Consequências - Fred E Hermione escrita por penelope_bloom


Capítulo 5
Amor fino, amor barroco.


Notas iniciais do capítulo

*jurosolenementequenãovoufazernadadebom*
Agora, que eu me redimi um pouquinhozinho com o capítulo interior e a sede de vocês não está mais tão voraz, vou falar algumas coisinhas:
1º EU NÃO MEREÇO VOCÊS... SÉRIO, REVIEWS, RECOMENDAÇÕES, MENSAGENS FOFAS... E EU SEM POSTAR A DÉCADAS! vocês são bons demais pra serem verdade...
Vivi Coelho, Ana Malfoy, Bella Jackson Potter Kane, MoniqueBieber FORAM AS LINDAS QUE ME MANDARAM RECOMENDAÇÕES... Que vontade de embrulhar vocês (Na real TODAS as leitoras daqui) e levar pra casa ^^
2º Gente quando eu demoro pra postar não é pra que vocês de descabelem mandando reviews ou recomendações, é que eu REALMENTE estive sem tempo. Eu demorei por que domingo(24/06/2012) vou ter simulado (e vai ser meu niver tmb 'o') e ando estudando mais ainda, então, me perdoem por não ter postado antes.
3º eu não sei pq mas hj não to conseguindo postar as imagens, mas pra não deixar vocês sem capítulos, eu vou colocar depois ºQº
4º ficou curtinho mas eu gostei ºuº




SEIS:


– Eu te amo já te disse isso hoje? – Murmurei ajeitando a estante de livros.

– Umas dez vezes – Ian respondeu.

Eu tinha saído às pressas da casa de Hagrid e tinha chego atrasada no trabalho, mas Ian tinha me dado cobertura então o gerente não percebeu. Na verdade um cliente até perguntou por mim, mas um feitiço Confundus salvou minha pele...

Estava cheio demais para uma quinta-feira. Mas era bom ver a livraria cheia. Pelo menos Gabriela não ficava me torrando a paciência para que eu fosse passar uns “migué” no Ian.

Subi a cafeteria e dessa vez ajudei na cozinha. Eu e Lena estávamos acabando de enfeitar um bolo de morango, conversávamos animadas, e ela reclamava por eu nunca sair com o pessoal.

– É que eu ando ocupada... – respondi.

– Eu acho que você tem vergonha de nós. Que os seus amiginhos ricos saibam que você anda com os plebeus que nem nós.

Ri-me.

– Não... Mas eu sou, como posso dizer, presidente da minha escola. Sou a monitora geral, e nem todos gostam de mim, então não posso deixar que descubram que eu trabalho vestida de Maid.

– Entendo... Você mais parece uma máquina... Lê, estuda, trabalha, e faz tudo com perfeição.

– Nem tudo... Vai por mim...

– Você tem que ter um defeito. – ela refletia em voz alta. – Já sei! Nas horas vagas você mata filhotes de labrador!

– Ah sim, é uma verdadeira carnificina meu quintal, ponho eles em um moedor e faço tortas... –murmurei em tom de segredos.

– Cá entre nós, eu também tenho um hobbie – Lena fez tom de segredo – atropelo velinhas...

– Ah, eu também! Nada melhor que vê-las indo pelos ares...

Wiii... Voam como se fossem pardais... Eu adoro um pouco da velha e boa ultraviolência. Sair a noite com meus droogs... – ela abriu os braços como se fosse um pássaro.

– Ou o bom e velho in-out-in-out... – rimos escandalosamente – Credo aquele filme é horrivelmente bom... – eu disse rindo guardando os morangos de volta na geladeira.

[NA: Droogs = amigos / in-out-in-out =sexo // são palavras inventadas pelo protagonista Alex DeLarge do filme/Livro Laranja Mecânica, um clássico, eu recomendo: É MUITO BOM E MUITO PERTURBADO , NÃO ASSISTIR COM OS PAIS DO LADO!]

– Certo sua perversa esmagadora de filhotes, vá levar esta torta, e pergunte para a Gabi se precisa assar mais alguma coisa.

Ri-me mais, equilibrei o bolo e saí da cozinha. Fui para a cafeteria, arrumei a torta na vitrine e fui perguntar a Gabi se ela queria algo mais da cozinha.

– Pelos pregos de Jesus, vai atender as mesas ou eu juro que vou ter uma crise... Não era pra esse lugar estar tão cheio! – ela dizia preparando trocentas coisas ao mesmo tempo. – leva isso na dois, os pães de queijo na quinze, e as fatias de torta pro guloso da um. E tira o olho dele que é meu... Se puder trata ele mal pra parecer que eu sou querida... – Gabriela dizia lavando a louça com as mãos e tentando ligar a máquina de café com o cotovelo.

– Aquele velho barrigudo da mesa dois? – indaguei confusa.

– Não né seu jegue, o bonitinho novinho da um que pediu três pedaços de uma vez.

– Certo, vou cuspir na comida dele e levantar sua moral - brinquei.

Apertei o botão do café e saí apressada, sorrindo e me desculpando pela demora. O tal velho barrigudo quase enfiou na minha cara a empada que eu tinha trazido, reclamando da demora.

– Gomenassai. (desculpa em japonês) – disse inclinando-me em uma curta reverência – por favor, senhor, estamos cheios e não pudemos lhe dar a devida atenção. Seu pedido sairá por conta da casa. – eu lhe servi sua empada com seu chá de maracujá fumegante, minha voz calma e gentil, um sorriso pacato e contido nos rosto. – fique a vontade para escolher algo para ler enquanto aprecia.

– Não tem problema... – ele disse mais ameno. – não precisa de nada disso.

– Eu insisto. – disse-lhe simpática – algum pedido de leitura?

– Alguma sugestão? – ele disse agora vermelho.

Deixei a bandeja sobre a mesa ao lado e corri até a estante do outro lado das mesas.

– Sebastião Salgado, fotógrafo brasileiro. – eu disse sorrindo entregando a obra Êxodos – particularmente uma de minhas prediletas.

Ele sorriu segurando o livro cuidadosamente, agradecendo e se desculpando pela grosseria.

Retomei a bandeja e voei até o esfomeado da mesa um. Estava de costas, com uma toca de lã dessas que cobrem as orelhas, com um pompom gozado no topo, e tinha na frente do rosto o livro do Percy Jackson e o Último Olimpiano.

Gomenassai. Estamos com pouco pessoal. – eu disse colocando as tortas sobre a mesa. – excelente livro, o final é muito bom.

– Hermione?

Reconheci a voz antes demais nada.

Ele não...

Ergui os olhos e encontrei os orbes profundos, a pele clara e a boca vermelha de frio.

– Nicolas? – eu olhei ao redor. – o que faz aqui? Como saiu do colégio?

– Hermione... – ele balbuciou boquiaberto mirando meu uniforme, ao que parece ele não notou a vontade expressa em minha voz de enterrar a cabeça dele naquelas tortas e fazer com que ele levasse meu segredo para o túmulo. Literalmente. – o que você faz aqui? E você fica muito bem de Maid...

Fiquei roxa de vergonha, peguei sua orelha e a torci com toda força que pude, arrastando-o para fora da mesa. Ele gemia baixo e me seguia, com o corpo contorcido reclamando. Gabi passou por mim sorrindo e cochichou.

– Não precisava exagerar, era só tratar ele um pouquinho mal...

Ignorei-a e fui até o canto dos pufes, onde apenas um garoto de seus 16 anos lia um Mangá, que de revesgueio vi ser Ano Hana.

– Se contar para alguém, eu te mato... – eu disse séria.

– Contar o que?

– Que eu trabalho aqui! Assim...

– Eu acho que você fica legal assim...

– Legal? Ela fica uma gata... – o garoto do pufe se manifestou passando por nós e colocando o Mangá na estante.

O moreno de cabelo repicado se foi deixando-me sozinha com Nicolas. Eu vermelha, e o loiro me encarando com cara de mongol.

– Para de me encarar! Como saiu do colégio?

– Tia Minerva deixou. – ele deu de ombros.

– Minerva permitiu que saísse sozinho em Londres, de noite em uma cidade que você não conhece? - perguntei descrente.

– Não né... – ele revirou os olhos – Lino me trouxe aqui e...

Atirei-me no chão e rastejei até um pufe.

– Lino está aqui? – era meu fim. Ele tiraria fotos e meu futuro estaria acabado...

– Levanta daí sua surtada, ele só me trouxe e me deixou com tal de Ian que trabalha aqui.

Levantei-me lentamente, ainda temerosa de que Lino brotasse ali no meio, me cobrando seu ménage...

– Ian seu traidor lazarento, vou colar suas pálpebras... – disse espanando meu uniforme.

– Hermione eu...

– Você nada, você vai comer suas tortas e vai vazar daqui.

Nicolas sorriu, tirando sua toca, se aproximou de mim, cabelos loiros bagunçados olhos revoltos e desafiadores, era quase da minha altura, mas naquele momento foi como se ele fosse um homem de dois metros e eu uma criança do primário. Andou em minha direção, e eu comecei a fugir dele, andando de costas, até que fui prensada na parede.

– Me obrigue. – ele disse colocando seu braço na parede do lado da minha cabeça.

Eu me engasguei com minha saliva, e me controlei para manter a compostura.

Então Panti estava certa? Nicolas estava... Dando em cima de mim?

Bufei e retomei minha postura durona.

Segurei novamente sua orelha e desfiz sua pose sedutora.

– Coma sua torta de uma vez e vá dormir que amanhã tem aula. E amanhã eu vou ter uma conversa com você e sua irmã sobre aulas de treinamento.

– Ai, ai, au... Solta minha orelha então... – soltei sua orelha e o loiro suspirou, esfregando a área vermelha. – mas não pense que eu vou desistir!

Ai Merlin... Por que senhor? Por quê?

– Nicolas, por favor... Eu te imploro não conte a ninguém. Nem Minerva, nem Panti, nem Lino... Principalmente Lino...

Ele sentou-se largadamente, recolocou sua toca, sorriu e brincou com a barra do meu vestido.

– Não vou contar Bocchan. (mestre em japonês)

– Pervertido. – eu disse dando um tapa em sua mão, e ajeitando o uniforme.

O resto da noite se passou tranquilamente, exceto pelo fato que Gabriela ficou enchendo meus ouvidos e Nicolas simplesmente montou acampamento na livraria. Só quando eu fui embora ele também foi. Ian levou-o até a escola para mim. Eram por volta de 22h00min quando cheguei em casa, exaurida e dolorida.

– Fredoca Boboca, cheguei! – gritei da sala tirando meus sapatos.

– Hermione! – uma voz feminina ecoou do andar de cima.

– Alana? – desaparatei ao quarto e quase enfartei.

Fred estava na cama com curativos nos olhos, o lábio roxo com um corte profundo e feio.

Corri até a cama.

– Ah, Merlin, Fred... – eu balbuciei acariciando seu rosto.

– Oi amor... – ele disse dando um sorriso torto e repuxado.

– O que houve? – busquei os negros olhos de Alana.

– Comensais. Eles estão mais organizados do que imaginávamos.

– Nós não sabemos... – Fred ralhou.

– Não tente, Fred, por favor. Não tente me proteger, eu não sou frágil. – eu disse irritada. – diga Alana, o que houve?

Ela narrou o acontecido. Fred idiota tinha ficado sozinho com dois comensais. É uma mula ruiva mesmo...

– Me mande os relatórios amanhã, e domingo nós conversaremos mais a respeito no jantar. – eu passei a mão pelos cabelos e segurei as mãos de Alana. – obrigada por cuidar dele.

– Não foi nada - ela sorriu. - O médico disse que pela manhã ele já estará melhor, só que o olho esquerdo vai ter que ficar protegido da luz por mais três dias, deixei os medicamentos na cozinha. Acho melhor eu ir indo...

– Não. – eu disse rapidamente.

– Está tarde, você fica aqui hoje. – Fred completou.

– Mas eu vou...

– Não vai atrapalhar coisa nenhuma. Vou preparar seu quarto. – me levantei e aparatei até o quarto de hóspedes do primeiro andar. Agora ali tinha uma cama de viúvo, fofa e macia, coloquei bastantes cobertores e travesseiros, Alana adorava dormir amontoada no meio das cobertas. Fechei bem as janelas e reforcei os feitiços de expansão, aqueci o quarto separei-lhe um pijama uma muda de roupas, toalha e a escova de dentes dela que ela havia deixado aqui.

Ela aparatou ali logo depois. Era uma garota do interior, assustada, me via como exemplo, mas quem ela venerava de verdade era Fred. Via-o como herói, não admitia que falassem mal dele e seu objetivo era superá-lo. Chamava-o de professor, era como um cão: fiel, dedicada, amorosa e invocada.

Eu não gostava da ideia dela sozinha no beco diagonal, então chamei-a para morar conosco, mas a danada era orgulhosa e se recusara. Então sempre que podia, dava um jeito de fazê-la ficar aqui, embaixo da minha asa. Ela e Doug.

– Pronto, qualquer coisa estamos lá em cima, já sabe como ligar o gás se quiser tomar um banho, e a cozinha é sua. – eu disse a morena sorrindo. – tem pão de queijo, miojo, macarronada com molho branco e brócolis, suco de laranja, refrigerante, queijo, presunto, pão, frutas...

Ela agradeceu, educada como sempre, meio envergonhada.

Subi até o quarto onde o ruivo estava deitado de barriga para cima.

– Está doendo muito? – eu perguntei passando as costas dos dedos sobre a maça de seu rosto.

Ele negou.

– Hermione eu... – ele começou em tom de tormento, com a voz trêmula.

– Depois. – interrompi-o.

Apaguei as luzes e coloquei a caixinha de música para tocar. Deitei-me ao lado do ruivo e acomodei seu rosto no meu peito e acariciei seus cabelos. Silêncio. Não incômodo, apenas o silêncio de não precisar-se dizer nada. Afaguei-lhe os fios e contornei seus traços, levemente beijei sua boca. Meu toque era ligeiro como uma brisa, cuidadoso como se tivesse nas mãos uma frágil relíquia. Suave como um riso sonolento, doce e cítrico, harmonioso, como se eu segurasse uma obra prima estimada. Um soneto ritimado e musical se formavam enquanto ele entrelaçava nossos dedos.

– Ninguém pode te machucar agora. Você ficará bem. Nós ficaremos bem. – eu murmurei enquanto o ruivo mergulhava em sonhos.

Ele ficou em silêncio apenas respirando pesadamente, com aquelas bandagens eu achei que ele já tinha dormido. Ajeitei-me para sair da cama e colocar meu pijama, porém no momento em que fiz menção de sair, ele apertou seus braços ao redor da minha cintura. De roupa mesmo, me ajeitei na cama e beijei seus olhos, entrelaçaram-se nossas pernas e o calor dançou entre os corpos. A respiração sincronizada e calma, o conforto de estar um nos braços do outro, o amor simplesmente complexo, e sem lógica alguma.

Quando era mais novo ficava imaginando se algum dia amaria alguém, como seria, se eu iria aguentar morar junto, se a pessoa me aguentaria.

Era engraçado tudo aquilo, por que simplesmente aconteceu. Eu não pensava no que fazer, simplesmente podia ser eu mesma. Era completamente imperfeito e incompatível... Mas se encaixava tão bem. Brigávamos, discutíamos, eu continuava com minha manias esquisitas e ele com seus projetos malucos. Algo natural e espontâneo. Estar com ele era natural. Não importava os pontos negativos, aquilo simplesmente era do jeito que era, uma confiança absoluta, como uma criança que nasce e vai morar com os pais. Era algo óbvio, e melhor.

Estar andando de meias pela cozinha e ver Fred dedilhando o piano e simplesmente sorrir de felicidade. Uma vez li um sermão do padre Antonio vieira. Não aprecio muito o barroco nem sou religiosa, mas este é um trecho que todos os amantes deveriam conhecer:

Amo, quia amo; amo, ut amem: Amo, porque amo, e amo para amar.

Quem ama porque o amam é agradecido. Quem ama, para que o amem, é interesseiro: quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, só esse é fino.

Não amava Fred como forma de gratidão por me amar. Também não era o amor que eu tinha por Rony, não o amava desejando ser amada, esperando algo em troca. Não. Simplesmente o amava, e por pura felicidade e coincidência, destino, sorte, Afrodite, Merlin, Jesus, Freya, Odin, Kami, Deus, ninfas, duendes, Santo Antônio[...], ele também me amava. Era o tal amor fino. Fácil. Mesmo que eu não entenda, e pareça difícil, era Natural.

Essa era a grande inércia da minha vida, o meu gradiente de concentração, tudo me impelia para ele. Inevitável, irracional, impensado, instintivo, magnético. Amo, quia amo; amo, ut amem: Amo, porque amo, e amo para amar.

– Boa noite Físico. – sussurrei.

– Boa noite Analista.




Notas finais do capítulo

NHAM, E por hoje é tudo pessoal D:
-ps: me surgiram umas ideias loucas aqui, então eu vou melhorar a fic, eu sei que ela tá mto parada, desculpa...
BUENAS NOCHES CHICAS E CHICOS DE MI CORAZÓN
-AISHITERU (sz all of you ºuº)
*Malfeitofeito*