O Pesadelo Ruivo escrita por bubblegumbitch, Jigglepuff, Jigglepuff


Capítulo 3
Nico di Angelo


Notas iniciais do capítulo

~le Thamyres e Jigglepuff desviando de adagas e maldições imperdoáveis lançadas pelos leitores~

~LEIAM PARA ENTENDER MELHOR A HISTÓRIA~
Well, a história se passa no tempo da guerra contra Cronos, onde a Rachel é uma semideusa e tal. Imaginem que no livro a batalha do labirinto, aquele ataque de empousa não aconteceu. Ou seja, Percy e Rachel estudaram juntos, se tornaram bffs (lol) e se beijaram uma certa vez. Mas de qualquer forma, o Percy e a Annabeth também se beijaram. (confuso, i know) ENFIM, se vcs tiverem alguma dúvida em relação a fanfic, deixe um review. Deixe um review mesmo se não tiver dúvida nenhuma :) Nos desculpem a demora, e ENJOY IT!
— Thamyres.





(Para entender melhor a história, leiam as notas iniciais!)

No horizonte o sol nascia, guiado por Apolo, iluminando e colorindo com suas graciosas cores de verão acampamento. Apesar do dia estar amanhecendo, Percy não pregara o olho. Estava inquieto com a proposta de Nico. Devia ou não fazê-lo? Analisava milimetricamente o plano, estudando todas as suas possíveis falhas. Apesar de estar relutante em aceitar, ele não tinha opção melhor, e sabia muito bem disso. Em seu subconsciente uma vozinha irritante vivia a atormentá-lo. "Você não terá chances, ou quer ver todos os seus amigos massacrados até a morte?", dizia. Por mais que não admitisse, ele concordava secretamente. Não queria e, não podia decepcioná-los agora, nesse momento tão crítico da guerra. Eles, de fato, contavam com ele.


Tentando ao máximo afastar esses pensamentos, o moreno levantou-se e foi em disparada em direção ao banheiro. Essa era uma das vantagens de ser filho de Poseidon: uma simples ducha recobrava suas energias e levantava seu astral.

Inesperadamente seus pensamentos voaram em Annabeth. Não sabia ao certo o que sentia pela loira, e com a chegada de Rachel tudo ficara ainda mais confuso. Ambas ultrapassaram as "barreiras da amizade" no verão anterior. O beijo de Annabeth fora instigante, sem dúvida, mas o da ruiva fora igualmente forte. Ele o caracterizara como sendo um misto de emoções. Ele fora um tanto revelador.

Não esperara ficar confuso se tratando de garotas, ainda mais sendo elas Rachel e Annabeth. Se vestiu e saiu rumo ao pavilhão, na esperança de tirar esses pensamentos da cabeça.


As refeições, em geral, costumavam ser um tanto quanto solitárias para Percy. Por vezes sentia falta de Tyson ali, animando-o nas mais desanimadas horas. Apesar do delicioso banquete preparado pelas ninfas, surpreendentemente, Percy não estava com fome, ainda se encontrava louco devido a proposta de Nico.

Seu olhar correu pelo pavilhão, sem um alvo fixo, e se viu encarando Annabeth, ela logo voltou a sua carranca constante. Por um motivo longe da compreensão do garoto, ela devia estar mesmo irritada com ele.

Passados alguns minutos, os quais Percy pensava na possibilidade tentadora de voltar ao seu chalé, na esperança de guardar-se dos olhares instigantes do Filho de Hades, Rachel entrou no recinto.

Seus longos cabelos ruivos estavam despenteados e desgrenhados, suas profundas olheiras abaixo dos olhos também não a ajudavam. Estava claro, principalmente para Percy, que ela tivera uma péssima noite de sono. Passados alguns poucos segundos, que mais pareceram horas, seus olhares se encontraram e a ruiva logo tratou de cuidar disso: Virara o rosto tão repentinamente que o moreno, no momento, pensou que estivesse com torcicolo. Se perguntara se todos ali o estariam evitando, ou se era apenas fruto da sua insonia.

Já havia se levantado e estava indo rumo à arena quando parou de súbito, fazendo-o ficar para trás dos Filhos de Hermes. Será que Nico havia falado à Annabeth sobre o que estavam pretendendo, e por esse motivo a loira estava tão confiante em ignorá-lo? Ele não faria isso, pensou. Recomeçara a andar mas fora interrompido por um vulto preto.

– Precisamos conversar - disse Nico, e seu tom de voz deixava claro que não adiantava evitá-lo.

Percy apenas assentiu, visivelmente decepcionado e o direcionou para uma parte afastada da arena.

– Você precisa se decidir! - exclamou impaciente o filho de Hades.

– Olha Nico, eu não sei... Preciso de mais tempo. – respondeu o moreno inseguro da resposta.


– Eu soube, não importa como, que Luke fez a mesma coisa quando... você sabe... - disse ele com um sorriso travesso no rosto.

A menção do nome, os músculos de Percy ficaram rígidos, e seus ombros tensos. Há muito não falavam nele e, a grande maioria, se não todos o campistas, fizeram um acordo silencioso, buscando esquecer o que passou: Saber o que ele fizera fora duro para todos ali, pensar que por anos ele vivera ali, e fora amigo de todos... Com um pesaroso suspirou Percy anunciou:

– Quando podemos ir?

Nico deu uma gargalhada seca, vendo que suas palavras surtiram o efeito esperado em Percy.

– Podemos ir agora – respondeu ele.

O que quer que fossem fazer foi interrompido por uma garota ruiva, correndo em direção ao garoto. Rachel ficou na frente de Percy, e disse, ofegante:

– Você. Deuses. Profecia. Vem comigo, AGORA!

– Calma Rachel. – Percy deu uma risada e Nico disse sorrindo sarcasticamente:

– Tenho certeza que podem conversar mais tarde, mas agora eu e Percy precisamos ir.

Rachel teria mandado-lhe seu melhor olhar mortal – que não assustaria Nico – na direção dele, se o acontecimento a seguir não tivesse acontecido, é claro.

A garota ficou branca feito papel, seus olhos verdes começaram a brilhar intensamente, chamando a atenção de todos os campistas que estavam na arena. Rachel fixou seu olhar em Percy, e recitou a profecia, A Grande Profecia.

Um meio-sangue, dos deuses antigos filho,

Chegará aos dezesseis apesar de empecilhos

Num sono sem fim o mundo estará

E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará

Uma escolha seus dias vai encerrar

O Olimpo preservar ou arrasar

Quando terminou de recitar a profecia, ela desmaiou em cima de Percy e Nico, que a seguraram apesar de estarem atordoados com esse acontecimento.

Todos que estavam na arena se entreolharam confusos, nada fazia sentido. O lugar estava em silêncio, a não ser por murmúrios de alguns campistas, do tipo: “Você viu?” “Ela ficou branca feito um fantasma” “A Grande Profecia...”

No meio disso tudo uma Annabeth confusa e vermelha de raiva saiu da multidão.

– O que aconteceu? Por que Hades ela recitou a grande profecia? – perguntou a loira.

– Essa era a grande profecia? – perguntou Percy aterrorizado.

Annabeth não disse nada, e o garoto entendeu aquilo como um sim. Percy ficou nervoso e quase deixou Rachel cair, que gemeu e disse algo como “Não, eu não pinto o meu cabelo”

– Nico, me ajude a levar Rachel pra enfermaria. – disse Percy.

Ainda sem se recuperar totalmente do choque, Percy levou, com a ajuda de Nico, Rachel à enfermaria; ela definitivamente não estava em suas melhores condições. No caminho nenhum dos dois se atreveu a quebrar o silêncio que os rodeava, cada um absorto em seus pensamentos, por sorte não era um longo trageto da arena até a enfermaria.

Depositaram Rachel cuidadosamente - talvez nem tanto - em uma das macas. A garota soltou uns gemidos e exclamações sem sentido; a principio não havia despertado totalmente, o que fez Percy olhá-la intrigado. Ele se perguntava o que realmente acontecera e se os murmúrios agitados na arena eram verdadeiros. Seria mesmo aquilo, a grande profecia? O moreno lembrava de Annabeth estupefata e imóvel, com as orelhas da cor de morangos, encarando Rachel. E se ela soubesse? Não, pensou, ela teria me contado; embora não estivesse tão confiante quanto a isso.

– Afinal, vamos ou não? - Perguntou o filho de Hades, com uma pontada de raiva e insegurança na voz.

Percy o encarou incerto, ele fugira do garoto por semanas, era de se esperar que estivesse impaciente, contudo ele ainda não tinha confiança suficiente para aceitar, faltava confiança em si mesmo.

Rachel murmurou algo cujo os dois não deram muita atenção. Estranhamente Percy suspeitava que mesmo Nico estivesse no mínimo intrigado ou desconfortável com o acontecido, não era para menos, a garota falara como a velha e desprezível múmia no sotão da Casa Grande.

– Eu sei, eu sei, você precisa de um incentivo sólido, mas no momento será meio difícil...Prometo que até te dou uns dentes de leão do jardim de Perséfone para guardar de recordação, mas você precisa vir comigo! - A esse ponto Nico parecia estar implorando-lhe, algo que Percy nunca esperara ver.

Filhos de Poseidon podiam ser lerdos, mas não ao estremo, e Percy começara a ficar desconfiado e até um pouco irritado com o garoto. Talvez a ficha estivesse caindo - lentamente mas estava -, analisando tudo com um todo, o comportamento de Nico parecia-lhe realmente suspeito.

– Olha Nico, você pensa que é fácil para mim cogitar essa ideia? Óbvio que não, afinal tomar banho no Estige e ficar rotulado como portador da Maldição de Aquiles é super normal... - Falou elevando a voz, porém vendo a inquietação da, aparentemente semiconsciente, Rachel, tornou a falar mais baixo – Eu só estou nervoso, Nico. Eu não sou filho de Hades, nem sequer tenho permissão para entrar no Mundo Inferior!

Nico hesitou, surpreso. Estava pronto para replicar quando uns campistas adentraram a enfermaria.

– Percy, Quíron quer falar com você - disse um deles e saiu, visivelmente desconfortável.

Com apenas um olhar ao garoto, o qual ele não soube decifrar o que significara, Percy deu meia volta e andou à passos largos para a claridade ofuscante do lado de fora.

O filho de Hades tinha vontade de esmurrar a parede ou até mesmo de se jogar da torre de escalada do acampamento, mas se contentou com um pesaroso suspiro. Dera tudo errado. No fundo ele ainda possuia uma pontada de esperança, porém se repreendia por isso. Afinal do que adiantava alimentar falsas expectativas? Ele passaria sua curta vida de semideus sem saber coisa alguma sobre seu passado; apenas remoendo dolorosas lembranças.

Fora rapidamente tirado de seus pensamentos sentindo uma mão macia em seu ombro esquerdo.

– Vou ajudá-lo a convencer o Percy - disse Rachel confiante. Ele a olhou incrédulo - Não fique surpreso, vocês homens não sabem falar muito baixo, sabe? - falou como se lesse seus pensamentos e logo depois deu uma gostosa gargalhada - A propósito, eu sou Rachel.

– Eu sou Nico. – ele respondeu.

O garoto parou para pensar; Percy nunca havia contado-lhe sobre a garota, embora se fossem mesmo amigos de longa data talvez pudesse ajudá-lo. Seu raciocinio estava lento e sua mente recoberta por pensamentos confusos e emaranhados; é, talvez ela pudesse realmente ajudar.

– Por que faria isso? – Nico perguntou desconfiado e receoso.

– Não é óbvio? – Rachel perguntou em um tom de voz entediado e acrescentou ao ver a confusão no rosto do menino - Eu ouvi a Grande Profecia. Não, eu vi a Grande Profecia. Vi com meus própios olhos o risco que corremos e, apesar de ser nova aqui, não estou nem um pouco afim de ver este lugar destruído e a todos vocês carbonizados. Vi o quanto a desvantagem é grande. E... Bem, Percy é meu "amigo" - Ela dissera amigo com vísivel desgosto e decepção, como se a simples menção do termo a fizesse mal; o garoto se perguntou o porquê disso e logo depois sentiu, mesmo que relutantemente, pena da garota. - Ele sabe que precisa fazer isso, mas é inseguro demais, precisa de um empurrãozinho. Além disso, eu acho que posso convence-lo... Vai aceitar a minha ajuda ou não, emo? – Rachel perguntou com um sorriso divertido e desafiador esboçado no rosto repleto de sardas.

– É, talvez você seja útil - falou reprimindo o sorriso que a muito não arriscara expressar - E eu não sou emo!

– Não, claro que não. – disse Rachel.

Os dois trocaram olhares cúmplices, e perceberam que ali seria o começo de uma estranha amizade.

CONTINUA COM 2 REVIEWS!









Notas finais do capítulo

E aí, gostaram? Eu sei, eu sei, é chato ficar pedindo reviews, mas vcs não comentam! Enfim, oq vcs acham que vai acontecer nos próximos caps?

~Jigglepuff:
—Cara, eu sou tão diva que o meu nome aparece duas vezes na fic! Morra de inveja Thamy! haushaushau