Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 64
Capítulo 64





Já era de noite e Zayn ainda estava na cama. Desde que chegara a casa e se deitara não mais se levantara. Dormiu, acordou, voltou a dormir e estava novamente acordado a pensar no amigo e na noite angustiante que passara. Adormecera com esse sentimento e estava a acordar com ele: precisava também ele de ser ouvido e consolado. Também para ele Niall era um grande amigo. Um amigo a quem sempre prometera proteção e agora, ali, perante aquela situação, sentia-se completamente impotente. Só lhe apetecia fechar os olhos, dormir e constatar que tudo não passara de um pesadelo ao abri-los. Nisto toca a campainha.

- Foda-se! Não sabem levar as chaves estes gajos? – Reclama Zayn a dirigir-se à porta.

- Ui! Já vi que não estás para visitas…

Ele riu-se.

- Oh! Desculpa. Pensava que eram eles. Entra!

Sofia mostrou um saco ao rapaz.

- Trouxe o jantar para nós os dois.

- Oh! Não era preciso. Eu nem tenho grande fome.

Sofia pousou o saco e explicou-se melhor.

- Nem eu. É um pretexto para ver como estás. Imagino que tenhas passado uma noite horrível mas que não tenhas demonstrado isso a ninguém, só preocupado com todos os outros.

Zayn sorriu e, pegando na mão dela, puxou-a em direção ao quarto.

- E o Niall? Há novidades? – Pergunta-lhe ele sentando-se na sua cama.

- Nada. – Responde-lhe a sentar-se na cama de Liam, ao lado da de Zayn.

Ele suspirou.

- Sabes… eu, não sei porquê, mas não consigo estar tão preocupada como o resto do pessoal. Tipo, tenho a plena convicção de que não se vai passar absolutamente nada de mal. Do género de um sexto sentido.

- Vocês mulheres… - Ri-se Zayn a deitar-se.

Sofia riu-se também e sentou-se na cama de Zayn, bem ao lado dele.

- Hum, olha que perfeito! – Exclama ele ao deitar a cabeça no colo dela, fazendo-a rir ainda mais.

- Já te disseram que és um abusado?

- Deixa ser. Sabe tão bem!

- Deixo por hoje. Só porque mereces.

Ela começou a massajar-lhe a cabeça carinhosamente no silêncio do quarto.

- Não vais adormecer pois não?

- Por acaso…

- Ai de ti! Não vou ficar aqui a olhar para o boneco.

- Aw! Chamaste-me boneco? Eu sabia que era bonito, mas é a primeira vez que me chamam boneco.

- És tão…

- Convencido. Pois sim, já perdi a conta a quantas vezes me chamaste isso.

Ela sorriu-lhe.

- E se fossemos comer o que trouxeste?

- Ah… Agora já tens fome…

Ele dirigiu-se à sala, onde estava o saco com a comida e ela seguiu-o.

- Frango frito, acho que gostas. – Diz-lhe ela.

- Amo!

E assim os dois amigos jantaram por entre assuntos bem mais animados que a situação que os rodeava.

- Acho que tenho de te agradecer. – Diz-lhe ele já de volta ao quarto.

- A mim? Porquê? – Pergunta-lhe ela.

- Por me animares um bocadinho. Estava mesmo a precisar de um momento com alguém, assim, só para falar.

- Não tens nada de agradecer. Eu também estava a precisar.

Zayn ficou a olhá-la fixamente o que a deixou um pouco desconfortável. Ela riu-se de nervosa e ele fez-lhe uma festa na face.

- Ai Zayn! – Exclama ela virando um pouco a face.

- O que foi?

- Estás a deixar-me sem jeito.

Ele riu-se.

- Porquê?

- Sei lá! A forma como me estás a olhar…

O rapaz riu-se novamente.

- Se eu não te conhecesse até dizia que estás apaixonado.

Zayn, desta vez, soltou uma louca gargalhada e voltou a virar-se para ela com o mesmo olhar intenso.

- E se eu te disser que estou?

Sofia arregalou os olhos e ficou por momentos sem respiração.

- Eu estou a brincar contigo rapariga! Relaxa! – Sofia soltou um suspiro. - Tipo, “só sexo, nada de compromissos, nada de paixões”. Foi o nosso acordo.

- És mesmo estúpido! – Brinca ela dando-lhe uma sapatada no braço.

- Mas agora a falar a sério: foi bom estar contigo hoje numa de amigos.

- Até parece que já te estás a despedir… Queres que me vá embora agora?

- Não trenga! – Diz-lhe ele abraçando-a fortemente.

- Eu também gostei deste tempinho contigo.

Mas Zayn começou a falar de Débora, de Niall, da noite anterior, de si próprio e como se sentia relativamente a toda aquela história. Ficou um pouco melancólico e Sofia apenas o ouvia. Quando uma lágrima lhe chegou ao canto do olho, antes que ela deslizasse o rosto dele, ela limpou-a. Ele calou-se, sorriu-lhe e aconchegou-se no ombro dela.





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