Os Cinco Marotos escrita por Cassandra_Liars


Capítulo 52
Capítulo 7 - Finalmente Marotos!


Notas iniciais do capítulo

Bom... Eu levei 51 capítulo para tornar eles Marotos sendo que o nome da história é Os Cinco Marotos. Vocês devem estar querendo me matar...



Os Srs. Aluado, Rabicho, Felina, Almofadinhas e Pontas,

Fornecedores de recursos para bruxos malfeitores,

Têm a honra de apresentar

O MAPA DO MAROTO

Eram essas as inscrições que apareciam no começo do mapa que eles tinham feito.

Aluado era Remus, em uma clara referencia a lua e o efeito dela sobre o lobisomem.

Rabicho era Peter, por causa do rabo longo do rato em que se transformava.

Felina era Pam, e o motivo do apelido era óbvio quando levado em consideração que ela se transformava em uma gata.

Almofadinhas era Sirius, e, embora algumas pessoas possam pensar que o apelido fazia uma referencia às patas do grande cão em que ele se transformava, não era verdade; ele recebera esse apelido porque na mitologia dos trouxas da Grã-Bretanha, existia um grande cão fantasma que circulava pelos cemitérios á noite e esse cão recebia o nome de Almofadinhas.

Pontas era James, graças às pontas da galhada do cervo, que era inúmeras e pontiagudas o bastante para furar uma pessoa.

O “Srs.” antes dos nomes era uma mera formalidade para que as gerações futuras pensassem que eles tinham sido pessoas muito importantes, segundo Sirius.

E lá estavam eles. Os cinco eram os Marotos de Hogwarts agora. E se antes ninguém podia com eles, agora com o mapa tinham se tornado invencíveis.

Era fácil para eles saber onde cada pessoa de Hogwarts estava. Era fácil fugir dos professores e aprontar com os outros alunos. Era fácil se esconder em uma das passagens secretas ou embaixo da capa da invisibilidade.

Naquele ano também, eles teriam as N.O.M.s e o tempo começou a sobrar para eles estudarem, uma vez que fazer marotagens consumia bem menos tempo. Pam começara há gastar muito tempo estudando Poções, Feitiços, Herbologia e Defesa Contra as Artes das Trevas. Os amigos se perguntavam por que ela queria tanto ir bem em Poções, já que a matéria era infernal. Mas ela estava ficando tão boa que o Prof. Slughorn a convidara para o Clube do Sluge. Pam tinha ido a uma reunião e voltou dizendo que nunca mais iria.

Remus começara a estudar doidamente. Mais um pouco e teria um colapso, disso ninguém duvidava.

Sirius e James eram os que menos estavam levando as matérias a sério. Para eles, apenas Transfigurações, Feitiços e Defesas Contra as Artes das Trevas eram importantes e as únicas matérias nas quais queriam continuar. Sabiam que o futuro deles não estava no mundo acadêmico.

E Peter estava precisando de toda a ajuda possível. Não era raro ele pedir ajuda para um dos amigos em determinada matéria, no que os outros o ajudavam com prazer, explicando a mesma coisa varias vezes até que ele finalmente entendesse o que queriam dizer.

Lily também mergulhara de cabeça nos estudos. Parecia uma maluca e estava levando as amigas pelo mesmo caminho. Um dia Alice foi encontrada chorando, dizendo que nunca seria boa o suficiente.

A pressão das N.O.M.s estava fazendo efeito sobre os alunos do quinto ano. Cada um deles pirando a seu modo.

*~~*~~*~~*~~*

Depois de muito tempo afastados, por causa das amizades diferentes e conflitantes que eles tinham feito, Lily e Sev estavam finalmente reunidos de novo, desta vez, estudando todas as matérias que podiam, devorando um livro atrás do outro.

Agora eles estudavam poções. Era possível ver os Marotos ao longe, sentados embaixo da típica faia, conversando e brincando enquanto os livros jaziam esquecidos no chão.

_Eles são ridículos não são? – Perguntou Lily. Sev levantou a cabeça de um dos livros e esperou ela continuar. – Os Marotos, eu acho quero dizer. Marotos… - Ela fez um muxoxo. – Eles estão pedindo para todo mundo chamar eles assim. É tão idiota!

_São mesmo. – Sev disse, voltando a olhar para o livro. – Idiotas, arrogantes, patéticos. Eles ainda vão acabar mal. Ah, se vão!

_O Potter me chamou para sair sabia?

_Chamou, é? De novo?

Lily balançou a cabeça, ainda olhando para a faia, e suspirou.

_Você não está pensando em aceitar, está? – Perguntou Sev, preocupado.

_Não, claro que não. – Lily finalmente virou-se pra olhar o amigo. – Nunca vou sair com ele! Quem dirá com as N.O.M.s tão próximas!

Sev ficou feliz com a revelação. Ele gostava tanto de Lily! A amava muito. Ela era tão perfeita!

Mas, Potter ameaçava o futuro amor que eles teriam. Deixava Lily confusa e disso Sev tinha certeza. De uma força ou de outra, James tinha conseguido iludir a ruiva com todo aquele papo sobre um amor que o sonserino sabia que o grifinório não sentia.

Porém, Sev ia dar um jeito nisso. Ele pegou uma pena e enquanto Lily falava sobre coisas banais como as coisas idiotas sobre os Marotos, ele pensava em outras coisas.

Uma vingança.

E, deixando-se guiar mais pelo instinto do que pela razão, Sev escreveu em seu caderno:

“Sectumsempra. Para inimigos.”

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_Eu gosto muito de você, Sirius, mas tenho medo. – Disse Hestia.

_Medo do que, meu amor?

_Medo de me tornar apenas mais uma, como o resto das garotas é para você.

Lá estavam eles. Sirius e Hestia estavam escondidos no meio da vegetação da Floresta Negra. Era noite e a escuridão dominava o lugar, sendo apenas vencida pelas luzes nas pontas das varinhas dos dois.

Hestia era linda. Não era lá assim, tão bonita como Kim ou Lucy, por exemplo, mas bonita o bastante para Sirius ficar com ela. E tinha um par de peitos avantajados, o que só o deixava mais ansioso.

Mas, era óbvio que ela não diria “sim” para ele se não fizesse alguma coisa diferente do que já tinha jeito com todas as outras garotas. Hestia era nova e insegura, acreditava em príncipes e no perfeito final feliz.

Sirius não acreditava no amor como a outra acreditava, mas acreditava no prazer e sabia que os lábios carnudos da garota não deixariam a desejar.

E, só tinha uma coisa que ele nunca tinha feito antes com nenhuma menina.

Sirius suspirou. O que não fazia por um pouco de prazer?

_Certo. – Ele disse. – Hestia, - Ele encarou-a no fundo dos pequenos olhos negros como dois besouros. – Você quer namorar comigo?

Ela ficou olhando para ele, aparentemente sem reação. Não sabia o que fazer, não sabia como agir. Não acreditava que o lindo Sirius Black, que era desejado por todas as garotas (e alguns garotos) de Hogwarts, estava mesmo pedindo para namorar com ela.

_Eu… Eu…

_Isso foi para provar que você é especial. – Disse ele, galanteador. – Que é mais do que as outras. Nunca tinha pedido uma garota em namoro.

E, depois dessa, Hestia não tinha como dizer não.

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É realmente necessário dizer que Pam quase espumou de inveja quando descobriu que Sirius e Hestia estavam tendo um caso mais sério do que o garoto estava acostumado a ter com as garotas?

Então, para não sofrer tanto, ela não permitiu sua mente pensar em Sirius durante algum tempo, ficando afastada dos outros Marotos por alguns dias. Dias no que ela se dedicou inteiramente a estudar. Com as N.O.M.s tão próximas, ela temia não ir bem nas provas e acabar não conseguindo futuramente o emprego que queria, então esses dias de isolamento foram ótimos.

Naquele dia ela estava sentada em um tronco perto do lago, olhando as águas transparentes. Já tinha estudado muito e não aguentava mais nenhum livro na sua frente. O que ela queria no momento era apenas relaxar.

_Felina! – Gritou uma voz atrás dela.

Pam virou-se para ver quem era. Não estava acostumada a ser chamada pelo apelido ainda, mas sabia que a pessoa se referia a ela.

E, apesar de seus olhos estarem ofuscados pela luz do sol, ela viu quem vinha em sua direção.

Sirius.

_Tudo bem? – Ele gritou.

Pam assentiu, esperando que ele se aproximasse e sentasse ao seu lado no tronco.

Os dois permaneceram um tempo em silencio.

_Onde está Hestia? – Perguntou Pam, mas como que para puxar assunto.

_Ah, nós terminamos. – Ele disse displicente.

Pam levou um susto ao ouvir isso. Sabia que o amigo era um homem de muitas mulheres, mas não esperava que ele fosse terminar com Hestia em menos de quatro dias.

_Eu… S-sinto muito. – Ela disse atordoada.

_Não tem problema. Ia acabar assim mais cedo ou mais tarde. – Pam olhou para Sirius e percebeu que diferente de Remus, o amigo pouco ligava o termino do namoro. – Mas o que você estava fazendo? – Perguntou mudando de repente de assunto.

Pam se sentiu corar quando ele olhou-a e a pegou olhando tão fixamente para ele. Esperava que o sol batendo neles tivesse escondido as bochechas vermelhas. Não saberia o que dizer se ele tivesse perguntado o porquê dela ter corado.

Ela apontou para os livros no chão ao seu lado.

_Estudando.

_Ah, que coisa mais chata! – Disse Sirius. – Que foi? A doença do Aluado pega, é? Estudar é tão chato!

_Você devia fazer o mesmo. – Disse Pam. – Os N.O.M.s são em um mês. E essas são as provas que vão determinar nossa vida!

_Não estou preocupado. – Ele falou, olhando para o lago. – Eu já sei tudo isso.

_A modéstia mandou lembranças, Almofadinhas. – Disse Pam.

Ele olhou para ela e os dois riram.

Sirius logo emendou uma piada boba e Pam riu. E os dois passaram um bom tempo conversando e dizendo coisas banais, que pouco importava. Não importava o que eles estavam fazendo, não importava sobre o que conversavam. Desde que pudessem continuar falando sem parar, não tinha problema.

_O que você quer fazer na próxima lua-cheia? – Perguntou Sirius, por fim.

_Ah, não sei. Talvez ir até a Sala Precisa… Assim a gente pode imaginar o que a gente quiser.

_E o que você imaginaria se pudesse escolher como vai ser a sala?

_Ah, não sei. – Ela confessou. – Talvez com vários logros.

Os dois riram.

Finalmente Pam colocou a cabeça no ombro de Sirius e ficou surpresa pela cabeça encaixar direitinho. Depois, imaginou quantas garotas já não tinham feito á mesma coisa e entristeceu.

_Almofadinhas?

_Hum?

_O que você faria se eu morresse amanhã? – Ela perguntou de repente, lembrando da guerra que provavelmente estava por vir. Agora havia cada vez mais noticias sobre Voldemort. Os bruxos estavam começando a temer até mesmo seu nome á medida que ele matava cada vez mais pessoas. Os Comensais da Morte também eram assustadores, mas ninguém sabia quem são então podia ser qualquer um.

_Por que a pergunta? – Ele disse, franzindo a testa.

_Eu só estava pensando… Apenas responda, por favor.

_Felina, eu não posso pensar nisso. – Ele falou. – Porque não existiria um mundo sem você.

Pam sorriu. Ele tinha dito mais do que esperava ouvir.

_Estava pensando em Voldemort, não estava?

Ela balançou a cabeça. Como ainda estava apoiada no ombro dele, ele pôde sentir o movimento, apesar de não vê-lo.

Sirius passou um braço sobre os ombros de Pam.

_Ele não pode te machucar. Eu sempre vou estar aqui para te proteger, não se preocupe.

_É uma promessa?

_É uma promessa.

E os dois ficaram em silêncio o resto do tempo, observando o sol que se escondia no horizonte.

*~~*~~*~~*

Algumas semanas se passaram e a final de Quadribol chegou. Grifinória vs. Corvinal. E, apesar de todo o apoio do torcida, as defesas de Pam e o esforço de James, ninguém é invencível e desta vez os corvinais levaram a melhor.

Depois do jogo, já no vestiário, ninguém se atrevia a falar. Antes eles tinham ganhado três anos seguidos e desta vez tinham simplesmente perdido… A maioria simplesmente se trocou rápido e saiu, mas Pam resolveu tomar banho, se demorando no processo.

_Felina. - Chamou James, ao longe, dando privacidade para ela se trocar em paz. – Eu já estou indo. Você vem?

_Já vou. – Ela disse. – Pode ir.

James deu de ombros, pegou suas coisas e saiu. Na porta do vestiário, Sirius aguardava os amigos.

_Cadê a Felina? – Ele perguntou.

O de óculos não disse nada, apenas apontou para dentro do vestiário.

Sirius disse para James ir que ele ia esperar Pam. Mas, a garota estava demorando muito. Preocupado, ele resolveu entrar para ver se estava tudo bem.

Sem fazer barulho, ele entrou no vestiário e começou a procurar á amiga. Não demorou muito para encontrá-la. Ela tinha acabado de sair do banho e tinha o corpo ainda nu. Não era possível ver mais do que as costas dela, mas Sirius admirou o corpo bonito que ele não sabia que ela tinha, normalmente escondidos pelas roupas folgadas. Provavelmente ela tinha o corpo mais bonito, bem moldado e cheio de curvas que ele jamais tinha visto.

Ele quase não acreditava que tinha tido várias garotas apenas para descobrir que a com o corpo mais bonito era sua melhor amiga.

Não querendo que ela percebesse que ele a tinha visto nua, Sirius saiu do vestiário tão silencioso quando tinha entrado e, desta vez, partiu para o castelo, atordoado com a visão, sem esperar Pam.