Os Cinco Marotos escrita por Cassandra_Liars


Capítulo 75
Capítulo 10 - Um Natal Perdido


Notas iniciais do capítulo

Sim, eu sei que demorei muitoooo mesmo. E, não, não tem desculpa para isso, eu sei. Na verdade, demorei porque eu fui viajar semana passada então enrolou tudo. E também com um dos meus amigos pedindo minha outra amiga em casamento... Gente, eu não to brincando. Olhem isso:
http://fanfiction.com.br/historia/324320/Motivos_Para_Casar_Comigo/capitulo/1
Acho que o Cam está começando a ficar desesperado. Acreditam que ele pediu ela em casamento duas vezes (sem contar com essa do link) e ela não aceitou? O.O



_Pam, Pam, Pam! - gritou Sirius, virando a dobra do corredor - Pam, eu preciso de você agora. Pam!

_Calma, calma, calma. - a garota disse, parando de repente e olhando para ele. Viu seu cabelo ainda roxo e sorriu, mas sem falar nada. - Onde é o incêndio?

_Você está com o Mapa do Maroto aí? - ele perguntou os olhos saltados enquanto parava ao lado dela.

Pam estava indo para a aula de Poções sozinha, mas devia encontrar Remus lá depois. Não devia estar com o mapa, mas Sirius sabia que ela tinha uma fascinação não tão saudável pelo objeto mágico e que as vezes o pegava e demorava a devolver.

_O Mapa normalmente fica com o James, Sirius. - ela disse, fazendo uma pausa dramática logo depois e então sorrindo. - Mas eu mexi nas coisas dele ontem, então é seu dia de sorte. Para que você quer o mapa? - ela começou a mexer na mochila enquanto conversava com ele, procurando o que ele tinha pedido.

_É a Srta. Moore de novo. Eu to te dizendo, aquela professora é maluca. Cismou que nós fomos feitos uma para o outro e agora não me deixa em paz.

_Você sabe que não é bem um santo... - a garota continuou, colocando o mapa na mão dele. - o que você fez para ela ficar assim?

_Aí é que tá. - ele reclamou, abrindo o mapa. - Eu não fiz NADA. Eu juro solenemente não fazer nada de bom. - ele murmurou, apontando a varinha para o mapa. - Ela é louca mesmo.

_Você sabe que eu não costumo concordar com o Remus quando o assunto são regras, mas desta vez eu acho que ele está certo. Você devia falar com Dumbledore!

_Ninguém vai acreditar. Eu tenho fama de pegador, lembra? A Srta. Moore só precisaria de algumas lágrimas de crocodilo para eu me transformar em vilão. Às vezes acho impressionando a facilidade com a qual alguém poderia me fazer parecer mal. Eu sou um Black, parti milhões de corações e ainda sou Maroto. Que motivo mais alguém precisaria para me confundir com alguém realmente cruel?

_Bem… - ela refletiu. - Vendo por esse lado…

Ele olhou para o mapa do maroto, procurando o nome da professora e quando finalmente viu que ela tinha voltado para sua sala, se permitiu sorrir.

_Está tudo bem. - ele disse, devolvendo o mapa para Pam. - A Srta. Moore parou de me seguir.

Pam sorriu para ele, guardando o mapa. Os dois começaram a andar em direção a sala de Poções, lado a lado, mesmo que ele não fosse participar da aula.

_Onde você vai passar o Natal esse ano? - ele perguntou, de repente.

Ela suspirou.

_Acho que vou ficar aqui… - Pam disse, tristemente. - Meu pai tem andado muito ocupado com… Outras coisas. - ela disse, mordendo o lado inferior, como se quase tivesse deixado uma informação importante escapar.

_Acho que você poderia ir para a casa do James. Eu vou para lá. Não acho que vão se importar se você for também. Estava lá no verão, não é mesmo?

Ela sorriu.

_Não, não acho que eles vão se importar… - pensou um pouco. - É, talvez eu deva mesmo ir… É Natal, e eu não quero ficar sozinha... Então está decidido. - ela continuou. - Eu vou.

Eles continuaram em silencio por um tempo antes de ela murmurar:

_Agora só temos que avisar o James.

E os dois começaram a rir. Era a casa de James, mas eles já estavam se sentindo tão familiarizados lá, que se sentiam no poder de convidar pessoas para lá.

Eram mais íntimos que irmãos.

Isso que era amizade de verdade, preferiam perder a própria vida que os amigos. E esse era um sentimento que guardariam para a vida.

~~*~~*~~*~~*~~*~~

Sirius, Pam, James, Lily, Dory e Lene estavam em um vagão do trem que os levariam de volta para Londres, onde passariam o Natal com suas famílias. Alice, Frank, Peter e Remus tinham ficado em Hogwarts, cada um deles por um motivo diferente.

_Certo, daí eu disse: “Você está certo, eu sou um fantasma e morri quinze anos atrás, junto com a sua cantada”! – Lene exclamou, contando o final de um encontro desastroso que tivera com Avery uma vez, e levando todos as gargalhadas.

_E ele? – perguntou James, enxugando uma lágrima de riso.

_Ele achou que eu realmente era um fantasma! – desta vez as gargalhadas foram tão altas, que eles tinham certeza de que tinham ecoado pelo trem inteiro. – Tocou minha bochecha para ver se podia me atravessar!

_Estes sonserinos! – disse Dory, entre uma gargalhada e outra. – Um mais burro que o outro!

_Você tem razão. – James disse, agora com um sorriso discreto no canto da boca e um dos braços em volta dos ombros de Lily, parecendo perfeitamente a vontade.

Para antigos inimigos mortais, eles estavam se divertindo muito juntos e pareciam confortáveis e até felizes com a presença uns dos outros. Aparentemente existem algumas coisas na vida que não se pode fazer sem se tornar amigos. E lutar contra Comensais da Morte é uma delas.

_Sirius! – Pam gritou surpresa. – Seu cabelo! Está voltando a ficar preto!

Todos olharam para o garoto e confirmaram que era verdade. O cabelo dele estava deixando o tão arroxeado tom para voltar a ser o mesmo preto de sempre.

Ele puxou uma mecha para ver com seus próprios olhos a mudança.

_Obrigado Merlin! – Murmurou, fechando os olhos e parecendo aliviado. – Agora as garotas vão para de rir de mim toda a vez que eu ando no corredor e vão voltar para meus encantos.

Todos riram.

Fez-se um silêncio rápido por alguns momentos e quem voltou a falar por fim foi Lily:

_Vocês sabem que esse é nosso último ano em Hogwarts, não é? – ela disse, timidamente.

Todos olharam para ela, parecendo um pouco tristes. Sim, todos sabiam disso, mas as vezes era mais fácil esquecer que quando o final do ano chegasse, eles estariam dizendo adeus a escola para sempre.

Como nenhum deles disse nada, Lily continuou:

_E que esse ano vamos ter o baile de formatura?

_Ah! – Lene falou, parecendo mais tranquila. – É sobre isso que está falando…

_Eu quero ser a rainha. – Dory disse, em seu típico jeito meio arrogante de sempre. – Nada seria mais legal do ser a rainha do baile…

_Tem meu voto, milady. – disse Sirius, inclinando a cabeça para ela e tomando sua mão em seus dedos hábeis, dando-lhe um pequeno beijo nas costas da mão e sorrindo.

Dory sorriu, sabendo que ter Sirius ao seu lado seria bom para sua campanha como rainha do baile. Afinal, não havia dúvidas que todas as garotas iriam votar nele.

_É sobre isso que eu queria conversar... – ela disse. – vocês sabem o baile é só para os alunos do último ano e que cada casa tem que apontar dois príncipes e duas princesas.

_Eu acho – começou James – que esse é um assunto que temos que discutir quando todos estiverem presentes, não é mesmo? Só tem seis de nós aqui. – ele tinha percebido o clima tenso que tinha se instalado entre as quatro meninas presentes. Só duas delas poderiam ser as princesa e tinha ficado bem claro que todas o queriam. Mesmo Pam, que parecia não se importar tanto quanto as outras, mas que também assumira uma postura estranha quanto Lily começara a falar sobre o rei e a rainha do baile.

_James está certo. – Pam disse, suspirando. – É melhor nós esperarmos até voltarmos para Hogwarts. Tenho certeza de que Aluado, Rabicho, Frank e Alice também tem o que dizer sobre isso.

_Claro. – Falou Lily, também parecendo deixar a briga para depois.

_Vocês que sabem. – Lene também disse, embora um pouco contrariada.

E, por fim, Dory deu de ombros, franzindo os lábios e olhando pela janela, parecendo achar um absurdo que todos não concordassem que ela devia ser a rainha daquele baile.

A cabine entrou em um silêncio tenso. Sirius e James se entreolharam, concordando sem falar nada, tinham que fazer alguma coisa.

_Eu já contei a piada ouriço berrador e da manticora burra para vocês?

E logo, os risos tinham voltado a preencher o silêncio.

~~*~~*~~*~~*~~*~~

Alguns dias tinham se passado e em fim o Natal chegara. James foi o primeiro a acordar e ele acordou os outros antes de descerem as escadas, animados como crianças de quatro anos para ver o que tinham ganhado.

Dorea e Charlus já estavam acordados,  apenas esperando pelos três adolescentes. Os cinco trocaram presentes, rindo e conversando alto.

_Abra esse. – disse James, apontando para um presente perto da árvore de Natal. – É meu. – ele disse para Sirius.

O moreno deu de ombros e pegou o embrulho pequeno e o abrindo, apenas para se deparar com um frasco azul.

_O que é isso? – perguntou, antes de ler a embalagem. – Loção anti-pulga? – ele arqueou as sobrancelhas para o outro.

_Sabe como é. – James disse. – Eu achei que você podia estar precisando. E eu não podia deixar um amigo na mão… - ele fazia força para não rir.

_Muito divertido. – Sirius disse, finalmente entendo o trocadilho com sua forma animaga e desejando que tivesse feito alguma coisa parecida para James. – Muito divertido mesmo. – ele disse, com uma expressão de sério.

_Você está com pulgas, Sirius? – era Charlus, que parecia achar tanta graça quanto o filho.

_Um pouco, Sr. Potter. – Pam disse, tentando e fracassando em ficar séria. – Mas não se preocupe, ele é vacinado. – ela bagunçou os cabelos dele.

_Ha ha ha. – ele riu sem graça. – Um bando de piadistas vocês, não?

E até mesmo Dorea estava achando graça nesse ponto. Então tudo o que Sirius pôde fazer foi ficar quieto e sorrir amarelo, embora tivesse muita vontade mesmo de dar o troco. Mas tinha que admitir, fora realmente uma grande ideia por parte de James fazer aquela brincadeira com ele.

O resto do dia passou normalmente, e por muitos momentos, era como se Pam e Sirius realmente fizesse parte da família, enquanto comiam peru na grande mesa ou riam de Pam por ter bebido um pouco de hidromel além da conta e começado a falar coisas bestas.

Por um momento, pareceu que tudo estava bem e que Voldemort não estava em algum lugar lá fora, apenas esperando para atacar de novo…

~~*~~*~~*~~*~~

Uma semana depois, quando voltaram para Hogwarts e reviram os amigos que tinham ficado no castelo, Sirius e Pam resolveram que iriam fazer uma pequena pegadinha. Desde que Lily falara sobre o final de suas vidas em Hogwarts ainda no trem, os dois tinham percebido que não podiam deixar o castelo assim, deixando que o sétimo ano não tivesse brincadeiras o suficiente e chato, quando comparado aos outros anos. Era sua última chance de fazer certo, então, queriam fazer direito.

Chamar James para aquela brincadeira não estava nos planos. Agora ele era um monitor responsável e namorado da Srta. Lily Certinha Evans (futura Potter, se as coisas continuassem a ser como estavam) agora e eles não podiam correr o risco de contar nada a James e acabarem sendo impedidos de fazer qualquer coisa.

Então, naquela manhã, antes dos outros acordarem, Pam e Sirius levantaram, deixando cada um, um pergaminho em suas respectivas camas. “Não se preocupem. Voltamos antes do por do sol. Não vamos morrer”.

O plano até que não era dos mais grandiosos. Mas a intensão era apenas aquecer um pouco antes de voltarem a fazerem coisas grandes. Eles iam colocar alguns sapos no banheiro feminino do sexto andar que as garotas do segundo ao quinto ano da Corvinal normalmente entravam antes das aulas. Basicamente, era um plano sem falhas.

Pam estava rindo enquanto os dois desciam as escadas, animados, depois de terem colocado os sapos no lugar certo. Os dois estavam entusiasmados por terem feito aquilo e, cá entre nós, loucos para que os amigos descobrissem o que tinha acontecido para eles poderem falar com a maior cara de inocentes que “não sabiam o que tinha acontecido”.

_Isso vai ser tão divertido! – a garota exclamou, parecendo animada. – É bom voltar a ativa, não é?

_Claro que sim, Pam. – ele sorriu para amiga. – É muito bom mesmo. Fazer as pessoas caírem nas nossas pegadinhas… Não tem prazer maior.

_Nem sair com garotas? – ela perguntou, um pouco amarga.

_Nem sair com garotas. – ele ri enquanto concordava.

Pam sorriu de volta e os dois se encararam por um tempo.

_Eu não sei quanto a você. – ela disse. – Mas eu estou morrendo de fome.

Ele arqueou as sobrancelhas.

_Fazer pegadinhas te dá fome?

_E você não imagina o quanto… - ela sorriu para ele, enquanto o arrastava para baixo, para o Salão Principal e onde o café-da-manhã estaria esperando por eles.

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Os dois estavam bem encostado um no outro, para evitar que alguém visse o Mapa do Maroto, agora esticado sobre a mesa da Grifinória enquanto eles esperavam as garotas da Corvinal darem pela presença dos sapos.

Pam e Sirius tinham acabado de comer e agora esperavam pacientemente que as garotas percebessem o “presentinho” que eles tinham deixado para elas, sorrindo animados.

_Ora, ora, o que é isso… - a voz irritante veio por trás deles e os dois se viraram ao mesmo tempo, olhando para a cara enrugada do zelador.

_Malfeito feito. – Pam murmurou, em um tom quase inaudível.

_É só um pergaminho velho. – ela disse, tirando o corpo da frente e deixando que Filch visse o que há pouco se preocupara em esconder.

_Um pergaminho, é? – ele disse, pegando a folha em mãos, dobrando e desdobrando-a. – Não fui isso o que eu vi.

_Você deve ter se enganado. – disse Sirius, entendendo o jogo de Pam, e torcendo para que Filch caísse.

_Eu sei muito bem o que eu vi, Sr. Black. E o que eu vi era apenas um pergaminho velho.

Pam e Sirius se mantiveram em silêncio esperando que Filch desse seu veredito final.

_Bom… - ele sorriu com maldade. – Se é apenas um pergaminho, não vão se importar se eu o confiscar.

Sirius começou a se levantar, mas Pam o segurou de volta ao assento. Se estivessem sozinhos, teria dado total apoio ao amigo, mas com tanta gente em volta deles, entre professores e alunos que tomavam café-da-manhã, ela achou que o melhor seria deixar acontecer do que chamar mais atenção para o Mapa do que deveriam.

Nenhum dos dois amigos falaram nada, mas era óbvio que suas mente estava a mil enquanto trabalhavam para o mal. Filch se afastou com seu sorriso cruel e o Mapa do Maroto em mãos.

_Aquele aborto estúpido… - rosnou Sirius, os olhos fixos no homem que estava cada vez mais longe. – Quem ele acha que é para levar o Mapa…

_Calma. – a garota disse ao seu lado, colocando a mão em seu ombro e tentando tranquiliza-lo. – Está tudo bem. Nós vamos dar um jeito. Nós sempre damos… - Mas desta vez, nem mesmo ela estava muito certa disso.

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_Ah, meu Merlin! – exclamou James, jogando a cabeça para trás enquanto andava de um lado para o outro. – Eles vão se matar.

Tinham acabado de ver os recados dos amigos sobre suas camas e tanto os garotos quanto as garotas tinham se reunido na Sala Comunal. James tinha procurado em vão pelo Mapa do Maroto e agora estava começando a achar que os amigos tinham feito a mesma coisa que Pam antes ao lutar contra os Comensais da Morte. E o pior, era que não fazia ideia de onde eles podiam estar.

Foi quando o quadro da Mulher Gorda se abriu e todos se voltaram para ele, ansiosos por saberem quem tinham acabado de entrar.

E, para a felicidade do grupo, eram Pam e Sirius.

Ninguém disse nada. A maioria estava pronta para correr abraçar os amigos ou falar frases tontas como “Vocês estão vivos!” e “Não acredito que estão bem”, mas James foi mais rápido, indo a frente do grupo.

_Vocês são loucos? Onde estavam com a cabeça? – ele gritou. – O que vocês dois fizeram?

_Nós perdemos. – disse Sirius, seriamente, talvez até um pouco triste.

E, quando todos olharam para ele, como se fosse louco, Pam acrescentou:

_Nós perdemos. – ela repetiu. – Perdemos o Mapa do Maroto.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado e obrigado a todo mundo que me acompanhou desde o começo da história e me apoio desde o começo!