Bad Angel escrita por Miller


Capítulo 9
'Cause I only have one more chance


Notas iniciais do capítulo

HAHAHAH, olhem, olhem! Eu to aqui de novo *O*
220 FUCKING REVIEWS! YEEEEEEEEEEAH! QUEM TEM OS LEITORES MAIS FODASTICOS DO UNIVERSO? SIIIIM, A TIA MILLER AQUI o/
E ai peoples lindonas que deixam reviews perfeitos para mim, como vocês estão? *---------*
Eu to bem, curtindo uma fase estranhamente criativa e aproveitando ela enquanto não foge de mim kkkkk'
Ai está mais um capítulo lol
Espero que gostem!
Enjoy!




James Potter

Aprendi algumas coisas nas primeiras horas sem um anjo da guarda respirando em meu pescoço:

A primeira delas era que eu me machucava mais do que qualquer outra pessoa no mundo.

Quero dizer, simplesmente cortei meu dedo enquanto abaixava a porcaria da janela do carro, em seguida bati a cabeça na porta quando estava saindo só para, logo em seguida, escorregar em uma poça d’água e cair com força batendo meu cóccix, vulgo bunda, no chão, o que fez com que eu soltasse os mais variados xingamentos enquanto tentava me levantar apoiado no carro.

Não me lembrava de ser tão absurdamente desastrado daquele jeito antes, porque – como eu fazia parte do time de futebol e praticava vários outros esportes nas aulas de educação física – raramente caía ou me machucava e então não mais conseguia andar um metro sem que alguma catástrofe acontecesse comigo.

Que merda estava acontecendo?

Porque parecia que o mundo estava conspirando contra mim?

Depois de tantos machucados em um tão pequeno perímetro, decidi voltar para o carro e ficar quieto sem me mover a não ser para respirar.

Finalmente, depois do que pareceram ser milhares de horas dentro do carro escutando um rock a todo som e tentando não pensar no que havia acabado de acontecer, Sirius e Remus saíram da festa, ambos olhando para os lados de forma preocupada até que me viram dentro do carro e suas expressões ficaram confusas.

– James, o que está fazendo aqui? – Sirius perguntou ao abrir a porta do carona e sentar ao meu lado, esticando a mão para diminuir o volume do som.

– Nada – respondi. O que era bem a verdade, já que eu simplesmente estava parado lá apenas olhando para o nada tentando não fazer nenhum movimento brusco que pudesse acabar me matando.

– Pensei que você estava com a Lindsay – Remus falou e se atirou no banco de trás de forma desleixada.

– Não deu muito certo – resmunguei e coloquei a chave na ignição, um pouco receoso de que o carro explodisse ou qualquer coisa assim.

Coisa que com minha recente onda de sorte era bem provável de acontecer.

– Como assim não deu muito certo? – Sirius perguntou, voltando-se para mim encarando-me de forma desacreditada.

– Ela não era legal – falei a primeira coisa que veio a mente que não envolvesse ‘um anjo estragou o meu encontro’ e tentei parecer convincente enquanto dava a partida e manobrava o carro.

Ela não era legal? – Sirius repetiu e suas palavras soavam mais incrédulas a cada silaba. – Cara, não era para ela ser legal! – podia perceber pelo canto do olho que ele me encarava, mas não ousei encará-lo. Primeiro porque estava constrangido e segundo porque eu não seria louco de desviar minha atenção das ruas e acabar esmagado em algum canto da calçada como uma sardinha.

Remus bufou.

– Sabe Sirius, mulheres não são apenas pernas e bundas – ele murmurou e Sirius fez um gesto obsceno para ele.

– Falou o senhor ‘vou ser virgem até casar’.

– Vá à merda – Remus retrucou. – E eu não sou virgem!

– Pelo amor de Deus, parem com isso – reclamei tentando me focar no trânsito.

Ambos ficaram em silêncio, provavelmente me encarando como se eu fosse um alíen.

– Você tem certeza de que está bem? – Remus perguntou de forma preocupada.

Rolei meus olhos e não respondi. Meu olhar recaia de minuto a minuto sobre o retrovisor, mesmo contra minha vontade.

Onde estava Lily?

Em nenhum lugar em que pudesse vê-la, aparentemente.

Senti meu estomago apertar.

Quando finalmente deixei Sirius e Remus na mansão Black, meu mau humor estava triplicado – o que era algo realmente grande, levando em conta o fato de que até mesmo respirar estava me irritando.

Voltei para casa de forma lenta, as ruas de Londres parecendo muito mais nítidas já que eu estava totalmente alerta para qualquer sinal de desastres. Cheguei em casa, deixei o carro na garagem e subi as escadas para meu quarto sem me importar em não fazer barulho.

Eram três da madrugada e meu sonho parecia inexistente.

Cheguei em frente à porta de meu quarto e estaquei. Lily deveria estar ali, provavelmente esperando-me com um pedaço de concreto ou qualquer coisa do tipo, pronta para quebrar os meus dentes.

Talvez eu merecesse.

Respirei fundo e abri a porta.

Mas então Lily não estava lá. Ou, se estava, não estava visível para mim.

– Olá? – chamei, adentrando o quarto um pouquinho receoso. – Lily?

Nenhuma resposta.

Talvez ela estivesse irritada demais e não quisesse aparecer para mim, ou então estava em alguma convenção de filmes com os anjos.

Não queria admitir, mas a ausência dela me incomodou. Muito.

Com o humor – se era possível – ainda pior, tirei minhas roupas e atirei-as de qualquer jeito sobre uma cadeira e pulei para a cama, deitando-me de costas mesmo estando sem sono algum.

Demorou muito tempo até que o sono viesse e enquanto ele não vinha eu fiquei esperando que Lily aparecesse.

E ela não apareceu.

X—X

E ela também não pareceu no dia seguinte. Nem no próximo ou no depois do próximo. Uma semana se passou.

Lily sumira.

E a cada dia que passava eu falava menos e me estressava mais.

Pelo amor de Deus, ela tinha ficado comigo por apenas um dia. Um único e maldito dia! Não deveria interferir tanto assim em minha rotina.

Mas interferia.

Enquanto estava na escola ficava olhando para os lados o tempo todo a fim de antecipar suas aparições, mas então ela nunca fazia suas aparições.

Assim que chegava em casa não conseguia nem mesmo manter uma conversa com meus amigos sem que eles fossem embora irritados com o meu péssimo comportamento.

Que merda estava acontecendo comigo?

x—X

Atirei mais um dardo no grande alvo à minha frente. Acertei em cheio bem no meio.

Estava no jardim de casa – o qual poderia ser comparado facilmente com o tamanho de cinco campos de futebol. Um exagero, em minha opinião.

Não conseguia caminhar de um lado ao outro sem acabar morrendo de cansaço ou precisar de um carro.

Suspirei.

– Droga Lily, cadê você? – perguntei pela milésima vez, atirando mais um dardo, fazendo um buraco enorme no alvo devido à força do arremesso.

– Ela não está aqui – uma voz grave e profunda falou, fazendo-me pular com o susto e perfurar o dedo em um dos dardos que estava segurando.

– Merda! – xinguei enquanto me virava para ver um... Anjo. Grande, alto, olhos negros como o breu, algo brilhava atrás dele, mas não conseguia focar minha visão o suficiente para descobrir o que era. - Você é o Constantine? – balbuciei de forma completa e totalmente idiota. Lily tinha razão, o anjo era incrivelmente parecido com o cara do filme.

Ele não se moveu, porém, sua expressão continuava completamente imóvel, mas eu podia jurar que ele teria rolado os olhos se pudesse.

– Eu sou Castiel – ele disse. – O mensageiro – completou.

Fiquei sem saber o que falar, exceto (de forma totalmente inteligente, é claro):

– Como o carinha do Supernatural?

– Vocês, humanos, tem essa mania de comparar tudo com filmes – ele disse ‘humanos’ de uma forma tão tediosa que até mesmo eu fiquei com pena de ter nascido um.

Abri e fechei minha boca algumas quantas vezes antes de recuperar a voz.

– Onde está Lily? – foi o que perguntei.

– Ela não está aqui – ele disse e eu me segurei para não revirar os olhos com sua constatação mais do que óbvia. Afinal ele era um ser divino e tudo o mais.

– Acho que eu percebi – resmunguei.

Podia jurar que ele riu. Mas então não.

Quando falou, seu tom era professoral.

– Quando conquistamos um anjo da guarda, James Potter, é porque precisamos de um – ele disse. – O anjo irá te acompanhar onde você estiver, porque é assim que tem de ser. Porém, se um humano renegar seu anjo, ele não poderá mais estar ao seu lado – concluiu. – Você entende?

Senti um nó se formar em minha garganta. Que merda eu tinha feito?

– A Lily... Ela... Por minha culpa? Ela está bem? – o desespero parecia escorrer de minha voz.

O anjo suspirou e olhou para o céu.

– Lily está em uma missão. Ela não é um anjo antigo – ele falou e me encarou. – Ela está correndo risco de vida e precisa cumprir a tarefa de cuidar de você para poder viver.

Okay, ouvir aquilo foi ainda mais chocante do que vê-lo ali.

– Como... Como assim? – minha voz era rouca, quase sem força.

– Não tenho permissão para falar muito mais James Potter, a única ressalva é que esta é sua última chance – e então, tão repentino quanto aparece, Castiel/Constantine sumiu em meio à algo parecido com fumaça branca, deixando-me sozinho, confuso e, se era possível, ainda mais deprimido.

– Droga! Tiraram-me de lá justo na melhor parte do filme! – mais uma vez me assustei.

Mas então, nunca tinha ficado tão feliz em ouvi-la.

Voltei-me em sua direção e encontrei com seus grandes olhos verdes.

– Hey – cumprimentei-a recebendo uma careta de desgosto em retribuição.

Você – rolou os olhos. – Eu estava em uma sessão angelical de filmes – ela disse e suspirou. – Eles realmente se juntam para sessão da tarde, não é incrível?

Realmente não sabia o que dizer, mas de uma coisa tinha me dado conta (embora odiasse a mim mesmo por admitir): tinha sentido falta daquele anjo maldito e completamente sarcástico.

Como se eu precisasse de mais aquilo para completar o meu azar.

Droga.



Notas finais do capítulo

Reviews? Recomendações? Cartões de Natal? ♥
WEEE, vocês responderam minha perguntinha *-*
Agora aqui vai outra: o que vocês acham que vai acontecer no próximo capítulo?
Beijooos e inté :*