Infernal Love escrita por juhpiazza


Capítulo 13
Capítulo 13


Notas iniciais do capítulo

Oláá! Gente, deixa eu explicar pra vocês, amanha eu vou pra Buenos Aires tchurururu, daii eu não vou postar aqui, minha amiga vai postar pra mim. Dai ela nao vai responder nenhum comentário nem nada tá? MAS CONTINUEM DEIXANDOO! SADIOHDNÇLSA.D enfim. ai esta




         Capítulo 13 – Niall Horan.

25 de novembro – 13h08min

Senti um vazio ao meu lado assim que acordei. Alana não estava mais ali, apenas um papel. Esfreguei os olhos e o peguei para ler.

Niall, tinha me esquecido que tinha que ir para a casa da minha amiga hoje. Mas eu volto de noite. A propósito, hoje é domingo, dia de folga. Beijos.

Enrolei-me na cama o máximo que pude e só levantei quando bateram na porta. Botei qualquer roupa e com muita má vontade me arrastei para abrir a porta. Ela entrou sem esperar qualquer convite meu.

- Hécate me mandou aqui.

- Você é Hécate... – mas assim que eu falei isso, percebi que seus movimentos estavam bem mais leves e normais. Ela, Giorgia isso? Não estava mais com Hécate dentro de si. – Espera, cadê ela?

- Descansando... – ela se aproximou de mim e fechou a porta com força me prensando contra a mesma. Tudo aquilo de manhã era legal e tal, mas muito para eu raciocinar. – Só preciso lhe dar um rápido aviso.

A boca dela se mexia rapidamente perto da minha, eu sentia a respiração dela. Eu já havia dito não? Que para mim ela era a menina mais bela de todas, depois da Alana, mas eu estava prestes a mudar esse conceito.  Segurei-a pela cintura e mordi minha boca.

- Que aviso?

- Lúcifer.  – ela puxou meu cabelo de modo com que a minha cabeça batesse na porta e meu pescoço ficasse exposto, sussurrou de leve na minha orelha. – Ele sabe. Sabe de você e a Alana. Acha que ele seria tão burro a ponto de não sentir o que você sentiu ontem à noite?

Engoli em seco e ela riu. Ela estava virando idêntica a Hécate, mas não me importei. Ela mordeu o lóbulo da minha orelha e eu soltei um gemido.  Eu não queria que ela me soltasse. Não me importava de transar com ela também, não mesmo. Mas ela me soltou e andou pela casinha, e por fim ela sentou na cama.

- Você entende que está com problemas?

- Sim... – sentei ao lado dela. – Mas Lúcifer vai perceber que eu estou... Sabe, gostando dela?

- Óbvio que ele sabe. Entenda uma coisa Niall, vocês estão com uma conexão. São seus sentimentos, você não pode escondê-los. E querendo ou não, Lúcifer está dentro do seu coração vendo cada pedacinho do mais profundo sentimento. Ele não é burro.

- Merda. – engoli em seco. – Mas tenho certeza que ele sabe que mesmo eu gostando dela... Eu vou matá-la. Ele sabe que eu consigo.

- E você sabe se consegue? – ela arqueou as sobrancelhas e eu fiquei sem resposta.

Era isso. Eu não sabia se conseguiria. Sempre me mostrei forte para Hécate, mas tinha esquecido de me mostrar forte para eu mesmo. Sabia que lá no fundo eu tinha uma fraqueza, que eu não sabia se na hora eu não iria olhar para o rosto dela e simplesmente desistir de fazer tudo. Mas ao mesmo tempo em que eu não sabia disso, eu sabia que havia o Louis e o Liam, e que se caso isso acontecesse, eles estariam ali para fazer por mim. Ou pelo menos eu esperava. Ela soltou uma risada e seus olhos pareciam mostrar um pouco de piedade. A mão dela foi até meu rosto e o levantou.

- Escute, no fim, vai depender de você. Não basta você entregar tudo nas mãos dos seus coleguinhas. No fim, você vai ser a peça principal de todo o jogo. Entende? A responsabilidade disso não é de Lúcifer, de Louis ou de Liam ou de quem quer que seja. É sua.

- Por que minha? Isso não faz sentido. Eu estou tão morto quanto os outros. – me joguei na cama e fechei os olhos. Eu não podia ter toda a responsabilidade. Era demais para mim. Demais.

Giorgia sentou no meu colo, uma perna em cada lado do meu corpo, e me puxou pela gola da camisa, nossas bocas quase se tocaram.

- Você se lembra de alguma coisa do seu passado Niall? – ela não me olhava, apenas brincava com os meus curativos. – Lembra quem você era? Você acreditava Nele. Não em Lúcifer. Ele foi só uma saída para os problemas que apareceram. Você recebeu a maldição por puro acaso. Não deveria tê-la recebido. Compreende?

- Eu... – aquilo me atingiu como um baque. Então eu tinha aquela maldição dentro de mim por causa de um engano? Porque eu fui enterrado no cemitério errado? Sacudi a cabeça. – Mas mesmo assim. Eu quero descansar.  Não agüento mais tudo isso... E você... Como sabe de tudo isso? Tem certeza que não é Hécate?

- Pareço ser ela? – definitivamente, ela não parecia. Hécate nunca seria desse jeito. – Quando você é possuída Niall, você passa a ter outro “corpo” dentro de você.  A pessoa domina seus pensamentos, seus sentimentos e suas ações. Eu resisti tempo de mais quando Hécate tentou me possuir. Tempo suficiente para eu conseguir saber tudo o que ela pensava e sentia. Então ela finalmente desistiu, de ficar em mim. E me contou tudo, toda a história. Algumas partes eu já sabia. A questão é que, começamos a dividir o corpo. Eu queria ajudá-la. Entende isso?

Concordei. Ela falava como se eu fosse uma criança e precisasse de toda a explicação. Quase achei que daqui a pouco ela fosse começar a desenhar. Segurei a sua cintura e olhei para seu rosto. Sentia a mão dela brincando com o meu braço machucado. Eu precisava de alguma distração, tirar tudo aquilo da cabeça. Tirar Alana da cabeça. Quando nossos olhos se encontraram, eu avancei.

Nossas bocas se chocaram e as mãos dela foram parar no meu pescoço e cabelos. Eu a puxei para mais perto de mim, apertando sua cintura. Continuamos naquele beijo, quente e feroz por si. Quando eu achei que não ia suportar mais sem ar, ela separou o beijo e levantou do meu colo indo para a porta, a segui.

- Aonde você vai?

- Embora... – ela riu já andando para o portão da casa.

- Ei, a gente se vê ainda?

Ela apenas riu. Fechei a porta atrás das minhas costas e respirei fundo. Precisava conversar com alguém.

            Alana Richard

Toquei a campainha no mínimo umas três vezes. Eu sabia que estava atrasada, primeiro por ter acordado tarde e segundo por ter parado no caminho para comer alguma coisa. Mas Alice não precisava fazer toda essa cena e demorar em abrir a porta. Havíamos combinado, uma semana antes, que eu, ela, Harry e Zayn iríamos nos encontrar ali, para passar uma tarde juntos falando besteira e fazendo qualquer coisa. Escutei passos se aproximando da porta e segundos depois ela se abriu. Alice estava lá. Ri da cara dela e entrei.

- Por que demorou tanto moça? Espero que tenha uma boa desculpa, por...

- Niall. – falei já subindo as escadas para o quarto dela. Eu podia escutar as risadas dos meninos vindo de lá.

- O que tem ele? – ela fechou a porta com um baque e subiu as escadas me alcançando no último degrau.

- Me atrasou. Só isso.

Ri e abri a porta. O quarto dela estava um caos. Harry estava deitado de bruços na cama lendo algum jornal, Zayn estava sentado no chão, com uns quatro jornais ao redor dele e rindo de alguma coisa em um quinto jornal. Havia uma caixa enorme aberta e de lá saiam vários e mais vários jornais. Eu olhei para Alice, ela revirou os olhos como se dissesse: “Esses dois são crianças que se emocionam com jornais.”.

- Oi crianças! – tentei seguir o caminho para a cama sem pisar em nenhum jornal, o que foi uma tentativa fracassada. Sentei na beira da cama e olhei os jornais.

A família de Alice tinha uma antiga “tradição”. O avô do bisavô dela, ou algo assim, era jornaleiro, então desde lá ele guardava cada jornal que exibia alguma matéria sua, e eram vários, então a família acabou pegando essa mania e colecionam qualquer jornal que acham interessante. De geração para geração. Havia jornais realmente velhos ali.

Zayn estava lendo alguma tirinha e eu percebi que era da Turma da Mônica. Franzi a sobrancelha ao perceber que aquele sim era um jornal velho. Olhei para a caixa e vi que havia ali, alguns antigos, então peguei uma que já estava meio apagado com o tempo e abri na página da matéria de capa. Comecei a ler.

Falava sobre um incêndio. Havia devastado uma mansão e tudo que existia lá dentro, inclusive a mulher e o marido, a filha deles, de seis anos estava em uma excursão da escolinha e havia se salvado. Eu não consiga entender o sobrenome da família, aquela parte estava totalmente apagada. Pulei para o parágrafo seguinte, havia vários depoimentos de testemunhas que viram o fogo começar, ou chamaram os bombeiros, ou algo assim. Meus olhos pararam em um depoimento:

“Um rapaz de dezoito anos, senhor Niall Horan, afirma que...”

Meu pensamento pareceu rir daquilo. Era muita coincidência aquilo. Alguém com o mesmo nome e idade que Niall, mas não poderia ser ele. Afinal, seus pais não deveriam nem ter nascido na época que a matéria foi divulgada. Deixei aquilo de lado e continuei lendo, virei à página e uma grande foto ocupava praticamente todo o espaço. A mansão estava destruída, em alguns pontos dava para se ver labaredas do fogo consumindo algumas paredes. Várias pessoas estavam ali.

Uma, no canto da página me chamou atenção.

Meu coração parou quando eu reconheci quem era a pessoa. Ele não havia mudado exatamente nada. Olhei a data na capa do jornal: 1935 e voltei a olhar a imagem. Era ele, não havia duvidas daquilo. A mesma feição, os mesmos detalhes no rosto.

Aquilo era impossível. Mas estava ali.

Uma foto de 1935, em que Niall aparecia exatamente igual à hoje.



Notas finais do capítulo

uuuuuuuuuuuuh. alana vai começar a desconfiar. só acho. Enfim, deixem seus comentários, e amanha no inicio da tarde acho que posto mais ainda. Beijos bbs s2