Infernal Love escrita por juhpiazza


Capítulo 8
Capítulo 8


Notas iniciais do capítulo

bom aqui está! desculpa a demora, ontem eu acabei indo ver o desfile da festa da uva u.u e nao deu pra postar. fiquei DUAS HORAS E MEIA de peé. foi uma coisa. mas enfimmmm. de noite posto mais! *-*




   Capítulo 8 – Niall Horan

A faca atingiu o emaranhado de seus cabelos a milímetros de seu rosto. Respirei fundo escorregando pela porta. O que estava acontecendo comigo? Porque aquela maldita Hécate havia feito isso? Tudo se misturava na minha cabeça e eu não sabia mais o que fazer.

Andei com passos vacilantes até a cama já sentindo meu braço arder de dor. Arranquei a faca do travesseiro e voltei a olhar para Alana. Eu não podia fazer isso. Eu não ia conseguir matá-la. Louis ou Liam ou qualquer um iria fazer aquilo. Não era pra mim, não isso. Sentei na berrada da cama jogando a faca para baixo da mesma. Peguei sua mão e fiquei brincando com os dedos sem me importar se ela ia acordar e me veria ali.

- Niall?

Escutei a voz dela chamar meu nome. Ela não fazia ideia de como ele ficava lindo vindo da sua boca. Pensar que ela estava sonhando comigo me animou um pouco e eu consegui sorrir e apertar forte a mão dela. Escutei a sua risada e ela apertou a minha mão. Alana não estava sonhando comigo, o que me deixou um pouco desapontado, ela estava acordada.

- O que você está fazendo aqui? – Alana esfregou os olhos me olhando, depois de dois segundos, em que eu tentava pensar em algo para falar, seus olhos se arregalaram e ela sentou na cama de um salto. – O que aconteceu com o seu braço?

Eu olhei para ele. Já era estranho o suficiente ele estar enrolado em uma toalha, mas piorava um pouco o fato de estar com uma mancha vermelha de sangue se espalhando. Voltei a olhar para ela, que agora estava se debruçando sobre mim para pegar gentilmente meu braço. Desamarrou a toalha e soltou uma exclamação assim que viu os cortes. Voltou a me olhar, praticamente exigindo uma explicação para aquilo.

- Hm. Eu, ontem, depois que você saiu... –eu tentava desesperadamente achar uma solução. – Eu resolvi beber mais um pouco e a garrafa, meio que, quebrou e caiu no meu braço. E... E nada, é isso ai.

Esbocei um sorriso vitorioso ao conseguir achar uma desculpa, que eu achava ser, aceitável. Ela me olhou desconfiada e pulou da cama andando até uma estante. Alana começou a mexer em algumas gavetas e voltou alguns minutos depois com uma caixa branca. Ela se ajoelhou entre as minhas pernas e eu não pude deixar de imaginar uma cena muito melhor com ela nessa posição do que fazer curativos no meu braço.

- Não vou nem pedir o que você estava fazendo no meu quarto a essa hora da manhã.

- Na verdade você já pediu isso... – eu comecei a rir e ela botou alguma coisa em cima dos cortes que me fizeram gritar de dor.

Alana começou a limpa-los e o sangue foi sumindo aos poucos deixando os cortes compridos mais a vista. Pegou o que eu acredito que era gase e botou sobre os cortes, ou seja, todo o braço, enfaixando-as.

- Pronto. Bem melhor do que uma toalha. – ela riu ainda ajoelhada ali. – Estranho não ter nenhum caco de vidro nos cortes Niall...

- Não? Ah, eu acho que eu devo ter conseguido tirar tudo...

- Hm... Claro. – ela não me pareceu muito convencida.

Puxei-a para o meu colo e deixei que ela se ajeitasse ali, com uma perna em cada lado do meu corpo e as mãos em volta do meu pescoço. Nosso rosto estava a milímetros de distância e eu podia sentir a respiração dela batendo contra a minha boca. Minhas mãos apertaram a cintura dela e a puxaram para ainda mais perto. Nossos narizes se tocaram.

Beijá-la? Não pioraria as coisas? Ou eu poderia beijar e odiar o beijo dela e o feitiço seria quebrado... Isso soava muito ridículo agora. Não tem como eu odiar o beijo de alguém tão perfeito como ela. Olhei para o seu rosto. Os olhos estavam fechados e a face era tão serena. Ela não sabia onde ela estava se metendo. Respirei fundo, beijá-la não seria certo, mas era o que eu mais queria fazer, o que eu precisava fazer.

Eu precisava dela.  Era isso que importava. Meus olhos se fecharam e eu diminui por completo a distância que havia entre nós.

Quando os meus lábios tocaram os dela eu decidi que eu poderia viver apenas beijando-a. Seus lábios eram doces e macios. As mãos de Alana brincavam com o meu cabelo e arranhavam de leve o meu pescoço, eu só conseguia tentar puxá-la mais para perto de mim, mesmo não tendo como. Queria sentir cada parte do corpo dela perto do meu, queria senti-la.

O que era algo calmo e até então não planejado, começou a virar um beijo quente e urgente. Pensar que eu tinha ido ali com o intuito de matá-la me deixava com raiva de mim mesmo e com mais vontade de protegê-la.  Eu comecei a deitar na cama e ela foi por cima de mim, o beijo agora estava rápido e minha respiração quase perdida.

Alana desceu os beijos para o meu pescoço, beijando toda a extensão do mesmo e dando mordida leves, aquilo fez eu soltar um gemido baixo. Fiquei por cima dela tentando ignorar ao máximo qualquer pontada no meu braço. Voltei a minha atenção para a sua boca e a beijei com um fervor maior do que o de antes. Minhas mãos foram para baixo da sua camisa e passeavam livremente pela sua barriga.

Ela separou o beijo e voltou a ficar por cima de mim, mas dessa vez apenas deitou a cabeça no meu peito. A minha respiração era falha e eu tentava buscar o máximo de ar possível. Minha cabeça girava e meu coração estava disparado, fazia tempo que eu não o sentia assim. Fazia tempo que eu não o sentia.

- O que foi isso? – ela me pediu com a respiração igualmente falha. Sua boca estava vermelha e eu imaginei se a minha também estava assim.

- Um beijo...? 

- Sério? – ela foi irônica e eu ri. – É que em um minuto eu estava aqui sonhando com o Harry e depois você vem e muda tudo e...

- O que você estava sonhando com ele? – minha voz ficou fria no mesmo instante. Ela pareceu não notar.

- Nada de mais. Meus sonhos costumam não ser muito criativos. – ela riu.

Passei a mão sobre seus cabelos e dei um beijo no topo da sua cabeça. Alguma coisa lá no fundo se agitava. Eu não podia matá-la. E não sabia se eu ia agüentar ver outra pessoa fazê-lo.  Fechei os olhos, a ideia de perder Alana agora parecia absurda. Eu tinha que saber que aquilo tudo não se passava de um feitiço. Que na realidade eu não estava realmente apaixonado por ela. Mas estando ou não, a ideia de perder ela era insuportável para mim. Minha cabeça girava. Era muita coisa. Se ela ao fim morresse. O feitiço ia ser quebrado. E tudo ia ficar bem, não ia? Tudo ia voltar ao normal por fim. Eu ia poder descansar, todos íamos.

Mas eu não ia conseguir matá-la. Tive medo que com todos esses sentimentos um por cima do outro, Lúcifer acabasse sentindo alguma coisa. Mas creio que por ser feitiço, isso não poderia acontecer, poderia? Joguei minha cabeça para trás e gemi.

Porque tudo tinha que ser tão complicado? 



Notas finais do capítulo

Quero a opinião de vocês. Ficou muito cedo eles terem se beijado? É que eu não aguentava mais esperar he. Enfim, eu tava pensando de no próximo, ou no outro ela descobrir o que ele é ou ele contar para ela. Que vocês acham? Me falem ok? Falem o que vocês estão achando e etc.. Preciso saber se vocês estão ou não gostando! beijos s2