Consequências - Fred E Hermione escrita por penelope_bloom


Capítulo 17
Burning Up


Notas iniciais do capítulo

*Lumus*

Leo aqui, to tentando postar isso aqui desde ontem! O NYAH NÃO TÁ COPERANDO E_E JÁ TO COM RAIVA JÁ!!!
Enfim, desobedeci a Pen e postei mesmo U_U e caprichei no Fremione de vocês suas assanhadas ♥
Por falar em Penny, ela mandou um recado:
[N/A: Certo amores, antes da fic, quero deixar esclarecer algo realmente sério, que vem me tirando o sono. Não costumo fazer isso mas hoje tive que fazer. UM CAPÍTULO ESPECIAL PARA COMEMORAR OS NÚMEROS DA FIC!
Leitores: 182!
Favoritos: 72
Recomendações: 15
Reviews: 383
Cara, eu realmente amo vocês, eu não ligo pra números e não exijo reviews, MAS PORRA, quase chorei aqui, é mais do que bom saber que vocês estão curtindo a Fic desse jeito ♥
Ok ok, calei, aproveitem o Fremione Hard de hoje, suas assanhadas (como diria o Leo)]




Dezessete:


Baby, you turned the temperature hotter

Cause I'm burning up

Burning up for you baby

.

.

Eu realmente não queria fazer aquilo. Só de pensar eu já me sentia mal, fraca.

– Eu odeio essa aula não odeio? – eu disse grudada no braço do Nick.

– Yep. – O loiro concordou.

– Com todas as suas forças. – Harry disse divertido atrás de mim.

Íamos ter aula de esportes, com aquele amigo estranho do Fred.

– Mas cadê o resto do pessoal? – eu disse estranhando só haver pessoas mais novas.

– Então, nosso ano não precisa fazer Esportes, mas como você não lembra de nada dos anos anteriores nessa matéria, Minerva achou melhor que você tivesse algumas aulas com os alunos mais novos. – Harry disse parando em frente a quadra. – Nós ficamos por aqui. – ele deu um sorrisinho.

Arregalei os olhos e apertei a mão de Nick.

– Você não vem?

– Minha aula é com a Lufa-Lufa, você vai ter aula com os Grifinórios e com os Sonserinos.

– Mas... – eu comecei a me apavorar.

Nicolas segurou meu rosto entre as mãos e me beijou. Um beijo anestésico, quente, profundo que me deixou meio tonta. Ele se afastou e acariciou minha bochecha.

– Eu venho te buscar depois da aula. – ele disse sorrindo – Vai dar tudo certo... Isso se você quiser que eu te busque. – ele deu um sorriso travesso que me deixou ligeiramente nervosa.

– Tudo bem... – eu disse abraçando-o.

Quando vi, Harry estava com o queixo no chão, meio verde, meio amarelo, com uma cara de quem acabou de ver um elefante em uma loja de sapatos reclamando com a vendedora o fato da cor do sapato não combinar com a cor dos seus olhos.

Me afastei de Nick.

– Calma Harry, não é o que você está pensando. – eu dei uma risada.

– É complicado. – Nicolas deu de ombros. – Mas enfim, vai lá peixinho, nos vemos depois.

– Certo... Tchau paixão – eu dei um selinho no loiro.

Nicolas me lançou um olhar de canto.

– Eu disse Peixão. – eu ri.

Andei para longe dos dois e fui até o meio da quadra de Quadribol, algumas pessoas vieram me dar oi, mas eu não me lembrava de nenhuma delas. Apenas sorri para elas e fiquei ali sentada em um canto lendo meu livro. Uma garota da Sonserina – linda diga-se de passagem – estava me fuzilando com o olhar. Cabelos castanhos ondulados e olhos cor de mel raivosos. Mas fuzilando MESMO. Não a conhecia, então simplesmente dei de ombros.

– Cunhadinha. – alguém parou na minha frente.

Ergui os olhos do livro e encarei o gêmeo do ruivo tarado.

– Hm... Oi James... E não sou sua cunhada.

– É Jorge! – ele colocou a mão no peito como se eu tivesse lhe dado uma facada.

– Desculpe...

– Tudo bem. Então você veio. – ele disse sorrindo. – Fred vai pular de alegria.

– Ele vai ficar ocupado com as garotas da Lufa-lufa. E eu vou me concentrar na aula. Vai ser como qualquer outra tarde.

– Diga isso mais uma vez. Mas com convicção, talvez eu acredite. – ele deu um sorrisinho.

– Hermione! – o outro moreno veio correndo até onde eu estava. – Que bom que você veio.

– Minerva me obrigou a vir.

– Ui, depois dessa eu ia dormir Lino. – Jorge disse erguendo a sobrancelha.

– Nada inteligente da sua parte se desentender com o professor da matéria que você mais odeia. Vai ter volta sabia Hermione?

Apenas revirei os olhos.

– Certo, vá colocar sua roupa a aula já vai começar.

– R-roupa? – eu tive um péssimo pressentimento.

– Hoje é aula sobre Quadribol.

Engoli em seco.

Jorge me levou até o que era o vestiário feminino. O meu armário era o 69. Acho que costumavam fazer algum tipo de piada com isso... Ao abri-lo me deparei com um traje de material parecido com couro, justo e extremamente embaraçoso.

Depois de muito sofrer, coloquei a tal roupa. Mas de jeito nenhum conseguia colocar aquelas coisas que vão no joelho e na canela.

Eu estava sentada em um banco de madeira, com a perna apoiada na parede, quase de cabeça para baixo. Eu gemia loucamente e bufava irritada, muitos fios e cordas e quando dei por mim estava arfando. E tudo em vão, pois eu nem estava perto de ajeitar aquilo.

– Pra quem ouve de fora parece outra coisa. – uma voz rouca chegou até mim do canto do corredor. E não era uma voz feminina.

Dei um pulo, minha perna escorregou e acabou empurrando a parede devido ao susto, fazendo com que eu caísse no chão de costas, mas minhas pernas continuassem para cima apoiadas no banco.

– Seu tarado! Esse é o vestiário das garotas!

– Lino já começou a aula, me pediu para que eu viesse ver por que da sua demora. – ele sorriu ladinamente.

E começou a vir na minha direção. Senti meu rosto ficar quente. Ele estava com uma roupa parecida com a minha, mas não usava o nosso colete vermelho e a parte de cima que parecia uma armadura de couro. Ele apenas usava um suéter de gola alta as cotoveleiras e as luvas. Seu peitoral era definido. Mesmo pra quem vê de cabeça pra baixo.

“– Gostou? – ele perguntou receoso.

– Você me pede em namoro, compra uma casa, me dá uma biblioteca, e ainda me pergunta se eu gostei? – eu disse abrindo um sorriso que chegava a ser dolorido.

Em um movimento brusco pulei em seu pescoço e beijei-o desajeitadamente. Ele se desequilibrou e foi andando comigo em seu cangote até esbarrar na parede.

– Tem mais uma coisa. – ele disse assim que me afastei um pouco dele.

– Mais? – eu disse espantada.

– Bem, eu tinha pensado em você passar o resto das férias aqui comigo, então eu – ele pigarreou meio sem jeito – arrumei o quarto lá de cima para nós.

[...]

Antes que me desse em conta nossas línguas já travavam uma batalha divertida entre si. Eu me entregava sentindo o gosto dele na minha boca e sentindo enquanto minha respiração ofegante se mesclava à dele. A maciez de seus lábios era deliciosamente surreal, e mesmo assim, eu precisava dele mais próximo, ele me parecia muito longe, tamanho era o desejo que me consumia.

Senti quando o rapaz em minha frente mordeu meu lábio inferior me puxando para si e percorrendo as mãos pelo meu corpo, arrancando de mim baixos gemidos resultantes do arrepio que eu sentia quando seus dedos firmes tocavam, nem que por breves instantes, algum pedaço de pele exposta.

Quando dei por mim, lá estávamos nós, tombando na cama com a respiração ofegante e descompassada, eu com meu corpo completamente liquefeito sobre o corpo do ruivo, enquanto esse voltava a passear com seus dedos perigosamente perto da minha cintura.”

A lembrança me sugou, não durou mais do que dois segundos, mas foi suficiente para me fazer corar. De novo. Na verdade meu rosto esquentou de tal modo que eu devo ter desnaturado todas as minhas enzimas. Ele tinha me dado aquela casa. Eu perdi a virgindade com esse Ruivo Energúmeno sedutor de quinta.

Senti novamente aquele formigar na cabeça, mas dessa vez eu estava preparada. Tinha estudado sobre Oclumência. Esvaziei a mente e pensei apenas em uma palavra: Labrego.

– Andou estudando? – ele disse rindo parando para me olhar de cima.

– Sim. Não que seja da sua conta o que eu faço.

Ele riu amplamente.

– Labrego? Eu não sou Labrego!

– É sim. – eu disse irritada.

Ele apenas revirou os olhos e segurou meus braços, antes que eu pudesse questionar, ele me puxou e em uma pirueta estranha eu estava em pé, com Fred grudado atrás de mim. Tomates e pimentas, invejem minha cor. Seu quadril estava grudado ao meu e sua boca estava na minha orelha. Eu tentei sair dali, mas em um gesto simples ele agarrou meus pulsos e os cruzou no meu peito, de modo que eu agora parecia uma múmia.

– Desiste Hermione. Você vai acabar sendo minha de novo.

Aquilo me irritou profunda mente, mas o hálito quente em minha orelha estava abafando meu cérebro que não estava mandando nenhum impulso nervoso pro resto do corpo. Quis socá-lo, pular na cara dele com os dois pés, morder o lábio dele e...

COF COF COF

Quer dizer, só pular na cara dele mesmo.

– Me solta. – reuni todas as minhas forças para dizer sem gaguejar.

– Eu já te soltei tem um tempinho. – ele mordeu meu pescoço.

Meu deus que arrepio violento. De fato ele não estava pressionando meus pulsos, apenas os mantinha perto do corpo. Minhas costas se moldavam ao peitoral dele, forte e largo, eu sentia cada marca do seu corpo e aquele seu suéter parecia agora terrivelmente incômodo.

COF COF COF

Quer dizer, assim que me dei em conta que podia sair, e passado o arrepio violento, que percorreu a base da minha coluna até a nuca, eu finalmente me joguei para a frente, e saí dali, brava e furiosa.

Ok. É mentira.

Essa era minha intenção, mas eu esqueci completamente daquela droga de joelheira. E quando fui me afastar dele dramaticamente, acabei tropeçando em uns fios que eu já nem sabia mais de onde eram, mas antes que eu desse com os dentes na borda do banco, Fred me segurou. O que foi engraçado, já que ele só me segurou pelo braço direito de modo que eu fiquei pendente.

Ele me sentou no banco e pegou a peça de couro do chão deslizando pela minha perna.

– O-o que está fazendo? – soquei-me mentalmente por gaguejar.

Ele divertido espalmou as mãos do meu joelho para a minha coxa abrindo um sorrisinho de lado.

“Opa, mas o que é aquilo no céu? É UM ESTUPRO CHEGANDO!”

– O que parece que eu estou fazendo? – ele disse com a voz baixa e depositou um beijo no meu joelho. Quis gritar com toda minha força: ME MOLESTANDO! Mas eu não achei minha voz, na verdade até achei mas minha língua tinha dado um nó no meu cérebro. Mas então ele se endireitou e começou a amarrar aquele negócio no meu joelho, com o olhar mais despreocupado do mundo. – Colocando sua joelheira, oras.

Ele fez de novo! Que raiva!

Ora ele está me molestando, passando a mão em mim e no momento seguinte age como se não tivesse acontecido nada! Deus como isso me irrita.

Ele acabou de colocar as joelheiras e ficou em pé.

– Prontinho. Até mais Granger. – ele deu um sorriso simpático.

Observei-o ir rumo a saída do vestiário. Quando ele chegou na porta eu achei minha voz.

– VOCÊ TEM PROBLEMAS!

Ele lançou um sacudir de ombros e sorriu.

– Você nem é tudo isso. Abaixa a bolinha.

E saiu. Me deixando com a cara mais estupefata do mundo e a respiração ofegante e gritando aos quatro ventos.

Saí do vestiário batendo pé, decidida a nunca mais olhar na cara daquele ruivo maldito.

MINHA BOLINHA ESTAVA BEM BAIXA, VOCÊ QUE VEIO QUERER APALPAR ELA!

[N/Leo: essa frase não pegou muito bem...]

Eu nem sou tudo isso? Sério? Então por que o do ciúmes com o Nicolas? AH!

QUE ÓDIO.

– Hermione?

– QUE FOI?! – Eu me virei quase mordendo o rapaz que estava falando comigo, mas então eu vi que era meu professor. – Ah, professor desculpe.

Ele me olhou meio assustado, mas aos poucos abriu um sorrisinho maroto. AH, aposto que ele tem algo a ver com isso!

– Tudo bem, vamos pegue sua vassoura.

Eu dei a volta para ir até onde estavam as vassouras amontoadas em um cantinho, mas Lino segurou meu braço.

– Não, essa aqui é a sua vassoura. – ele deu uma risada.

Só então notei que ele segurava uma vassoura na mão além da sua própria. Parecia uma vassoura nova, eu já tinha visto em algum lugar. Dei de ombros, irritada e frustrada.

O professor Jordan me passou as técnicas de vassoura, e meu objetivo era ridículo. Dar 10 voltas no campo e depois entrar e sair por aqueles arcos em zigue-zague cinco vezes.

Eu tinha muito medo daquilo, mas eu estava com tanta raiva, que a altura nem me incomodou. Fiz todo o percurso sem sequer me abalar. O professor me passou mais um exercício, eu estava tão fula da vida que sem querer derrubei um pirralho as Sonserina que quis brincar de me derrubar da vassoura. Literalmente fui com os pés na Nuca do moleque.

Eu tinha acabado novamente minha série, mas minha raiva não tinha diminuído. Decidi que aquela aula era inútil, e resolvi descer, e assim que olhei para baixo vi Nicolas sorrindo para mim. Ele estava na arquibancada, sacudindo os pezinhos como um garoto de cinco anos. Mas seu sorriso era... suspeito.

Mal inclinei a vassoura em sua direção, e senti um tranco violento me atingir.

– Nos vemos de noite no jantar! – O loiro gritou e me mandou um beijo.

Antes que eu pudesse perguntar o que estava acontecendo, o tranco me atingiu novamente e a vassoura descontrolada tomou vida.

Berrei por ajuda do professor, que simplesmente me ignorou. Nicolas estava de costas indo para o Castelo, e parecia que ninguém estava vendo enquanto eu era sequestrada pela maldita vassoura.

Eu passei um bom tempo andando em círculos, e fazendo manobras grandes, até que a raiva diminuiu e eu comecei a ficar com MUITO medo.

Céus, olhe essa altura, se eu cair daqui, eu me quebro toda!

Me agarrei naquela vassoura como se minha vida dependesse daquilo.

Oh, espere um minuto: ela dependia!

A vassoura diminuiu a velocidade e então parou no terraço da parte oeste do castelo. Eu estava a uns 500 metros do chão. Sem exagero. Senti meu estomago embrulhar e minhas pernas fraquejarem suspensas no ar, minha mão estava branca tamanha era a força que eu segurava aquela vassoura.

– Hermione... Você está me seguindo? – abaixo de mim a voz rouca.

– Fred Weasley! Me coloque no chão, agora! – eu disse com o maxilar trincado.

Ah filho de um trasgo, eu ia arrancar o saco desse ruivo fora!

Ele apenas mexeu com a varinha como se fosse um maestro e minha vassoura seguiu seu movimento.

– Só depois que confessar que ainda sente algo por mim.

– O que?! Você está louco?! Nem morta!

Ele calmamente pegou sua vassoura que estava atirada perto do parapeito de pedra e subiu nela, deu um impulso e veio sobrevoar o meu lado.

– Eu vi sua lembrança. Você estava pensando em mim, admita. – ele sorriu.

– Vai pro inferno!

Ele parou um pouco abaixo de mim e fez um movimento brusco de varinha, que fez com que minha vassoura sacudisse violentamente e eu escorregasse e ficasse dependurada pelas mãos apenas.

– Vou contar até três. – a voz dele veio abaixo de mim

– Seu doido! – eu disse me concentrando em não largar aquele maldito bastão de madeira – Quando eu sair daqui eu vou te surrar!

– Diga que quer que eu te beije, Um.

– VOCÊ É DOENTE, EU ESTOU GRÁVIDA!

– Diga que quer que eu te beije, Dois.

– NICOLAS VAI ARREBENTAR SUA CARA!

– Três!

A vassoura chacoalhou novamente e antes que eu soltasse completamente da vassoura meu orgulho foi vencido.

– EU QUERO QUE VOCÊ ME BEIJE! – Eu gritei. Mas era tarde, no milésimo seguinte eu estava em queda com o estômago no céu da boca, praticamente em lágrimas.

Um ano pareceu se passar, e então eu senti meu corpo ser pego em pleno ar.

Fred me olhava de cima, com um sorriso no rosto, ele estava em pé no terraço comigo no colo, a vassoura jogada em um canto. Eu não tinha forças para xingá-lo.


“– Fred. – chamei-o para longe das pessoas alvoroçadas que abriam seus presentes.

Ele veio sorrindo até mim, brincando com seu novo isqueiro, ora o ligando, ora apagando-o.

Ele parou na minha frente e eu pigarreei e tirei a caixinha de veludo preta de dentro do meu bolso. Peguei sua mão esquerda e me ajoelhei.

– O que está fazendo? – ele disse rindo.

– Ajeitando suas joelheiras é que não é. – eu disse rindo. – que eu sou sua namorada, isso não é novidade... Mas você quer ser meu oficialmente namorado? – eu disse olhando no fundo dos seus olhos tentando transmitir com um olhar todo o amor que eu sentia por ele.”


Mal fui cuspida da lembrança e senti que o ruivo vasculhava minha mente. Não fui capaz de fazer nada, eu estava apenas me concentrando em não vomitar.

– Eu tenho que fazer tudo isso pra você admitir que ainda sente algo por mim?

Eu não tenho palavras, para expressão minha revolta. Não há xingamento no mundo e gritos no universo que sejam suficientes para expressar a minha vontade de trucidar aquele ser energúmeno que se encontrava na minha frente.

Ele me colocou sentada, escorada na parede de pedra e se inclinou na minha direção, tocando meus lábios por breves segundos.

Confesso que meu coração só se desrregulou mais ainda com o contato do ruivo. Mas mal senti sua língua em meus lábios e o ruivo foi arremessado para trás.

– EU TE AJUDO E VOCÊ FAZ ISSO? – Um loiro fulo da vida agarrava o ruivo que era quase duas vezes seu tamanho pelo suéter.

Eu não sei de onde ele veio, acho que assim que me ouviu gritar pegou uma vassoura e foi me ajudar.

– Nick eu só... – o ruivo disse surpreso.

Não terminou a frase, antes que pudesse sequer pensar em se mexer o punho de Nick acertou a maçã do rosto de Fred com gosto. E repetidas vezes.

– Parem... – eu tentei falar, mas ainda estava desregulada.

Sim Nicolas devia estar malhando. E o fato de Fred não estar esperando ajudou. Mas o fato é que Nick deixou Fred no chão, com os dentes tingidos de vermelho e a maça do rosto totalmente machucada. Meu impulso foi correr para ajudar o ruivo, mas algo no fundo gritou:

“Estamos quites.”

– Pra você é Nicolas. – o Loiro disse dando as costas ao ruivo e vindo em minha direção. – vou levá-la a enfermaria, nem pense em aparecer por lá.

Nicolas subiu na vassoura, eu choraminguei. Nunca mais queria tirar meus pés do chão.

– Vamos, vou te descer em segurança. Segure-se em mim e feche os olhos.

O ruivo não fez nada, mas quando seu olhar cruzou com o meu, senti em seus olhos um misto de pedido de desculpas, e um sorriso esperançoso.

Ah se eu tivesse forças, já tinha arrancado o saco dele há eras.

Descemos até o chão, chegando lá, Harry e Rony me olhavam preocupados, Nicolas deu um sorriso meio forçado e me colocou nas costas. Não fomos para a enfermaria, ao invés disso ele me levou para a torre de anatomia. Assim que chegamos lá ele fechou a porta e me colocou sentada no chão de madeira. O dia ia caindo, mas o sol ainda entrava pela janela, lindo, forte.

Olhei para o loiro e sorri.

– Cara, você é demais.

– Desculpe, eu demorei pra conseguir uma vassoura. – ele disse apertando a mão direita.

– Se machucou?

– Não. – ele fez uma cara de durão que aos poucos foi se transformando em uma careta. – Sim... Merlin como essa bosta dói!

Eu ri daquilo e segurei sua mão. Os nós de seus dedos estavam vermelhos e os do meio em carne viva.

Conjurei o “Aquamenti” e lavei o machucado dele, limpando na barra da minha camiseta. O garoto tinha saído do machão de 26 anos e estava parecendo um pirralho de 4.

– Você nunca tinha dado um soco?

– N-não... Ai ai ai... Calma aí. – ele reclamou quando eu passei a camiseta por cima.

– Gomen.

– Mas e ai? Lembrou-se de algo? Vocês se acertaram? – ele quis saber. – fui falar com Fred sobre vocês, ele pediu ajuda sobre o lance de esportes, disse que queria levar você a um lugar especial. Lino e Jorge me convenceram no final me desculpe.

– Bom... Eu lembrei de algumas coisas, e tenho que dizer: acho que eu tenho uma quedinha por ele.

“Quedinha uma pinóia, tá mais pra abismo da morte!”

“Agora não!”

Jura? – ele disse dando um sorriso. – se eu não estivesse tão puto com ele eu daria um pulinho.

Eu dei uma risada e deitei o loiro para trás. Logo em seguida me acomodei em cima dele.

– Você socando o Fred por mim... Achei legal. – eu sorri e dei-lhe um selinho.

Nicolas apenas sorriu orgulhoso e começou a passear pela mão com a minha cintura. E permanecemos assim, até que a noite caiu. Eu eventualmente acariciava os cabelos loiros, ele mexia na minha orelha, e agarrava a ponta do meu nariz. Nos beijávamos, ríamos, sem nenhum diálogo contrutivo.

Ele me contou que Astória veio brigar com ele assim que eu fui pro vestiário, ela estava com ciúmes. Provavelmente a garota que ficava me olhando feio durante o treino.

– Fred está com um ponto na frente. – eu disse – ele me fez admitir que queria beijá-lo.

– Vamos reverter o placar. – Nick sorriu.

– Vamos é? – uma nota de empolgação tomou conta da minha voz. Eu me sentia como alguém do terceiro ano antes de uma gincana de caça aos unicórnios.

– Com certeza. E vai ser nessa sexta feira. Hermione, aproveite bem meus lábios de mel, por que nossa amizade colorida está prestes a acabar. Eu e você estamos em ponto de Xeque.

Ele sorriu do seu jeito moleque, um sorriso radiante e pleno. Uma ideia começava a formigar em minha mente sobre a tal sonserina, eu poderia ajudar Nick afinal. Senti uma inquietação no estômago e me lembrei dos lábios do ruivo, quente e provocadores.

Não que eu vá admitir em voz alta, mas: Mal via a hora de tê-los nos meus novamente.

***

Eu e Nick ficamos nos pegando na sala de astronomia até dar a hora da janta. Ficamos contando piadas, e conversando sobre coisas babacas, quando nos demos em conta que devíamos descer, paramos nossa competição pra ver quem conseguia lamber o cotovelo e descemos para o grande salão.

O maldito ruivo, nem sequer demonstrou remorso, assim que me viu me ignorou completamente puxando uma grifinória qualquer para o seu lado dizendo algo em sua orelha, fazendo a garota rir e corar. Tive vontade de voar naquela morena que nem era assim tão bonita, e de sambar em cima da cara do ruivo.

– Calma... – o loiro disse, ele está fazendo de propósito. Nick deu uma risadinha. – Vem cá.

Ele segurou meu queixo.

E me deu um selinho demorado. Assim que se afastou de mim eu lhe dei um abraço e mordi seu pescoço levemente.

– Nos vemos amanhã, Fred provavelmente vai querer te acompanhar até o dormitório hoje. – Nicolas riu.

Eu estava de costas para o salão da grifinória.

– Ele está olhando? – eu disse rindo.

– Está, ele levantou pra vir aqui arrancar meu saco fora, mas o gêmeo dele já pegou ele e fez ele sentar. Estão cochichando agora.

– Mas Nick, e se ele me pendurar em uma vassoura de novo? – eu disse temerosa.

– Não vai.

– Mas...

– Se está com medo, peça para alguma amiga sua lhe acompanhar também. Mas lembre-se do que conversamos, dê um gelo nele, finja que ele não te abala em nada. Certo?

– Certo. – eu disse nervosa. – Até mais Paixão.

– Até mais peixinho.

Depois disso, cada um seguiu seu rumo, ao invés de ir para a mesa da grifinória fui conversar com Draco na mesa da sonserina. E definitivamente os verdes me odiavam.

– Hermione. – ele disse sorrindo.

– Draco preciso da sua ajuda.

Ele ergueu a sobrancelha.

– Preciso que leve a garota... Astória, para a escadaria do relógio depois do jantar. – eu disse lançando rapidamente um olhar pra garota que tinha os olhos vermelhos quase lacrimejando. Acho que Fred não fora o único que vira o meu selinho com Nick.

– Hã... certo...

Agradeci-lhe e agora sim: andei até a mesa da grifinória.

Sentei-me entre Rony e Harry de frente para Fred e para Jorge. Um silêncio estranho se abateu sobre aquela faixa da mesa assim que me sentei. A garota ao lado de Fred, sequer sentiu meu olhar de ódio para ela.

– Então Hermione, como foi o resto da sua tarde? – Fred disse, estava com uma raiva contida que me era cômica.

– Muito boa, Fred. – eu disse dando de ombros pegando arroz e colocando estrogonofe em cima. – Fiquei na torre de astronomia com Nicolas.

Vi de canto de olho Jorge cutucar as costelas de Fred. Ignorei-o e comecei a conversar com as garotas... A ruiva namorada de Harry que eu sempre esquecia o nome e Lilá. A mesa voltou a se tornar falando e eu e Fred nos implicávamos TODA HORA.

Tivemos Petit Gateou com sorvete de sobremesa. Me pergunto como toda essa comida simplesmente brota aqui...

Acabei o jantar a vi Draco conduzindo a garota de cabelos castanhos e olhos cor de mel salão a fora.

Despedi-me e me levantei.

– Indo encontrar o Nicolas? – Fred cuspiu o nome.

– Mesmo se estivesse, acho que isso não é da sua conta. – eu dei um sorrizinho. – Até depois, Físico.

– Energúmena. – ele disse revirando os olhos.

– Platelminto! – eu rebati irritada.

– Estúpida.

– Bocó.

– Gente, que tal se... – um garoto moreno com dentes salientes e olhar meigo tentou interferir.

– NÃO! – eu e Fred dissemos juntos.

Depois disso apenas dei as costas e fui ao encontro de Draco. Céus, aquele ruivo me tirava do sério. Assim que cheguei à escada vi os dois sonserinos. Senti-me insegura por não me lembrar de nenhum feitiço de ataque. Ou de defesa.

– Ah! – a garota bufou em frustração ao me ver – é isso que você tinha que me mostrar Draco? Achei que fossemos amigos.

Ela nem dirigiu a palavra a mim, apenas me deu as costas.

– Astória, eu e Nick não temos nada! – eu disse fazendo-a parar.

– Nick? – ela disse com um ar de superioridade. – e o que diabos eu iria querer com aquele pirralho da Corvinal?

– Bom, se você fosse indiferente a tudo isso, não estaria reagindo assim ao me ver, nem teria quase chorado mais cedo no salão comunal. – eu disse irritada. – Vamos, não tem ninguém a quem impressionar aqui. Eu sei que você gosta desse Corvinal Pirralho, e ele também gosta de você. Ele só fala sobre você.

– Primeiro: eu sempre te odiei Granger, não sei por que a surpresa de eu te tratar assim. e eu não estava chorando, estava com uma crise de rinite. E ele não gosta de mim, se gostasse não estaria se agarrando com você pelos cantos. Todo mundo percebeu Granger, que vocês vivem grudados pra lá e pra cá.

Eu dei um longo suspiro.

– É sobre isso que eu queria conversar. Ele não está comigo por que é meu namorado ou algo do gênero. – eu disse. Draco começou a acenar com a cabeça para que eu não contasse. – Eu tenho que contar Draco, não posso permitir que Nick seja infeliz por minha culpa. Astória, eu perdi minha memória. Eu não me lembro de você me odiar, eu não lembro do Draco, eu não lembro desse colégio, nem de feitiços. Eu nem lembrava que era uma bruxa. Eu sequer lembro daquele ruivo babaca que diz ser meu “noivo”

– Você e o Fred estão noivos? – ela disse surpresa.

– O fato é: a única coisa que eu lembro é o Nick. E eu preciso ficar perto dele para não me sentir tão perdida, tão confusa.

– E beijar ele faz parte do tratamento? – ela se recompôs e retomou o ar de nojo.

– Não, faz parte de eu voltar a me acertar com meu antigo namorado.

Contei a ela então – superficialmente – sobre o plano de Nick em relação a Fred, disse que Nicolas era meu amigo e nada mais. (também omiti a parte dele ser meu amigo colorido)

A Sonserina apenas bufou. Mas eu vi que ela estava bem mais alegrinha.

– É só isso, sangue ruim?

– Atória... – Draco disse em tom de alerta.

Ela apenas revirou os olhos.

– Sangue ruim? – eu disse confusa, aquilo tinha algo a ver com a conversa? Alguma gíria de bruxos ou algo do gênero? – de qualquer forma, sim é isso.

Ela ajeitou os cabelos longos no ombro e saiu batendo pé.

– Bom trabalho. – Draco disse.

– Ironia? – eu indaguei.

– Não. Bom trabalho mesmo, eu acho que nunca tinha visto ela tão feliz.

Encarei o loiro e fiz careta.

– Aquilo era feliz?!

– Pelo menos na frente de alguém que não seja da Sonserina. Sabe, nós somos muito orgulhosos. Vamos, eu vou te levar até o seu dormitório.

Sorri. Enganchei meu braço no dele e fomos conversando pelos corredores, contei sobre meu dia, ele contou sobre o dele, ficamos conversando até que o quadro da mulher gorda apareceu na minha frente. Eu adorava conversar com o loiro e foi só ali que percebi que o ruivo não tinha aparecido para interceptar nosso caminho.

– Tudo bem? – ele me olhou com estranheza.

– Sim... – eu sorri varrendo o ruivo para longe – Boa noite.

– Boa noite. E Hermione, não saia contando para as pessoas que perdeu a memória. Vou ter que correr atrás da Astória para que ela não espalhe isso para quem não deve.

Dei de ombros.

– Ok.

Abracei-o rapidamente e entrei no salão comunal.

Mal entrei, senti um baque contra a parede e olhos verdes como olivas me encarando. Que susto.

– Oi Granger. Tem um minuto?

– Não Weasley. Daqui vou direto para a cama, hoje foi um dia exaustivo.

Notei que todos no salão nos olhavam, os garotos particularmente empolgados, aliás, acho que todos os garotos da grifinória estavam ali, Harry e Rony tinham um olhar de quem pede desculpas. AH! Eu iria conversar com aqueles dois mais tarde.

– Tudo bem, vamos conversar na cama então. – ele disse sorrindo, como se esperasse por uma resposta assim.

Confesso dizer que gelei. Meus olhos se arregalaram e antes que eu pudesse sair correndo, Fred me colocou em seus ombros como se eu fosse um saco de batatas.

– ME COLOCA NO CHÃO! EU VOU IR FALAR COM A MINERVA! SEU TRASGO SUJO E IMUNDO! ME COLOCA NO CHÃO AGORA! – Eu tentava socá-lo de todas as formas, mas ele simplesmente conjurou um feitiço e amarrou meus pulsos. – SEU OGRO! QUANDO EU SAIR DAQUI VOU ARRANCAR SUA SOBRANCELHA COM CERA QUENTE! – sim eu sei, mas foi a única ameaça que me passou pela cabeça.

Entramos no dormitório masculino, ele me jogou em cima de uma das várias camas .

Abaffiato. Colluportus. – ele rumou em minha direção – Vamos conversar Granger.

Eu ainda tinha minhas mãos amarradas, senti um misto de medo (MUITO MEDO) e de excitação, de ansiedade. E é claro, uma pitadinha de raiva.

– Me solta agora seu troglodita!

Ele então subiu em cima de mim e ficou com o lábio a centímetros dos meus. Senti meu corpo amolecer e mais do que tudo queria terminar com aquela distancia.

Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele. Ignora ele.

Senti a respiração quente dele contra a minha. Meu coração estava no céu da boca. Por fora eu estava apática, mas minha respiração estava cada vez mais difícil de controlar.

Ele então pegou minhas mãos que estavam amarradas e recolhidas em meu peito e elevou-as para que ficassem a cima da cabeça. Céus, que pose...

“Estuprável?”

“Eu ia dizer vulnerável, mas essa aí também serve.”

Ele deu um meio sorriso e colou os lábios na minha orelha.

– Por que parou de se debater? Se deu em conta que me ama?

– Nos seus sonhos talvez. – mantive a voz controlada e me abracei mentalmente por conseguir tal façanha.

– O que você está fazendo com aquele loiro? – ele disse escorregando os lábios pelo meu pescoço com uma voz baixa que estava me matando. – você me ama e sabe disso.

Meu estômago estava se contorcendo, acho que tinha um filhote de Tiranossauro mastigando minhas entranhas, por que meu deus!

– Se você me ama, é problema seu. Eu não sinto nada por você. – ergui uma sobrancelha.

Ele se afastou um pouco e me olhou. Largou meus pulsos, mas eu estava tão fraca que sequer consegui recolher os braços novamente. Achei que tinha pegado pesado, e que ele ia me soltar e pedir desculpas ou algo do gênero.

DOCE ILUSÃO!

Ele apenas deu um sorriso.

– Você não sabe mentir pra mim. – ele então começou a beijar meu pescoço... Meu queixo... Minha bochecha... E ficou me torturando com beijos no canto da boca. Instintivamente entre abri os lábios, parecia que o ar não entrava direito nos meus pulmões.

Certo, apedrejem-me, mas aquilo foi mais forte que eu. Quando dei por mim, acabei virando o rosto em busca dos seus lábios, e foi o beijo mais urgente e desesperado da minha vida. Eu parecia um animal que não via água há semanas.

Passei minhas mãos – amarradas mesmo – por sua nuca e arranhei com raiva suas costas fazendo o ruivo arquear-se em direção ao meu corpo com um gemido de dor, e em resposta a isso morder meu lábio fortemente. Em resposta a isso inclinei meu quadril para frente colando perigosamente ao dele, e com raiva, inclinei-o para o lado derrubando-o no chão com um baque surdo ficando por cima dele.

Ele ficou momentaneamente tonto por ter batido a cabeça, vi que seu rosto estava roxo devido ao soco que Nick tinha dado. Beijei bem em cima, mas beijei com força e depois transformei o beijo em uma mordida dolorosa que fez o ruivo protestar e começar a puxar meu cabelo e me olhar com raiva, depois puxou-me para si novamente e começou a morder a curva do meu ombro fazendo-me gemer alto de dor. Ele rolou-me chão e fez com que eu batesse as costas violentamente no chão. Em resposta a isso dei-lhe uma cabeçada no nariz/boca. Ele voltou a me beijar agressivamente apertando minha cintura, como se estivesse me beliscando.

Aquilo estava estranho, que queria matá-lo, estava com uma mistura engraçada de raiva e... Excitação. O ruivo então passou a mão pela minha perna agarrando minha coxa, eu entrelacei minhas pernas ao redor do sua cintura girando-o novamente no chão e ficando em cima dele, sentada bem em cima do seu quadril.

– O que você pretende com isso hein? Vai me estuprar Fred? – eu disse agarrando sua camiseta cinza.

– Só vai ser estupro no começo. – ele disse erguendo uma sobrancelha e abrindo um leve sorriso sínico.

De raiva puxei-o para mim, fazendo-o ficar sentado, só pra depois poder jogá-lo no chão novamente batendo sua cabeça no chão com toda a minha força. Lembrei-me então do que o loiro me dissera. Isso tudo era um jogo, e eu ainda não estava pronta para jogar limpo.

Levantei a blusa do ruivo e fui trilhando uma trilha de beijos, mordidas e chupões pela sua barriga, arranhando sua cintura intencionando deixar marcas. E sempre olhando para ele.

Até que ele baixou guarda e eu com força substituí o meu quadril pelo joelho, dando-lhe um golpe baixo. Bem nos documentos.

Ele se encolheu e gemeu alto. Mas dessa vez foi um gemido apenas de dor.

Eu me levantei e apressada peguei minha varinha.

– Finite. – o feitiço certo me veio a memória e a porta se abriu.

Antes de sair olhei para o ruivo que sentado me observava. Pisquei-lhe e lhe mandei um beijo soprado.

Saí do quarto sorrindo, mas assim que me deparei com Harry e Rony que subiam as escadas meu sorriso virou algo doentio e assassino.

– A sorte de vocês, é que eu estou amarrada. – eu disse erguendo as mãos. – converso com vocês amanhã.

Sem escutar suas desculpas furadas entrei no dormitório feminino e desabei. A ruiva do Harry... Gina... veio falar comigo, sorridente, ansiosa, juntamente com Lilá. Todas as outras garotas da grifinória me olhavam.

– Meu deus, ele estava te espancando? – ela disse olhando para o meu estado.

– Quase isso. – ergui as mãos em um pedido mudo para que ela me desamarrasse.

– ELE TE AMARROU? – Gina estava quase tendo um orgasmo. – Você vai me contar tudinho!

Ela tirou o feitiço e eu massageei os pulsos.

– Vou contar... Qualquer dia desses.

Eu dei as costas para as garotas e entrei no banho, deixando todos os seres produtores de progesterona da grifinória mais curiosos do que sei lá o que.

– Ah, eu mato esse ruivo. – pensei comigo mesma enquanto me derretia na água quente, observando os estragos que ele tinha feito no meu corpo.

***

– Fred? O que você fez com a Hermione?! – Harry, Rony entraram no quarto, seguidos por Jorge e Lino.

– Eu não fiz nada, ela que quase me matou. – eu disse sentindo meu lábio inchado e sangrando, meu nariz ardendo de onde ela tinha dado a cabeçada.

Céus, a joelhada na virilha foi golpe baixo.

Ajeitei minha blusa para cobrir os arranhões vermelhos em minha pele e as marcas de mordidas. Arrumei meus cabelos com os dedos mesmo.

– Cara. Eu sei que ela é sua mina, mas ela tem jeito de ser muito... Graw... – Lino fez um ‘rugido’ e desenhou garras no ar. – ela deve ser muito boa de cama. To fantasiando com ela aqui cara.

Eu lancei-lhe um olhar meio maníaco que até fez com que ele fosse pra trás.

– Lino, se você não quer que eu ‘Graw’ – eu fiz as garras no ar – na sua cara e corte sua garganta fora, guarda esses pensamentos pra você... – eu me levantei e fui até o moreno.

Eu era mais alto então olhei-o de cima e encostei-o contra a parede com meu rosto a milímetros do dele, apoiei meu antebraço em sua testa.

– Estamos entendidos? – minha voz saiu baixa e raivosa.

– Mas com certeza. E vale lembrar que se eu fosse gay, eu seria gay por sua causa cara. Rapaz, você está me seduzindo. – Lino disse dando uma piscadinha.

Odeio tentar brigar com o Lino. Ele nunca me leva a sério, e eu sempre acabo rindo. Apenas revirei os olhos e me afastei.

– Ah Hermione, você me paga.

Com esse pensamento fui pra casa, tomei um banho e deitei-me na cama. Eu sentia falta de poder abraçá-la de noite.

– Ela ainda me ama. – eu disse para o gato laranja que estava sentado na janela me encarando. – ela só não sabe disso ainda.



Notas finais do capítulo

Curtiram né? eu sei, eu sei... OOPAKPOAKSOPKOSPKOAK

Feliz Páscoa para todos, lembrem-se de agradecer os chocolates, abraçar a família, por que páscoa vai além de chocolate, e as vezes um 'Obrigado' sincero e um abraço apertado é tudo que alguém mais está precisando.
QUE SONO!
É isso aí nos vemos semana que vem xD Quer dizer, talvez a Pen já tenha voltado, mas eu venho me despedir de vocês XD

*Nox*