Infernal Love escrita por juhpiazza


Capítulo 6
Capítulo 6


Notas iniciais do capítulo

está ai! espero que vocês gostem. as coisas vão começar a se explicar a partir de agora. um pouco pelo menos (:




Capítulo 6 – Niall Horan

23 de novembro – 20h: 12min

Eu e Alana havíamos conversado enquanto eu acabava o serviço. Fiquei por ali até o sol sumir, então ambos entraram para suas casas. Ela foi embora enquanto eu pegava os instrumentos utilizados naquela tarde, pelo que eu pude perceber ela tinha que fazer a janta para o pai. Entrei na casinha um tempo depois com o meu estômago revirando de fome. Acabei comendo um sanduíche feito as presas.

Com um pão velho.

Resolvi ir ao mercado. Apresei o passo para que eu conseguisse chegar lá antes que fechasse e comprei uma sorte de coisas que todo adolescente gostaria de poder comprar em um mercado. Aos montes. Eu posso existir a milênios, mas vou sempre ter dezoito anos. Literalmente.

Larguei as compras em cima da mesa assim que cheguei. A primeira coisa que me passou na cabeça foi tomar um longo banho. Acabei demorando mais do que pretendia, mas meus músculos pareceram por fim relaxar, eles estavam extremamente doloridos devido ao repentino trabalho pesado de toda à tarde. Coloquei a primeira roupa que tirei da mochila: uma bermuda e fui para a mesa decidindo comer mais alguma coisa antes de ir dormir.

Peguei uma sacola e tirei de lá um pacote de Doritos, sabendo que ia ficar com sede depois de comer os dois primeiros, abri uma garrafa de Absolut Vodka, tomei vários goles antes de minha atenção voltar para o pacote de Doritos. Meu apetite estava imenso. Não me importei muito com o que aquela mistura ia causar no meu estômago.

Joguei-me na cama e resolvi ficar ali comendo até dormir. Estava na metade do pacote e o conteúdo da garrafa já havia praticamente acabado, quando bateram na porta. Olhei para o relógio no lado da cama, ele marcava 21h: 32min. Fui abrir a porta escondendo a garrafa atrás das costas. Cambaleei umas quatro vezes e precisei ficar parado um tempo para recuperar o equilíbrio. Eu estava totalmente sóbrio, mas a tontura havia me atingido em cheio.

– Oi Niall. – Alana falou assim que eu abri a porta. Ela carregava um embrulho em uma das mãos e a outra estava ajeitando a franja que insistia em cair sobre seus olhos. – Meu pai acabou de subir para o quarto, então e resolvi vir aqui trazer alguma coisa para você comer. Supus que você não fosse muito bom na cozinha...

– Isso é verdade. – dei espaço para ela passar e fechei a porta, tentando me concentrar o máximo para não perder o equilíbrio.

– Bom acho que você já fez sua festinha particular aqui... – ela havia colocado o embrulho em cima da mesa e olhava o conteúdo das sacolas. – Hm, vodka com Doritos, combinação interessante essa sua.

Eu ri alto e ela tirou a garrafa da minha mão, guardando as compras em um pequeno armário. Começou a arrumar a mesa e botou a comida que havia trazido em um prato. Eu acompanhava todos os seus movimentos. Havia sentado na cama e consegui notar, ainda melhor que antes como as pernas dela eram bonitas, Alana usava um short, que em minha opinião, poderia ser menor, mas ainda assim deixava suas pernas bem visíveis. Eu queria tê-la ali. Agora.

Escutei uma risada fraca e gelada vindo de algum lugar. Olhei para ela que acabava de arrumar o que quer que fosse.

– Que foi? – pedi sem entender o motivo do riso.

– Que foi o que? – ela me olhou confusa. – Vem sentar.

– Você riu. – sentei na frente do prato e ataquei a comida no mesmo instante.

– Não ri não. Acho que a bebida está te fazendo mal.

Concordei, acreditando realmente que fora a bebida. Continuei a missão de limpar o prato e ela sentou ao meu lado. Eu não havia percebido como eu estava faminto e ela cozinhava bem demais.

Você sabe que não foi à bebida Niall. Fui eu que ri. Ri de você.

Tive que me segurar para não saltar da cadeira. Eu conhecia aquela voz de bruxa velha. Hécate. Eu não acreditava que ela podia ser tão idiota aquele ponto. Ela estava enterrada, sete palmos abaixo da terra. Apodrecendo. Ela deveria estar se desgastando muito ao tentar manter qualquer tipo de contato comigo. Sacudi a cabeça. Não queria aquela bruxa falando comigo dentro da minha mente. Já bastava Lúcifer dentro de mim.

Você não sabe o que está acontecendo, sabe? Você não para de pensar nela, meu querido. Quer saber o porquê disso? Niall, você é inteligente. Sabe quem tem as respostas. Eu tenho as respostas. E estou disposta a dar para você, rir de você e do seu desespero quando recebê-las, meu querido.

Juro que por pouco não gritei para ela ir se foder. Confesso que fiquei bastante curioso em saber o que quê ela tinha para me contar, mas nenhuma resposta valia a diversão dela. Não iria permitir que ela risse de mim. E também, se eu pensava em Alana o problema era exclusivamente meu.

Ela havia recolhido meu prato e levado a pia. Voltei a acompanhar seus passos. Abriu o armário e começou a procurar alguma coisa. Quando voltou a se virar para mim o rosto dela estava iluminado de felicidade. A explicação era simples: ela havia achado uma barra de chocolate. Eu ri da empolgação dela. Alana correu e se jogou na minha cama abrindo a embalagem.

– Ei, dona Alana! Nada de comer todo o meu chocolate.

– Não posso? - ela fez uma careta meiga e depois riu. – Vem pegar se quiser, ué.

Levantei da cadeira e pulei em cima dela começando a fazer cosquinhas. Ela largou a barra no lado oposto da cama e começou a rir alto. Senti-la tão perto de mim me deu um prazer enorme. Era como se uma parte que estava faltando em mim há anos finalmente estivesse completa. Eu gostava de senti-la perto de mim. Era uma sensação incrível.

– Para, para agora Horan!

– Só quando você se render! – ela ria ainda mais.

– Nunca!

Ela conseguiu segurar meus pulsos e deu impulso, ficando por cima de mim, sentada no meu colo, com uma perna em cada lado do meu corpo. Alana segurava meus pulsos acima da minha cabeça. A respiração dela estava falha, os cabelos estavam bagunçados e a pele dela corada. Ela estava linda. Não pude deixar de morder meus lábios quando a imagem pervertida de tê-la me veio à cabeça. Consegui me desprender e a puxei para perto de mim a abraçando com força. Ela soltou mais uma de suas gargalhadas.

– Parece que eu sei quem se rendeu.

– Cale a boca. – eu ri.

Ficamos abraçados por um tempo. Sem falar nada. Para ser sincero eu queria falar. Queria poder abusar daquele brinquedo, mas o momento estava bom. Preferi deixar assim até que ela se pronunciasse.

O que infelizmente, não demorou muito.

– Preciso ir Niall. - ela se levantou e sentou na cama. – Meu pai não pode saber que eu vim para cá.

Soltei um gemido e esfreguei meus olhos. Alana já estava no lado da porta pronta para sair. Sentei na cama e a olhei sem disfarçar a malicia.

– Você volta amanhã?

– Vou tentar. – ela riu. – Acho que vou dormir na casa do meu amigo...

– Qual? O Mister Cachinhos de hoje a tarde?

– Mister Cachinhos? – mais uma vez consegui escutar aquela gargalhada. – Isso mesmo.

Ela abanou e saiu. Voltei a me jogar na cama. Tinha alguma coisa naquele menino que eu não gostava. Que eu odiava. Acredito que fiquei pensando naquilo um bom tempo, até adormecer.


24 de novembro – 04h: 58min – Niall Horan

Senti minha alma saindo de mim e vagar por ai. Eu estava em um bosque, uma clareira. Ali havia um túmulo. Um túmulo aberto. Cheguei mais perto e consegui enxergar os ossos apodrecidos. O cheiro era repugnante. Afastei-me dali e olhei ao redor. Vi alguém se aproximando. Esperei que chegasse perto o suficiente para eu reconhecer e se precisasse, para eu sair correndo. Não precisei.

Era a menina mais linda que eu já havia visto. Isso excluindo a Alana, como ela vai deixar de existir logo, não tem importância. Ela tinha longos cabelos pretos levemente cacheados, os olhos eram enormes e castanhos e a pele era branca, totalmente branca. Sorri ao vê-la e ela retribui o sorriso. Ela se aproximou de mim e olhou para o túmulo aberto, se agachou e tocou na terra. O túmulo foi coberto de terra no mesmo instante. Dei um passo para trás e a olhei, analisando-a melhor. Os movimentos eram duros. Quase como os de um robô.

Ela olhou para mim, e sorriu. O sorriso dela me cortou a alma e eu senti medo.

– Que bom que você veio Niall. Não agüentava mais esperar.




Notas finais do capítulo

eai? que tal? bom, continuem lendo e por favor comentem! preciso de uma motivação para continuar escrevendo e acima de tudo preciso saber se estao gostando! beijos bbs s2