Chasisty escrita por piinllify


Capítulo 10
Capítulo Nove - Dia 04




> Rosalya's POV

A cauda do vestido me seguia para qualquer lugar do provador. Não era um vestido longo, apenas atrás. Na frente, minhas pernas ficaram nuas. O vestido parecia ser feito de jóias, tinha vários brilhantes na cauda e eles iam diminuindo conforme subiam para a cintura. As alças caiam nos ombros, - propositalmente - e deixavam minhas clavículas aparecerem.

Mas nada disso me encantou na roupa, pois eu lembrava bem a história dela. estava com Leigh quando ele a desenhou; era definitivamente obra dele. Essa era a loja dele. Me olhava no espelho melancolicamente, encarando aquelas duas bolas amarelas nos meus olhos que combinavam perfeitamente com o dourado suave do vestido; era irritante. Pareciam dois enfeites de natal, ou aquelas luzes que piscam. Eu sempre os odiei pelo fato de serem chamativos, mas quando conheci Leigh... Ele me fez gostar deles, mesmo que um pouco, ele me dizia que eram como duas estrelas.

– Pfff...

Um sorriso veio ao meu rosto ao lembrar. Ah, que saudade... Por um minuto esqueci Tora, e com ele sempre conseguia esquecer meus problemas. Apesar de ser um ganancioso que só queria a minha herança. Oh, a herança... Eu fazia-se de difícil mas, estava quase me casando com Tora para dar o que ele queria. A cada minuto que passa eu stou morrendo, cada vez mais... Mas ele não pode saber. Ou pode? Afinal, se ele souber vai se casar comigo e terá o dinheiro. Não é como se fosse se separar para não sofrer e blá, blá, blá... Ele só quer o dinheiro Rosalya, coloque isso na sua cabeça. Nenhum deles quis você. Sacudi a cabeça e me encarei no espelho com aquele majestoso vestido:

– Muito bem Tora, estou saindo!

Eu abri a porta sorrindo, quase desfilando.

– O que você a... - fiquei pálida - ...chou?

Quem estava na minha frente não era Tora... Reconheci o rosto no mesmo instante, e reproduzi seu nome involuntariamente.

– Leigh...

Pousei minha mão sobre a boca, quase chorando, mas me segurando para não fazê-lo.

– Você está linda. - ele sorriu, foi um sorriso triste - Te caiu perfeitamente, como imaginei... - ele acrescentou.

Não conseguia dizer uma só palavra. Ele possuía um ar abatido também. Ficamos nos encarando por vários minutos.

– Rosa... - ele corrigiu - Rosalya, eu...

Escutei passos vindos de fora, Tora surgiu diante de nós com algo embrulhado em papel presente nas mãos. Ele estava empolgado, mas seu sorriso desapareceu ao me ver com o vestido, ele manteve os olhos fixos em mim:

– O quê?

– ... Você está... É que você realmente está linda - ele sorriu.

– Eu já vou... - Leigh pareceu incomodado.

– Vocês se conhecem? - Tora perguntou.

– Mais ou menos isso...

Leigh apresentou o mesmo sorriso de antes ao olhar para minha mão, com um anel de brilhantes em um dos dedos. Eu escondi a mão entre os tecidos, ele soltou um suspiro. Tora percebeu a situação e respirou fundo.

– Ótimo, então você tem que aparecer na nossa festa de noivado!

– Acho que não posso...

– Que pena... Mas levaremos o vestido, não é, Rosa?

– Ah, Claro.

– Não! - exclamou Leigh - Considere um... Presente... Presente de noivado.

– Leigh, eu...

– E-eu preciso ir. Foi um prazer conhecê-lo!

Ele sorriu para Tora e saiu da área dos provadores. Tora me olhou desconfiado, eu dei os ombros e quando entrei no provador novamente, Tora veio junto e trancou a porta.

– E-ei!

Me escondi nas roupas, ele me colocou contra a parede:

– Quer fazer o favor de explicar o que acabou de aconteceu?

– É sua imaginação!

– Você era alguma coisa dele, não é?

– ...

Tora se aproximou mais, quase encostando seus lábios nos meus:

– Eu fiz uma pergunta.

– É uma loga história, está bem?!

– Não me importo de perder tempo escutando.

– Mas eu sim! - gritei - Não quero ficar remoendo o passado, sendo que não me traz lembranças boas quando penso em relação a agora.

– Então... Não está feliz?

– Não quis dizer isso. Não é como se te odiasse...

– É? - ele sorriu, foi quase sádico.

– Quer dizer... Eu te odeio! Mas não te odeio tanto...

Ele se aproximou mais, eu fechei os olhos, ele desviou o rumo de seus lábios e em vez da minha boca, quem foi atacada foi minha bochecha; que corou rapidamente.

– Estou esperando lá fora.

Ele destrancou a porta e saiu do provador, eu sacudi a cabeça e comecei a dizer para mim mesma que eu realmente odiava esse idiota. Sim, eu o odeio! Vesti minha roupa furiosa e peguei o vestido. A vendedora se recusou a aceitar o pagamento; Leigh desapareceu das redondezas. Nós voltamos para o carro.

Tora não falou comigo, apenas estava viajando na própria cabeça e fantasiando coisas. Eu não me arrisquei a tentar uma conversa. Não queria mesmo! Bufei e comecei a encará-lo.

– Quê?

– Nada!

Ele pegou no meu braço e me puxou para perto:

– E-ei!

– Huhu...

– Você é assustador...

– Ora você que está sofrendo em silêncio! Quase pedindo por atenção...

– Que ridículo! Quero dizer... Você é ridículo!

– Claro, claro...

Ele me envolvei em seus braços e começou a afagar meu cabelo, enquanto uma mão acariciava o roxo no meu braço, causado pelo meu tio. Eu me encolhi e comecei a fitar e cobiçar o pacote que ele trazia:

– O que é aquilo?

– É uma surpresa.

Ele respondeu quase sentindo prazer em escutar a pergunta. Eu fechei a cara e ele continuou sorrindo. Quando chegamos em casa, os jardins já estavam decorados e na entrada só havia caminhões; trazendo coisas da festa. Tia Janeth estava implicando com com alguém no telefone - como de costume.

Havia vasos com lírios por toda parte, balões e caixas. Vários seguranças, - mais do que de costume, e enfeites jogado por aí. Metade das camareiras estavam varrendo os arredores. Respirei fundo, segurando a mão de Tora, e entramos na mansão juntos.





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