O Pesadelo Ruivo escrita por bubblegumbitch, Jigglepuff, Jigglepuff


Capítulo 4
A maldição de Aquiles


Notas iniciais do capítulo

Calma ai semideusada, porque essas armas apontadas para nós?! -q haushaushaushau
Sério, sorry pela demora; não temos a fic escrita e talz, por isso escrevemos um capítulo por vez -pq nós é outro nível-, no entanto já começamos a escrever o próximo e tenho a esperança de postar mais rápido desta vez :S
De qualquer forma, esse capítulo ficou bem melhor do que eu esperava apesar de achar que o início ficou tipo, muita dor de corna mas...
Enjoy :3
Ah, um beijinho like a dementador para a linda da Clara Valdez que deixou a linda da nossa primeira recomendação ú.ú





Uma lua pálida brilhava timidamente sobre o acampamento, uma brisa suave vinda da praia açoitava as copas das árvores na densa floresta. Apesar do agradável clima que circundava o acampamento, a atmosfera tensa se condensava sobre os campistas, como uma nuvem que constantemente pairava sobre suas cabeças. Mas Nico não se deixara levar; estava, para a surpresa de muitos, até onde seus limites o permetiam, contente.

Sua conversa com Rachel fora, de longe, a melhor que já tivera com um campista. Apesar de seu jeito extravagante e seus constantes ataques histéricos de riso, era, surpreendentemente simpática.

...e muito bonita também, disse uma vozinha solitária nos seu subconsciente.

Se repreendeu quase instantaneamente; só não dera um forte tapa em seu próprio rosto pois estava passando por uma multidão de campistas e, ele já chamava muita atenção sem dar motivos para acharem que era louco.

Deu uma volta pela orla da praia. Ficaria uns dias no acampamento, até Rachel convencer Percy, o que, na opinião dele, não seria muito difícil. Seguiu para o chalé de Hermes, onde ele não dormia confortavelmente, diga-se de passagem, quando visitava amigavelmente - ironicamente falando - o acampamento. Por um breve momento de delírio pessoal ele cogitou a ideia de participar da fogueira desta noite... Prosseguiu seu caminho sentindo-se um completo idiota, alegando para si mesmo que aquele pensamento fora apenas fruto do nauseante cheiro dos campos de morangos.


A poucos metros de onde Nico se encontrava, Rachel estava deitada fitando debilmente o teto cinzento do chalé de Hermes. Estava ansiosa para poder enfim conversar, realmente, à sós com Percy. Ela queria, de fato, ajudar Nico, mas apenas se oferecera a faze-lo pois cobiçava a muito um momento em que pudesse conversar verdadeiramente com o garoto.

Estava nervosa. Gostaria de dizer-lhe abertamente o que sentia, contudo sabia que era uma questão delicada. Percy passara tempo demais ausente; fizera novos amigos; passara por diversas aventuras com eles, e Rachel sabia, ou pelo menos imaginava, o quanto significavam para ele... Enquanto ela era apenas mais uma em sua enorme lista de pessoas que um dia vieram a passar por sua trajetória. Talvez um dia houvesse tido uma oportunidade, mas escapulira de seu domínio e, agora estava de mãos atadas ao vento.

Pensamentos confusos vagueavam sua mente quando, enfim, se deixara levar pelo cansaso do dia estranho que tivera.


O dia amanhecia fugazmente por trás da linha do horizonte, aquecendo os chalés confortavelmente silenciosos a essa hora da manhã. Estava um lindo dia, como sempre, mas para Annabeth, nem tanto assim. A garota estava brigada com Percy, e ele nem se dera ao trabalho de se desculpar. Se bem, que quando a loira pensava bem, Percy não tinha com que se desculpar, mas o seu orgulho vivia impedindo de que ela falasse com ele, assim, os dois continuaram brigados. Annabeth tentou tirar esses pensamentos da cabeça, e foi para o pavilhão, e no caminho, encontrou o seu semideus menos preferido no momento.

– Annabeth! – Percy gritou e foi em direção a garota.

A loira pensou em ignorar, porém, realmente sentira falta do garoto, então se limitou a responde-lo.

– Oi, Percy.

– Olha, desculpa. Eu não sei com o que estou me desculpando, mas você não fala comigo, e eu não sei o por quê, e sério Annie...

Annabeth o interrompeu.

– Primeiro: Não me chame de Annie, e está tudo bem.

– Sério? – perguntou Percy – Nós realmente precisamos conversar! A profecia, você sabia, não é?

– Sim, Percy. – ela respondeu.

– Por que você não me falou? Todos esses anos, e, se a profecia realmente for sobre mim, eu precisava saber! – exclamou Percy.

– Eu fiz um juramento, e olha, tenho pesadelos até hoje. E esse nem era o momento certo, nós tinhamos que ter esperado mais.

O garoto suspirou.

– Annabeth, eu não sei o que fazer, desde que Rachel recitou a profecia, eu só tenho pensado nisso e...

– Ela não devia ter feito isso! Você não podia saber da profecia agora. Aquela garota estragou tudo! – exclamou Annabeth.

A garota foi interrompido por um furacão ruivo que chegara por ali.

– Percy, precisamos conversar. – disse Rachel calmamente, ignorando Annabeth por completo. A loira a fuzilou com os olhos. Não fizera nem uma semana e ela, de longe, já não gostava da garota. Não era seu costume agir assim, o que era estranho; simplesmente não ligava, não se importava. Mas agora era diferente, sentia-se inquieta e com o sangue fervendo em suas veias. No fundo ela sabia o motivo de toda essa raiva pela ruiva, assim como sabia que era orgulhosa demais para admiti-lo em voz alta e que não cederia tão facilmente.

– Ele está ocupado, como pode ver. – disse rispidamente, empurrando Percy para longe da garota. Rachel se sentiu meio desconfortável com a resposta, mas devolveu na mesma moeda.

– Assim como pode ver que estou falando com ele, e não com você.

Annabeth que estava empacada no mesmo lugar tentando inutilmente afastar o máximo possível o garoto que corria os olhos de uma para a outra, como se esperasse que uma bomba explodisse entre as duas, virou-se lentamente.

– Acontece que estamos conversando sobre a burrada que você fez! – exclamou a loira.

– A culpa não é minha que vocês tenham escondido isso por tanto tempo dos campistas, tá legal?! – retrucou a ruiva, alterando o tom de voz – Acha que são idiotas? Eles descobririam uma hora ou outra, afinal também estão envolvidos, trabalharão para defender o acampamento tanto quanto você!

Annabeth riu debochadamente, empurrando Percy para fora de seu caminho.

– Você chegou aqui a... o que, três dias? E fala como se soubesse o que é melhor para eles. É idiota de nascênça ou faz um esforcinho?

– Você age como se a nossa opinião fosse algo dispensável; como se fosse superior a nós – gritou Rachel, fora de si – Mas não passa de uma garota insegura em busca por atenção!

A esse ponto uma plateia de campistas se estendia a sua volta. Ambas estavam com os rostos vermelhos de raiva, tanto que os morangos ali próximos sentiriam inveja.

– E o que você sabe sobre isso, sua ruiva sardenta? – rugiu Annabeth.

– Melhor do que ser uma filha de Atena babaca e loira oxigenada!

– Aarrgh! – grunhiu a loira. Estavam tão próximas uma da outra que bastava um simples aceno com uma das mãos para dar-lhe uma bofetada no rosto. E Annabeth o fez sem hesitar. Bom, penso que possa imaginar o que veio à seguir.

Uma Rachel “revoltada” e com uma expressão homicida no rosto anormalmente vermelho, a ponto de quase não conseguir distingui-lo de seus cabelos, praticamente voara em cima de Annabeth, derrubando-a de costas na terra áspera e quente. Os gritos de incentivo e repreensão quase não eram ouvidos pelas garotas; como se estivessem envoltas por uma bolha de ar que as separava de todo o resto.

Era uma briga violenta, sem armas, apenas mãos contra mãos. Puxões de cabelo para um lado, arranhões e bofetadas para outro... Provavelmente continuaria de mal à pior, se Percy não tivesse acordado de seu transe e se interposto entre as duas. Charles Beckendorf, que assistia a tudo de perto, seguiu o exemplo do garoto e o ajudou a separar, com custo, as garotas que se entreolhavam ferozmente. Ambas estavam com os cabelos desengrenhados e bufavam com raiva. Annabeth olhou para todos a sua volta, e disparou em direção ao chalé de Atena, a multidão de campistas já ia voltando a suas atividades diárias, murmurando sobre a briga, e Rachel, que ia se acalmando aos poucos, olhou para Percy e disse:

– Podemos conversar agora?

– Você não quer ir a enfermaria primeiro? – perguntou o garoto.

– Eu estou bem – grunhiu Rachel. – Agora, vem comigo.

A ruiva nem esperou por uma resposta, e foi em direção ao chalé de Hermes, que por incrível que pareça, estava vazio.

– Percy, você precisa ir com Nico. – disse Rachel.

– Do que você está falando? – perguntou ele, na lerdeza de sempre.

– Você sabe. Estige. A Maldição de Aquiles. – respondeu Rachel pausadamente.

– Como você sabe? – perguntou ele.

– Não importa. Mas você precisa ir, precisa salvar o acampamento! – exclamou a ruiva.

– Rachel, eu não sei...

– Percy, você sabe que é o certo. Você precisa ir. É a nossa única chance. – afirmou Rachel.

– Não acredito que eu vou dizer isso, mas tudo bem. Eu vou. – disse Percy. – Onde o Nico está?

– Bem aqui! – disse Nico, saindo de algum canto do chalé de Hermes. – Então, amanhã nós vamos, tudo bem?

Percy correu os olhos entre Rachel e Nico, suspirou e assentiu lentamente com a cabeça.


No dia seguinte, após um longo e sonolento café-da-manhã, Nico atraiu para perto deles a Sra. O’Leary, que aparentemente era a única realmente empolgada ali. Montaram temerosos no grande corpanzil da cadela e mergulharam na escuridão.

Percy não sabia distinguir ao certo o que estava sentindo naquele momento. Suava frio e suas pernas pareciam feitas de gelatina, ou de chumbo, incapacitando-o de andar. Nico não parecia muito melhor. Estava ainda mais pálido que o comum e parecia, do seu modo, preocupado.

Emergiram na base de um penhasco, numa planície de areia vulcânica preta. À direita, o Rio Estige irrompia das pedras e rugia para baixo por uma cascata de corredeiras. À esquerda, bem longe na escuridão, fogueiras queimavam nas fortalezas de Érebo, as grandes muralhas negras do reino de Hades. Percy estremeceu, havia estado ali uma única vez, acompanhado de Annabeth e Grover, e não estava lá muito entusiasmado para repetir essa aventura. Apenas Sra. O’Leary estava feliz. Ela correu ao longo da praia, pegou aleatoriamente um osso de uma perna humana na esperança que um dos garotos partilhasse uma divertida brincadeira com ela.

Caminharam por campos negros de grama pontuados com álamos pretos. O ar ali era cálido e gélido, e era como se uma brutal brisa, se forma que não chegava a ser considerada vento, arrasta-se toda a esperança proveniente de si. O garoto pensou que passaria toda a eternidade ali, vagueando por aqueles vales desconfortavelmente negros, e logo tentou afastar essa ideia de sua cabeça.

Bom não pretendo narrar à vocês o que pareceu ser a ruína da vida de Percy, a prisão planejada do garoto e a desilusão de Nico. De forma que, contarei-lhes apenas que, somando a tudo o que viu e ouviu enquanto estivera submerso no Estige, uma das cenas que o conectara a sua vida mortal, estavam longas e inconfundíveis cabeleiras ruivas e loiras. Rachel e Annabeth.




Notas finais do capítulo

PS: Não nos responsabilizamos por danos morais devido o brilho excessivo proveniente de um certo filho de Hades -q
PS2: Me dói o s2 ter de dividir o Nico com a Rachel mas, cá entre nós, todos sabemos que isso nunca irá acontecer haushaushaushau ~le eu maléfica like a Felix
Até o próximo semideuses(as)! E eu tenho um professor like a Felix :P