Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 102
Capítulo 102





Mais uma semana de aulas começava. De manhã nada de anormal aconteceu. Com o aproximar da hora do almoço, as aulas de Sofia terminaram por aquele dia e, como de costume, Harry acompanhou-a até ao portão da universidade. Dali ele iria para casa dele e ela seguiria a pé o caminho para a sua. Depois de se despedir do amigo, a portuguesa começou a caminhar até ser intersetada por alguém que a assustou, por chegar-se a ela tão de repente.

- Menina…

Ela ficou branca ao perceber de quem se tratava.

- Sr. Malik?

- Desculpe menina, eu sei que deve estar com uma péssima imagem de mim, mas eu preciso de falar consigo. Será que podemos falar agora… sobre o Zayn?

Sofia ficou desconfiada das pretensões do pai do namorado, mas preferiu ouvir primeiro o que ele tinha para dizer.

- Claro.

O homem convidou-a a tomar qualquer coisa no bar ali ao lado para poderem falar mais à vontade. Ela aceitou. Notava-se que o homem estava um pouco sem jeito. Não sabia muito bem por onde começar. Já ela demonstrava alguma desconfiança, mas sempre tentando ser simpática.

- Eu não sei muito bem como começar… Sei que lhe devo um pedido de desculpas pelo sucedido em minha casa. Não foi de todo para a atingir a si. Eu vi-a à mesa mas pensei que fosse uma amiga da minha filha… Enfim, peço desculpa por tudo.

- Não precisa de se preocupar. Eu já esqueci.

Yaser sorriu. Já a começava a achar simpática.

- E eu queria falar com a menina porque o Zayn recusa-se a falar comigo. Não me atende as chamadas e a minha mulher dá-me cabo da cabeça para falar com ele.

- Sr. Malik, juro-lhe por tudo que não sou eu que lhe digo para não falar consigo! Pelo contrário!

O homem sorriu mais uma vez.

- Eu sei, eu sei… Não é isso que eu penso, não se preocupe. Eu conheço o meu filho. Sei que ele não é de se influenciar. Não faz nada porque lhe mandem. Ele só faz se achar que deve fazer. É orgulhoso, casmurro. Ouça, menina… eu sei que errei. Talvez por um pouco de ambição. Com vontade de levar a empresa a outros níveis, visto que ela tem andado a descair um pouco nos últimos tempos. O meu sócio, regressado há pouco do Paquistão, está ainda muito dentro dos costumes e tradições muçulmanos e fez-me uma proposta irrecusável mas com a condição de casar a filha dele com o meu filho, para que tudo ficasse entre família. Pequei pela ambição. Não ouvi mais o que a minha mulher me dizia. Quando ela me disse que o Zayn estava a namorar e para eu desistir da ideia do casamento forçado, simplesmente calei-me e continuei eu a tratar do assunto sem que ela soubesse de algo mais. As irmãs do Zayn também deixaram de contactar tanto com Johara para que também elas concluíssem que a ideia estava esquecida, visto que o irmão aparentava estar feliz nas fotos das redes sociais. Enfim, o único culpado de toda a história sou eu. Acho que lhe devia a si, mais do que a ninguém, toda esta explicação. Mas agora só lhe quero pedir uma coisa: que tente falar com o Zayn e o convença a falar comigo. Sei que vai ser um bocadinho difícil, mas diga-lhe que a ideia do casamento está esquecida. Apenas quero o meu filho de volta. Eu podia ter falado diretamente com ele, mas necessitava de lhe pedir desculpa a si primeiro.

- Sr. Malik, não se preocupe. Eu vou continuar a tentar fazer com que o seu filho procure falar consigo.

- Obrigado. Agora entendo o porquê de ele gostar de si. Nota-se que é uma rapariga especial.

Ela ficou envergonhada e não disse nada.

- Diga-lhe por favor que eu estou na nossa casa aqui em Londres. Ele que me procure lá porque tenho muito que falar com ele. Vou estar por cá até ao final da semana.

-x-x-x-

Mais tarde, quando Louis voltava do almoço para a universidade, também ele encontrou quem não esperava.

- Eleanor?!

A rapariga, que estava de costas, virou-se.

- Louis! Ainda bem que te encontro…

- Aqui em Londres?

- É, vim fazer um casting para ver se consigo um lugar aí numa agência de modelos.

- Boa! Muito fixe… E vieste parar aqui à University College?

- Pois… Estava à tua procura. É que eu não conheço Londres muito bem e…

O rapaz logo a interrompeu.

- Já compreendi tudo! Podes contar comigo para te orientar aqui. Eu agora tenho aula, mas podemos encontrar-nos depois.

- Boa! Eu estou no Holly House Hotel… Sabes onde é? Fica à beira do Eccleston Square.

- Hum… O hotel não estou a ver, mas acho que sei onde fica esse parque. Mas olha lá, tu escusas de ficar num hotel… Isto é, se não te importares de dividir a casa com cinco gajos bonitões e simpáticos…

- Eu não quero incomodar Louis…

- Não incomodas nada. Eles não se importam. Assim não gastas dinheiro. E sempre podes estar mais à vontade. Pelo menos sabes que o pessoal é de confiança.

- Hum… Mas eu já paguei a noite de hoje.

- E vais ficar aqui só esta noite?

- Não. Ficou até quarta. É o dia da inscrição. Depois só volto no dia do casting.

- Então pronto. Dormes hoje lá no hotel e depois vens lá para casa. Vais adorar conhecer o pessoal.

- Tenho a certeza que sim. Obrigada Louis.

- Oh! De nada. Se tivesses avisado que vinhas para Londres escusavas de ter gasto dinheiro no hotel hoje… Totinha.

Ela sorriu.

- Bem, eu logo apareço no hotel. Damos uma volta. Vou apresentar-te Londres.

- Mas e a tua namorada?

O rapaz fugiu do assunto.

- Depois falamos disso… Tenho aula agora.

Deu um beijo na testa da amiga e acelerou o passo para a universidade.

-x-x-x-

Enquanto isso, Gina e Danielle, que tinham almoçado juntas e estavam a conversar, vêm um amontoado de pessoal nos placares onde se afixavam os avisos e outras coisas. Ficaram curiosas e decidiram aproximar-se para perceberem do que se tratava, mas estava um bocado complicado, no meio de tanta gente.

- Mas o que é que se passa? – Tentavam perguntar ambas aos que estavam mais à frente.

Um rapaz que ia a sair respondeu-lhes:

- É só o comunicado da associação de estudantes sobre o baile de S. Valentim.

- Ah… Já sei.

- Baile de S. Valentim? – Estranhou Gina a olhar para a amiga.

- Sim… É uma tradição da universidade. Os alunos organizam um baile para trazer os namorados, basicamente. Só pode entrar quem tiver par. Ninguém entra sozinho. O que acaba por acontecer é que arranjas um amigo que esteja solteiro e queira vir e entras… É sempre assim.

- Mas um baile com direito a vestido de gala e tudo?

- Exatamente. Até é giro.

-x-x-x-

Quando Louis chegou a casa já todos os outros rapazes lá estavam.

- Hey pessoal!

- Olá… - Respondem os outros automaticamente e com pouco entusiasmo.

- Que mongas que vocês estão!

- Shiu, cala-te! Quero ver a série. – Reclama Niall.

- Não acredito que vocês estão à volta de uma televisão a ver séries.

- Shiu! – Mandam-nos todos calar.

- Ok! Vou-me vestir que hoje não janto em casa.

- Não jantas em casa? Fizeste as pazes com a Lúcia? – Questiona de imediato Harry. Todos os outros, exceto Niall, olham para Louis.

- Não.

- Então?

- Então… não. Ah, é verdade! Vamos ter uma hóspede até quarta-feira.

- Uh! É bonita ao menos? – Interessa-se Harry.

- Logo vês.

- Mas quem é?

- Logo vês, Harry. Logo vês.

- Louis, tu andas a sair com outra rapariga? – Intriga-se Liam.

- Depende do que queres dizer com sair. Se te referes a eu andar a foder com ela, não; se ando interessado nela, acho que não; se “sair” têm a conotação de simplesmente “sair”, como amigos, sim.

- Ficamos mais descansados. – Expressa-se o namorado de Gina.

- Agora tenho de me apressar. Vou tomar banho.

-x-x-x-

Mais tarde, como combinado, Louis encontra-se com Eleanor.

- Bem… parece que afinal não sabias muito bem onde era o parque que te indiquei.

- Pois… - Admite ele a rir-se. – Dei umas voltinhas aqui ao quarteirão. Acho que já conheço isto perfeitamente.

Ela riu-se.

- Vamos jantar a um sítio porreirinho? Acho que tens uma história qualquer para me contar sobre a tua namorada.

- Ex! Ex-namorada.

- Hum… Vamos?

- Mas eu pago!

- Se fizeres assim tanta questão…

-x-x-x-

Louis levou-a à Pizza Hut. Andava com saudades de pizza e ela não se importou. Ao jantar contou-lhe tudo o que se passara com Lúcia.

- Mas Louis… Pelo que me contaste, não foi ela que o beijou.

- Não interessa. Ela não devia ter deixado.

- Esquece isso. Tu ama-la e ela ama-te a ti. Pelo menos pelo que eu vi lá em Doncaster.

- Não dá Eleanor. Não dá.

- Mas tu também me perdoaste a mim, por exemplo Louis.

- É diferente. As coisas entre nós tinham de ser assim. Com a distância o nosso amor foi acabando. Por isso, quando me contaste, depois de reagir mal, eu compreendi que também tinha errado por não ser um namorado presente e dedicado e também que se calhar não sentia o mesmo que antes por ti. Foi muito diferente… Por isso é que estamos aqui hoje e somos amigos. Se tivesse sido uma traição nas mesmas condições que a Lúcia eu não te perdoava! Eu esforcei-me ao máximo para ser o namorado perfeito para ela. Ela conheceu um Louis que tu não conheceste no teu tempo…

Eleanor sorriu-lhe.

- Tu ama-la mesmo! Só que és orgulhoso! Tu sabes que ela não teve culpa mas continuas a bater na mesma tecla… Conheço-te tão bem, Louis.

- Mudemos de assunto. Onde queres ir primeiro quando sairmos daqui?

Os dois amigos, no final de jantar, dirigiram-se para o centro de Londres. Lá deram uma volta muito animada, relembrando os velhos tempos de Doncaster e apreciando a bela noite Londrina. Foram até um pub, beberam qualquer coisa e Louis voltou a conduzir de volta ao hotel.

- Não queria nada que ficasses aí…

- Não sejas trengo. Eu fico bem.

- Queres saber? Vamos buscar as tuas coisas. Vais hoje mesmo lá para casa.

- Mas Louis…

- Shiu! Está decidido.

Ele logo saiu do carro e dirigiu-se à porta do hotel. Ela seguiu-o.





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