Sparkly Angel. escrita por Katherine Marshall


Capítulo 11
Blinded by faith I couldn't hear.




- Claire, não é nada disso, eu juro. – Seu olhar era muito convincente, e quase me enganou, mas não, ele é um mentiroso. Isso tudo é impossível. – Desculpe, fui muito precipitado, vamos esquecer isso.

Esquecer? Vá se ferrar, garoto. Por favor me leva embora, agora.

- Desculpa. – Ele sussurrou e em seguida abaixou a cabeça, é uma pena que desculpas não apagam o que ele acabou de me fazer sentir, não, isso foi o pior ato que ele podia ter cometido na vida em relação a mim. 

- Nunca. Só me leva pra casa.

(...)

Após aguentar o caminho todo Caleb tentando se explicar, umas cinco vezes, as cinco com motivos diferentes, finalmente chego em "casa", saindo do carro sem me despedir. 

Assim que chego em meu quarto desabo em lágrimas, como ele pode fazer isso comigo? E por que? Meu Deus, o que eu fiz pra esse menino? Logo ele, que eu pensei que... Nada. Eu não pensei nada. Aliás, eu não dou a mínima pra ele. Só quero que ele nunca mais me dirija nenhuma palavra. Só isso. 

(...)

No dia seguinte, a noite, decido ir ao cinema. Sozinha mesmo, estava cansada de ficar em casa o dia inteiro sem fazer absolutamente nada, Steven e Jane só trabalhavam, e eu só chorava. Não ia para escola ainda, não queria ter que encarar Caleb.

Assim que chego ao cinema compro o ingresso do primeiro filme que vi em cartaz, que estava prestes a começar. Comprei pipoca e entrei, sentando na última fileira. 

A verdade é que eu sabia que filme nenhum iria adiantar, eu estava aqui, mas minha mente estava a mil milhas de distância.

- Oi. – Ouço uma voz rouca e suave dizer, e estremeço ao notar que era muito parecida com a de Caleb, mas quando olho, não era ele. Era um menino, ou um homem, não sei... Bom, um homem jovem, de pele clara e olhos verdes amarelados, cabelo loiro, realmente bonito. Muito bonito. Ele estava com um saco de pipoca na mão, e se sentou ao meu lado.

- Oi. – Simplesmente respondo e volto minha atenção ao filme que estava prestes a começar. 

Na metade do filme eu já não aguentava mais ficar ali, o filme era chato, muito chato, e minha situação pior ainda. 

- O que você tá fazendo aqui? – Caleb. Era ele... 

- Não te interessa. – Eu me levantei irritada, mas ele me segurou com muita força, Deus, ele era muito mais forte que eu, muito mais forte do que qualquer pessoa normal seria capaz de ser... Em seguida, ficou parado de pé a minha frente, de costas para mim.

- Eu tô falando com dele. – Ele apontou para o homem que estava sentado ao meu lado, que agora estava com um sorriso malicioso nos lábios. – O que você tá fazendo aqui?

- Ora ora, irmão... Por que não vamos ter essa conversa lá fora? 





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