Consultas. escrita por Nine


Capítulo 6
Capítulo 6.


Notas iniciais do capítulo

Oi guris! Como estão? (;
Desculpem pela pquena demora em trazer este capt, é que eu estou com parentes em casa devido a pascoa. ^^'
Gomen Gomen! Ressaltando aqui que as rewiens vão começar a serem respondidas amanhã. Enfim estou com tempo!
Ah, sim. Ressaltando também que a historia pertence a CaHh Kinomoto! (tinha esqueçido deste detalhe nos outros capts.)
Obrigada por todos os rewiens que recebi no outro cap, valeu, meninas! ♥
sem mais delongas,
enjoy!



Consultas

Oh I wonder could I say how I felt and not be misunderstood?


Apêndice. Uma parte do corpo tão estúpida e inútil quanto o médico que o estava fazendo perder seu tempo ali no hospital, aguardando por resultados da dita cirurgia que deveria ter acabado a pelo menos cerca de meia hora atrás. Por algum motivo inominável o tal doutor ainda não havia dado as caras para dar notícias, e Sasuke já estava começando a ficar mais irritado do que o normal por ser obrigado a esperar ali.

Havia uma porção de coisas que ele detestava em hospitais: o fato de ter branco demais por todos os lados, o cheiro de remédio que todos os corredores tinham, pessoas tossindo o tempo todo e por último mas não menos importante a falta de um canal decente na televisão da sala de espera.

Realmente, porque as pessoas costumavam ter colapsos, espasmos de loucura, doenças ou machucados apenas quando estavam perto dele? Era definitivamente um complô da vida para forçá-lo a ajudar ao próximo e se tornar uma pessoa melhor... Era melhor mesmo que a tal da apendicite estivesse sendo uma punição por Itachi tê-lo forçado a atender a eventos de caridade no mês passado.

Girou os olhos ao constatar que na Tv agora estava passando alguma porcaria chamada Glee, e ponderou se sua vida já esteve em algum momento pior do que havia se tornado nos últimos meses. Se uma estatística fosse feita Sasuke tinha certeza de que o índice de acontecimentos ridículos extrapolaria a barreira do aceitável e ficaria acima dos noventa e sete por cento.

Respirou fundo quando percebeu que precisava de algum lugar – ou alguém – onde extravasar sua raiva reprimida, mas não parecia haver nada além de Naruto até onde seus olhos podiam alcançar.

"-Hm... Sasu-"

"-Não." – cortou-o, massageando as têmporas enquanto lançava para o amigo ao seu lado um conhecido olhar de repressão. – "Fique quieto Naruto, eu não quero ouvir."

"-Só queria que soubesse que não precisa ficar assim tão preocupado, ne?"

Voltou a se concentrar em um ponto perdido na parede enquanto contava até vinte. Não, até cem – porque afinal três casas decimais eram melhores do que duas e ocupariam mais de seu tempo.

Preocupado? Por favor... Ele definitivamente não estava preocupado. Porque se preocuparia se o idiota do seu irmão havia acabado de ser operado? Era ridículo.

Então pegou-se mais uma vez procurando pela sempre tão bem escondida paciência – certamente a estúpida deveria estar em algum canto de seu ser, uma vez que era provado cientificamente que todo ser humano efetivamente a tinha... Alguns simplesmente tinham dificuldade em encontrá-la – ele infelizmente se encaixava nesse infeliz grupo.

Tudo bem... As coisas não poderiam ficar piores e a noite não estava completamente perdida, certo?

Errado. Completa e definitivamente errado.

Quando seus olhos captaram um borrão vermelho se aproximando no final do corredor em alta velocidade, agradeceu-se por um breve instante pela afirmação de que 'a velocidade da luz é maior que a do som' ser efetivamente verdadeira – porque assim e só assim era capaz de poder se preparar psicologicamente para ouvir a voz de Karin toda vez que seus olhos velozes captavam a aproximação da figura peculiar da garota e seus cabelos irritamente vermelhos demais.

"-Sasuke-kun, vim o mais rápido que pude!"

De maneira rápida varreu a sala pelo culpado da presença dela ali. Ele definitivamente não tinha a avisado sobre aquele incidente, então quem...? Aliás, isso trazia à tona outra questão que ainda aguardava uma resposta: porque diabos em um momento como aquele tantas pessoas inúteis se encontravam presentes?

Quer dizer, Ino havia ido comprar algo para comer no restaurante do hospital, Kakashi tinha saído atender um telefonema há pelo menos quinze minutos, Shisui – que por mais que ele quisesse negar o fato até a morte, era seu primo – estava falando com uma enfermeira no andar de baixo – provavelmente passando alguma cantada barata -, e até mesmo Shikamaru e Temari estiveram ali antes para saber notícias de Itachi. Sem esquecer, claro, Naruto; que não saíra de perto dele um segundo se quer, para seu total descontentamento.

O mundo estava mesmo cheio de gente desocupada... Depois todos ficavam se perguntando com olhares inocentes porque demônios o país não ia pra frente. Hipócritas.


"-Sasuke-kun?" – foi com crescente desgosto que notou que não haveria como fugir da garota, mesmo porque ele não poderia sair dali tão cedo e não havia buraco algum para se esconder e esperar até que ela resolvesse ir embora.

Suspirou, passando a mão pelos cabelos escuros e bagunçando-os ainda mais enquanto ponderava se ignorá-la a faria chegar à óbvia constatação de que ela deveria ir embora...

"-Sasuke-kun!"

...Provavelmente não. Sabe, isso o fazia querer que alguma idiotice do mundo fantasioso de Naruto realmente existisse. Quer dizer, um dia havia ouvido o idiota comentar que estava lendo um livro – que, Sasuke não precisava nem dizer, era estúpido – sobre um garoto que tinha uma capa da invisibilidade e podia ficar zanzando pelo colégio de noite sem ser visto. Era ridículo, mas quem sabe se tivesse uma poderia usá-la para fugir de tanta gente imbecil? Na realidade a usaria para praticar assassinatos em massa ou simplesmente para nocautear pessoas que falavam demais... Era provavelmente por isso que Deus não o presenteava com uma coisa daquelas, sabia o risco à sociedade que ele se tornaria.

"-Então eu resolvi-" – notou que a ruiva falava algo com ele quando ela mesma se interrompeu, arqueando uma sobrancelha enquanto o analisava de maneira atenta. – "Sasuke-kun, porque está sorrindo?"

Sentiu-se de repente tentado a responder que havia imaginado uma maravilhosa cena onde ela se tornava incapaz de falar pelo resto da eternidade, mas conteve-se em simplesmente não responder.

Precisava de férias urgentemente.

"-Porque não está falando comigo?" – Estridente. Uma boa definição para o tom da voz dela seria estridente. Um dia lhe disseram que o significado para essa palavra seria agudo, sibilante – algo como o sopro do vento contra frestas ou fendas – ou então áspero e penetrante – como o estridular das cigarras -, mas para ele a melhor definição daquela palavra era a voz de Karin.

Sasuke não gostava muito de ruivas – e não que aquilo fosse alguma espécie de descriminação, porque realmente não era, mas vermelho demais era um tanto agressivo aos olhos na sua mais sincera opinião. Bem, talvez seu problema não fosse com todas as ruivas do mundo já que só conhecia uma... Detalhes. Ela provavelmente era mais irritante do que todas as outras somadas, e aquilo já era o suficiente para fazê-lo detestar aquela cor de cabelo especificamente porque era a primeira coisa que avistava quando ela estava se aproximando.

"-Não quero falar com ninguém." – respondeu simplesmente, dando-lhe as costas e caminhando mais uma vez até o balcão da recepção. Talvez se a deixasse ali com Naruto ele poderia falar algo estúpido o suficiente que a convenceria de ir embora? Era uma idéia boa, e ele parecia disposto a acreditar nela.

Quando a secretária inútil da recepção o viu se aproximando pelo que deveria ser a vigésima vez, fingiu se concentrar em algo na tela do computador.

Colocou as mãos nos bolsos bem a tempo de ver uma bem conhecida figura de inconfundíveis cabelos cor-de-rosa e olhos esmeralda se aproximando pelo corredor, a julgar pela direção da qual vinha, saindo do centro cirúrgico; uma prancheta em mãos enquanto ela ocupava-se em ler um papel qualquer que havia nela. E, ah, ao redor do pescoço aquele ridículo estetoscópio verde-limão.

"-Ah, é brincadeira..." – murmurou mais para si mesmo do que para outra pessoa, adiantando-se para interceptar a garota antes que ela pudesse abrir a boca para reclamar sobre qualquer coisa e muito antes que a mulher estúpida da recepção pudesse fazer alguma objeção. – "Haruno. Porque está me perseguindo?"

Ela estava prestes a responder quando seus olhos escuros captaram um nome escrito no papel preso à prancheta que ela carregava tão cuidadosamente. Uchiha Itachi.

Só podia mesmo ser uma piada, aquela garota tinha operado seu irmão? Dentre todos os médicos do mundo e daquele hospital, justo ela? Quem tinha permitido aquilo? Qualquer pessoa em sã consciência não deixaria uma médica de cabelo rosa chegar perto de seu corpo e muito menos operá-lo.

Observou-a arquear uma sobrancelha e sorrir. Porque ela estava sempre sorrindo? Não fazia muito sentido insistir naquilo se não havia um motivo efetivo para ela o estar fazendo.

"-Senhor Uchiha, essa não é-" – ergueu a mão para que a recepcionista parasse de falar.

"-Como ele está? Não me diga que o operou errado e-"

"-Não sei do que está falando." – além de cortá-lo, o ignorou completamente na sequência e se dirigiu até a mulher atrás do balcão, para sua mais completa indignação.

Ah, mas ela não se veria livre assim dele tão fácil. Definitivamente não.

"-Haruno, estou falando com você. Não me diga que-"

Ela ergueu os olhos verdes para ele com tanto desinteresse que Sasuke perdeu até mesmo a linha de pensamento e o restante de sua fala.

"-Ah." – ela ergueu a prancheta, finalmente realizando do que se tratava. – "Isso?" – perguntou, apontando para o papel e suspirando. – "Só vim trazer para o outro médico porque ele teve outra cirurgia de emergência."

E ela sorriu de novo. Dessa vez provavelmente porque sabia que ele não tinha o que falar e que estava se sentindo levemente sem-graça pela gafe que havia acabado de cometer, mas Sasuke não daria para ela esse gostinho saboroso de vitória.

"-Hn. Menos mal."

"-Ele está bem, não se preocupe."

E, mais uma vez, lá estava alguém achando que ele estava preocupado.

Ok, talvez no fundo estivesse um pouquinho, mas era uma porção tão ínfima de seu ser que não deveria ser considerada e muito menos captada pela percepção alheia.

Agora, porque mesmo estava seguindo Sakura pelo corredor...? Ah sim, não tinha motivo.

"-Precisa de mais alguma coisa, Sasuke?" – ela parou de repente, voltando-se para ele de maneira curiosa e divertida.

"-..." – ele olhou para os lados, colocando as mãos nos bolsos de novo e se permitindo um suspiro. Eram poucas as situações na vida em que ele era o idiota, e aquela era uma delas. Maldita garota de cabelos cor-de-rosa! – "Não."

"-Então gostaria de tomar um café comigo?" – ela ainda estava sorrindo. E tinha acabado de chamá-lo para tomar um café. A resposta óbvia para aquela pergunta era que não, mas algo bem lá no fundo, aglomerado com sua parte mais irracional, estava gritando para que ele aceitasse o convite.

Era só um café – preto e forte exatamente como ele estava precisando.

"-Mas ele estava aqui agorinha mesmo! O nome dele é Uchiha Sasuke!" – virou-se para trás tão logo ouviu seu nome ser citado, mas não foi necessário pousar os olhos sobre a figura de cabelos ruivos para saber de quem se tratava. Quando voltou suas atenções novamente para a médica que ainda aguardava uma resposta, ela o fitava de maneira curiosa.

"-Não." – disse enfim, e ao contrário de todas as reações que imaginou que ela teria, Sakura adiantou-se para afrouxar o nó de sua gravata.

"-Devia relaxar um pouco." – deu-lhe as costas e acenou brevemente.

Droga. O que diabos ela estava pensando?

"-Haruno." – esperou que ela tomasse conhecimento de que havia sido chamada. Só devia mesmo estar ficando louco... – "Gostaria de ir a uma festa no sábado?"

E pronto: havia acabado de decretar a decadência de seu mundo perfeito, intacto, silencioso e completamente isolado.

"-Desculpe Sasuke, mas já tenho outro compromisso. Nos vemos mais tarde talvez? Para tomar o nosso café." - e ela saiu, sem esperar por resposta e sem deixá-lo dizer coisa alguma.

Por pelo menos mais cinco minutos Sasuke continuou olhando para o corredor branco completamente sem reação enquanto sua mente digeria o que aquela garota havia acabado de fazer. Um: ela havia o convidado para tomar café. Dois: afrouxado sua gravata sem permissão. Três: Recusado seu convite para sair e Quatro: o convidado para tomar café mais uma vez. Ela só podia ser completamente louca...

...E o problema era que ela estava começando a deixá-lo louco também.



Notas finais do capítulo

Então, pessoal, me digam o que acharam deste capt atras de um rewien. E sim, eu sou movida a isso, se eu ganhar rewiens, eu acontinuo postando 'prô cês' ;3
Sim sim, domingo eu trago mais um de presente de pascoa, ele só não vem no recheio de chocolate, rs.
Beijo grande,
xoxo ~



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