Infernal Love escrita por juhpiazza


Capítulo 7
Capítulo 7


Notas iniciais do capítulo

aqui está! espero que gostem (:




                       Capítulo 7 – Niall Horan

Senti o frio congelar a minha espinha, tentei me mexer, mas eu não conseguia. Olhei novamente para a menina parada a minha frente com o sorriso ainda congelado na sua face. Ela não podia ser quem eu estava pensando que seria. Não. Hécate era feia, envelhecida por causa do tempo, as rugas já haviam consumido seu rosto há muito tempo.

- Quem é você? – minha voz saiu como um sussurro.

- Tem certeza que você não sabe, meu querido? – ela riu e andou para mais perto de mim. Os movimentos duros. – Hécate, prazer.

- Essa não é você. – ela estava ao meu lado, me rodiando e eu simplesmente não conseguia me mover.

- Claro que não sou eu. Eu não poderia voltar com a minha aparência, poderia? Eu já estava apodrecendo. Recuperei as minhas forças o suficiente para possuir uma pobre menina que passava por aqui. – ela me olhou e se sentou sobre a terra do túmulo. – Bom, vamos ao que interessa.

- Não me interessa nada. Eu quero sair daqui. Ou acordar. – me belisquei duas vezes para ver se isso me despertava, mas só consegui uma marca roxa no braço. – O.k então. O que você quer?

Conseguindo, por fim, me mexer, sentei no mesmo lugar que eu estava, estalando meus dedos.

- Você está apaixonado por ela.

Comecei a gargalhar no exato momento que ela acabou de falar. Aquilo era ridículo. Ri tanto que minha barriga começou a doer e fiquei com falta de ar.

- Que quê v-você está dizendo? – o riso ainda escapava. – Achei que fosse mais inteligente que isso.

- Você está apaixonado sim por ela. Por isso que não para de pensar nela, por isso que se sente tão bem com ela, por isso que tem ciúmes dela e por isso que não vai conseguir matá-la. - Ela riu alto. Aquela risada gelada não combinava com a menina. – Sabe como eu sei disso? Porque fui eu que o fiz. Eu o enfeiticei Niall. Aquela rajada que o deixou tão mal, atingiu o pouco amor que ainda restava no fundo desse seu maldito coração. E todo esse amor se voltou para ela. Você a ama, mas não porque você quer. Porque eu o enfeiticei. Não tem mais volta meu querido. A não ser que eu queira. E eu não quero.

Precisei de tempo para digerir aquelas palavras. Elas pareciam formar um bolo na minha garganta. Aquilo simplesmente não podia ser verdade. Ela não podia ter me enfeitiçado. Eu não podia amar Alana. Nem que seja por uma merda de um feitiço. Aquilo era loucura. “Hécate” começou a rir, minha cara deveria estar perplexa e desesperada demais. Avancei para ela a derrubando em cima do próprio túmulo e a segurando firmemente pelo pescoço. A risada dela ainda ecoava pelos meus ouvidos.

- Você vai parar isso agora escutou sua vadia? AGORA! – eu gritava completamente desesperado. Minhas mãos apertavam cada vez mais o pescoço dela.

- P-parar o que? Q-quem é você? – os olhos da menina ficaram assustados e a voz soou doce. Hécate não estava mais no comando daquele corpo. Levantei-me rápido e a menina esfregou o pescoço.

Virei às costas para ela e esfreguei os olhos. Eu ia matar aquele inferno, esteja apaixonado ou não. Sentimentos não iam importar se ambos estariam mortos. Escutei a garota se engasgar atrás de mim, não dei a mínima importância. Que morresse também.

- Você até parece ser muito caridoso, meu bem. – a voz fria cortou o ar. Maldita.

- O que mais você quer de mim? – voltei a me virar. Ela estava sentada no túmulo novamente. – Só vou lhe avisando que seu plano não vai dar certo.

- Claro que vai Horan. – ela riu alto. – Você acha que eu não lhe conheço? Você não vai conseguir matá-la. No fim, o maldito amor sempre fala mais alto. Bom. Não tenho mais o que fazer com você.

- Você acha que eu vou acreditar nisso? Essa merda não passa de um sonho meu. Sonho entendeu? Não é real. – pensar aquilo me aliviou.

- Acredita mesmo nisso? – ela deu aquele sorriso frio. – Vamos provar que é sim real, meu bem.

Eu revirei os olhos desejando mais do que nunca acordar daquele sonho estúpido e matar Alana de uma vez por todas. Hécate pegou uma faca do bolso de traz, negra como a noite era a lâmina. Avançou para perto de mim e mais uma vez eu não pude me mover. Ela sorriu um grande sorriso maldoso. Ela desejava o meu mau e o de mais ninguém. Ela se abaixou ficando de joelhos e aproximou a faca para a pele acima do meu pulso.

E ela simplesmente o retalhou. Deu vários cortes ali, no mínimo dez. Cortes compridos, não fundos, mas comprido. O sangue começou a se espalhar e eu berrei de dor. A dor era imensa e eu não podia me mexer para jogá-la para longe. A faca estava imunda de sangue. Depois do último corte ela se levantou e me olhou. As lágrimas caiam sem hesitar dos meus olhos.

- Acorde querido.

24 de novembro - 09h: 45min – Niall Horan

Eu pulei da cama. A voz dela ecoava. Apoiei-me nos meus braços para me sentar melhor e uma dor lancinante atingiu meu braço esquerdo que me fez cair deitado. Olhei e minha cabeça pareceu girar.

Todo o lençol estava encharcado de sangue, esse pingava para o chão. O meu braço estava totalmente cortado e pela primeira vez não estava cicatrizando rápido como deveria. Aquilo só podia significar que aquela conversa com Hécate não foi um sonho. Foi real. Puta que pariu.

Levantei correndo e botei meu braço em baixo da água da pia. A água em contato com o meu braço era uma sensação dolorosa. Assim que os cortes ficaram aceitavelmente limpos os envolvi com a toalha de rosto dando um nó apertado. Sabia que voltaria a sangrar em menos de minutos. Peguei o lençol em um monte e joguei na lata de lixo o amassando de qualquer jeito dentro da lata. Fui até a geladeira e abri outra garrafa de vodka tomando vários goles antes de pegar a faca mais afiada que encontrei na cozinha.

Abri a porta da casa de Alana, foi fácil, a chave reserva ficava em baixo do tapete. Subi as escadas aos pulos e abri a primeira porta a direita. O quarto dela. Cheguei perto da cama e me ajoelhei. A respiração dela era calma dormia como se nada pudesse atingi-la ali. Cheguei perto dela e dei um beijo em sua testa afastando os cabelos que tinham se depositado ali. Olhando-a agora havia me faltado coragem de desferir qualquer golpe mortal. Maldita Hécate. Aquela vadia não podia ter razão. Alana dormia com um sorriso fraco no rosto. Provavelmente deveria estar sonhando com algo bom. Coelhinhos? Fadas? Ou sei lá com o que as garotas sonham hoje em dia.

Virei às costas decidindo entregar essa maldita missão para Louis. Ele a mataria sem hesitar. Eu já sentia os cortes sangrando novamente. Já estava saindo quando a escutei gemer. Ela falava enquanto dormia então. Parei e me virei a olhando, esperando o que ia sair daquela boca.

- Harry...

Harry.

Ela estava sonhando com ele.

 A raiva subiu a minha cabeça e sem pensar duas vezes segurei a faca firme na minha mão. E a joguei na direção de Alana.



Notas finais do capítulo

Então, o que acharam? Pessoas que estiverem lendo, por favor, comentem! É importante saber o que vocês estão achando e saber se vocês querem que eu mude alguma coisa ou destaque outra coisa. opinem por favor! Beijos ♥