algum segredo por trás daqueles digimons. O que é?

— Linx preste atenção — ele retira um papel do bolso do casaco e entrega para ela — confia em mim. Eu não vou te contar, pois corro o risco de ganhar o seu ódio. O agente vai entrar em contato contigo e lhe dirá tudo. É só isso que tenho para adiantar.

Ela ficou desconfiada das palavras do amigo. Levantou-se, ainda tentou dizer algo, entretanto apenas saiu deixando-o sozinho.

— Ah — ele suspirou com o peso na consciência — Barbamon o que fez?

Ainda na floresta, Paulo ajudou o amigo a caminhar até a casa do Bearmon que, por incrível que pareça, não ficou destruída. Ninjamon conseguiu aguentar a dor e ficou de pé ajudando o parceiro. Jin sentou-se numa cadeira de madeira e tomou um chá preparado pelo próprio urso.

Beelzebumon retornou, porém ficou de fora da casa já que era grande o suficiente para bater a cabeça no teto. Ele sentou em frente a casa. Ninjamon se aproximou dele.

— Valeu colega por salvar as nossas vidas. Afinal cadê o Cerberusmon?

— Ele saiu pra almoçar. Dei um banho de água fria nele.

— Você o matou?

— Não. O deixei ferido alguns quilômetros daqui. Ele será preso pelos crimes que cometeu — o homem encostou a cabeça na parede e sentiu o sol esquentar o seu rosto com a máscara.

— Se não fosse por vocês me salvarem, estaria morto agora. Paulo eu nunca senti tanto medo em minha vida. Pensei que ia realmente morrer.

— Fica calmo Jin, está tudo bem. Amigos são pra essas coisas.

— Paulo tem algo mais preocupante nisso tudo. Quando Cerberusmon estava prestes a me atacar ele falou algo relacionado ao Astamon. Disse que ele era um Digimon parceiro de um digiescolhido no passado e que só se corrompeu porque o menino ficou do mal após conhecer um grupo chamado de: os Digiescolhidos.

— Não posso acreditar nisso. Como um ser perverso que nem ele era parceiro de um garoto?

— Não sei amigo. Só sei que essa história vai feder e muito. Pressinto que não haverá mais paz enquanto esse ser estiver a solta por aí — Jin tomou o resto do chá. Paulo olhou para seu amigo e ficou pensando no que ele disse. Como Astamon teria algum parceiro?

...

Freddy passou o cartão na máquina e pagou as roupas que comprou na loja. O garoto comprou algumas peças para ele já que seu parceiro não queria tirar sua tradicional roupa. Gokuwmon pegou as sacolas e ajudou o rapaz. Os dois andavam pelo grande Shopping de Las Merinas, o maior de todo o planeta digital. Depois de um dia inteiro nas ruas da cidade eles voltaram para o hotel. O garoto entrou na frente, acendeu a luz e levou um enorme susto ao ver um sujeito muito estranho na sala do apartamento.

— Quem é você?! Como conseguiu entrar aqui? — perguntou Gokuwmon com o bastão nas mãos.

— Boa noite rapazes. Que recepção calorosa essa. Deixe que me apresente. Sou o Astamon...